quarta-feira, 7 de março de 2012

Abra sua mente, mude seu cabelo

Muitas de nós começamos desde cedo a aplicar relaxamentos e alisamentos nos cabelos. Com essa "dependência química" tão precoce, acabamos não tendo lembranças - e, portanto, não fazendo a mínima idéia - da real aparência dos nossos cabelos.

Por conta disso, a decisão de retornar ao natural não costuma ser um processo fácil. Perguntas como "qual a verdadeira textura do meu cabelo?", "será que não vai ficar muito volumoso?", "como irá emoldurar meu rosto?" estão sempre presentes neste momento de transição.

Além de tudo isso (e por mais que a gente diga veementemente que não liga!...) também nos perguntamos o que as outras pessoas irão achar do nosso cabelo e, em última instância, o que irão achar de nós com cabelo crespo.

Esta dúvida é comum, pois todos (nós e os outros) são bombardeados desde sempre e acabam internalizando um padrão ideal de cabelo crespo ou cacheado. Apesar de nos últimos tempos vermos uma suposta valorização dos cabelos naturalmente encaracolados nos meios de comunicação, as imagens veiculadas ainda estão fortemente ligadas a este modelo de cabelo idealmente bonito/saudável/bem cuidado (geralmente cabelo pelo meio das costas, com cachos largos e ultradefinidos).

Contudo, nem sempre conseguimos os mesmos cachos definidos e com balanço da garota propaganda do xampu, por melhores que sejam nossos métodos e técnicas de cuidado com os fios. Neste momento costuma vir a triste decepção. Afinal, você gastou tanto tempo e dinheiro, pesquisou tanto na internet e procurou produtos em inúmeras lojas pra, no fim, obter ISSO?? *aponta pra própria cabeça*.

Sim, foi pra ISSO! A forma com a qual você encara o "isso" é que é a questão...
 
Só porque nossos cabelos não são como os da propaganda não significa que sejam feios, ruins, duros ou que só "tomem jeito" com química. Que tal uma mudança de olhar? Talvez seja hora de parar de se lamentar por aquilo que seu cabelo não é e passar a admirar aquilo que ele é. É hora de abrir sua mente e ampliar seu conceito de beleza.   

A fase da transição é o momento da reeducação - nos cuidados com o cabelo e também de pensamento. Todos podemos aprender coisas novas - e admirar belezas de outras naturezas pode ser aprendido também. Aproveite a internet e busque por imagens de meninas naturais no oráculo Google. Salve as que você mais gostar, ou aquelas com as quais você mais se identificar.  E não se esqueça de olhar pra você no espelho, de olhar pro seu cabelo bem de perto. Nós passamos 5, 10, 15, 30 anos numa relação de inimizade com ele, então fazer as pazes não vai ser fácil... Mas é possível! Com jeitinho chegamos lá e, de quebra, fazemos as pazes conosco.

E esta é a hora de aprender que seu cabelo não é melhor nem pior, é apenas diferente daquilo que ensinaram a você como sendo um cabelo "bom". Ele guarda uma singularidade, uma beleza única, que merece ser apreciada por você, independentemente da textura que comece a aparecer nos primeiros centímetros de crescimento novo.

Mais do que uma simples mudança de visual, o retorno ao natural é um processo de autoconhecimento. Abrace a sua textura, aprecie seu cabelo e comece a sua jornada!

12 comentários:

  1. Eu tô na abstinência =P
    mas eu nem tô sentindo muito... porque há muito meu cabelo não tava ficando legal, dá mais trabalho disfarçar a diferença da ponta rala e a raiz cheia... mas eu tenho que tentar. Só espero que meu cabelo cresça bem rápido!
    Espero que você faça posts sobre produtos e aquelas soluções alternativas =P

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    1. Uma coisa de cada vez, grasshopper! rs... Vou fazer em breve! ;D
      Bjos!

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    2. Olá, Beatriz. Desculpem me meter,é que fiz um vídeo ensinando um jeito de "driblar" a fase da raiz grande e pontas finas e lisas. Não fica perfeito, mas dá para usar o cabelo solto na transição, ou com uma faixa ou apenas um grampo. Está aqui, espero que ajude: http://www.youtube.com/watch?v=2kDL6KMmNDs&context=C4d25fd1ADvjVQa1PpcFPL0XVF-5NC7mlmCwkB9Ci7DrN6gknyVGE=

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    3. Obrigada! vou dar uma olhada

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  2. Nica, meu cabelo é mt parecido com o seu! Eu criei coragem e cortei. Tou me acostumando com ele curtinho. O mais importante foi que parece que tirei uma montanha das costas, sabe? Todo mundo tá me mandando "ajeitar o cabelo" mas não tou nem aí. O que importa é ser feliz consigo mesma. ;)

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    1. Sim, sim, sim... Esse é o espírito da coisa!
      Bjos!

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  3. Adoreeeeei o post.. Tem alguns meses que me livrei da escova e chapinha e cortei tudo.
    No início é estranho, mas só de ver fotos de um monte de meninas que usam cabelo lindo e natural dá um novo animo!

    Adorei o blog!

    Beeeijo

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  4. É verdade tudo o que você disse. No começo é difícil se acostumar, a gente se pergunta o que os outros vão dizer, se vão fazer piadas, rir e apontar pra a gente na rua, depois é só alegria com os elogios que chegam. As pessoas, como um todo, estão mudando de visão com relação ao cabelo crespo. Elas acham bonito e admiram quem tem coragem de assumir.

    Eu não aliso/relaxo desde dezembro de 2010, tomei coragem pra cortar as pontas com química em Dezembro de 2011, agora que meu cabelo tá chegando no tamanho que eu queria, um black altinho. E eu to super feliz com o resultado!

    A meta agora é, hidratar as pontas pra não precisar cortar e ter paciência pra crescer até o tamanho do da Teri! xD

    Beijos

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  5. Adorei Nica ! Muita gente desiste da transição porque o cabelo não é igual aos cacheados dos comerciais...

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    1. Pois é, e a gente acaba esquecendo que os cabelos dos comerciais e revistas também não são "reais"... Tem vários efeitos especiais, photoshop, ângulos, luzes...
      Bjos Andreax!!!

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  6. Perfeito, Nica! relatou bem a importância de, antes de iniciar uma transição capilar, saber aceitar o seu cabelinho do jeitinho que ele veio ao mundo! antes de iniciar a minha transição capilar, eu pesquisei muito, muito mesmo. Li muito também, e isso me fortaleceu bastante! eu Confesso que, só optei para o relaxamento porque eu sabia que o meu cabelo iria dar um trabalho imenso, e que, infelizmente, eu não teria tempo de cuidar dele com a atenção que ele mereceria.

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