domingo, 7 de dezembro de 2014

Caspa é coisa séria!


Seja de maneira permanente ou sazonal, muitas pessoas são acometidas pela caspa. Nem todas as “caspas” são iguais ou causadas pelo mesmo fator. Às vezes, o que se considera caspa pode ser um mero acúmulo de produtos; outras vezes pode ser um problema mais grave.

Antes mesmo de ficar natural, tive momentos ou períodos em que a caspa esteve mais (ou menos intensa). Em todas as vezes, consegui controlar por conta própria: melhorando a alimentação, lavando a cabeça com mais frequência, usando óleos vegetais etc.


Situação se agravando
(repare nas manchas brancas na testa)
Só que, de uns tempos para cá, a situação veio se agravando. O que eu pensei ser uma “simples caspa” tornou-se um transtorno: a descamação aumentou muito e os xampus anticaspa de mercado não davam conta. A descamação aumentou tanto que atingiu minha testa, sobrancelhas, a região perto das orelhas e nariz. Ainda que tivesse acabado de lavar o cabelo, ela continuava. Algumas partes do meu rosto ficaram descoloridas. Ou seja, eu não estava "apenas" com caspa... 



Olhar de desespero!
(pele bem oleosa, espinha gritante!)
A dermatologista, que foi muito atenciosa, diagnosticou minha condição como dermatite seborreica. Pelo que a médica me explicou, ela se dá por razões genéticas, mas é desencadeada por fatores externos (como o estresse, por exemplo). Normalmente ocorre em peles oleosas, justamente por causa do excesso de oleosidade, tanto no couro cabeludo quanto no rosto, e até mesmo em algumas regiões do corpo, como o colo. A dermatite seborreica não tem cura, mas tem controle. 



Após os primeiros 3 dias de tratamento

Meu tratamento envolve um xampu, para tratar do couro cabeludo, medicamentos para as áreas onde havia descamação e produtos para controle da oleosidade do rosto.

Até o momento o tratamento vem dando muito certo e os locais onde havia descamação estão se recuperando! Apesar de ter que lavar o cabelo com mais frequência (dia sim, dia não), não estou sentindo um grande prejuízo para os meus fios. Tenho tentado manter meu cabelo em twists grossos para preservar as divisões e evitar que embarace muito – e por enquanto está tudo bem.



Não tema prejudicar seu cabelo por conta da medicação, pois o médico não irá interferir drasticamente nos seus cuidados, a não ser que seja mesmo necessário – a mim, só foi recomendado que evitasse usar cremes na raiz, o que eu sempre fiz, na verdade. Se você sofre de alguma condição no couro cabeludo que parece não ter jeito com receitas caseiras ou produtos comerciais, não se acomode: procure um profissional capacitado para lidar com o problema.

Após 10 dias de tratamento: pele se recuperando
(Adeus, descamação! Adeus, espinha gritante!)

domingo, 30 de novembro de 2014

Ter cabelo natural é caro?

Fonte

Em minha experiência, ter cabelos naturais foi, além de um ganho imenso em identidade e autoestima, uma boa forma de poupar dinheiro. Visitas trimestrais aos salões para fazer relaxamento que podiam chegar a 200 reais – e isso, no final da década de 90, era quase um salário mínimo! – fora os retornos eventuais para escovas e tratamentos profundos. Mais tarde, com as tranças gastava um pouco mais, ainda trimestralmente, com a compra do material (cabelo sintético) e com a mão de obra (que era cara, merecidamente).

Hoje em dia eu invisto meu dinheiro apenas em produtos. Todos os procedimentos, aplicações, cortes etc. quem faz sou eu. Conhecendo a melhor forma de aplicar os tratamentos e as necessidades dos meus fios, o gasto que antes era trimestral virou praticamente anual! Mesmo assim, ainda vejo meninas que não tem essa experiência econômica no tratamento dos cabelos e ficam tentadas a voltar às químicas por conta disso.

É possível economizar, ou ainda, é possível saber onde gastar o nosso tão suado dinheirinho quando se trata de produtos capilares?

Sim, é possível! Vejamos algumas dicas:

Faça os procedimentos em casa
Um ótimo jeito de gastar dinheiro com cabelo é ir fazer os tratamentos no salão. Lembre-se que lá, além do produto, você está pagando a mão de obra e o lucro do proprietário. Muitas das máscaras de tratamento profissionais são facilmente encontradas no mercado e seu custo total equivale a uma única aplicação no salão! Ou seja, o que você gastaria em uma ida ao salão de belezas, irá gastar em um pote de 500g de creme que pode durar vários e vários meses!

Conheça as necessidades do seu cabelo
Sabemos que conhecer as necessidades do cabelo leva um tempo, porque no início estamos perdidas, querendo experimentar tudo, todos os produtos e todas as formas de usá-los! Depois de alguns meses, quando a febre da experimentação passa, é hora de botar o pé no chão, dar uma olhada na conta bancária, prestar atenção no que nossos cabelos gostarem e só gastar com aquilo que valeu a pena. Anote, fotografe, registre, faça um banco de dados para não se perder nos produtos que deram certo ou errado.

Invista em boas máscaras de tratamento
Condicionadores e cremes de pentear são produtos de uso frequente que acabam num piscar de olhos. Já as máscaras costumam durar mais porque, além de usarmos menos vezes, elas são muito mais concentradas. Ao invés de pagar uma nota num creme de pentear que vai acabar em poucas aplicações e só vai servir para arrematar o seu visual, procure máscaras de tratamento (hidratação e reconstrução) realmente boas para o seu cabelo e não fique com dó de gastar com elas caso o precinho seja mais salgado – economize nos outros produtos. Máscaras não são um gasto, são um investimento!

Use as quantidades certas
Nem sempre mais xampu significa mais limpeza, nem sempre mais creme significa cabelo mais macio. Alguns produtos, geralmente os de marcas profissionais, têm fórmulas mais concentradas e componentes espessantes que garantem uma boa distribuição do creme pelos fios sem precisar de quantidades imensas. Não vá, logo de cara pesando a mão e usado meio pote numa única aplicação: comece com pouco e aumente as quantidades conforme achar necessário.

Utilize seus produtos ao máximo
No post anterior, há algumas dicas de utilização racional dos produtos, o que também não deixa de ser uma forma de economizar com nossos cabelos. Utilizando os produtos ao máximo, damos mais valor ao nosso rico dinheirinho que foi gasto lá na loja de cosméticos.

Fonte

Por último, mas não menos importante, é bom saber: nem sempre o barato sai caro. Existem ótimos produtos de farmácia a preços acessíveis, assim como existem produtos de marcas superfamosas e caríssimas que não farão absolutamente nada pelo seu cabelo. Não acredite que o preço pode definir a qualidade do produto - só o seu cabelo pode dizer o que é bom e o que não é. 

Se você tiver uma amiga natural, compartilhe amostrinhas dos produtos, troque ou revenda aqueles que não serviram para você, mas ela adorou. Todo mundo sai ganhando dessa forma e os cabelos – e o bolso – agradecem!

domingo, 16 de novembro de 2014

5 dicas para aproveitar ao máximo seus produtos



Desde o meio do ano, eu venho tentando economizar quando se trata de cabelo. E não é somente por uma questão financeira, mas principalmente de consumo responsável: será que a gente precisa mesmo de tantos produtos para cuidar das nossas madeixas? Às vezes temos tantas coisas que nem damos conta de usar tudo!

Inspirada na amiga Claudia Silva, resolvi acabar com meus estoques. Mas acabar meeesmo! Usar tudo até a última gota. Para isso, tomei algumas atitudes - e você também pode se inspirar para fazer “a limpa” no seu armário de produtos ainda para 2015!

1. Pare de comprar produtos novos apenas para experimentar. Só permita que entrem no seu armário aqueles que são extremamente necessários!

2. Reveze o uso de máscaras de tratamento e condicionadores. Normalmente elegemos um ou dois favoritos e ficamos neles até acabarem, esquecendo outros produtos que podem até não ser tão bons, mas ainda assim dão um resultado legal para o cabelo. Dê mais uma chance aos seus "quase favoritos".




3. Corte o fundo das embalagens para retirar todo o produto que fica ali acumulado, mas não sai quando apertamos o frasco. Às vezes, a gente joga fora uma ou duas aplicações do nosso produto favorito no lixo por bobeira... Tenha sempre um estilete ou tesoura grande para cortar a embalagem (com cuidado!), uma espátula para retirar o produto e um potinho para guardar essas sobrinhas do fundo da embalagem. Isso gera uma economia sem tamanho!



4. Junte os restinhos dos cremes e faça uma misturinha. Guarde um pote maior (pode ser de uma máscara de tratamento) e ponha nele os restinhos de cremes de tratamento ou condicionadores que não são suficientes para uma aplicação completa. Dê preferência às misturas com produtos de mesma finalidade – cremes de hidratação com cremes de hidratação, e assim por diante. De pouquinho em pouquinho, é possível juntar produto o bastante para algumas aplicações, e o resultado ainda pode ser surpreendentemente positivo para o cabelo. Só evite guardar a mistura por muito tempo!

5. Dê novos usos para os seus produtos. Comprou um creme de pentear que é bom para desembaraçar mas não dá uma finalização legal? Que tal usá-lo para desembaraçar o cabelo antes de lavar com xampu? Tem algum condicionador meia-boca que não serve para nada? Ele pode ser aplicado no comprimento dos fios antes da lavagem para proteger do ressecamento do xampu. Comprou muitos óleos/manteigas vegetais e não sabe mais o que fazer com eles? Use no corpo, nas regiões mais ressecadas, como tônico para fortalecer as unhas ou ainda antes de dormir, como hidratante labial.


***


E você, o que faz para evitar o desperdício e utilizar seus produtos de cabelo até a última gota?

domingo, 9 de novembro de 2014

Experimentando cremes de pentear



Quem acompanha o blog sabe que gosto bastante de finalizar meu cabelo com condicionador. Evidentemente, não é QUALQUER condicionador: são apenas alguns que dão o efeito que eu gosto sem provocar reações adversas, como coceira, caspa ou ressecamento.

Nessa de sempre procurar condicionadores para usar como finalizadores, acabo deixando passar batido alguns cremes de pentear que funcionariam bem para o meu cabelo. Bom, mas dessa vez não deixei e experimentei dois cremes de pentear: o Seda Recarga Natural Hidratação anti-nós e o Seda Cocriações Óleo Hidratação.



Mas para tudo... Seda?????? Aquela mesma Seda que, quando era criança, lançava só produtinhos meia boca que não faziam nada de bom pelos meus cabelos? Sim, ela mesma. Confesso que comprei com certa desconfiança e até mesmo receio por conta das experiências traumáticas no passado de Seda Ceramidas e cia. Mas esses dois cremes de pentear são surpreendentes! Cada um dá um efeito diferente - e isso vai do gosto do freguês, e também do que se deseja para o cabelo na ocasião.



O Recarga Natural deu definição e também bastante volume, deixando meu cabelo bem macio. Percebi que ele é bem interessante pra quem quer um wash and go mais despojado e day afters cada vez maiores. Como todo produto que me dá volume natural logo no primeiro dia, ele não me permite ter muitos dias seguintes satisfatórios - o cabelo acaba precisando de muitos retoques e embaraça com mais facilidade.

Já o Óleo Hidratação deu definição máxima e proteção total contra umidade do ar. Pra quem deseja um wash and go mais “comportado”, superdefinido e que permaneça intacto com o passar do tempo, ou twist-outs que durem vários dias mesmo em épocas mais úmidas ou chuvosas, ele funciona muito bem! 

Esquerda: day after com o creme de pentear Seda Recarga Natural Hidratação anti-nós
Direita: day after com o creme de pentear Seda Óleo Hidratação

Os dois cremes possuem silicones, então é recomendável que você utilize algum xampu (com ou sem sulfato) regularmente caso queira adicioná-los à sua rotina. O preço também é bem convidativo, mas a embalagem é pequena, o que não faz deles muito econômicos para quem gasta muito produto na finalização. Em compensação, são encontrados com facilidade em farmácias, mercados e magazines, então podem ser opções boas para casos de emergência.


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Depois dessa experiência positiva, acho que vou dar outra chance aos cremes de pentear das prateleiras!

E você, já tentou experimentar novamente algum produto que, no passado, não tenha dado certo para o seu cabelo? O que achou?



Obs: Todos os produtos mostrados na postagem foram adquiridos por mim mesma e comprados com meu próprio dinheiro, em lojas comuns. Logo, as opiniões mostradas aqui refletem puramente as minhas impressões sobre eles.

sábado, 4 de outubro de 2014

Como lavar seu cabelo em twists


Depois que comentei aqui no blog sobre a técnica da terapeuta capilar Jô Rezende que me foi ensinada pela amiga cacheada Eliane Serafim, surgiram algumas perguntas sobre como eu faço para lavar meus cabelos em twists. 

Não imaginei que as leitoras fossem ter tantas dúvidas porque é algo tão rotineiro para mim que já faço quase que de olhos fechados! Lavar o cabelo em twists é interessante para as meninas que já estão com cabelos de médios a longos. Vão aí o passo a passo e algumas fotos para ilustrar o processo!

Primeira parte: separando o cabelo

1. Umedeça seu cabelo com um pouco de água (pode ser embaixo do chuveiro mesmo, ou antes de entrar no banho, com um borrifador).

2. Escolha um creme que deixe o cabelo bastante escorregadio para facilitar o processo de desembaraçar. Sabe aquele condicionador que deixa faz o cabelo deslizar, mas não o deixa muito tratado, ou então aquele creme de pentear que super ajuda a desembaraçar, mas não dá um resultado legal na finalização? Então, essa é a hora de gastá-los para desentulhar seu armário de produtos!

3. Separe o cabelo em partes que sejam possíveis de você manipular sem se enrolar durante o processo. Dica: a seção de tamanho ideal é aquela que “cabe” no seu pente ou escova. Se os fios ficarem saindo dos dentes do pente ou escova na hora de desembaraçar é porque tem muito cabelo!


4. Desembarace os fios com os dedos ou com o instrumento de sua preferência (pente, escova...) e faça um twist em cada uma das seções que possam ser trabalhadas.


Segunda parte: lavando os twists

1. Com os twists já prontos, molhe sua cabeça embaixo do chuveiro. Mas molhe MEEESMO! Deixe a água cair por alguns minutos e certifique-se de que os fios estão saturados. Não tem importância retirar aquele creme que você usou para desembaraçar.

2. Caso deseje, nesse momento você pode cobrir o comprimento do twist com um pouco de condicionador para protegê-lo do xampu.

3. Usando a receitinha do xampu diluído, coloque o produto em um frasco com bico aplicador e aplique a misturinha APENAS NO COURO CABELUDO. Coloque nas divisões entre os twists e também “por dentro” do cabelo.


4. Enfie seus dedos por entre os cabelos da base do twist. Isso não deve ser muito complicado, já que quando fazemos twists grandes, a raiz fica mesmo mais frouxa. Caso não dê para passar seus dedos por aí, afrouxe um pouco a raiz do twist girando-o na direção contrária à que você os fez.


5. Esfregue e massageie seu couro cabeludo - APENAS O COURO CABELUDO! Um twist por vez, que é pra você não se perder nem se confundir no processo. Segure o comprimento do twist com a outra mão, assim você visualiza melhor onde deve esfregar o couro.

6. No final, a espuma do xampu vai ficar concentrada apenas na raiz do cabelo/couro cabeludo. O comprimento do twist vai continuar intacto!


Terceira parte: enxaguando o xampu

Esta etapa não tem muito mistério. Você tem duas opções: 

1ª opção: colocar a cabeça debaixo do chuveiro com os twists ainda fechados por alguns minutos, deixando cair BASTAAAANTE água, saturando os fios e apertando os twists para que a água saia e leve com ela os resíduos de xampu. Dica: faça como a segunda foto e segure seu twist afastado da cabeça, deixando a água do chuveiro cair apenas na parte com espuma. Depois que o excesso sair, largue o twist e deixe a água cair normalmente para acabar de enxaguar.

2ª opção: desmanchar um twist por vez para colocar a mecha de cabelo embaixo da corrente de água e refazer o twist na mecha após o enxágue.

Depois de enxaguar, você pode repetir o processo do xampu, caso ache necessário.



Bom, após o xampu é hora de partir para a sua máscara de tratamento ou condicionador favorito. Você vai notar que o comprimento dos fios permanecerá desembaraçado e a raiz, onde você esfregou o xampu, vai estar um pouco mais emboladinha. Isso é inevitável – porque é da natureza do cabelo crespo enroscar nele mesmo – mas pode ser minimizado esfregando o couro, na hora de lavar, sempre em linhas retas, nunca em movimentos circulares. Ainda assim, esse "embolado" vai ser bem mais simples de desfazer do que se a mecha de cabelo estivesse totalmente solta e misturada às demais. 



***


E você, já tentou lavar seu cabelo em twists? O que achou?

terça-feira, 29 de julho de 2014

Método LOC para o inverno

Embora o Brasil seja um país tropical, em algumas regiões o inverno chega com força! Em outras, as temperaturas caem apenas alguns graus, mas a umidade relativa do ar costuma baixar bastante em relação aos meses mais quentes. A queda de temperatura e a queda da umidade fazem com que nossos cabelos reajam de forma nem sempre positiva. Fios ressecados pela baixa umidade sofrem ainda mais com a diminuição na frequência das lavagens – porque não é todo mundo que tem coragem de lavar o cabelo com a regularidade habitual em um frio de rachar!

Para essa época de friozinho, nada melhor que o método LOC. Já falamos aqui que ele é uma ótima forma de manter a hidratação no fio por mais tempo. Ou seja, ele é perfeito para o tempo frio e seco, quando lavamos menos os fios e eles acabam perdendo a hidratação mais rapidamente para o meio externo.

O método LOC é uma forma de finalizar o cabelo  (ou seja, deve ser feita após lavar e condicionar seus fios) que consiste na aplicação dos produtos seguindo uma ordem específica. 


Primeiro vem o líquido (L), que pode simplesmente ser a água que já está nos seus fios depois que você sai do chuveiro com o cabelo úmido, ou pode ser alguma misturinha que você tenha no borrifador com um ingrediente umectante (como D-Pantenol ou aloe vera), ou ainda pode ser algum leave-in bem líquido e hidratante que não pese nos seus fios (pode, inclusive, ser diluído em água e aplicado com o borrifador também, em pequena quantidade).



A próxima etapa é a aplicação do óleo (O) no comprimento e pontas dos fios que irá selar esta primeira camada de hidratação. Para o inverno, os óleos interessantes para cabelos crespos e encarapinhados com tendência ao ressecamento são os mais grossinhos. O óleo de rícino é ótimo, mas o óleo de abacate e o azeite de oliva também dão conta do recado. O óleo de andiroba é um caso à parte, porque apesar de ser grosso em baixas temperaturas, ele não pesa nem fica tão gorduroso quando erramos a mão e aplicamos muito. Por isso, é uma boa opção para ser misturada ao óleo de rícino!



Finalmente, a terceira etapa consiste na aplicação de um creme (C), que pode ser um creme de pentear bem consistente, ou uma manteiga vegetal (manteiga de karité, por exemplo). A etapa C irá selar o óleo e formar a terceira camada de proteção no cabelo. Se você não tem restrição em relação ao uso de produtos com silicone, aposte em um creme de pentear que contenha esse ingrediente. Além de o produto selar a hidratação com bastante eficiência, o cabelo também ficará mais resistente às eventuais garoas ou sereno que você possa pegar à noite.


Aplicado o creme, você poderá deixar o cabelo secar ao natural (wash and go) ou fazer twists/tranças para um visual diferente no dia seguinte (twist out/braid out).



O método LOC é ótimo para o ano todo, basta variar os produtos de acordo com a estação. Mesmo no inverno, eu consigo manter o cabelo até o terceiro day after, pelo menos. Se você ainda não experimentou, tente. Se já é adepta, aposte em produtos mais consistentes nesse clima mais seco e o seu cabelo vai agradecer!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Como tratar do cabelo crespo curto?


Aqui no blog já falamos diversas vezes da importância de proteger os fios para que todo o trabalho que temos durante aqueles tratamentos maravilhosos não vá por água abaixo - ou travesseiro adentro...

Há um tempo atrás, recebi uma sugestão de uma leitora que pedia dicas de proteção para quem está finalizando a transição ou que acabou de passar pelo big chop e cujos cabelos estão curtos ou curtíssimos. Apesar de eu, pessoalmente, não ter colocado em prática muitos destes procedimentos por puro desconhecimento na minha época de cabelo curto, pensei em algumas coisas que podem ajudar as novas naturais a construírem suas rotinas de tratamento. Aqui vão algumas dicas!

Penteados para a transição
Se as tranças e twists não funcionam muito bem no seu cabelo para disfarçar a diferença entre a parte crespa e a esticada, opte pelos penteados presos. Coques e outros penteados presos mais elaborados escondem a "fronteira" entre o cabelo relaxado e o natural e também protegem seus fios da manipulação diária e dos agentes externos. Dê uma olhada aqui, aqui e aqui.

Proteja o cabelo na hora de dormir
Independentemente de comprimento, a regra número um das naturais é sempre evitar dormir sem nenhum tipo de proteção na cabeça. Seja um lenço, uma touca ou uma fronha de cetim, é importantíssimo evitar que seus fios sofram com o atrito com o travesseiro. Dependendo do comprimento do seu cabelo, o método de proteção pode ser mais (ou menos) eficaz - teste e descobra o que funciona melhor!

Evite xampus com sulfato
Relembrando a minha jornada capilar, percebi que meus cabelos deram um grande salto quando parei de usar xampus com sulfato. Eles deixavam meu cabelo "espetado" (o cconhecido "frizz"!) e atrapalhavam bastante a definição dos cachinhos. Opte por xampus sem sulfato e nunca esfregue seu cabelo como nos comerciais de xampu! Dilua o produto em água e ponha em um frasco com bico aplicador para que ele possa ser colocado diretamente no couro cabeludo. 

Co-wash
Se o seu cabelo está super curto e você sente que as lavagem com xampu sem sulfato ainda assim estão sendo um pouco demais, que tal experimentar lavar seus fios com condicionador? Cabelos curtíssimos são fáceis e rápidos de lavar, e o condicionador, além de limpar, já proporciona alguma hidratação. Assim, você poupa tempo no seu dia-a-dia pulando a etapa da máscara de tratamento naquelas lavadas mais apressadas de meio de semana.


Dividir para conquistar
A partir do momento em que você sentir que tem comprimento para trabalhar com seu cabelo dividido em seções, faça!  Geralmente, quando nossos cabelos já estão indo de curtos a médios, a divisão em seções já se torna uma necessidade. Dividir o cabelo em 4, 6 ou 8 partes poupa bastante tempo e energia, seja ao lavar com xampu, ao desembaraçar ou ao finalizar com creme de pentear ou gel - seus braços e fios agradecem!

Método LOC
Outra descoberta fundamental na minha jornada foi o método LOC. Selar a hidratação no fio seguindo esta ordem - primeiro o líquido, depois o óleo e finalmente o creme - fez uma diferença enorme a médio e longo prazos. Se o seu cabelo estiver bem curtinho, coloque o óleo vegetal apenas nas pontinhas e, conforme seus fios forem crescendo, vá "subindo" com o óleo para até metade do comprimento.

Pente grafo + borrifador = seus amigos da manhã
Muitas meninas reclamam que, com cabelos curtos, não conseguem ter um day after razoável. Como o cabelo curto fica solto dentro da touca, do lenço ou em contato com a fronha de cetim, é inevitável que amasse enquanto dormimos. Borrifar um pouco de água, selando a hidratação com seu creme de pentear e/ou óleo favorito é uma forma de disfarçar o amassado sem ter que enfiar a cabeça debaixo do chuveiro e refazer toda a finalização. O pente garfo ajuda ainda mais, puxando a raiz e dando volume. 

É muito importante ter em mente que o day after nunca ficará exatamente igual ao dia em que lavamos o cabelo. É totalmente normal termos diferenças na definição dos cachos, no brilho dos fios e no volume do cabelo de forma geral. Essas diferenças não são problemas que precisem ser solucionados, são condições com as quais precisamos aprender a conviver e usar a nosso favor.

Reconsiderações
Também precisamos saber que é necessário abrir mão de certas coisas. Você está acostumada com cabelo comprido? Diante da possibilidade de um big chop (grande corte) o cabelo comprido vai ter que ficar para depois... Da mesma forma, o visual do "cabelo comprido" vai ser dificultado pelo encolhimento, que é absolutamente normal, do cabelo natural. Você gosta de usar o cabelo solto? Nem sempre, em todos os momentos e em todas as fases da sua jornada capilar, vai ser possível usar o cabelo solto - seja por uma questão de proteção mesmo, ou de visual, apenas. Você tem medo de ficar feia usando uma touca ou lenço na frente do(a) parceiro(a)? É uma questão de escolher entre ter cabelo bonito na hora de dormir ou durante o dia seguinte inteiro...

O processo de transição e o primeiro ano de cabelo natural são períodos difíceis para a grande maioria de nós. É o momento em que estamos aprendendo a cuidar do nosso novo-velho cabelo e estamos nos acostumando com a nossa imagem no espelho. Contudo, essa dificuldade pode ser amenizada com a devida informação, reflexão e paciência.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Lavando seu cabelo sem medo

Fonte

Há algum tempo atrás, eu falei aqui no blog sobre diluir o xampu para deixá-lo mais suave. Já tem algum tempo que venho fazendo isso e tenho obtido resultados muito bons.


De tempos em tempos eu preciso usar um xampu anticaspa. Das opções disponíveis nas farmácias experimentadas por mim, o melhor foi o Head and Shoulders Anti Coceira. A indicação de uso é aplicá-lo uma vez, esfregar, enxaguar e repetir a operação. Sinto que o produto é bem eficiente para o que se propõe e ainda deixa uma sensação bem gostosa e refrescante após a lavagem. Mas - e sempre tem um "mas" - esse xampu contem sulfato!

Xampus com sulfato fazem com que meu cabelo se desintegre (eu sempre termino com um bolo de fios arrebentados na mão e no ralo do box). Então como lidar com essa situação?


Conversando com a amiga cacheada Eliane Serafim, resolvi apostar na técnica da diluição também para o xampu com sulfato. Em uma proporção de uma parte de água para uma de xampu, arrisquei aplicá-lo duas vezes como manda o figurino. E com um pequeno detalhe que fez toda a diferença: protegi o comprimento do cabelo com condicionador antes de colocar o xampu no couro cabeludo.

Resumidamente, os passos da lavagem foram os seguintes:
  • Antes de entrar no chuveiro, separei meu cabelo em 10 seções.
  • Umedeci cada uma delas com água e condicionador, desembaracei e fiz um twist em cada seção.
  • Lavei uma seção por vez com o xampu diluído, aplicando-o e massageando apenas o couro cabeludo, sem desmanchar o twist - para isso, basta deixar a raiz "frouxa", assim seus dedos entram facilmente através do cabelo.
  • Para enxaguar, desmanchei um twist por vez e refiz após o enxágue.
  • Apliquei novamente condicionador nos fios e repeti a operação com o xampu.
  • Enxaguei tudo junto, o xampu com o condicionador, novamente desfazendo um twist por vez e refazendo-o depois de retirar todos os produtos dos fios.

Ao passar para a etapa seguinte (máscara de tratamento) meu cabelo não estava embaraçado em demasia e as pontas, graças ao condicionador que apliquei antes, não haviam ficado ressecadas por causa do xampu.

Cabelo seco, no dia da lavagem: definição e encolhimento
normais

Meu cabelo continuou no lugar e, de fato, correu tudo como deveria correr: sem embaraço excessivo nem fios arrebentados entupindo o ralo. E o efeito de limpeza continuou nos dias seguintes, pois não tive caspa nem coceira!

Três dias depois da lavagem: couro limpíssimo;
a definição permaneceu sem ressecamento

Esse é um método que vou definitivamente repetir no futuro. Desta forma, me senti bem mais segura para usar o xampu anti caspa contendo sulfato. Se você possui xampus com sulfato dos quais precisa se livrar antes de partir para os sem sulfato, esta é também uma forma interessante de ir acabando com seu estoque. E mesmo que você já use um xampu sem sulfato, pode tentar este método combinado da diluição + proteger os fios com condicionador + aplicar o xampu mais de uma vez , caso sinta que seu cabelo vem sofrendo com o ressecamento causado pelo xampu mas seu couro exija uma limpeza mais efetiva.


*** Editado dia 14/06 às 14:35 *** Opa! Voltei aqui para dar os devidos créditos a quem os merece: a técnica da lavagem com xampu diluído + proteção dos fios com condicionador a Eliane aprendeu com a Terapeuta Capilar Jô Rezende! Um imenso obrigada à Jô por ter dividido o conhecimento e à Eli por compartilhá-lo comigo =)

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O que realmente limpa o cabelo?

Fonte

Semana passada eu postei na página do Facebook do Ame seu Crespo um artigo do blog The Natural Haven. A JC, autora do blog, é cientista e resolveu unir o útil ao agradável: passou a realizar experimentos científicos com os cabelos crespos, já que ela própria os possui.

Nos últimos meses, ela vem realizando testes com alguns produtos higienizadores para verificar qual deles seria o mais eficiente. Para isso, ela usa seus próprios fios que caem naturalmente, sujos, ou seja, com os produtos que ela aplica no dia a dia para a manutenção do cabelo. Através das fotos que ela obtém com a ajuda de um microscópio, podemos visualizar a camada de oleosidade depositada sobre os fios antes da lavagem e o estado deles após o processo.

Inicialmente ela verificou a limpeza proporcionada pela lavagem com condicionador (co-wash). Contrariando quem não acredita que co-wash limpa os fios, o condicionador conseguiu tirar quase toda a oleosidade dos fios, quase tanto quanto o xampu! 

Xampu X Condicionador: os pontinhos circulados são o que sobrou do óleo
 (clique na imagem para ampliar)
Fonte

Da mesma forma, ela testou dois tipos de argila (que lá nos EUA são encontradas até engarrafadas e prontas para serem usadas como higienizador dos fios). As argilas também se mostraram bem eficazes na retirada da oleosidade dos fios, de maneira similar à lavagem com condicionador.

Após lavagem com um dos tipos de argila: o pontinho
circulado é o que sobrou do óleo.
Fonte

Finalmente, ela resolveu testar o bicarbonato de sódio e o vinagre de maçã, que algumas pessoas alegam ser adequados para retirar resíduos acumulados nos fios. E aí surgiu a grande polêmica: tanto o bicarbonato de sódio quanto o vinagre de maçã não retiraram nada (ou quase nada) da oleosidade acumulada no fio!

Após lavagem com bicarbonato: uma camada bem espessa
de oleosidade permanece no fio.
Fonte

Confesso que para mim também foi bastante surpreendente que o bicarbonato, especialmente, não tenha sido nem um pouco eficaz na retirada da oleosidade do cabelo, justamente porque ele é indicado como um passo inicial para quem quer aderir ao no poo e como alternativa aos xampus antirresíduos, que contém uma concentração alta de sulfato e acabam sendo agressivos às nossas madeixas.

Devemos considerar que a JC usa seus próprios cabelos nos testes e que seus fios carregam todos os produtos que ela usa em sua rotina de cuidados – como ela mesma fala, é uma usuária assídua de óleo de coco, então nas fotos do microscópio podemos ver uma camada significativa sobre os fios que ela usa. 

“Note que sob o microscópio podemos apenas ver a camada de óleo mas não vemos os pequenos depósitos de produtos acumulados ou de condicionador (seria possível ver com instrumentos específicos mas não com o meu microscópio!). Rigorosamente falando, esse experimento responde ao questionamento de o quão bem o método de lavagem X remove a oleosidade do cabelo.”
Fonte (tradução minha)

Não sabemos dizer se o bicarbonato de sódio retiraria a oleosidade natural de um fio que não receba nenhum produto cosmético, como máscaras de tratamento, condicionadores ou cremes de pentear. De toda a forma, é seguro afirmar que esta não é a realidade da maioria das naturais, já que em geral nós usamos sempre algum produto que contenha óleo para reter a hidratação nos nossos cabelos.

Contudo, se você faz no poo e tinha dúvidas sobre a limpeza proporcionada pela co-wash, fique tranquila: desde que todos os seus produtos sejam liberados, livres de silicones e petrolatos, o seu condicionador dá conta do recado.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Cabelo grande é genético?


Recentemente, tivemos um bate papo lá no grupo CrespiiiiissimO.osS® do Facebook cujo tema era crescimento dos cabelos: cabelos que parecem não crescer, cabelos estacionados no mesmo tamanho etc. Ou seja, o assunto discutido por 10 entre 10 naturais em pelo menos algum momento ao longo de suas jornadas capilares!

Essa semana li uma postagem no blog BGLH que caiu como uma luva para a conversa lá do grupo. Confira abaixo os trechos principais.


Via BGLH (tradução e adaptação minhas)


1. Cabelo longo É genético
O comprimento que seu cabelo atingirá é determinado por quanto tempo ele permanece na fase anágena, ou de crescimento. Para conseguir um cabelo nas costas, na altura do fecho do sutiã, em média, ele precisará crescer por 2 ou 3 anos. Para conseguir um cabelo na cintura, ele precisará crescer por uns 4 ou 5 anos. Em outras palavras, seus genes vão determinar até que ponto seus fios continuarão crescendo e não há muito o que fazer para mudar isso.

2. Isso significa que algumas pessoas estão fadadas a ter cabelo curto?
Na verdade, não. Embora algumas pessoas digam que a fase de crescimento do cabelo dura de 2 a 6 anos, a verdade é que alguns cálculos estimam que a duração média da fase anágena é de 12 a 14 anos (J Cosmet Sci, pág. 367-378, 2003). Isso corresponderia, para muitas mulheres, a um cabelo na altura do tornozelo. Seria mais correto, entretanto, dizer que cabelo comprido é genético e muitas pessoas são geneticamente predispostas a ter cabelo muito longo.

3. E se ninguém na minha família tiver cabelo longo?
É preciso separar a capacidade de o cabelo ganhar comprimento da habilidade da pessoa conseguir manter seu cabelo por tempo suficiente para mostrar esse comprimento. Normalmente, práticas capilares ruins limitam a possibilidade de o cabelo mostrar todo o seu potencial de comprimento. Se você herdou essas práticas capilares ruins, então você herdou essa limitação de comprimento também.

4. Por que pessoas com cabelo longo geralmente tem cachos mais abertos, cabelo menos encarapinhado, cabelo que suporta secador e chapinha com mais facilidade ou dreadlocs?
Em todos os casos, o cabelo tem uma menor pré-disposição a embaraçar, formar nós ou quebrar quando manipulado. Cabelo que pode receber a aplicação de calor com frequência sem danos visíveis é menos suscetível a danos, de forma geral. Dreadlocs são como quase como um penteado protetor e o cabelo corre pouquíssimo risco de quebrar. Por isso, cabelos que se enquadram nas situações acima descritas conseguem mostrar todo seu potencial de comprimento com pouquíssimos danos e quebra ao longo do tempo.

Se o seu cabelo requer delicadeza no tratamento até mesmo com pouquíssima manipulação, pode ser este o motivo de ele quebrar mais ou precisar ser aparado com mais frequência para ficar em boas condições. Não significa que seu cabelo não possa ganhar comprimento ou cresça mais devagar; só significa que você precisa ser mais cuidadosa e mais paciente para obter o mesmo resultado que aquelas que têm cabelos que não quebram com tanta facilidade.


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Fonte
É isso, naturais! Não confundam a velocidade ou o ritmo com o que o seu cabelo cresce com a possibilidade de reter o comprimento que ele ganha ao longo do tempo. Por mais lento que possa ser o ritmo de crescimento dos nossos fios, quando se trata de cabelos muito crespos, encarapinhados, naturalmente mais frágeis e quebradiços, a adoção das práticas corretas é determinante para obtermos o comprimento que desejamos.

Se você sente que seu cabelo "estacionou" em determinado comprimento e você está querendo que ele cresça mais um pouco, reavalie sua rotina de cuidados e adote práticas de preservação dos fios diariamente.

terça-feira, 22 de abril de 2014

O que é um wash and go?


Essa semana postei lá na página do Ame Seu Crespo no Facebook uma foto do meu cabelo em dois momentos: ele naturalmente encolhido após um wash and go e ele esticado pelos twists grossos que costumo fazer. Nesta foto, recebi uma pergunta da Vania Freitas:

O que é, exatamente, um wash and go?
Wash and go ("lavar e ir") é uma forma bem simples e rápida de estilizar os cabelos, higienizando-os e, logo em seguida, fazendo uma finalização básica, de forma a deixá-los com os cachos naturalmente encolhidos e definidos após a lavagem. Certamente, é a primeira estilização que nos vem à mente quando decidimos deixar o cabelo natural, mas um wash and go nunca é igual ao outro – isto vale para o seu wash and go e o da sua vizinha crespa, mas também pro seu wash and go de hoje e o da próxima lavagem!

Cada cabeça um wash and go diferente
Cada natural tem a sua “versão” do que seria um wash and go. No YouTube, podemos encontrar vídeos das “gurus do cabelo” gringas mostrando suas técnicas. Nestes vídeos da MahoganyCurls™ e da simplybiancaalexa, vemos que elas começam higienizando os cabelos com co wash e seguem diretamente para a finalização, que é feita com um condicionador usado como produto para desembaraçar e leave-in, sem enxágue posterior. A MahoganyCurls também usa, após o condicionador, um gel para dar mais fixação aos cachos.

O wash and go da Naptural85 é bem diferente. Ela limpa os fios com um higienizador natural, que faz o papel de xampu e condicionador. Após isso, ela faz twists médios no cabelo e espera secar, soltando na manhã seguinte. Segundo a interpretação dela, esse procedimento é um wash and go porque ela literalmente lava o cabelo e sai do chuveiro com ele praticamente pronto, sem produtos extras ou técnicas específicas de finalização.




A minha versão do wash and go se define simplesmente por, após a lavagem com xampu ou co wash (seguida ou não de tratamento com máscara), aplicar o condicionador que eu uso como leave-in na finalização mecha a mecha e esperar o cabelo secar naturalmente encolhido. Certamente, meu wash and go pode ter mais passos do que simplesmente “lavar e ir”, mas o resultado visual é o mesmo, no final das contas.



O wash and go pode ser feito em todos os tipos de cabelo?
Poder, pode. Mas é preciso ter em mente que, de acordo com o seu tipo de fio e de cacho, o resultado final pode variar. Normalmente, quem adere ao wash and go são as meninas que tem cachos pequenos mas bem marcados, que se definem com facilidade com a aplicação de produtos mais pesados ou gel. As meninas de cabelos mais encarapinhados ou cujos fios não formem cachos definidos muito visíveis podem achar que seu cabelo encolhe demais e embaraça demais com o wash and go, e podem optar por outros tipos de finalização. Contudo, é sempre uma questão de testar na sua própria cabeça para ver os resultados. A AFRICANEXPORT tem o cabelo bem encarapinhado e encontrou seu próprio jeito de fazer um wash and go – embora eu não saiba até que ponto é legal colocar o creme tão perto da raiz assim... A ordem que ela usa os produtos/faz os procedimentos é: creme leave-in, gel, secagem com difusor e jato do secador na raiz do cabelo, para dar mais volume e comprimento.


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Ainda não encontrou o jeito ideal de fazer seu wash and go? Inspire-se com os vídeos!

Já descobriu o jeito ideal para o seu cabelo? Como você faz seu wash and go?
Conte aqui nos comentários!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dicas para cabelos trançados - Por Ana Gonçalves

Fonte

Semana passada, a Ana Gonçalves deixou um super comentário lá na página do Ame Seu Crespo no Facebook dando várias dicas para quem usa tranças soltas com aplique. Se segura aí que lá vêm dicas valiosíssimas!

Histórico capilar
Eu tenho cabelo natural faz 7 anos e na parte de trás ele já alcança quase o meio das minhas costas. Na frente fica no meu pescoço. Há 6 meses, com os cabelos já grandes e totalmente naturais, decidi voltar a usar tranças como penteado protetor, uma vez que minha rotina não me reserva o tempo necessário para penteados demorados que tivessem que ser refeitos semanalmente.
Meu cabelo é crespo com cachos que formam molinhas muito, muito apertadas e finas que encolhem e embaraçam absurdamente! Então, neste momento, as tranças foram a minha salvação para manter os cabelos desembaraçados e penteados.
Em todas as minhas fases trançadas (e foram muitas), nunca atentei para as necessidades do meu cabelo entrelaçado. E isso me gerou um cabelo comprido, mas tratado de forma relapsa. Tive consciência disso quando, há cerca de 2 meses, comecei a hidratá-lo ainda trançado. Na primeira hidratação que fiz com condicionador e Bepantol não o reconheci: a raiz brilhava um brilho que durou a semana inteira! Não parava de tocar na parte que está crescendo. Os cachos, antes esticados pela trança começaram a enrolar dentro dela mesma; mais soltinhos e com uma textura super sedosa. Até o material sintético da trança ficou sensivelmente macio ao toque. Pirei! Uma reação totalmente inesperada! Dali pra cá adotei a seguinte rotina com meus cabelos trançados:

Limpeza
1 vez por semana lavo o cabelo com um xampu sem sulfato. Tento iniciar a lavagem sempre na parte da manha para dar tempo do cabelo secar o máximo possível antes de eu dormir. Inicio o processo de lavagem aplicando o Tônico de Jaborandi Antiquedas da Bioextratus no couro. Deixo agir por 30 minutos. Esta e a única coisa que uso no meu couro cabeludo em todo o processo. Além de fortalecê-lo contra a queda, o tônico funciona como um pré-lavagem. Ele deixa minha raiz macia e menos suja; o que irá potencializar a ação do xampu que será aplicado posteriormente.
Passado o tempo de ação do tônico, molho o cabelo com muita água, até sentir a trança pesar. Separo e prendo o cabelo em 2 maria-chiquinhas grandes usando os fios da própria trança. Uma por vez, solto a maria-chiquinha e limpo, massageando suavemente, o couro da parte desamarrada. Enxáguo com bastante água, até não ver nenhuma bolhinha que indique a presença do xampu nas tranças. Prendo novamente a parte limpa e repito o procedimento no outro lado. Com as duas partes limpas, solto todo o cabelo e o enxáguo novamente para me certificar de que nada, além de água, tenha ficado no meu couro, cabelo e fio sintético. Isto para evitar, o mau cheiro, a caspa, a seborreia etc. Com o cabelo limpo, o enrolo numa camisa de algodão para retirar o excesso de água.
Aliás, opto por lavar o cabelo apenas 1 vez por semana porque cada dia lavado leva 1 dia, 1 dia e meio para secar dependendo da temperatura. E cada dia de trança molhada, significa mais tempo de cabelo natural também molhado e preso na trança (o fio sintético seca mais rápido que o natural). Então imaginem: 2 lavagens na semana podem significar um total de 4 a 5 dias por semana de cabelo molhado ou úmido abafado pela trança. Nada bom! 

Hidratação 
Assim que retiro o excesso de água da trança, as separo em 4 partes, sendo 2 na parte da frente e 2 na parte detrás. As divido considerando que frente é tudo o que ficar da orelha para frente e atrás é o que sobrar. Cada uma dessas 4 partes será trançada apenas para que as tranças soltas não atrapalhem na hora da manipulação capilar. Uma vez separadas em 4 grandes tranças, inicio o processo de hidratação.
Como já tive pano branco devido a seborreia causada por manutenção indevida de tranças, prefiro usar como creme base aquele que for de consistência mais leve e, que consequentemente, sairá de modo mais fácil dos fios. Tenho usado o condicionador Elsève Hidramax com o Bepantol líquido que é especifico para aplicação no cabelo. Misturo 1 tampinha do Bepantol na quantidade de creme suficiente para usar nas minhas tranças que ficam na altura da minha costela e possuem a largura de um lápis, mais ou menos.
Destrançando cada parte por vez, passo essa mistura, de forma generosa, em todo comprimento da trança, incluindo o fio sintético que vai além do meu cabelo natural. No fim, quando todas as partes foram manipuladas deixo a mistura agir entre 30 minutos e 1 hora; dependendo de como estiver meu dia. Sempre hidratei sem usar toca térmica. Normalmente elas ficam presas num rabo de cavalo amarrado com a própria trança ou soltas mesmo. Depois do tempo de ação, as enxáguo abundantemente até ver que saiu TODO vestígio de creme do meu cabelo. Tiro o excesso de água com uma camisa ou toalha e o deixo secar solto ao ar livre.

Sobre o uso de óleos em cabelos com trança
Particularmente eu não uso nada cremoso, gorduroso ou oleoso na minha raiz para não dar chance da formação de caspas e seborreias. Principalmente num cabelo que não está “liberto”, mas preso apesar de bem cuidado. Assim, se estou com o cabelo trançado não aplico manteigas nem óleos essenciais diretamente nas tranças. Utilizo estes produtos quando retiro a trança e apenas aí.
E porque esta postura sobre óleos e manteigas? Quando fiz umectação com óleo de oliva, percebi meu cabelo com muito frizz, com a trança pesada e sem brilho. Isso porque o óleo não saiu do fio sintético que, aliás, levou quase 3 dias para secar. E esse acúmulo pode ser uma porta de entrada para todos os problemas relacionados a fungos e bactérias de que falei anteriormente.
Para nutri-lo adiciono, se tiver apenas óleo, o adiciono no creme que for usar e assim evito que o óleo se acumule nos fios diretamente. Aplico e deixo agir normalmente. Depois retiro. Como meu cabelo não pede muita nutrição, 1 vez por mês é o suficiente. Agora, à hidratação meu cabelo sempre responde muito, muito, muito bem.
As meninas americanas que aconselham o uso de óleos em cabelos trançados, falam de outro clima - frio e não abafado como o nosso. Ou seja, lá não há todo um ambiente favorecendo o crescimento de bactérias e fungos em locais úmidos. A não ser que se lave a trança 2 vezes por semana, a tendência é que o acúmulo de produtos no couro, super exposto à poeira quando trançado, gere muito mais sujeira.

Sobre o uso de extratos glicólicos
Trançada, lanço mão dos extratos. Aliás, os extratos glicólicos são maravilhosos para quem quer nutrição sem a melação dos cremes/óleos/manteigas, seja porque usa trança seja porque já sofre de caspa e seborreia. Este extrato é um líquido obtido de matérias-primas vegetais (frutas, plantas, ervas...) e se trata de um ativo superpotente. Pelo alto nível de concentração dos nutrientes originais, o extrato glicólico deve ser utilizado diluído em água, máscaras, xampus, cremes... Ou seja, assim como os óleos vegetais, os extratos glicólicos são essências excelentes que podem ser usadas como elementos hidratantes ou nutrientes, dependendo apenas da base a qual você o irá diluir. Nestes links há mais informação sobre esta maravilha: aqui e aqui.

Sobre o tempo de troca das tranças
Acho que 3 meses são o máximo para o intervalo entre as trocas. Mais que isso o cabelo sofre com queda e a tração de uma raiz já grande segurando o peso de uma trança bem maior que ela. Já passaram pela experiência da sua trança cair levando seu cabelo desde raiz? Então. É disso que falo.

Dicas finais
O que faço é limpar bem a trança para que meu cabelo natural possa absorver tudo de bom que aplicar nele. Então, não uso sulfatos nem os demais produtos da gang do terror capilar (derivados do petróleo etc.). Mantenho um cabelo natural tratado com produtos que não o agridam e que tampouco se acumulem nele. O objetivo é tratá-lo pontualmente e de forma contínua, com produtos que mantenham seu efeito no maior prazo possível sem que seja necessária uma nova aplicação semanal. No fim, o cabelo trançado num clima úmido e quente como o nosso precisa, antes de tudo, estar limpo e hidratado. Saúde, beleza e bom crescimento virão destes fatores.


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E você, já usou ou está usando tranças no cabelo? Já colocou alguma dessas dicas em prática?
Conte aqui nos comentários!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Diluindo seu xampu


Indispensável para algumas, vilão para outras, o xampu é talvez o produto mais controverso em uma rotina de cuidados para cabelos cacheados, crespos e carapinhas. Apesar do seu importante papel na limpeza dos fios e do couro cabeludo, ele também afasta muitas naturais devido à sua capacidade de retirar a oleosidade do cabelo a ponto de deixá-lo ressecado e quebradiço.

Se você não gosta ou não consegue adotar uma rotina livre de xampu - o chamado No Poo - mas ainda assim sente os efeitos negativos do produto, é possível diluí-lo em uma certa quantidade de água para torná-lo mais suave. Diluir o xampu também auxilia na distribuição do produto no cabelo, além de facilitar enormemente o seu enxágue - essa última parte é especialmente vantajosa para as meninas que estão com tranças soltas evitarem o acúmulo de resíduos na raiz!

O que é necessário

  1. Frasco aplicador graduado (o meu vai até 120 ml)
  2. O xampu de sua preferência
  3. Água (é claro!)
  4. Óleos essenciais (esses são opcionais; eu gosto dos OEs de alecrim e de tea tree/melaleuca)

Como fazer

  1. Encha o frasco com o xampu até, mais ou menos, a marca de 50 ml. O meu favorito é o Oro Argan, da Bioderm.
  2. Pingue as gotas de óleo essencial, caso você deseje. Eu uso de 3 a 5 gotas do OE de alecrim e 10 gotas do OE de tea tree/melaleuca. Eles estimulam o couro cabeludo e possuem propriedades anticaspa , ou seja, são ótimos para o cabelo!
  3. Misture os ingredientes sem agitar o frasco com força - apenas incorpore os óleos no xampu.
  4. Acrescente mais 50 ml de água.
  5. Novamente, incorpore os ingredientes sem agitar o frasco com muita força (ou você terá um frasco cheio de espuma!)

Resultado

Xampu concentrado e xampu diluído

Com uma mistura de água e xampu meio a meio, você terá um produto final bem mais líquido que o original. Por isso, é importante usar o frasco aplicador, pois assim será possível, com o auxílio do bico do frasco, colocar o xampu diretamente no couro cabeludo sem correr o risco de desperdiçar o produto ao escorrer das suas mãos.

Procure diluir seu xampu em quantidades pequenas, que durem apenas algumas lavagens, para que não corra o risco de estragar. No meu cabelo, os 100 ml resultantes da mistura final duram 5 ou 6 lavagens (de duas a três semanas). 


Por último, mas não menos importante, é sempre bom lembrar que, como tudo que se refere a cabelos, as quantidades e proporções da mistura são muito particulares. A consistência da mistura pode ser alterada caso você ache que está muito rala ou muito densa - basta acrescentar mais xampu ou então mais água.

Se você não está acostumada mas deseja se aventurar nos óleos essenciais, comece sempre com menos gotas e vá aumentando conforme sentir que seu couro cabeludo responde bem ao uso. Exagero nos óleos essenciais pode trazer consequências negativas ao seu cabelo e ao seu organismo! 


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Você costuma diluir seu xampu em água?
Acrescenta alguns aditivos para potencializar seus efeitos positivos e diminuir os negativos?
Conte aqui nos comentários os seus resultados!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O Método Banding


Banding é um método usado para esticar os cachos (caso seu cabelo forme cachos) e/ou diminuir o encolhimento do cabelo. O banding consiste em prender o cabelo em um rabo de cavalo, em marias chiquinhas ou em várias mechas com xuxinhas, dispostas ao longo do comprimento do cabelo. A disposição das xuxinhas vai depender do resultado que você deseja. Vamos ver duas possibilidades:

Durante e depois do banding frouxo
Banding para esticar levemente os cachos
Se o seu cabelo forma cachinhos bem apertados como o meu e você só deseja esticá-los de leve, sem perder a definição mas ganhando alguns centímetros de comprimento, as xuxinhas devem ser dispostas distantes umas das outras e de forma bem frouxa, sem dar muitas voltas. A foto ao lado mostra o meu cabelo durante e após o banding que fiz na hora de dormir.


Eu gosto de fazer o banding desta forma nos dias em que opto por usar meu cabelo naturalmente encolhido, em um wash and go. Nesse caso, eu sempre prefiro fazer o banding com o cabelo já 100% seco. Como meu cabelo tem comprimento suficiente, eu faço um rabo de cavalo baixo que acaba me servindo também como penteado para a hora de dormir (prendo à noite e solto na manhã seguinte). As xuxinhas são colocadas bem frouxas, então elas não marcam tanto o comprimento do meu cabelo – quando marcam, eu retoco com um pouco de condicionador/leave-in, ou então deixo do jeito que está mesmo, porque após algumas horas o cabelo acaba voltando pro lugar.

Caso seu cabelo não tenha comprimento pra fazer um só rabo de cavalo baixo, você também pode fazer o banding dividindo seu cabelo em mechas da grossura que o seu comprimento permitir e seguindo o mesmo processo de prender o cabelo seco com as xuxinhas de forma frouxa e retirar na manhã seguinte.


Diferentes formas de prender o cabelo
Banding com efeito de blow out
Por outro lado, caso você queira esticar seu cabelo ao máximo, retirando qualquer formato de cacho e dando um efeito parecido com o do blow out, deve dispor as xuxinhas bem próximas umas das outras, e de forma a deixarem o cabelo totalmente esticado. Essa forma de fazer banding é ótima para quando você precisa dos fios esticados mas não pode ou não quer fazer uso do secador.


Nesse caso, o banding deve ser feito necessariamente em mechas de espessura média (eu gosto de dividir meu cabelo em pelo menos 10 partes), nos fios levemente úmidos – apenas levemente, porque se estiver muito molhado o cabelo não irá secar! Desembarace a mecha que será presa antes para alinhar os fios e retirar qualquer resquício de cachinhos que você possa ter. Deixe preferencialmente de um dia para o outro, retirando na manhã seguinte, para garantir de que os fios estejam totalmente secos, ou o cabelo irá reverter. 

Uma mecha do meu cabelo esticada após banding.
Minha intenção era mostrar o cabelo totalmente solto,
mas após a primeira mecha percebi que seria inviável :P

Caso você opte pelo banding com efeito de blow out, procure aplicar um produto no cabelo antes que não seja umectante, isto é, que não atraia umidade para o seu fio porque, novamente, a umidade fará o cabelo reverter e encolher. Algumas meninas gostam apenas usar óleo vegetal ou manteigas vegetais, e não cremes propriamente ditos, já que os óleos temporariamente "impermeabilizam o cabelo".



Uma dica universal para o banding é embeber as xuxinhas que você for usar em óleo vegetal. Geralmente as xuxinhas são feitas de material que absorve umidade, e o óleo evitará que elas absorvam a umidade dos seus fios, deixando-os ressecados e quebradiços. O óleo também vai auxiliar na retirada das xuxinhas, no dia seguinte. Ah, e por último mas não menos importante: use xuxinhas sem partes de metal!




E é claro que entre esses dois efeitos existem várias possibilidades de "esticamento". Veja só esse vídeo que mostra um efeito intermediário obtido com o método banding. Você pode ir testando com tipos diferentes de xuxinhas, diminuindo ou aumentando a distância entre elas e as voltas que elas dão no cabelo para ter um resultado diferente a cada tentativa.