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terça-feira, 29 de julho de 2014

Método LOC para o inverno

Embora o Brasil seja um país tropical, em algumas regiões o inverno chega com força! Em outras, as temperaturas caem apenas alguns graus, mas a umidade relativa do ar costuma baixar bastante em relação aos meses mais quentes. A queda de temperatura e a queda da umidade fazem com que nossos cabelos reajam de forma nem sempre positiva. Fios ressecados pela baixa umidade sofrem ainda mais com a diminuição na frequência das lavagens – porque não é todo mundo que tem coragem de lavar o cabelo com a regularidade habitual em um frio de rachar!

Para essa época de friozinho, nada melhor que o método LOC. Já falamos aqui que ele é uma ótima forma de manter a hidratação no fio por mais tempo. Ou seja, ele é perfeito para o tempo frio e seco, quando lavamos menos os fios e eles acabam perdendo a hidratação mais rapidamente para o meio externo.

O método LOC é uma forma de finalizar o cabelo  (ou seja, deve ser feita após lavar e condicionar seus fios) que consiste na aplicação dos produtos seguindo uma ordem específica. 


Primeiro vem o líquido (L), que pode simplesmente ser a água que já está nos seus fios depois que você sai do chuveiro com o cabelo úmido, ou pode ser alguma misturinha que você tenha no borrifador com um ingrediente umectante (como D-Pantenol ou aloe vera), ou ainda pode ser algum leave-in bem líquido e hidratante que não pese nos seus fios (pode, inclusive, ser diluído em água e aplicado com o borrifador também, em pequena quantidade).



A próxima etapa é a aplicação do óleo (O) no comprimento e pontas dos fios que irá selar esta primeira camada de hidratação. Para o inverno, os óleos interessantes para cabelos crespos e encarapinhados com tendência ao ressecamento são os mais grossinhos. O óleo de rícino é ótimo, mas o óleo de abacate e o azeite de oliva também dão conta do recado. O óleo de andiroba é um caso à parte, porque apesar de ser grosso em baixas temperaturas, ele não pesa nem fica tão gorduroso quando erramos a mão e aplicamos muito. Por isso, é uma boa opção para ser misturada ao óleo de rícino!



Finalmente, a terceira etapa consiste na aplicação de um creme (C), que pode ser um creme de pentear bem consistente, ou uma manteiga vegetal (manteiga de karité, por exemplo). A etapa C irá selar o óleo e formar a terceira camada de proteção no cabelo. Se você não tem restrição em relação ao uso de produtos com silicone, aposte em um creme de pentear que contenha esse ingrediente. Além de o produto selar a hidratação com bastante eficiência, o cabelo também ficará mais resistente às eventuais garoas ou sereno que você possa pegar à noite.


Aplicado o creme, você poderá deixar o cabelo secar ao natural (wash and go) ou fazer twists/tranças para um visual diferente no dia seguinte (twist out/braid out).



O método LOC é ótimo para o ano todo, basta variar os produtos de acordo com a estação. Mesmo no inverno, eu consigo manter o cabelo até o terceiro day after, pelo menos. Se você ainda não experimentou, tente. Se já é adepta, aposte em produtos mais consistentes nesse clima mais seco e o seu cabelo vai agradecer!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Como tratar do cabelo crespo curto?


Aqui no blog já falamos diversas vezes da importância de proteger os fios para que todo o trabalho que temos durante aqueles tratamentos maravilhosos não vá por água abaixo - ou travesseiro adentro...

Há um tempo atrás, recebi uma sugestão de uma leitora que pedia dicas de proteção para quem está finalizando a transição ou que acabou de passar pelo big chop e cujos cabelos estão curtos ou curtíssimos. Apesar de eu, pessoalmente, não ter colocado em prática muitos destes procedimentos por puro desconhecimento na minha época de cabelo curto, pensei em algumas coisas que podem ajudar as novas naturais a construírem suas rotinas de tratamento. Aqui vão algumas dicas!

Penteados para a transição
Se as tranças e twists não funcionam muito bem no seu cabelo para disfarçar a diferença entre a parte crespa e a esticada, opte pelos penteados presos. Coques e outros penteados presos mais elaborados escondem a "fronteira" entre o cabelo relaxado e o natural e também protegem seus fios da manipulação diária e dos agentes externos. Dê uma olhada aqui, aqui e aqui.

Proteja o cabelo na hora de dormir
Independentemente de comprimento, a regra número um das naturais é sempre evitar dormir sem nenhum tipo de proteção na cabeça. Seja um lenço, uma touca ou uma fronha de cetim, é importantíssimo evitar que seus fios sofram com o atrito com o travesseiro. Dependendo do comprimento do seu cabelo, o método de proteção pode ser mais (ou menos) eficaz - teste e descobra o que funciona melhor!

Evite xampus com sulfato
Relembrando a minha jornada capilar, percebi que meus cabelos deram um grande salto quando parei de usar xampus com sulfato. Eles deixavam meu cabelo "espetado" (o cconhecido "frizz"!) e atrapalhavam bastante a definição dos cachinhos. Opte por xampus sem sulfato e nunca esfregue seu cabelo como nos comerciais de xampu! Dilua o produto em água e ponha em um frasco com bico aplicador para que ele possa ser colocado diretamente no couro cabeludo. 

Co-wash
Se o seu cabelo está super curto e você sente que as lavagem com xampu sem sulfato ainda assim estão sendo um pouco demais, que tal experimentar lavar seus fios com condicionador? Cabelos curtíssimos são fáceis e rápidos de lavar, e o condicionador, além de limpar, já proporciona alguma hidratação. Assim, você poupa tempo no seu dia-a-dia pulando a etapa da máscara de tratamento naquelas lavadas mais apressadas de meio de semana.


Dividir para conquistar
A partir do momento em que você sentir que tem comprimento para trabalhar com seu cabelo dividido em seções, faça!  Geralmente, quando nossos cabelos já estão indo de curtos a médios, a divisão em seções já se torna uma necessidade. Dividir o cabelo em 4, 6 ou 8 partes poupa bastante tempo e energia, seja ao lavar com xampu, ao desembaraçar ou ao finalizar com creme de pentear ou gel - seus braços e fios agradecem!

Método LOC
Outra descoberta fundamental na minha jornada foi o método LOC. Selar a hidratação no fio seguindo esta ordem - primeiro o líquido, depois o óleo e finalmente o creme - fez uma diferença enorme a médio e longo prazos. Se o seu cabelo estiver bem curtinho, coloque o óleo vegetal apenas nas pontinhas e, conforme seus fios forem crescendo, vá "subindo" com o óleo para até metade do comprimento.

Pente grafo + borrifador = seus amigos da manhã
Muitas meninas reclamam que, com cabelos curtos, não conseguem ter um day after razoável. Como o cabelo curto fica solto dentro da touca, do lenço ou em contato com a fronha de cetim, é inevitável que amasse enquanto dormimos. Borrifar um pouco de água, selando a hidratação com seu creme de pentear e/ou óleo favorito é uma forma de disfarçar o amassado sem ter que enfiar a cabeça debaixo do chuveiro e refazer toda a finalização. O pente garfo ajuda ainda mais, puxando a raiz e dando volume. 

É muito importante ter em mente que o day after nunca ficará exatamente igual ao dia em que lavamos o cabelo. É totalmente normal termos diferenças na definição dos cachos, no brilho dos fios e no volume do cabelo de forma geral. Essas diferenças não são problemas que precisem ser solucionados, são condições com as quais precisamos aprender a conviver e usar a nosso favor.

Reconsiderações
Também precisamos saber que é necessário abrir mão de certas coisas. Você está acostumada com cabelo comprido? Diante da possibilidade de um big chop (grande corte) o cabelo comprido vai ter que ficar para depois... Da mesma forma, o visual do "cabelo comprido" vai ser dificultado pelo encolhimento, que é absolutamente normal, do cabelo natural. Você gosta de usar o cabelo solto? Nem sempre, em todos os momentos e em todas as fases da sua jornada capilar, vai ser possível usar o cabelo solto - seja por uma questão de proteção mesmo, ou de visual, apenas. Você tem medo de ficar feia usando uma touca ou lenço na frente do(a) parceiro(a)? É uma questão de escolher entre ter cabelo bonito na hora de dormir ou durante o dia seguinte inteiro...

O processo de transição e o primeiro ano de cabelo natural são períodos difíceis para a grande maioria de nós. É o momento em que estamos aprendendo a cuidar do nosso novo-velho cabelo e estamos nos acostumando com a nossa imagem no espelho. Contudo, essa dificuldade pode ser amenizada com a devida informação, reflexão e paciência.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

5 dicas para um cabelo comprido



Um dos mitos relativos ao cabelo naturalmente crespo ou encarapinhado é o de que ele não cresce. Contudo, a gente sabe que ele cresce como qualquer outro tipo de cabelo! Eu também achava que meu cabelo não crescia, até que assumi outra postura em relação aos cuidados com os fios. 


1 – Cuidado ao pentear e manipular os fios
Os cuidados na manipulação dos fios começam na hora da lavagem. Antes de aplicar o xampu, é imprescindível separar o cabelo em seções, que deverão ser mantidas separadas até o momento da finalização. O número de partes nas quais o cabelo será dividido varia de acordo com o comprimento e a densidade dele. Vá experimentando até encontrar a quantidade de seções que seja mais fácil para você. É importante também começar desembaraçando os cabelos das pontas até o meio do comprimento, em só então pentear a raiz, movendo os nós para a extremidade dos fios. Esse processo serve para quando se usa pentes, escovas ou mesmo os dedos.

2 – Penteados protetores
Muitas vezes nossos cabelos crescem até determinado ponto e parecem parar de se desenvolver. Isso pode ocorrer porque, em certo comprimento, os fios começam a sofrer com o atrito com os seus ombros, suas roupas e, pouco a pouco, vão se desgastando a partir das pontinhas no mesmo ritmo em que crescem na raiz. Uma forma de amenizar isso é fazendo penteados protetores, ou seja, penteados que prendam o cabelo de forma que as pontas fiquem protegidas das agressões externas (vento, poeira, poluição, baixa umidade) e longe do atrito com seu corpo.

3 – Proteger o cabelo na hora de dormir
Nós passamos 8 horas com a cabeça no travesseiro, rolando pra lá e pra cá. Imagina o quanto os cabelos não sofrem com esse esfrega-esfrega!... Uma forma de evitar isso é protegendo os cabelos na hora de dormir, seja prendendo-os, providenciando uma fronha de tecido mais liso (cetim, seda), ou ainda colocando uma touca ou um lenço de tecido sintético envolvendo a cabeça.


4 – Método LOC
Cabelos crespos e encarapinhados tendem ao ressecamento e ressecamento é sinônimo de quebra dos fios, que leva à estagnação do comprimento. O método LOC é uma estratégia de finalização para manter os fios hidratados por mais tempo. Ele consiste em três passos: aplicação de um líquido (que pode ser água pura, misturinhas com aditivos ou ainda com um leave-in à base d’água), de um óleo (vegetal, de preferência) e um creme (que pode ser um leave-in ou condicionador de consistência mais grossa ou uma manteiga vegetal). Após a aplicação dos três passos, o cabelo pode secar naturalmente e, mesmo depois de alguns dias, você perceberá que ele ainda se mantém hidratado como no day after!

5 – Cortar somente quando necessário
Para quem quer deixar o cabelo crescer, cortar o cabelo a cada dois meses pode ser um pouco demais – a parte cortada vai acabar correspondendo aos centímetros ganhos na raiz durante esse período. Se o seu objetivo é ter cabelo comprido, os cortes devem ser feitos apenas em caso de necessidade, ou seja, quando as pontas dos seus fios estiverem mostrando sinais de danos. Porém, se você segue as dicas acima, os danos aos seus cabelos serão reduzidos drasticamente, o que significa que você não terá a necessidade de cortar com tanta frequência assim. Aparar as pontas a cada 6 meses, tirando no máximo dois centímetros de cabelo, pode ser uma boa medida para cortes. Neste meio tempo, se você achar alguma ponta dupla ou nó de fada, pode usar a técnica do “procurar e eliminar”, que é cortar apenas a pontinha daquele fio com problema.


* * *


Especialmente se você tem cabelos crespos encarapinhados, a jornada pelos cabelos compridos pode ser longa, mas com certeza é muito gratificante.

Ter cabelo grande está nos seus planos? O que você tem feito em prol do seu objetivo?


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Meus novos condicionadores favoritos


Continuando a série de postagens sobre as modificações na minha rotina de tratamento capilar, não poderia deixar de falar dos produtos que tenho usado nos cabelos.

Como eu já falei em outros posts aqui do blog, eu uso o condicionador como leave-in, o que significa que eu aplico no cabelo e deixo secar sem enxaguar. Eu também sigo uma rotina de low poo, ou seja, uso xampus suaves e condicionadores e máscaras preferencialmente sem silicone, ou então com amodimethicone, que causa menos acúmulo nos fios.

Contudo, quem pratica low poo conhece o drama de o seu produto favorito sumir das prateleiras porque foi descontinuado, ou ainda pior, ter a sua fórmula alterada com a adição das substâncias proibidas para a rotina, como parafina líquida e petrolato.

Foi justamente o que aconteceu com os meus condicionadores favoritos! Alguns deles sumiram, outros foram "contaminados" com parafina líquida, e eu e todas as outras adeptas do low poo fomos ficando sem opções de condicionadores de farmácia. Por conta disso, só me restaram duas boas opções de condicionadores silicone free encontrados facilmente em farmácias ou lojas de produtos para cabelo. 




Oro Argan Monoi (Bioderm) - condicionador de consistência grossa, dá uma ótima cobertura ao fio. Achei muito bom para o método LOC porque segura a hidratação dos fios por vários dias. O cheiro talvez não agrade a todos, pois ele lembra um cheiro de ervas ou talvez do próprio óleo monoi (que eu nunca cheirei pra saber se tem o cheiro parecido mesmo!). O preço dele também não é muito convidativo, se comparado aos demais produtos de farmácia: gira em torno de R$ 15. Apesar disso, o resultado final vale a pena, já que o desempenho dele também é acima da média dos produtos de farmácia. 






Quina Rosa (Haskell) - também tem uma ótima consistência e cobre bem os fios, sendo muito bom para o LOC e para o método da Teri La Flesh. O cheiro é bem suave e lembra o perfume de um sabonete daqueles que a gente usava antigamente! O preço dele é menos convidativo (eu paguei mais de R$ 20 em uma embalagem de 300ml), mas o resultado final também é super válido. No momento, ele é a minha opção número um de condicionador silicone free!






Eventualmente, eu uso um ou outro produto com silicones, algum gel ou fixador diferente, mas como até agora foram apenas experiências, prefiro não comentar sobre eles por enquanto.


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Até quando será que poderemos contar com bons produtos silicone free nacionais que não sumam das prateleiras ou sejam "batizados" com petrolatos? Veremos as cenas dos próximos capítulos da nossa saga capilar...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Scab hair: o estranho cabelo pós big chop


Quando acabamos de fazer o big chop e cortamos todo o cabelo com química que resta, podemos achar que finalmente chegou ao final a nossa saga e que agora é só curtir as alegrias que o cabelo natural proporciona. Mas, para nossa, surpresa, damos de cara com um cabelo meio estranho, áspero, bem mais seco e difícil de lidar do que imaginávamos. Muitas vezes, isso acontece simplesmente porque não sabemos como é nosso cabelo natural e criamos expectativas fora da nossa realidade capilar, em termos de textura do fio e tamanho dos cachos. Contudo, esse cabelo “estranho”, que é experimentado por muitas pessoas que acabaram de cortar toda a parte com química, pode ser o que as gringas chamam de scab hair

Scab hair é aquele primeiro cabelo, mais rígido, áspero e seco, que cresce logo após interrompermos o uso de relaxamentos e alisamentos. Ele é um cabelo que vem justamente naquele período em que o couro cabeludo está se reajustando e se recuperando dos procedimentos químicos que costumávamos fazer. Como passamos muito tempo usando estes produtos, às vezes desde a infância, acabamos não sabendo como nossos fios de cabelo são, de fato, e confundimos o scab hair com o nosso “verdadeiro” cabelo natural. Era ele, afinal, que nos fazia querer sair correndo para o salão retocar a raiz ao menor sinal de crescimento na época dos relaxamentos – quem nunca achou que o cabelo era “duro” por causa daquela raiz alta e sem forma que crescia?

Não há nada que prove cientificamente a existência do scab hair e nem todo mundo que passa pela transição experimenta isso. Mas há quem acredite que a presença do scab hair está ligada a quanto tempo passamos usando químicas nos cabelos. Especialmente nós, que temos cabelos crespos ou encarapinhados e fazemos relaxamentos e alisamentos desde cedo, somos justamente as que mais notam esse cabelo mais problemático.


Dicas para lidar com o scab hair
Hidrate, hidrate, hidrate – o scab hair é, sobretudo, um cabelo seco, sedento. Hidrate bastante o seu cabelo nos primeiros meses após o big chop. Tratamentos profundos com máscaras potentes e xampus suaves são muito bem vindos. Uma boa maneira de selar e reter a hidratação nos fios é o método LOC.

Use óleos vegetaisalém dos óleos vegetais que já são usados no método LOC, você pode lançar mão também de umectações e massagens com óleo vegetal no couro cabeludo. Ao aplicar óleo nos fios, coloque sempre uma quantidade maior naquela parte mais ressecada e necessitada.

Tire as pontasa única maneira de “se livrar” do scab hair é cortando. Vá aparando as pontinhas om alguma frequência, ou, se preferir, após vários meses, faça um corte mais significativo no seu cabelo para retirar a tal parte “estranha” e revelar o seu cabelo natural “de verdade”.

Seja paciente o scab hair é um cabelo mais sensível, que requer mais paciência nos cuidados e na manipulação. Também não há como acelerar o crescimento do cabelo para que se possa cortar logo todo o scab hair fora, o mais rápido possível e de uma vez só. Não é à toa que o processo de volta ao natural das crespas e encarapinhadas costuma ser longo - há quem relate ter enfrentado a condição do scab hair por cerca de 6 meses ou mais. 


Minha experiência com o scab hair
Eu, pessoalmente, experimentei o scab hair quando nem sabia que ele “existia”. Na época em que tirei as tranças e comecei a usar o cabelo natural solto, percebi que um pedaço do meu cabelo, justamente os últimos 5 ou 6 centímetros das pontas, eram muito diferentes do cabelo mais próximo à raiz. Na época, pensei que fosse pela falta de cuidados durante os 5 anos em que usei tranças (porque eu era completamente sem noção e não me preocupei em tratar do meu cabelo neste período!). Hoje em dia, eu imagino que parte daquela textura diferente talvez fosse mesmo causada pela falta de cuidados, mas que na verdade só agravou a situação do scab hair.


Tenho para mim que o scab hair possa estar ligado à agressividade das químicas em relação ao nosso couro cabeludo. Sei que não fui a única a experimentar feridas bem sérias no couro que surgiam após a aplicação de relaxamento. Fico imaginando o quão difícil é a pele do couro cabeludo se regenerar após anos e anos dessas agressões! E como qualquer parte da pele que é ferida, ele muito provavelmente não voltou a ser o mesmo de antes do machucado...



* * *



E você, já experimentou ou está enfrentando o scab hair?



* Fiz esta postagem após um bate papo começado pela Alissan Paixão no grupo CrespiiiiissimO.os, do Facebook. Se você quiser saber mais sobre o assunto, clique aqui, aqui e aqui.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dúvidas da leitoras - Parte III



Depois do hiato pelo qual passou o blog, tirei do fundo do baú as dúvidas que mandaram pelos comentários! É sempre bom responder as dúvidas de uma maneira que todo mundo possa ler - afinal, alguém pode ter perguntado o que você sempre quis saber mas não tinha pensado ainda!

Que produto você usa para reconstrução?
Uso a máscara Anti Age, sempre após uma outra máscara que seja bem emoliente - pois é, eu faço o inverso do que a maioria faz! :)

Misturinha de pantenol
Eu já usei a misturinha de pantenol no borrifador, pra umedecer as pontas quando necessário. Mas é preciso tomar cuidado para não saturar os fios com a mistura. Acho que o mais seguro é diluir uma quantidade bem pequena de pantenol, caso a misturinha seja usada diariamente

Produtos para twists
Para twists pequenos como esses, eu gosto de usar a misturinha de manteiga de karité. Para twists maiores, eu uso qualquer creme que esteja acostumada na finalização.

Sobre o método LOC
Não é obrigatório esperar algum tempo entre as etapas do método LOC. Só é bom se certificar de que o cabelo não esteja muito encharcado antes de passar o óleo. Se vc sai com ele molhado direto do chuveiro, é bom secar com uma camiseta velha ou toalha o excesso de água e deixar os fios úmidos. Se você borrifa a misturinha de água com pantenol, também é bom não encharcar os fios com ela.
Algumas pessoas gostam de colocar óleo vegetal no couro cabeludo, outras não. Eu não tenho mais colocado. No LOC, eu aplico o óleo primeiro nas pontas e vou espalhando para o comprimento em um movimento de enluvar.

Creme de manteiga de karité 
O creminho de manteiga de karité pode ser usado tanto no cabelo quanto na pele. Na pele, eu uso em quantidades bem pequenas, principalmente nas áreas que são naturalmente mais ressecadas: joelhos, cotovelos, pés, calcanhares etc. A pele não fica oleosa porque o creminho deve ser bem espalhado e com o movimento ele “desaparece”.
Minha mistura de manteiga de karité continua em bom estado mantendo-a e um pote fechado, ao abrigo da luz e do calor, dentro do meu armário. Vou usando no dia a dia ao longo de algumas semanas e não percebo alteração de cor ou cheiro.

Secador
Antes de usar o secador, é bom se certificar que o cabelo está o mais seco possível, isto é, úmido. Por isso, é sempre bom deixar secar por algum tempo antes de aplicar calor, ou, se não for possível, tirar o máximo do excesso de água com uma toalha ou camiseta velha de algodão. Também é bom usar o secador na temperatura mais baixa, com o bico do difusor ou, caso não tenha, a uma distância de pelo menos 15 centímetros do cabelo. Eu costumo colocar a minha mão na frente do jato que direciono pros meus fios e a uso como “termômetro”; ao menor sinal de desconforto na minha pele por causa do calor eu mudo imediatamente de mecha.

Lavo o cabelo no tanque, e agora?
Eu às vezes lavo meu cabelo no tanque porque acabo interditando o banheiro em dias de lavagem! Mas o processo é o mesmo; a única diferença é que jogo a cabeça para frente para poder molhar com a água da torneira.

Método da Teri e volume
O método da Teri tira mesmo o volume do cabelo, mas ele vai sendo recuperado com o passar dos dias (pelo menos no meu cabelo é assim). Também é possível usar um condicionador que seja mais leve e que não pese tanto, ou ainda usá-lo em menor quantidade.

Protegendo os fios curtos na hora de dormir
Quem tem cabelos curtos, dependendo do comprimento, tem algumas opções. Se estão muito curtinhos, a fronha de cetim dá pro gasto. Se estiverem um pouco maiores e correrem o risco de embaraçar durante a noite - principalmente quando a pessoa se mexe muito durante o sono - o lenço de cetim é mais apropriado. E se estiverem curtos naquela fase em que já dá pra prender, é possível fazer banding separando mechas e prendendo cada uma delas com xuxinhas - e cobrindo com o lenço ou dormindo com a fronha de cetim, é claro!

Crescimento dos cabelos
Dica para crescimento dos cabelos começa com a letra P: PACIÊNCIA! O que parece falta de crescimento é na verdade falta de retenção do crescimento. Todos os tipos de cabelos tem, basicamente, o mesmo ritmo de crescimento. Para mais detalhes sobre crescimento dos cabelos, veja esta postagem.
Qualquer cabelo crespo/encarapinhado tende a crescer primeiro “pra cima”, e conforme vai ganhando tamanho costuma “tombar” para os lados. Mas isso varia de cabelo para cabelo. O meu só “tombou” quando, esticado, chegou nas costas, na altura da axila.

Será possível fazer uma transição com química?
Bom, pra mim, “transição” é justamente deixar as químicas transformadoras e passar a usar o cabelo virgem, natural. Algumas pessoas acham que fazendo permanente afro podem conseguir igualar as pontas à raiz. No entanto, um cabelo com permanente afro continua sendo um cabelo com química, porque o permanente nada mais é do que o mesmo produto usado para relaxamentos e alisamentos, só que aplicado de forma diferente. Selagem térmica, pelo que sei, é um procedimento que alisa os fios em algum grau. Logo, não parece razoável uma pessoa que queira o cabelo natural de voltar fazer uso disso... As maneiras mais seguras para passar pela transição estão detalhadas neste post.

* * *

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Misturinhas com Pantenol


Quem acompanha o blog há certo tempo sabe que eu sou adepta do método LOC como forma de manter meus fios hidratados por vários dias após a lavagem, sem ter a necessidade de molhá-los novamente com mais frequência. Quando falei sobre o método LOC aqui no blog, mencionei que fazia uma misturinha de Pantenol com água que borrifava nos fios como o meu passo L, para depois seguir com o passo O (aplicação de óleo) e o C (aplicação de creme).

Contudo, na época, não dei as proporções exatas da mistura porque eu sempre variava as quantidades, fazendo experimentações, ou misturava no “olhômetro”, nunca com quantidades exatas. E não foi em momento mais feliz que a Chicoro, blogueira que difundiu o método LOC, veio com um vídeo superinformativo sobre o uso de Pantenol diluído em água, com as proporções que ela costuma usar. Confira abaixo:


A Chicoro usa Pantenol em pó, que ela compra pela internet. Aqui no Brasil, não sei se é possível encontrar Pantenol nesta forma. Normalmente, as meninas que optam pelo acréscimo de Pantenol à sua rotina usam a versão com textura grudenta, que se assemelha a uma cola. No vídeo, a Chicoro mostra que esta forma viscosa aparece depois de misturar o pó a certa quantidade de água. 

Ainda que não usemos a forma em pó do Pantenol, podemos tomar como referência as medidas que ela usa. Aí vão elas: 

  • Solução a 5%: 5 gramas ou uma colher de chá de Pantenol para 100ml de água 
  • Solução a 10%: 10 gramas ou duas colheres de chá de Pantenol para 100ml de água 
  • Solução a 50%: 50 gramas de Pantenol para 100ml de água 
  • Solução a 75%: 75 gramas de Pantenol para 100ml de água 

No método LOC
Para o método LOC, eu gosto de usar a solução a 5%. Estes 100ml de água, como é explicado no vídeo e eu já punha em prática desde o início, não precisam ser totalmente usados, de uma vez só nos fios. Como a intenção da etapa L do método LOC é umedecer e não encharcar o cabelo, talvez 100ml seja realmente uma quantidade muito grande. A quantidade que sobra eu costumo guardar por alguns dias, usando para borrifar na pele antes de aplicar óleo vegetal (pois é, eu não uso mais hidratantes comerciais depois que descobri a mágica dos óleos vegetais!). 

No leave-in
As soluções mais concentradas (de 50% e 75%) podem ser acrescentadas a máscaras, condicionadores, leave-ins e xampus, segundo a Chicoro. Caso 100ml deixem seu leave-in aguado, você pode redimensionar as quantidades da mistura, mas mantendo suas proporções. Em outro vídeo, a Chicoro faz um preparado de Pantenol diluído a 50% que usa com o leave-in numa relação de 1 para 6: uma parte da misturinha de Pantenol e 6 partes de outros ingredientes ou do creme que você preferir como leave-in. Este também é um outro uso do Pantenol que muitas meninas já punham em prática há bastante tempo, mas que por vezes gerava dúvidas em relação à quantidade necessária para fazer efeito nos fios. 

Como diluir o Pantenol
Agora por último, mas não menos importante, adorei a dica que ela dá de diluir o Pantenol em água aquecida! Apesar de ela usar a versão em pó, quem já tentou diluir o Pantenol versão viscosa em um creme ou mesmo em água sabe como é difícil. Na água fria, o Pantenol se dilui até relativamente fácil, mas demora uns bons minutos. Nos cremes, a diluição é bem mais complicada. Por isso, antes de fazer a sua mistura, aqueça um pouco de água até ficar morna e acrescente o Pantenol para ser dissolvido. Só então, com ele diluído em água, misture ao creme que você deseja usar.

sábado, 30 de março de 2013

Dúvidas das leitoras – Parte II



Depois do superencontro das naturais Amigas Cacheadas do último sábado, me senti na obrigação de me organizar para escrever novamente no blog. Para minha surpresa, percebi que fiquei muitos meses sem ver com atenção os comentários e várias dúvidas ficaram pendentes. Às meninas que deixaram suas questões aqui há meses, minhas desculpas...

Mas vamos às dúvidas!

Quais condicionadores você indica para co-wash?
Basicamente um que não contenha silicones nem óleo mineral/petrolato/parafina líquida. Dos que usei, gostei do Johnson’s Baby amarelinho e da Máscara de Banho de Gelo da Haskell.

Quais xampus você usa?
Atualmente só o Oro Argan, da Bioderm. O último que eu comprei (ano passado) ainda continua com a fórmula confiável.

Como sei se meu cabelo precisa de hidratação, nutrição ou reconstrução?
Eu não sigo cronograma, então minhas decisões em relação a estes tipos de tratamento se dão na base do olhômetro. Quando sinto meu cabelo seco, especialmente as pontas, uso uma máscara de hidratação. Quando ele não está mais seco, mas os cachinhos estão com dificuldade de definição, uso máscara de nutrição (ou incremento o uso de óleos vegetais). E quando sinto meus fios elásticos e sei que estou em dia com hidratação e nutrição, parto para uma máscara de reconstrução (com proteínas).

Posso molhar/lavar o cabelo todo dia? Não consigo pentear se não molhar...
Uma coisa que toda natural deveria ter em mente é que não é necessário passar pente/escova/dedos todo dia no cabelo. Essa necessidade é menor ainda se você, como eu, protege o cabelo na hora de dormir e/ou é adepta dos penteados protetores. Molhar sem usar xampu pode não ser necessariamente ruim, mas eu, particularmente, não acho legal porque os fios ficarão sempre úmidos, já que nosso tipo de cabelo costuma demorar bem mais a secar.

Como reduzir o volume do cabelo?
Com o devido uso de máscaras de tratamento (especialmente hidratação, mas também nutrição e a dose certa de reconstrução), com o corte certo (geralmente em camadas) e com a estilização correta (a técnica da Teri é muito boa para isso) você pode manter seu volume sob controle. Mas veja bem: “sob controle” não é cabelo lambido, colado na cabeça nem boi lambeu! Volume controlado é o volume bonito e natural dos cabelos encaracolados.

O que você acha da glicerina?
Já usei glicerina durante um tempo e no fim das contas vejo que não fez grande diferença pro meu cabelo. A eficácia dela depende muito do clima. Como sou adepta de uma rotina simplificada, quanto menos produto melhor. Por isso, não uso mais.

Meu cabelo é oleoso, posso abrir mão do xampu?
Às vezes a oleosidade excessiva do couro cabeludo é uma espécie de “efeito rebote”: você lava com um xampu tão forte que o couro cabeludo fica irritado e ressecado, e acaba produzindo mais oleosidade para se proteger dessa agressão. Se lavar com condicionador não for legal, procure um xampu mais suave – normalmente os xampus sem sulfato são os mais suaves.

Me explica o LOC de novo? Como é isso de molhar o cabelo e depois borrifar?
O LOC é um método que tem como objetivo prolongar a retenção da hidratação nos fios crespos encarapinhados. Ele deve ser feito apenas após a lavagem e higienização dos cabelos. Ao sair do chuveiro com os cabelos enxaguados, após a higienização e tratamento com máscara, deve-se retirar o excesso de água dos fios, deixando-os úmidos. Após isso, borrifar alguma misturinha é opcional. Estando com os fios úmidos quase secos, é possível que o fio absorva a misturinha que você aplicar. Mas se não quiser ou não puder borrifar, não tem problema. Os fios úmidos com a água do enxágue já podem receber o óleo, que é o segundo passo do LOC e posteriormente o creme, que é o terceiro passo. E algo que eu acho muito óbvio, mas que vi que levantou dúvidas: é para passar um produto por cima do outro, sem enxaguar entre as etapas e nem depois de tudo aplicado! E outra: "LCO" NÃO é LOC! :)

Estou fazendo cauterização mas meu cabelo continua ressecado e quebradiço...
Isso pode ser resultado do excesso de cauterização. Se o seu cabelo está seco, ele precisa de hidratação. Deixe a cauterização de lado por alguns meses, até que ele se recupere e invista em máscaras de hidratação.

O que o calor pode fazer com meus cabelos? Que alternativa eu tenho durante a transição?
O calor pode destruir seus cachos naturais, como vimos aqui e aqui. Como alternativa, existem as tranças soltas, as tranças rasteiras, penteados e técnicas de texturização que você pode ver aqui.

Tive corte químico e agora tem uns cabelinhos que ficam pra cima quando faço rabo de cavalo. O que eu faço pra amenizar?
Se cortar toda a parte com química for uma solução radical demais, você pode, depois de fazer o rabo de cavalo, amarrar um lenço na cabeça como se fosse uma faixa de cabelo e deixar por uns 20 minutos para “assentar” os cabelinhos arrepiados. Para ajudar a segurar os fiozinhos, pode-se umedecê-los e/ou usar um pouco de gel antes de amarrar o lenço. Nesse caso, é bom deixar até que os fios sequem.

Óleo faz o cabelo crescer mais rápido?
Veja esta postagem sobre crescimento de cabelos e esta sobre óleos vegetais. Nada faz o cabelo crescer mais rápido do que o seu DNA define; óleos fortalecem e nutrem seus fios e auxiliam na retenção de comprimento.

Posso fazer a sua rotina no cabelo da minha filha?
Acho que a minha rotina pode ser adaptada para crianças, usando produtos infantis, por exemplo. Mas acredito que, no caso de cabeças pequenas, menos é mais. Simplifique ao máximo a rotina para não entendia-la e tome cuidado com produtos que possam causar irritações ou alergias. Tem alguns blog bem legais sobre o assunto, o Beads, Braids & Beyond e o Chocolate Hair Vanilla Care, de mães que cuidam dos cabelinhos crespos de suas filhas.

Meu cabelo está muito curto para fazer penteados protetores...
Nesse caso, preocupe-se com a hora de dormir. Proteja seu cabelo com um lenço, touca, ou use fronha de cetim.


Por enquanto é só, pessoal. Podem continuar mandando suas dúvidas... Eu tardo, mas não falho!

domingo, 13 de maio de 2012

O Método LOC

Apesar de a internet estar recheada de informações sobre cabelos crespos e encarapinhados, a maior parte delas está em outros idiomas, principalmente o inglês. Por isso, muitas vezes, nós brasileiras encontramos restrições em adquirir todo esse conhecimento disponível.

Devido a esta barreira da língua, muitas naturalistas que não falam inglês podem desconhecer algumas das gurus da internet quando o assunto é cabelo encarapinhado. Uma dessas gurus é a Chicoro. Ela tem um blog, onde escreve artigos diversos e um Fotki com imagens da sua jornada capilar e do passo-a-passo de procedimentos de sua rotina de cuidados com o cabelo. E, além disso tudo, a Chicoro ainda escreveu um livro chamado Grow it! (disponível apenas em inglês), especialmente voltado para ensinar as encarapinhadas a atingirem comprimentos longos com seus cabelos.

A capa do livro Grow it!

Uma das práticas recomendadas pela Chicoro para auxiliar na preservação dos fios de cabelo (e consequentemente na retenção de comprimento) é selar adequadamente e por mais tempo a hidratação que os fios recebem. Para tal, ela sugere o Método LOC. Este método consiste em seguir uma determinada ordem de aplicação de produtos para garantir que a hidratação permaneça nos fio por mais tempo. A ordem dos produtos é justamente o nome do método: L de líquido (liquid), O de óleo (oil) e C de creme (cream).

O líquido em questão nada mais é do que água. Ela é a única substância que, de fato, hidrata nosso corpo - e por consequência, nossos fios. Nos cabelos, o efeito hidratante da água pode ser potencializado com a adição de D-Pantenol, glicerina e/ou extrato ou suco de aloe vera.

Para realizar esta etapa, você pode aplicar, com o auxílio de um borrifador, a misturinha de água com as substâncias já citadas tanto nos fios quanto no couro cabeludo (não se esqueça de que ele é pele, como o resto do seu corpo, e também precisa de hidratação!). É interessante esperar de 10 a 15 minutos antes de passar para a próxima etapa, a fim de que o líquido possa ser absorvido.


Após a pausa, é hora de aplicar o óleo de sua preferência. Óleo de rícino, óleo de oliva e óleo de coco são exemplos de excelentes óleos vegetais para o cabelo. Eles devem ser aplicados nos fios úmidos, nunca encharcados (ou irão "escorrer" junto com o excesso de água dos cabelos). O capricho deve ser redobrado nas pontas, a parte mais antiga e, logo, mais frágil e delicada dos seus cabelos.

No terceiro e último passo, entra a aplicação da substância hidratante de consistência cremosa. Pode ser o leave-in de sua preferência, ou condicionador, caso você opte por não enxaguá-lo. Neste momento, você pode estilizar o seu cabelo da maneira que desejar (lembre-se de trabalhar com seu cabelo em seções para facilitar a tarefa). Novamente, atenção especial às pontas.

Apesar do encolhimento, o cabelo da
Chicoro já está na cintura - compare
a foto acima com a anterior, onde ela
está com os cabelos esticados

A Chicoro conseguiu obter um cabelo extremamente longo graças, em parte, ao Método LOC. Eu também tenho adotado este método nos últimos meses e estou bastante satisfeita com os resultados. De maneira geral, meus fios se mantém hidratados até a próxima lavagem, mesmo quando uso o cabelo solto ao longo da semana. Notei também, especialmente, uma melhora do meu problema de descamação após adotar o uso regular da misturinha de água + pantenol no meu couro cabeludo, aliado à posterior aplicação de óleo vegetal, como já dei mais detalhes aqui.

Por isso, se você busca incrementar a retenção da hidratação nos seus fios e quer preservá-los para que atinjam comprimentos maiores, vale a pena tentar o Método LOC.