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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Disciplina e paciência


Há alguns dias, escrevi uma postagem sobre dicas para ter um cabelo comprido. E, não sei se vocês repararam, em nenhum momento eu mencionei produtos específicos que devessem ser usados. As dicas envolveram apenas técnicas ou procedimentos, que podem necessitar de produtos, mas que não exigem uma marca determinada para que dê certo.

O mais interessante é que, originalmente, a lista tinha 7 dicas! Na última hora, eu resolvi reduzir para cinco, e reservei as últimas duas para uma postagem exclusiva, devido à sua importância e devido ao fato de elas não necessariamente se limitarem ao objetivo específico de ter um cabelo grande.

E o que é tão importante assim? Disciplina e paciência!

Disciplina: a importância de uma rotina consistente
Nós aprendemos em nossa jornada capilar que um produto cosmético sozinho não faz milagre. Um cabelo bonito e saudável demanda um conjunto de procedimentos, como vimos na última postagem. É importante lembrar que estes procedimentos fazem parte de uma rotina, e por isso precisam ser colocados em prática sempre. Sempre que for lavar, em todas as lavagens, os cabelos devem ser manipulados com gentileza. Os cabelos devem ser protegidos todas as noites ao dormir. Os penteados protetores não podem ser ocasionais. Mais do que produtos caros ou de marca, uma rotina sólida contribui muito para os resultados com os cabelos a médio e longo prazo. E isso também vale para o que colocamos dentro do nosso corpo. Alimentar-se corretamente e beber a quantidade certa de água diariamente não devem ser atitudes esporádicas - não só para a saúde dos cabelos, mas para o seu corpo como um todo. Por isso, é muito importante aperfeiçoarmos nossa disciplina e incorporarmos hábitos (capilares ou não) saudáveis ao nosso dia a dia.


Paciência: desenvolvendo a filosofia zen capilar
A paciência é simplesmente fundamental - e principalmente para cabelos crespos e encarapinhados, que se danificam muito mais facilmente e, consequentemente, requerem atenção especial para melhorarem sua condição. Devemos exercitar a nossa paciência em diferentes momentos da nossa rotina de cuidados: ao desembaraçar, ao esperar o tempo de ação dos produtos, ao esperar o cabelo secar. Também é preciso ter paciência para sentir os efeitos da rotina consistente que decidimos adotar. Por último - e, pode parecer óbvio, mas nem sempre a gente tem isso em mente o tempo todo - é preciso ter paciência de esperar o cabelo crescer. E crescer cabelo não significa apenas ganhar comprimento, mas também renová-lo: é, antes de tudo, livrar-se de eventuais partes danificadas e passar a lidar com um cabelo novo, não desgastado por procedimentos incorretos. Os cabelos crescem, em média, um centímetro por mês. Não há forma de acelerar o crescimento dos fios, pois isto é determinado pela genética. Isso significa que, se você tiver feito o big chop e cortado o cabelo bem curto, ele só chegará na altura das costas, quando esticado, depois de uns 3 anos! Enquanto isso, aproveite seu cabelo da melhor forma nas diferentes fases pelas quais ele passará.


Disciplina e paciência não são recomendações apenas para quem quer cabelos compridos. Nem para quem tem cabelos crespos ou encarapinhados. Disciplina e paciência são recomendações fundamentais para todos os tipos de cabelo e para todos os objetivos que tenhamos em relação às nossas madeixas. Mesmo que você não queira cabelos compridos, com certeza vai querê-los saudáveis - e, assim como a saúde do seu corpo, a saúde dos cabelos precisa de atenção.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Encontro Amigas Cacheadas - Rio de Janeiro



O blog teve que sair da hibernação para falar sobre esse evento!
No último sábado (23/03) aconteceu o encontro das Amigas Cacheadas aqui no Rio de Janeiro. O Shopping ficou pequeno pra tanta gente bonita e natural!








Tivemos a visita ilustríssima das "turistas" Eliane e Daniela, donas de cabelos incríveis e moderadoras do grupo Amigas Cacheadas do Facebook. 




A galera de São Paulo fez uma verdadeira caravana para se encontrar com as cariocas. O resultado: duas mesas de restaurante cheias de cabelos espetaculares e trocas de experiências interessantíssimas!




Na hora da foto coletiva, teve até convocação de última horas das cacheadas e cacheados que passavam pelo shopping e acabaram se juntando ao grupo.



Foi muito bom compartilhar momentos com as meninas que eu só tinha contato virtualmente e também rever algumas que eu já conhecia pessoalmente. Acho que deveríamos fazer isso sempre!

Há projetos de se fazer uma "caravana cacheada" pelo Brasil, encontrando as meninas que moram em diferentes estados do país. Hmmm, qual será a próxima parada?

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O papel dos nossos parceiros

Fonte

Em nossa jornada capilar, e especialmente na fase de transição, é comum escutarmos opiniões não muito encorajadoras vindas das pessoas que amamos. Dentre estas pessoas, a opinião do parceiro (namorado, noivo, marido) acaba tendo um peso muito grande na tomada de decisão das mulheres que desejam cabelo natural. 

Durante o tempo em que andei sem tempo para escrever material para o blog, minha participação na comunidade virtual natural se resumia a ler as atualizações de alguns dos fóruns de discussão de que faço parte. Ainda que em uma leitura rápida e superficial, percebi que eram muito frequentes as moças com preocupações relativas à aceitação de seus cabelos por seus parceiros. 

A insegurança aparecia antes do big chop, após o big chop, durante os tratamentos mirabolantes com receitas caseiras ou na hora de proteger o cabelo para dormir. Quase todas admitiam abrir mão deste ou daquele detalhe de uma rotina que consideravam ideal pelo temos à rejeição. Algumas, inclusive, consideravam seriamente desistir dos cabelos naturais e voltar aos alisamentos porque seus companheiros diziam não gostar de cabelos curtos ou crespos. 

Entendo que cada um de nós tenha suas preferências em termos de beleza. Mas também compreendo que, em uma relação amorosa, a fronteira da atração meramente visual já tenha sido superada e a ligação entre as pessoas envolvidas já se encontre em outro nível. Por isso, me choca ler casos como este do blog Curly Nikki, em que a mulher relata quase ter perdido seu casamento por causa do cabelo. 

O homem deste caso em especial alegou que aquela mulher pós big chop, de cabelo curto e crespo, não foi a mulher que ele conheceu (pelo que parece, ela tinha cabelo comprido e alisado na época). Além disso, também reclamou do fato de não ter sido consultado quanto à mudança. 

Bom, mudanças são inevitáveis. As pessoas engordam, envelhecem, ficam carecas; às vezes por um infortúnio ganham cicatrizes ou por um bom motivo fazem uma tatuagem. O fato é que nunca seremos os mesmos durante toda a vida e temos todo o direito de não querer sê-lo! Todos nós podemos nos reinventar e fazer diferente quando desejarmos. 

Ainda que em uma relação os parceiros possam e devam ser informados de certas decisões radicais, é preciso entender que nem sempre um dos lados vai mudar de ideia e voltar atrás só porque o outro não gostou. A consulta é importante, mas ela não pode se transformar em uma ordem ou um veto. 

Por fim, acredito no diálogo entre o casal, mas um diálogo que vá além da questão estética. Todas que passam pelo processo de volta ao cabelo natural sabem como este assunto é profundo e mexe com sentimentos. Que tal falar sobre o quanto a transição e o big chop significam para você? Seja sincera e aberta, diga como se sente, explique o que o alisamento não condiz mais com a pessoa que você é agora e que deseja ser no futuro. Mostre que a jornada para o natural é também uma jornada para sua felicidade – e duvido que alguém que ame sua parceira não vai querer vê-la feliz! Qualquer pessoa feliz consigo mesma, tenha ela o cabelo curto ou longo, crespo ou liso, loiro ou castanho, irradia beleza.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Adolescentes e seus ídolos

Fonte


A nossa história conflituosa com os cabelos começa na infância. Desde muito jovens, em uma idade da qual nem lós lembramos, já nos víamos às voltas com escovas, químicas, sessões dolorosas de desembaraço e comentários depreciativos. 

Contudo, é na adolescência que essa insegurança se consolida e se radicaliza. A adolescência já é, por si mesma, uma fase conturbada, quando levantamos uma série de dúvidas sobre nós mesmos, especialmente em relação à aparência. “Sou bonita o suficiente?”, “vou ser aceita em um grupo?”, “o que os meninos vão pensar de mim?”.

Sendo os cabelos um elemento tão significativo no visual, não é de se estranhar que ele seja um dos principais focos de insegurança das adolescentes crespas e cacheadas. É nesta época que muitas garotas decidem alisar os cabelos, na tentativa de não se sentirem um “peixe fora d’água”.

É nesta época também que muitas de nós escolhemos nossos ídolos, nossos modelos comportamentais e estéticos. Queremos ser como eles, agir como eles, queremos nos vestir e nos parecer com eles. Pai e mãe se tornam chatos, cafonas, caretas, enquanto o artista da TV ou aquela amiga linda e popular da escola são o máximo.

Em uma idade em que a opinião dos adultos já não parece importar tanto, qual o papel dos nossos ídolos na construção do nosso padrão de beleza? Que ídolos nos são oferecidos como modelo?

Na minha pré adolescência, imperavam os seriados americanos como Barrados no Baile: jovens ricas, bem sucedidas, lindas, loiras e... Lisas! (OK, tinha a Brenda que era morena – e talvez por isso fosse a minha favorita). Mesmo séries com atores negros mostravam atrizes com cabelos alisados.

Fonte

Só mais tarde fomos apresentados a personagens como Carrie Bradshaw, de Sex and the City, que nas primeiras temporadas combinava seu cabelo cacheado meio bagunçado com os looks mais fashion possíveis, e Kady, a filha mais nova do seriado Eu, a patroa e as crianças, talvez uma das primeiras meninas a usarem cabelo crespo solto de que me recordo.

Fonte

No Brasil, por muito tempo fomos totalmente carentes de modelos a serem admirados – lembro do entusiasmo com a estreia de Isabel Filardis e com os cachos de Ana Paula Arósio. Mais recentemente, Aisha Jambo, Taís Araújo e Sheron Menezzes, entre outras, vieram engrossar o caldo da sopa de encaracoladas da TV, ainda que algumas delas, eventualmente, tenham desfilado com cachos quimicamente tratados.

Sheron Menezzes

O grande dilema dos adultos que lidam com adolescentes às voltas com seus cabelos é mostrar a elas que sua beleza é admirável, ainda que destoe daquele padrão predominante mostrado na TV. É certo que as jovens em grande parte das vezes, tomam as mulheres adultas mais próximas (mãe, tia) como modelo de contestação e não necessariamente de imitação. Por isso e importante construir as bases desde sempre, dando como exemplo não suas palavras, mas suas atitudes – porque adolescentes detestam qualquer coisa que possa ser entendida como hipocrisia. Não peça à sua filha que ame o cabelo dela: você mesma, ame seu próprio cabelo e deixe transparecer isso em todos os aspectos da sua vida e seus atos do cotidiano.

É certo que a sabedoria vem com a maturidade, mas os anos turbulentos da adolescência podem ser um pouco mais fáceis com uma dose de compreensão e acolhimento.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Você revela seus cuidados com os cabelos?




Via BlackHairInformation.com (tradução minha)

Tenho visto muitas postagens de moças reclamando que não tem apoio da família ou amigos, que estão cercadas de pessoas que as põem em dúvida e que seus amigos e familiares fazem graça de seus métodos e torcem o nariz para os produtos que usam.
Contudo, para outra questão muito popular em fóruns sobre cabelos, quando perguntadas “você compartilha segredos sobre crescimento dos cabelos na vida real?” a maior parte das mulheres diz não. Elas dão uma série de razões por que não fazem isso, mas a resposta mais surpreendente e que é frequentemente dada, é quando as mulheres dizem “que segredos?”. Como se toda a informação disponível na internet fosse prática comum e bem conhecida por todas as pessoas.
Agora eu sei que não há "segredo" para fazer crescer o cabelo, mas certamente os métodos e o conhecimento disponível em fóruns e blogs para ter um cabelo saudável não são senso comum, ou a necessidade de tais sites não existiria! Se fosse algo que “todo mundo sabe” então por que nós (enquanto raça) não temos desde sempre cabelos longos e saudáveis? Eu tenho que pensar em quantas dessas mesmas moças secretamente se aproveitam da dúvida e do isolamento das outras para esfregar seu cabelo na cara delas dentro de alguns anos. Essas mulheres acham válido serem zombadas agora apenas para rirem por último quando tiverem um cabelo (natural ou relaxado) longo, saudável e maravilhoso?
Isso me lembra aquelas moças que mostram seus progressos com aquele belíssimo cabelo na altura da cintura e quando perguntadas sobre o que fazem – ou quando pedem para que contem sobre seu regime de tratamento – respondem apenas com “Hahaha, obrigada, meninas. Eu realmente não faço muita coisa. Apenas faço co-wash com qualquer condicionador baratinho, quando eu acho que devo e faço coque na maior parte do tempo”. Isso pode ser verdade para algumas poucas sortudas, mas posso garantir que para a maioria das mulheres há mais do que um regime de tratamento simplificado. Elas hidratam e selam a hidratação? Fazem tratamentos profundos? Usam antirresíduos? A rotina de tratamento sempre foi assim simples ou elas tiveram de fazer mais alguma coisa para atingir este comprimento e agora estão apenas mantendo-o? Elas aparam as pontas com regularidade? Existe tanta informação deixada de fora! Algumas meninas ainda procuram por mais detalhes enquanto eu apenas clico no botão de “fechar” em alguns tópicos.
Quando vejo essas respostas absurdamente vagas, suspeitas e até mesmo mentirosas, fico pensando. Se você não faz questão de falar nem em um fórum sobre cabelos, em que todos tem o mesmo objetivo, então certamente não fará questão de falar para pessoas que conhece na vida real e que não tem contato com a comunidade das naturais sobre os detalhes que elas precisam saber para conseguir um cabelo longo e saudável.
Será que algumas moças querem ser as únicas negras no seu círculo imediato de amizades a ter cabelo comprido? Quando eu era mais nova, era muito comum ver uma mulher mais velha (amiga ou estranha) com um cabelo ótimo e perguntar onde ela cuidava dele. Lembro-me que, em várias dessas vezes, a mulher não dizia onde fazia o cabelo. Algumas vezes ela diria o “lugar comum”: “Ah, algum lugar pelo centro... Não lembro o nome agora, mas me lembra que eu te digo depois” mas mesmo depois de lembrá-las repetidas vezes, o nome do salão ou do profissional nunca era revelado.
Em outras ocasiões a mulher era bem direta ao dizer “não conte às pessoas quem faz meu cabelo”. Quando vejo pessoas dizerem que não falam o nome das suas fontes favoritas de pesquisa sobre cabelos, ou que elas não revelam os detalhes de suas rotinas de tratamento mesmo quando perguntadas, eu me questiono se é pela mesma razão desta atitude do “não vou te contar”.
Eu sempre compartilho tanto conhecimento quanto julgue apropriado quando alguém me pergunta sobre o meu cabelo. Se elas dizem que gostam de um penteado em particular, eu respondo com prazer e dou informação sobre como consegui aquele visual. Por exemplo, ontem alguém na igreja comentou o quanto gostava dos meus cachos e eu respondi “obrigada! Usei os flexirods cinza e roxo” porque sabia que aquela pessoa fazia o próprio cabelo e tinha noção do que eu estava falando.
Iniciei várias amigas a fóruns da internet (muitos dos quais eu mesma me cadastrei), a várias vlogueiras de cabelos, e uma de minhas amigas até criou seu próprio canal no YouTube. Algumas compraram produtos que sugeri, outras começaram a fazer tranças/coquinhos depois de me verem e minha família passou a ler algumas das minhas postagens.
Nem todo mundo vai tão fundo no jogo dos cuidados capilares como eu, e tudo bem com isso. Tudo o que faço é prover a informação que a pessoa está interessada em ouvir. Todas nós podemos tem cabelo saudável e – se assim desejarmos – longo, sem precisarmos ser mesquinhas com a informação!

* * *

E vocês? Compartilham seus segredos quando se trata de cuidados capilares ou escondem o jogo e não revelam tudo o que põem em prática?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Olha nós aqui outra vez! II




E depois de tanto tempo, o blog ressurge das cinzas!

Não me esqueci do mundo dos cabelos não; tive que dar uma pausa para resolver outras coisas da vida que precisaram ser resolvidas com mais urgência.

Daqui para frente voltamos com a nossa programação normal – ou quase! Pode ser que as postagens fiquem mais espaçadas, mas elas não vão aparecer aqui com certa regularidade.

Além disso, estou devendo um segundo round de respostas às dúvidas mais comuns que as leitoras vem deixando nos comentários! Vou respondendo aos poucos, mas responderei todas, prometo.

Amanhã tem postagem informativa nova, fiquem ligadas!

E sejam bem vindas novamente, é claro!


domingo, 29 de julho de 2012

Dúvidas das leitoras


A postagem de hoje não tem um tema específico. Resolvi fazer um apanhado de várias perguntas que foram feitas nos comentários. De repente a dúvida é comum a várias pessoas e eu, respondendo apenas nos comentários diretamente a quem fez a resposta, não consigo esclarecer a todas as leitoras. Olha só as perguntas que apareceram por aqui:

Quais produtos usar nos cabelos? Quais produtos são bons e quais são ruins? Quais você usa? Quais você indica? 
Para as que estão 100% naturais, com o cabelo completamente virgem e livre de químicas (inclusive coloração) eu acredito que seja necessário um xampu suave, de preferência sem sulfato, um condicionador de consistência grossa, recheado de óleos e extratos vegetais para ser usado com leave-in e uma boa máscara de hidratação. Isso aí é o básico do básico dos cuidados com o cabelo. 
Mas o que é bom e o que não é? Infelizmente só o seu cabelo responderá. Cada cabelo tem um gosto, uma necessidade, uma preferência e, embora existam produtos que agradam a muitas pessoas, eles nunca serão unânimes. 
Justamente por causa disso, eu não faço recomendação nem resenha de produtos. Sim, eu gosto de informar quais os produtos que eu uso ou usei para determinadas técnicas ou procedimentos, mas sempre procuro esclarecer que eles não são obrigatórios para a técnica X ou Y dar certo. Eles dão certo no meu cabelo, mas podem não dar no seu. Contudo, se você está completamente perdida, já pode ter algum parâmetro para começar a pesquisar que tipo de produto usará nos seus fios. 
Os produtos que eu uso você pode ver aqui

Você enxágua os condicionadores do cabelo?
Não.
Todos os condicionadores que eu cito no blog são usados como leave-in. Em outras palavras, eu lavo os cabelos, aplico o condicionador, desembaraçando e estilizando meus cachinhos e não enxáguo: eu deixo secar, como se fosse um creme de pentear comum. E aplico bastante quantidade, o suficiente para fazer aquela “espuminha” e o cabelo ficar com o branquinho do creme. Após secar, o branquinho sai (de fato, após uns 10 minutos de terminada a estilização ele já saiu!). 


Tem problema deixar condicionador no cabelo? 
Depende do condicionador. Depende do seu cabelo. Depende da sensibilidade do seu couro cabeludo e da sua pele. Depende da sua sensibilidade para cheiros. Em teoria, os condicionadores não foram pensados para serem deixados nos fios. Mas para pessoas com cabelos muito crespos e encarapinhados, ele acabou sendo uma solução muito mais eficaz do que os leave-ins normais, já designados para isso. Existem condicionadores que podem ser muito “fortes” para determinadas pessoas, causando irritação, coceira, deixando o cabelo muito pesadão, sem vida ou com resíduos visíveis mesmo depois de seco. Contudo, estes mesmos produtos podem ser ótimos para outras pessoas. Até hoje eu não tive nenhum problema com um condicionador que eu já não tenha tido com algum leave-in comum. 

Quantas vezes na semana devo lavar o cabelo? 
Isso também depende do seu cabelo e da sua rotina diária. Algumas pessoas sentem necessidade de lavar o cabelo todos os dias, o que eu não acho que seja realmente necessário a não ser que se pratique um esporte ou atividade que produza muito suor. Eu não recomendo lavar os cabelos com xampu todos os dias porque isso pode ressecar demais os fios. Se você precisa pratica algum esporte, por exemplo, pode lavar os cabelos com mais frequência usando um condicionador (fazendo a famosa co-wash), e depois prosseguir com sua estilização usual. O xampu pode ser usado uma ou duas vezes na semana, para uma limpeza mais efetiva. 
Eu não pratico esportes e uso o cabelo preso a maior parte do tempo, por isso lavo meus cabelos uma vez na semana, com xampu. Às vezes eu troco o xampu por um condicionador liberado para co-wash

Você segue a rotina de hidratação, nutrição e reconstrução? 
Não.
Por dois motivos: 1) não tenho tempo; 2) acho que meus cabelos não têm necessidades tão previsíveis a ponto de serem atendidas por um cronograma fixo de aplicação de produtos, e principalmente não tem tanta necessidade de proteínas (reconstrução). Prefiro deixar que eles me peçam aquilo que estão precisando. 



Tem alguma máscara de tratamento de marca comercial liberada para no poo ou low poo para indicar?
Bom, eu não sou muito adepta de máscaras de tratamento profundo, como falei acima. De marca comercial bem acessível, dessas de achar em qualquer farmácia ou mercadinho da esquina, eu descobri que a Elsève tem algumas liberadas para a técnica (Reparação Total 5, Liss Intense Extreme, Hidra-Max Colágeno, Solar, Colorvive, Nutri Gloss), assim como a Garnier (Stop Queda, Hidra Cachos). De marcas um pouco mais difíceis de achar ou que só se encontram em lojas de produtos cosméticos tem a Surya (máscaras da s linhas Orgânica de Frutas e Amazônia Preciosa) e a Amend (Anti Age, Eco Therapy)

Umectação é bom? 
Não sei!
Não faço umectações no meu cabelo, nem experimentei fazer. E isso por pura preguiça e procrastinação... Prometo que um dia eu faço! Quem costuma incluir umectação na rotina diz que traz resultados muito bons! 

Não entendi a técnica do LOC. Tenho que enxaguar os cabelos entre os passos L, O e C? 
Não!
O cabelo não deve ser enxaguado entre um passo e outro, ou o propósito da técnica se perde. 
Os cabelos devem começar lavados, ou seja, você higieniza com seu xampu ou faz co-wash, como de habitual, e inicia o LOC do jeito que eu descrevo aqui


Qual a diferença do pantenol para o Bepantol? 
O pantenol, ou d-pantenol, é o princípio ativo do produto comercial de nome Bepantol. 

Como aplico óleo de rícino no cabelo? Ele é muito grosso! 
Óleo de rícino exige mesmo uma certa prática. Você pode diluir o óleo de rícino em outro óleo mais ralinho (óleo de macadâmia, argan, jojoba, linhaça, amêndoas...). Eu aproveito e mato dois coelhos de uma vez só diluindo meu óleo de rícino em um pouquinho de óleo de eucalipto, jojoba e linhaça e colocando algumas gotinhas de óleo essencial de melaleuca (tea tree). Além de a misturinha ficar mais fácil de ser aplicada no cabelo, ela ganha propriedades antifúngicas e antibacterianas, prevenindo e tratando dermatites, ressecamento e descamação no couro cabeludo. 

Qual a quantidade das suas misturinhas de óleos e do borrifador para o passo L do LOC? 
Minhas misturas são todas feitas no olhômetro. Os óleos eu diluo até achar que está numa consistência que eu consiga aplicar no cabelo, sempre priorizando o óleo de rícino que é a estrela da mistura! No borrifador eu ponho uma quantidade de água que sei que será suficiente para molhar todo o meu cabelo e diluo mais ou menos uma colher de chá de glicerina e uma colher de chá de pantenol. 

Por que não pode misturar óleo no frasco de condicionador? 
Porque os cosméticos são formulados de maneira “perfeita”, ou seja, a adição de uma substância estranha pode, com o tempo, deteriorar o produto, trazendo resultados não tão bons ou até prejudiciais aos fios. Como nós não temos como saber se a adição do óleo X ou Y vai influenciar positiva ou negativamente nas propriedades de determinado condicionador ou máscara em longo prazo, é sempre bom misturar o óleo à quantidade de produto que será usada no momento. 


Você usa penteados protetores para fazer o cabelo crescer, mas vai ficar usando eles para sempre? 
Sim e não! 
O penteado protetor me dá a praticidade de não ter que estilizar meu cabelo todo dia pela manhã, antes de sair de casa, porque eu não tenho tempo para isso. Preso em um coque, meu day-after se resume a tirar o lenço de cetim da cabeça – o coque está intacto porque foi protegido pelo lenço durante a noite. 
Quando eu quero sair com visual diferente, tenho alguma festa, evento, enfim, e decido usar o cabelo solto, eu simplesmente solto o coque e uso ele solto. Mas cabelo solto não faz mais parte do meu dia-a-dia. 
Em teoria, o penteado protetor serve para ajudar os cabelos a ultrapassarem algum limite de crescimento que você tenha estipulado. Uma vez além desse ponto, não haveria mais necessidade de proteger o cabelo, pois o objetivo já foi atingido. Como eu sou uma pessoa sem objetivos, eu decidi que quero ver até onde meu cabelo pode crescer – e por isso pretendo continuar com meus penteados protetores em longo prazo. 

O que você faz no seu day-after
Normalmente nada, porque estou quase sempre de coque. Ele não desmancha à noite porque eu sempre – SEMPRE – durmo com lenço de cetim na cabeça. De manhã é só tirar o lenço e o coque está lá, como se nada tivesse acontecido! 
Se estiver usando os cabelos soltos, antes de dormir eu prendo em banding para proteger e ponho o lenço. De manhã, desfaço o penteado protetor que uso para dormir e conserto as pontinhas desmanchadas com um pouco de condicionador e água, como na foto abaixo: 

1. Meu cabelo ainda com banding;
2. A quantidade de condicionador que eu uso por mecha;
3. Só essas pontas serão consertadas, o comprimento não será manipulado;
4. Enluvo as pontas umedecidas com o condicionador e um pouquinho de água;
5. Corro os dedos por entre os fios para separar os cachos;
6. Separo um a um os cachinhos que ainda estão grudados.


Quem pode fazer low poo/no poo
Qualquer um cujos cabelos estejam ressecados, sem vida, aparentando que não respondem a tratamentos e produtos que costumavam dar certo. Pessoas com cabelos cacheados, crespos e encarapinhados, que são, naturalmente, mais ressecados. Pessoas com cabelos muito danificados por processo químicos e com fios mais fragilizados que não resistem a xampus com sulfatos. Ou seja, qualquer um pode fazer low poo ou no poo, basta experimentar! 

O que acontece se alguém que pratica low poo e no poo usar um produto que não é liberado? 
A primeira coisa que acontece é um sentimento muito grande de culpa... 
Ok, é brincadeira (mas tem um fundo de verdade). Depois disso, podem acontecer duas coisas. Pode acontecer nada, pode não fazer diferença usar um produto proibido uma vez. Mas se o produto proibido for usado com muita frequência, com muita regularidade ou de maneira indiscriminada, ele pode causar acúmulo nos fios e deixar o cabelo opaco, pesadão, com aparência de sujo. E para resolver isso, primeiro é necessário parar de usar o produto proibido. Em segundo lugar, é necessário usar um xampu (alguns dizem que tem que ser com sulfato; eu particularmente acho que não precisa ser com sulfato se forem feitas lavagens suficientes e os demais produtos da rotina foram totalmente liberados, 100% silicone free). 

O que você acha de coloração para cabelos crespos? 
Eu acho lindo, um espetáculo, mas sou muito medrosa e não tenho coragem de pintar os meus próprios. Acho que após um procedimento como esse, o cabelo careça de muito mais cuidado e carinho do que um 100% virgem, por isso é uma decisão que deve ser bem pensada antes de ser levada às vias de fato. 

Desembaraçar o cabelo seco, é sério isso? 
Como falei neste post aqui, existem pessoas que não conseguem desembaraçar o cabelo molhadão e cheio de condicionador. Isso só costuma funcionar pra quem tem um certo padrão de cachos mais consistente (meu caso, por exemplo). Para aquelas texturas muito encarapinhadas, que não apresentam cachos, desembaraçar o cabelo seco pode ser uma opção mais fácil e segura do que com o cabelo molhado. Então, se você tem cachos, essa técnica não deve servir, mas se você tem o cabelo carapinha legítimo pode dar uma chance a ela. 

O que você faz para deixar seus cabelos bonitos? 
Faço tudo isso que eu ensino no blog! :D



Tem mais perguntas? Pode mandar pelos comentários ou pela página do Ame seu Crespo no Facebook que, em breve, eu faço outro post de dúvidas das leitoras!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Aleatoriedades: corte, condicionador e comprinha

Olá, naturais! O post de hoje é na verdade não tem um tema específico. Tenho várias pequenas notícias para dar que, sozinhas, não preenchem uma postagem independente. Por isso, resolvi falar sobre tudo ao mesmo tempo de uma vez só.


Corte de cabelo
Como falei há algumas semanas atrás, aparei alguns centímetros do meu cabelo utilizando a técnica de trançar os fios e cortar as pontinhas finas das tranças. Ele ficou mais ou menos assim no dia seguinte à lavagem e levemente esticado por banding:

Cabelo mais curto: valeu a pena!


Curioso como nosso cabelo reage a um corte, por menor que seja! Apesar de ter cortado uns cinco centímetros, meu cabelo parece bem menor porque a retirada das pontas estragadas e cheias de nozinhos de fada fez ele encolher muito mais! Por conta disso, meus cachos estão bem mais definidos e extremamente fáceis de desembaraçar. Posso ter perdido comprimento aparente, mas gostei do resultado. Acaba que gasto até menos produto e menos tempo durante a estilização - acho que as pontinhas "sugavam" creme desnecessariamente, pelo estado calamitoso em que se encontravam.


Condicionador proibidão
Uma semana após utilizar o condicionador da Éh para cabelos ressecados Cashmere e Absoluto de Coco, só tenho coisas boa para falar. Tenho usado meu cabelo mais solto do que preso (sim, estou me sentindo a verdadeira transgressora por não usar meus penteados protetores) e meu cabelo, mesmo após uma semana, se manteve perfeito.

Minhas molinhas no dia seguinte, com o condicionador Éh

Para falar a verdade, ficou mais bonito com o passar dos dias, e olha que eu fiz e desfiz vários rabos de cavalo, o que geralmente arruína meus cachos (a ponto de não poder usar mais o cabelo solto). Além disso, meus fios continuam com sensação de hidratados, com brilho, maleáveis e não ganharam aquele aspecto de cabelo sujo que, em geral, produtos com silicone podem dar. Uma semana ainda é pouco para saber se esse vai ser o condicionador que mudará minha vida capilar para sempre, mas definitivamente eu não vou aposentá-lo nas próximas semanas!


Blusa
As naturais fashionistas gostam de acessórios para o cabelo, brincos, colares, pulseiras que eu sei muito bem e vejo nas fotos e vídeos que elas postam no YouTube. E quanto às roupas? Bom, eu acho uma graça blusas que tenham a ver com nosso cabelo. E uma delas foi essa blusa aqui, que eu comprei numa feira de produtos artesanais e é da Mania da Flor Artesanatos.

Blusinha da Mania da Flor

Além das camisas com apliques étnicos, eles também têm saias e acessórios, uns mais fofos que os outros. Na página do Facebook tem os álbuns onde você pode ver os produtos confeccionados pela marca.

...

Como um "plus", custa nada relembrar que a Bombril retirou da mídia a arte escolhida para representar o concurso de talentos promovido pela marca. A imagem original mostrava a silhueta estilizada de uma mulher com cabelo em estilo afro (ou black power, como queiram) sob o título "Mulheres que Brilham". Como todas nós sabemos o quanto nosso cabelo crespo e encarapinhado é negativa e pejorativamente associado à esponja de aço, a mobilização virtual das encaracoladas foi tão grande que a marca de produtos de limpeza resolveu mudar a imagem. Apesar de todas as explicações, não tem como não enxergar a associação da mulher de cabelo crespo à esponja de aço como uma piada de tom racista. Nosso cabelo não é palha de aço! E só pra não perder a viagem, nós mulheres não brilhamos unicamente com produtos de limpeza, viu? O racismo perdeu, mas o sexismo da campanha continua firme e forte...


E as aleatoriedades dessa semana são estas. Mais pra frente faço outro "relatório" de como meu cabelo vem se desenvolvendo com o condicionador e após o corte. E quem sabe faço mais comprinhas?