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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dicas para cabelos trançados - Por Ana Gonçalves

Fonte

Semana passada, a Ana Gonçalves deixou um super comentário lá na página do Ame Seu Crespo no Facebook dando várias dicas para quem usa tranças soltas com aplique. Se segura aí que lá vêm dicas valiosíssimas!

Histórico capilar
Eu tenho cabelo natural faz 7 anos e na parte de trás ele já alcança quase o meio das minhas costas. Na frente fica no meu pescoço. Há 6 meses, com os cabelos já grandes e totalmente naturais, decidi voltar a usar tranças como penteado protetor, uma vez que minha rotina não me reserva o tempo necessário para penteados demorados que tivessem que ser refeitos semanalmente.
Meu cabelo é crespo com cachos que formam molinhas muito, muito apertadas e finas que encolhem e embaraçam absurdamente! Então, neste momento, as tranças foram a minha salvação para manter os cabelos desembaraçados e penteados.
Em todas as minhas fases trançadas (e foram muitas), nunca atentei para as necessidades do meu cabelo entrelaçado. E isso me gerou um cabelo comprido, mas tratado de forma relapsa. Tive consciência disso quando, há cerca de 2 meses, comecei a hidratá-lo ainda trançado. Na primeira hidratação que fiz com condicionador e Bepantol não o reconheci: a raiz brilhava um brilho que durou a semana inteira! Não parava de tocar na parte que está crescendo. Os cachos, antes esticados pela trança começaram a enrolar dentro dela mesma; mais soltinhos e com uma textura super sedosa. Até o material sintético da trança ficou sensivelmente macio ao toque. Pirei! Uma reação totalmente inesperada! Dali pra cá adotei a seguinte rotina com meus cabelos trançados:

Limpeza
1 vez por semana lavo o cabelo com um xampu sem sulfato. Tento iniciar a lavagem sempre na parte da manha para dar tempo do cabelo secar o máximo possível antes de eu dormir. Inicio o processo de lavagem aplicando o Tônico de Jaborandi Antiquedas da Bioextratus no couro. Deixo agir por 30 minutos. Esta e a única coisa que uso no meu couro cabeludo em todo o processo. Além de fortalecê-lo contra a queda, o tônico funciona como um pré-lavagem. Ele deixa minha raiz macia e menos suja; o que irá potencializar a ação do xampu que será aplicado posteriormente.
Passado o tempo de ação do tônico, molho o cabelo com muita água, até sentir a trança pesar. Separo e prendo o cabelo em 2 maria-chiquinhas grandes usando os fios da própria trança. Uma por vez, solto a maria-chiquinha e limpo, massageando suavemente, o couro da parte desamarrada. Enxáguo com bastante água, até não ver nenhuma bolhinha que indique a presença do xampu nas tranças. Prendo novamente a parte limpa e repito o procedimento no outro lado. Com as duas partes limpas, solto todo o cabelo e o enxáguo novamente para me certificar de que nada, além de água, tenha ficado no meu couro, cabelo e fio sintético. Isto para evitar, o mau cheiro, a caspa, a seborreia etc. Com o cabelo limpo, o enrolo numa camisa de algodão para retirar o excesso de água.
Aliás, opto por lavar o cabelo apenas 1 vez por semana porque cada dia lavado leva 1 dia, 1 dia e meio para secar dependendo da temperatura. E cada dia de trança molhada, significa mais tempo de cabelo natural também molhado e preso na trança (o fio sintético seca mais rápido que o natural). Então imaginem: 2 lavagens na semana podem significar um total de 4 a 5 dias por semana de cabelo molhado ou úmido abafado pela trança. Nada bom! 

Hidratação 
Assim que retiro o excesso de água da trança, as separo em 4 partes, sendo 2 na parte da frente e 2 na parte detrás. As divido considerando que frente é tudo o que ficar da orelha para frente e atrás é o que sobrar. Cada uma dessas 4 partes será trançada apenas para que as tranças soltas não atrapalhem na hora da manipulação capilar. Uma vez separadas em 4 grandes tranças, inicio o processo de hidratação.
Como já tive pano branco devido a seborreia causada por manutenção indevida de tranças, prefiro usar como creme base aquele que for de consistência mais leve e, que consequentemente, sairá de modo mais fácil dos fios. Tenho usado o condicionador Elsève Hidramax com o Bepantol líquido que é especifico para aplicação no cabelo. Misturo 1 tampinha do Bepantol na quantidade de creme suficiente para usar nas minhas tranças que ficam na altura da minha costela e possuem a largura de um lápis, mais ou menos.
Destrançando cada parte por vez, passo essa mistura, de forma generosa, em todo comprimento da trança, incluindo o fio sintético que vai além do meu cabelo natural. No fim, quando todas as partes foram manipuladas deixo a mistura agir entre 30 minutos e 1 hora; dependendo de como estiver meu dia. Sempre hidratei sem usar toca térmica. Normalmente elas ficam presas num rabo de cavalo amarrado com a própria trança ou soltas mesmo. Depois do tempo de ação, as enxáguo abundantemente até ver que saiu TODO vestígio de creme do meu cabelo. Tiro o excesso de água com uma camisa ou toalha e o deixo secar solto ao ar livre.

Sobre o uso de óleos em cabelos com trança
Particularmente eu não uso nada cremoso, gorduroso ou oleoso na minha raiz para não dar chance da formação de caspas e seborreias. Principalmente num cabelo que não está “liberto”, mas preso apesar de bem cuidado. Assim, se estou com o cabelo trançado não aplico manteigas nem óleos essenciais diretamente nas tranças. Utilizo estes produtos quando retiro a trança e apenas aí.
E porque esta postura sobre óleos e manteigas? Quando fiz umectação com óleo de oliva, percebi meu cabelo com muito frizz, com a trança pesada e sem brilho. Isso porque o óleo não saiu do fio sintético que, aliás, levou quase 3 dias para secar. E esse acúmulo pode ser uma porta de entrada para todos os problemas relacionados a fungos e bactérias de que falei anteriormente.
Para nutri-lo adiciono, se tiver apenas óleo, o adiciono no creme que for usar e assim evito que o óleo se acumule nos fios diretamente. Aplico e deixo agir normalmente. Depois retiro. Como meu cabelo não pede muita nutrição, 1 vez por mês é o suficiente. Agora, à hidratação meu cabelo sempre responde muito, muito, muito bem.
As meninas americanas que aconselham o uso de óleos em cabelos trançados, falam de outro clima - frio e não abafado como o nosso. Ou seja, lá não há todo um ambiente favorecendo o crescimento de bactérias e fungos em locais úmidos. A não ser que se lave a trança 2 vezes por semana, a tendência é que o acúmulo de produtos no couro, super exposto à poeira quando trançado, gere muito mais sujeira.

Sobre o uso de extratos glicólicos
Trançada, lanço mão dos extratos. Aliás, os extratos glicólicos são maravilhosos para quem quer nutrição sem a melação dos cremes/óleos/manteigas, seja porque usa trança seja porque já sofre de caspa e seborreia. Este extrato é um líquido obtido de matérias-primas vegetais (frutas, plantas, ervas...) e se trata de um ativo superpotente. Pelo alto nível de concentração dos nutrientes originais, o extrato glicólico deve ser utilizado diluído em água, máscaras, xampus, cremes... Ou seja, assim como os óleos vegetais, os extratos glicólicos são essências excelentes que podem ser usadas como elementos hidratantes ou nutrientes, dependendo apenas da base a qual você o irá diluir. Nestes links há mais informação sobre esta maravilha: aqui e aqui.

Sobre o tempo de troca das tranças
Acho que 3 meses são o máximo para o intervalo entre as trocas. Mais que isso o cabelo sofre com queda e a tração de uma raiz já grande segurando o peso de uma trança bem maior que ela. Já passaram pela experiência da sua trança cair levando seu cabelo desde raiz? Então. É disso que falo.

Dicas finais
O que faço é limpar bem a trança para que meu cabelo natural possa absorver tudo de bom que aplicar nele. Então, não uso sulfatos nem os demais produtos da gang do terror capilar (derivados do petróleo etc.). Mantenho um cabelo natural tratado com produtos que não o agridam e que tampouco se acumulem nele. O objetivo é tratá-lo pontualmente e de forma contínua, com produtos que mantenham seu efeito no maior prazo possível sem que seja necessária uma nova aplicação semanal. No fim, o cabelo trançado num clima úmido e quente como o nosso precisa, antes de tudo, estar limpo e hidratado. Saúde, beleza e bom crescimento virão destes fatores.


* * *


E você, já usou ou está usando tranças no cabelo? Já colocou alguma dessas dicas em prática?
Conte aqui nos comentários!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Diluindo seu xampu


Indispensável para algumas, vilão para outras, o xampu é talvez o produto mais controverso em uma rotina de cuidados para cabelos cacheados, crespos e carapinhas. Apesar do seu importante papel na limpeza dos fios e do couro cabeludo, ele também afasta muitas naturais devido à sua capacidade de retirar a oleosidade do cabelo a ponto de deixá-lo ressecado e quebradiço.

Se você não gosta ou não consegue adotar uma rotina livre de xampu - o chamado No Poo - mas ainda assim sente os efeitos negativos do produto, é possível diluí-lo em uma certa quantidade de água para torná-lo mais suave. Diluir o xampu também auxilia na distribuição do produto no cabelo, além de facilitar enormemente o seu enxágue - essa última parte é especialmente vantajosa para as meninas que estão com tranças soltas evitarem o acúmulo de resíduos na raiz!

O que é necessário

  1. Frasco aplicador graduado (o meu vai até 120 ml)
  2. O xampu de sua preferência
  3. Água (é claro!)
  4. Óleos essenciais (esses são opcionais; eu gosto dos OEs de alecrim e de tea tree/melaleuca)

Como fazer

  1. Encha o frasco com o xampu até, mais ou menos, a marca de 50 ml. O meu favorito é o Oro Argan, da Bioderm.
  2. Pingue as gotas de óleo essencial, caso você deseje. Eu uso de 3 a 5 gotas do OE de alecrim e 10 gotas do OE de tea tree/melaleuca. Eles estimulam o couro cabeludo e possuem propriedades anticaspa , ou seja, são ótimos para o cabelo!
  3. Misture os ingredientes sem agitar o frasco com força - apenas incorpore os óleos no xampu.
  4. Acrescente mais 50 ml de água.
  5. Novamente, incorpore os ingredientes sem agitar o frasco com muita força (ou você terá um frasco cheio de espuma!)

Resultado

Xampu concentrado e xampu diluído

Com uma mistura de água e xampu meio a meio, você terá um produto final bem mais líquido que o original. Por isso, é importante usar o frasco aplicador, pois assim será possível, com o auxílio do bico do frasco, colocar o xampu diretamente no couro cabeludo sem correr o risco de desperdiçar o produto ao escorrer das suas mãos.

Procure diluir seu xampu em quantidades pequenas, que durem apenas algumas lavagens, para que não corra o risco de estragar. No meu cabelo, os 100 ml resultantes da mistura final duram 5 ou 6 lavagens (de duas a três semanas). 


Por último, mas não menos importante, é sempre bom lembrar que, como tudo que se refere a cabelos, as quantidades e proporções da mistura são muito particulares. A consistência da mistura pode ser alterada caso você ache que está muito rala ou muito densa - basta acrescentar mais xampu ou então mais água.

Se você não está acostumada mas deseja se aventurar nos óleos essenciais, comece sempre com menos gotas e vá aumentando conforme sentir que seu couro cabeludo responde bem ao uso. Exagero nos óleos essenciais pode trazer consequências negativas ao seu cabelo e ao seu organismo! 


* * *


Você costuma diluir seu xampu em água?
Acrescenta alguns aditivos para potencializar seus efeitos positivos e diminuir os negativos?
Conte aqui nos comentários os seus resultados!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Nozinhos de fada


Quem tem o cabelo bem crespo ou encarapinhado já deve ter notado que, com certa frequência, podem ser encontrados nós bem pequenos nos fios de cabelo - a maior parte nas pontas, mas também é possível que apareçam no comprimento. Eles são os chamados "nós de fada" (fairy knots). Eles são chamados assim porque se formam sem que a gente se dê conta e são quase microscópicos, só sendo percebidos ao passarmos a mão no cabelo e sentirmos aquela textura mais áspera, como se houvesse microbolinhas ao longo do nosso fio.

Contudo, os nós de fada não aparecem assim, por mágica. A textura do nosso cabelo, por si só, favorece o embaraço, por conta das curvas e caracóis de tamanho diminuto. Os fios tanto se enroscam uns nos outros quanto neles próprios. Os nós de fada, portanto, surgem quando um fio de cabelo se enrosca nele mesmo, formando um nó.

Esse pode ser um acontecimento comum, especialmente quando se está deixando o cabelo crescer. Algumas pessoas não se incomodam, mas os nozinhos de fada podem se tornar um problema quando aparecem em um número tal que atrapalha o desembaraçar dos fios. Então, o que fazer com eles?

Deixá-los do jeito que estão
Se os nozinhos de fada se apresentam em uma quantidade que não impeça a manipulação adequada do cabelo, então talvez seja melhor deixar do jeito que está. Contudo, é importante saber que se não forem tomadas as medidas preventivas necessárias, a tendência é que este número aumente, fazendo com que causem ainda mais problemas.

Desfazê-los
Uma tarefa que parece bem complicada, e realmente pode ser! Se você tiver bastante paciência, pode tentar desfazer os nozinhos de fada com a ponta de uma agulha. Contudo, é importante dizer que, uma vez que o fio forma um nó, ele não voltará a seu estado original: aquela região onde estava o nó ficará "machucada" e marcada, possivelmente ainda mais frágil e propensa a quebra.

Cortá-los
A maneira mais eficiente de se livrar dos nozinhos de fada é usando a tesoura. Aparar regularmente os cabelos manterá suas pontas livres de nós, mas ao mesmo tempo pode tornar mais difícil a retenção de crescimento dos fios. Se você ainda não tem muitos, pode cortar apenas aqueles fios que estão com os nozinhos de fada, imediatamente acima de onde o nó se localiza. Esse processo é conhecido como "dusting".

Um nozinho pra chamar de meu


E como prevenir os nós?
Não existe forma de evitar 100% os nozinhos de fada. Sua formação é da natureza do nosso tipo de cabelo - ele se enrosca, se enrola e embaraça e isso é perfeitamente normal - simplesmente é como ele é. Os nós em si não são um grande problema, se devidamente administrados (com estas estratégias que vimos acima, por exemplo). Mas, como prevenir é melhor do que remediar, é sempre bom saber o que podemos fazer para minimizar a formação de nós.

Penteados protetores
Uma forma de manter a formação de nós relativamente sob controle e diminuir a necessidade de cortar as pontinhas do cabelo é fazendo uso de penteados protetores. Se você gosta de usar o cabelo solto, especialmente em "wash-and-go's" (lavar o cabelo, aplicar seu produto e deixá-lo secar naturalmente, solto e sem estilização específica) os nozinhos de fada podem se multiplicar. Mantendo os fios presos, de forma compactada e com as pontas "escondidas" impede que eles se enrosquem e façam nós em demasia.

Óleos vegetais
Outro jeito de contribuir para que os fios não se embaracem com muita facilidade é usando óleos vegetais. Eles deixam os fios mais escorregadios, fazendo com que eles deslizem com mais facilidade entre si, auxiliando o desembaraço.

Dividir o cabelo em seções
Além de facilitar o manuseio dos fios, dividir o cabelo em seções impede que aqueles fios que você acabou de desembaraçar se misturem novamente com os que ainda estão embolados, fazendo com que seu trabalho vá por agua abaixo. Além disso, mantendo o cabelo preso em seções você evita o encolhimento dos fios no momento em que está lavando com xampu ou aplicando máscaras de tratamento, por exemplo, e de quebra evita também o embaraço - e a formação de nós.


Observe o estado dos seus fios e veja se existem muitos nós de fada. Dependendo da quantidade, é possível conviver com eles sem maiores dores de cabeça. Mas se você tiver muitos e não quiser cortar os cabelos por estar tentando deixá-los crescer pense que, às vezes, pode ser melhor dar um passo atrás para avançar dois: dê um bom corte nos fios e comece a cultivá-los da maneira correta, sem nós.


domingo, 25 de março de 2012

Turbinando sua rotina com óleos vegetais


Nós sabemos da importância dos óleos vegetais e de como é interessante procurar produtos que contenham  essas substâncias em sua composição. Mas também sabemos que, para os cabelos crespos e encarapinhados, muito nunca é demais: a concentração de óleos nos produtos pode ser insuficiente para suprir as necessidades dos nossos fios. Diante disso, o que fazer? Em casos assim, podemos pedir a ajuda extra dos óleos vegetais puros, in natura.
 
É importante que os óleos sejam 100% vegetais, ou seja, não contenham aditivos nem outros produtos que fazem "render", como óleo mineral ou silicones. Eles podem ser encontrados tanto em lojas físicas (como diversas filiais da Mundo Verde) e em lojas virtuais (como a By Samia e a Sabão e Glicerina). Alguns óleos, por serem tradicionalmente usados na culinária, são inclusive achados em supermercados (alguém falou no azeite de oliva extra virgem?). Por isso, não há desculpa para não experimentar os óleos vegetais caso ache que seu cabelo esteja precisando de um up.

Existem diversas formas de utilizar os óleos nos nossos cabelos. Vamos ver algumas delas:

Misturando às máscaras de tratamento
É uma ótima opção para quem tem receio de ficar com os fios muito pegajosos ou oleosos. Basta acrescentar uma pequena quantidade de óleo vegetal à máscara de tratamento (apenas à quantidade que será usada naquele momento!) e aplicar a mistura no cabelo, respeitando o modo de uso habitual da máscara (tempo de pausa e enxágue). A quantidade de óleo você irá descobrir com o tempo: comece com algumas gotas e vá aumentando (ou diminuindo) de acordo com a reação do seu cabelo.

Misturando ao condicionador ou leave-in
Bom uso para quem tem os fios muito sedentos. O óleo será misturado ao leave-in ou ao condicionador que se usa para deixar no cabelo. A quantidade misturada também deverá corresponder apenas a que será utilizada no momento (nunca misture óleo no vidro de condicionador!). Novamente, a quantidade varia de acordo com o tipo de óleo e com a capacidade de absorção dos seus fios.

Em umectações
Umectação consiste na aplicação de óleo nos fios de cabelo secos, e sua posterior retirada, após determinado tempo. Há quem prefira aplicar à noite e só retirar no dia seguinte, e há quem ache melhor aplicar e retirar no mesmo dia, após algumas horas. O que importa é cobrir todos os fios com óleo e aproveitar para massagear o couro cabeludo também. A retirada do óleo poderá ser feita com xampu. Se os seus fios estiverem precisando muito de umectação, eles vão absorver o óleo e um condicionador já dará conta da limpeza. A umectação não precisa ser feita necessariamente nos cabelos e couro cabeludo limpos, mas não podem estar sujos a ponto de o óleo não conseguir penetrar no cabelo. Para esta técnica, são interessantes os óleos mais espessos, como óleo de abacate e de rícino.

No cabelo seco, como "reparador de pontas"
Uma ótima forma de utilizar óleo no day after. Uma pequena quantidade de óleo nos dedos e palmas das mãos basta para desgrudar aqueles cachos amassados do travesseiro, ou pra ajudar a quebrar o "durinho" do creme de pentear/condicionador depois que o cabelo está 100% seco. Neste caso, são muito bons os óleos mais fininhos, como o de macadâmia, argan ou andiroba. Ou talvez você prefira um óleo mais consistente, como o azeite de oliva extra-virgem, ou ainda a manteiga de karité derretida no calor da palma da mão. Vai depender da espessura do seu fio e da textura do seu cabelo.

No cabelo molhado, como selante de hidratação
Algumas blogueiras gurus do cabelo natural, como a Chicoro, utilizam os óleos como selantes no cabelo molhado, logo após a lavagem. Por cima do óleo viria então o leave-in (ou o condicionador que você usa como leave-in). Há quem prefira aplicar o óleo após o leave-in, para selar inclusive este produto nos fios. Experimente as duas formas e veja a qual você melhor se adapta.

No couro cabeludo
Apesar de assustar à primeira vista, aplicar óleo vegetal no couro cabeludo pode ser ótimo pra quem sofre de descamação da pele desta região. Por ele ficar sempre coberto pelos fios de cabelo, até esquecemos que também é nossa pele que está ali e que, portanto, sofre de ressecamento como qualquer outra parte do corpo. Experimente usar um sabonete bem detergente e não usar hidratante na pele do seu corpo por alguns dias. Adivinhe o que vai acontecer? Pele seca, "craquelada", rachada... O mesmo ocorre debaixo dos caracóis dos seus cabelos. Às vezes, mesmo um xampu sem sulfatos pode ser por demais agressivo ao couro, que precisará de uma hidratação extra. Como os óleos vegetais, diferentemente do óleo mineral, são facilmente absorvidos pela nossa pele, podemos usá-los no couro cabeludo. Óleo de jojoba, que é bem leve, é melhor pra quem deseja iniciar nessa técnica. Ele não pesa e é rapidamente absorvido por ser bem semelhante ao sebo natural produzido pelo organismo. Para as mais experientes, óleo de rícino e óleo de coco são simplesmente ideais para acabar com a descamação e, de quebra, fortalecer as raízes e os bulbos capilares. Algumas gotas nas pontas dos dedos e uma boa massagem já fazem o serviço!


Eu utilizo óleos misturando-os ao condicionador. Após estilizar e deixar secar, meus cabelos absorvem tudinho e não ficam nem um pouco gosmentos. Dependendo do tipo de óleo (mais viscoso, mais líquido), eu uso de uma colher de chá a uma colher de sobremesa de óleo adicionada à porção de condicionador necessária para uma estilização. Também uso óleos vegetais aplicados diretamente no couro cabeludo e, de fato, isso resolveu meu problema de descamação! No momento tenho utilizado no couro uma misturinha poderosa de óleo de rícino, jojoba, eucalipto e algumas gotinhas de óleo essencial de tea tree (melaleuca).


Você pode combinar várias técnicas dessas, ou utilizar um só. Recomendo começar aos poucos pra você descobrir qual óleo e qual técnica agradam mais ao seu cabelo. Às vezes, dois ou mais óleos combinados podem fazer milagres por um cabelo que, aparentemente, não tem mais jeito. O fato é que existem óleos para todos os gostos e todos os usos - e o seu cabelo agradecerá!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Óleos vegetais e suas propriedades

Óleo de rícino


Sabemos que achar o condicionador, máscara de tratamento e leave-in corretos é uma tarefa árdua, mas fundamental. Além de servirem para manter nossos cabelos modelados e arrumados ao longo do dia, é importante também que contenham ingredientes ricos, que "alimentem" adequadamente nossos fios.
  
 
Os óleos vegetais são ingredientes importantíssimos em qualquer produto para cabelos. São extraídos, como o próprio nome diz, de plantas, geralmente das sementes. Já comentamos que eles possuem dupla função: além de nutrirem os fios, pois são ricos em vitaminas, ainda funcionam como selantes, retendo a hidratação no cabelo por mais tempo. Cada óleo possui uma propriedade diferente. Por isso, é interessante procurar produtos com diferentes óleos vegetais em sua composição.

Vejamos alguns óleos e seus benefícios para o cabelo. Como sempre, coloco também o nome em inglês, para facilitar a identificação ao ler os rótulos dos produtos:

Óleo de rícino (castor oil) - engrossa e fortalece o fio, contribuindo para seu crescimento. Ajuda também no combate ao frizz e às pontas duplas, além de prevenir infecções por bactérias e fungos no couro cabeludo.

Óleo de abacate (avocado oil) - contém altíssimo teor de vitaminas A e E, aminoácidos e ácidos graxos muito parecidos com aqueles naturalmente encontrados na nossa pele. Doa brilho e fortalece os fios.

Óleo de oliva (olive oil) - nada mais nada menos que o azeite extra-virgem. Ótimo para hidratação, para fortalecer os fios e combater a perda de cabelo.

Óleo de coco (coconut oil) - previne a caspa, promove crescimento capilar, fortalece e engrossa os fios Já existem estudos mostrando que o óleo de coco efetivamente penetra no fio de cabelo, prevenindo e reparando danos, função semelhante à das proteínas dos tratamentos reconstrutores.

Óleo de jojoba (jojoba oil) - contém vitamina E e antioxidantes, que preservam a cor e a integridade dos cabelos. Por ser bastante escorregadio, mas não grudento, é ótimo para ajudar a desembaraçar os fios.  Sua composição química é bastante similar à do sebum natural excretado pela pele e pelo couro cabeludo. Auxilia na regeneração e cicatrização cutânea.
 
Manteiga de karité (shea butter) - é uma substância oleosa que, quando em seu estado natural, fica sólida em temperatura ambiente, mas pode se liquefazer em tempos de calor. Contém vitamina A e E. Absorve a radiação UV, o que a torna um protetor solar ótimo para os cabelos. É a queridinha das naturalistas encarapinhadas pelo planeta!

Óleo de argan (argan oil) - um óleo de mil e uma utilidades! Além de ser ótimo para a pele e para as unhas, nutre o cabelo, auxiliando na maleabilidade e a fortalecer os fios.

Além destes, todos muito bem cotados pelas naturalistas blogueiras de todas as partes do mundo, existem muitos outros óleos: macadâmia, andiroba, castanha-do-pará, girassol, semente de uva, linhaça...

Dê uma olhada nos seus produtos favoritos e veja se algum deles leva óleo vegetal na composição. Alguns desses óleos batizam linhas de produtos de tratamento de cabelos, como você bem deve ter identificado. Outros talvez você nem imaginaria que servissem para o benefício de seus fios, mas vale a pena experimentar!