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domingo, 9 de novembro de 2014

Experimentando cremes de pentear



Quem acompanha o blog sabe que gosto bastante de finalizar meu cabelo com condicionador. Evidentemente, não é QUALQUER condicionador: são apenas alguns que dão o efeito que eu gosto sem provocar reações adversas, como coceira, caspa ou ressecamento.

Nessa de sempre procurar condicionadores para usar como finalizadores, acabo deixando passar batido alguns cremes de pentear que funcionariam bem para o meu cabelo. Bom, mas dessa vez não deixei e experimentei dois cremes de pentear: o Seda Recarga Natural Hidratação anti-nós e o Seda Cocriações Óleo Hidratação.



Mas para tudo... Seda?????? Aquela mesma Seda que, quando era criança, lançava só produtinhos meia boca que não faziam nada de bom pelos meus cabelos? Sim, ela mesma. Confesso que comprei com certa desconfiança e até mesmo receio por conta das experiências traumáticas no passado de Seda Ceramidas e cia. Mas esses dois cremes de pentear são surpreendentes! Cada um dá um efeito diferente - e isso vai do gosto do freguês, e também do que se deseja para o cabelo na ocasião.



O Recarga Natural deu definição e também bastante volume, deixando meu cabelo bem macio. Percebi que ele é bem interessante pra quem quer um wash and go mais despojado e day afters cada vez maiores. Como todo produto que me dá volume natural logo no primeiro dia, ele não me permite ter muitos dias seguintes satisfatórios - o cabelo acaba precisando de muitos retoques e embaraça com mais facilidade.

Já o Óleo Hidratação deu definição máxima e proteção total contra umidade do ar. Pra quem deseja um wash and go mais “comportado”, superdefinido e que permaneça intacto com o passar do tempo, ou twist-outs que durem vários dias mesmo em épocas mais úmidas ou chuvosas, ele funciona muito bem! 

Esquerda: day after com o creme de pentear Seda Recarga Natural Hidratação anti-nós
Direita: day after com o creme de pentear Seda Óleo Hidratação

Os dois cremes possuem silicones, então é recomendável que você utilize algum xampu (com ou sem sulfato) regularmente caso queira adicioná-los à sua rotina. O preço também é bem convidativo, mas a embalagem é pequena, o que não faz deles muito econômicos para quem gasta muito produto na finalização. Em compensação, são encontrados com facilidade em farmácias, mercados e magazines, então podem ser opções boas para casos de emergência.


***

Depois dessa experiência positiva, acho que vou dar outra chance aos cremes de pentear das prateleiras!

E você, já tentou experimentar novamente algum produto que, no passado, não tenha dado certo para o seu cabelo? O que achou?



Obs: Todos os produtos mostrados na postagem foram adquiridos por mim mesma e comprados com meu próprio dinheiro, em lojas comuns. Logo, as opiniões mostradas aqui refletem puramente as minhas impressões sobre eles.

sábado, 4 de outubro de 2014

Como lavar seu cabelo em twists


Depois que comentei aqui no blog sobre a técnica da terapeuta capilar Jô Rezende que me foi ensinada pela amiga cacheada Eliane Serafim, surgiram algumas perguntas sobre como eu faço para lavar meus cabelos em twists. 

Não imaginei que as leitoras fossem ter tantas dúvidas porque é algo tão rotineiro para mim que já faço quase que de olhos fechados! Lavar o cabelo em twists é interessante para as meninas que já estão com cabelos de médios a longos. Vão aí o passo a passo e algumas fotos para ilustrar o processo!

Primeira parte: separando o cabelo

1. Umedeça seu cabelo com um pouco de água (pode ser embaixo do chuveiro mesmo, ou antes de entrar no banho, com um borrifador).

2. Escolha um creme que deixe o cabelo bastante escorregadio para facilitar o processo de desembaraçar. Sabe aquele condicionador que deixa faz o cabelo deslizar, mas não o deixa muito tratado, ou então aquele creme de pentear que super ajuda a desembaraçar, mas não dá um resultado legal na finalização? Então, essa é a hora de gastá-los para desentulhar seu armário de produtos!

3. Separe o cabelo em partes que sejam possíveis de você manipular sem se enrolar durante o processo. Dica: a seção de tamanho ideal é aquela que “cabe” no seu pente ou escova. Se os fios ficarem saindo dos dentes do pente ou escova na hora de desembaraçar é porque tem muito cabelo!


4. Desembarace os fios com os dedos ou com o instrumento de sua preferência (pente, escova...) e faça um twist em cada uma das seções que possam ser trabalhadas.


Segunda parte: lavando os twists

1. Com os twists já prontos, molhe sua cabeça embaixo do chuveiro. Mas molhe MEEESMO! Deixe a água cair por alguns minutos e certifique-se de que os fios estão saturados. Não tem importância retirar aquele creme que você usou para desembaraçar.

2. Caso deseje, nesse momento você pode cobrir o comprimento do twist com um pouco de condicionador para protegê-lo do xampu.

3. Usando a receitinha do xampu diluído, coloque o produto em um frasco com bico aplicador e aplique a misturinha APENAS NO COURO CABELUDO. Coloque nas divisões entre os twists e também “por dentro” do cabelo.


4. Enfie seus dedos por entre os cabelos da base do twist. Isso não deve ser muito complicado, já que quando fazemos twists grandes, a raiz fica mesmo mais frouxa. Caso não dê para passar seus dedos por aí, afrouxe um pouco a raiz do twist girando-o na direção contrária à que você os fez.


5. Esfregue e massageie seu couro cabeludo - APENAS O COURO CABELUDO! Um twist por vez, que é pra você não se perder nem se confundir no processo. Segure o comprimento do twist com a outra mão, assim você visualiza melhor onde deve esfregar o couro.

6. No final, a espuma do xampu vai ficar concentrada apenas na raiz do cabelo/couro cabeludo. O comprimento do twist vai continuar intacto!


Terceira parte: enxaguando o xampu

Esta etapa não tem muito mistério. Você tem duas opções: 

1ª opção: colocar a cabeça debaixo do chuveiro com os twists ainda fechados por alguns minutos, deixando cair BASTAAAANTE água, saturando os fios e apertando os twists para que a água saia e leve com ela os resíduos de xampu. Dica: faça como a segunda foto e segure seu twist afastado da cabeça, deixando a água do chuveiro cair apenas na parte com espuma. Depois que o excesso sair, largue o twist e deixe a água cair normalmente para acabar de enxaguar.

2ª opção: desmanchar um twist por vez para colocar a mecha de cabelo embaixo da corrente de água e refazer o twist na mecha após o enxágue.

Depois de enxaguar, você pode repetir o processo do xampu, caso ache necessário.



Bom, após o xampu é hora de partir para a sua máscara de tratamento ou condicionador favorito. Você vai notar que o comprimento dos fios permanecerá desembaraçado e a raiz, onde você esfregou o xampu, vai estar um pouco mais emboladinha. Isso é inevitável – porque é da natureza do cabelo crespo enroscar nele mesmo – mas pode ser minimizado esfregando o couro, na hora de lavar, sempre em linhas retas, nunca em movimentos circulares. Ainda assim, esse "embolado" vai ser bem mais simples de desfazer do que se a mecha de cabelo estivesse totalmente solta e misturada às demais. 



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E você, já tentou lavar seu cabelo em twists? O que achou?

terça-feira, 29 de julho de 2014

Método LOC para o inverno

Embora o Brasil seja um país tropical, em algumas regiões o inverno chega com força! Em outras, as temperaturas caem apenas alguns graus, mas a umidade relativa do ar costuma baixar bastante em relação aos meses mais quentes. A queda de temperatura e a queda da umidade fazem com que nossos cabelos reajam de forma nem sempre positiva. Fios ressecados pela baixa umidade sofrem ainda mais com a diminuição na frequência das lavagens – porque não é todo mundo que tem coragem de lavar o cabelo com a regularidade habitual em um frio de rachar!

Para essa época de friozinho, nada melhor que o método LOC. Já falamos aqui que ele é uma ótima forma de manter a hidratação no fio por mais tempo. Ou seja, ele é perfeito para o tempo frio e seco, quando lavamos menos os fios e eles acabam perdendo a hidratação mais rapidamente para o meio externo.

O método LOC é uma forma de finalizar o cabelo  (ou seja, deve ser feita após lavar e condicionar seus fios) que consiste na aplicação dos produtos seguindo uma ordem específica. 


Primeiro vem o líquido (L), que pode simplesmente ser a água que já está nos seus fios depois que você sai do chuveiro com o cabelo úmido, ou pode ser alguma misturinha que você tenha no borrifador com um ingrediente umectante (como D-Pantenol ou aloe vera), ou ainda pode ser algum leave-in bem líquido e hidratante que não pese nos seus fios (pode, inclusive, ser diluído em água e aplicado com o borrifador também, em pequena quantidade).



A próxima etapa é a aplicação do óleo (O) no comprimento e pontas dos fios que irá selar esta primeira camada de hidratação. Para o inverno, os óleos interessantes para cabelos crespos e encarapinhados com tendência ao ressecamento são os mais grossinhos. O óleo de rícino é ótimo, mas o óleo de abacate e o azeite de oliva também dão conta do recado. O óleo de andiroba é um caso à parte, porque apesar de ser grosso em baixas temperaturas, ele não pesa nem fica tão gorduroso quando erramos a mão e aplicamos muito. Por isso, é uma boa opção para ser misturada ao óleo de rícino!



Finalmente, a terceira etapa consiste na aplicação de um creme (C), que pode ser um creme de pentear bem consistente, ou uma manteiga vegetal (manteiga de karité, por exemplo). A etapa C irá selar o óleo e formar a terceira camada de proteção no cabelo. Se você não tem restrição em relação ao uso de produtos com silicone, aposte em um creme de pentear que contenha esse ingrediente. Além de o produto selar a hidratação com bastante eficiência, o cabelo também ficará mais resistente às eventuais garoas ou sereno que você possa pegar à noite.


Aplicado o creme, você poderá deixar o cabelo secar ao natural (wash and go) ou fazer twists/tranças para um visual diferente no dia seguinte (twist out/braid out).



O método LOC é ótimo para o ano todo, basta variar os produtos de acordo com a estação. Mesmo no inverno, eu consigo manter o cabelo até o terceiro day after, pelo menos. Se você ainda não experimentou, tente. Se já é adepta, aposte em produtos mais consistentes nesse clima mais seco e o seu cabelo vai agradecer!

terça-feira, 18 de março de 2014

Assumir o cabelo natural é usá-lo sempre encolhido?


Uma questão que causa discussão entre as naturais é sobre fazer ou não texturizações que modifiquem o formato dos cachos e dos fios. Enquanto algumas são adeptas de tranças, twists, coquinhos (bantu knots) e até mesmo blow outs (uma espécie de escova que não traciona muito os fios), outras acreditam que, para realmente aceitar seu cabelo natural é necessário usá-lo em seu estado de encolhimento natural, em um wash and go, com volume, em um black power.

Existem alguns fatores que facilitam ou dificultam o uso do cabelo naturalmente encolhido – e um deles é o comprimento do fio. Na minha experiência com os cabelos, percebi que, quanto mais comprido meu cabelo ficava, mais difícil se tornava a hora de desembaraçá-lo após alguns dias do wash and go. Com mais embolação vinha também mais quebra, e de brinde vários nós (tanto nozinhos de fada quanto nós em mechas propriamente ditas) que acabavam tendo que ser cortados durante o ato de pentear.

Uma das estratégias para diminuir a quantidade de nós era usar o cabelo em um penteado protetor. Eles fizeram parte da minha rotina por meses a fio e tiveram grande responsabilidade por levar meu cabelo até o comprimento que está hoje. Mas confesso que, em determinado ponto, fiquei um pouco cansada do cabelo sempre preso. Ao mesmo tempo, não queria prejudicar meus fios nem perder centímetros preciosos nas pontinhas.

Um presente do meu último wash and go

A solução que encontrei foi lançar mão de twists e twist outs. Nos últimos meses eu venho experimentando bastante com os twists grossos e acabei incorporando-os de vez à minha rotina. Embora as pontas dos cabelos fiquem “soltas”, para baixo, os fios ficam presos em mechas e alinhados, diminuindo enormemente o embaraço. Logo, eu os entendo como uma forma de também proteger os fios e conseguir reter o comprimento que ganhei. Além disso, o twist out me permite mostrar um pouco o comprimento do meu cabelo e aproveitar os centímetros que conquistei ao longo dos anos.

Essa discussão sobre usar o cabelo encolhido ou texturizado me surpreende muito, já que as blogueiras e youtubers americanas que, em sua maioria, serviram como primeira referência nos cuidados com os cabelos, vivem em twist outs, braid outs, em texturizações com coquinhos, bigoudis, bobes e uma infinidade de outros estilos. Elas também entendem que determinadas texturizações são formas de preservar seus fios, evitando que embaracem demasiadamente e facilitando a preparação de penteados presos. Muitas dificilmente abrem mão de texturizações no dia-a-dia. E, a despeito disso, em nenhum momento elas deixaram de ser naturais nem de assumir e declarar que seus cabelos eram “kinky” (ou encarapinhados/carapinha). Ao contrário, compreendem o uso dessas técnicas como parte fundamental do tratamento adequado aos cabelos crespos e encarapinhados e recomendam que suas seguidoras também experimentem.


Conclusão
O cabelo crespo e encarapinhado é versátil, e isso todas nós sabemos. Ao longo da nossa jornada, vamos descobrindo e redescobrindo formas de cuidar dos nossos fios, de acordo com nossos objetivos futuros e com a fase em que nosso cabelo se encontra. Existem várias formas de finalizar e estilizar nosso cabelo que não envolvem químicas transformadoras, e elas podem – e devem – ser pesquisadas e testadas para que você atinja seus objetivos capilares. Nós largamos a química para libertarmos nossos cabelos, então sejamos livres para usá-los como quisermos, seja em um black de parar o trânsito, em um twist out impecável ou em um look mais básico.


* * * Leia também: "Estamos julgando?"

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Minha rotina atualizada - finalizando com twists


Já se passou muito tempo desde que escrevi sobre a minha rotina de cuidados com os cabelos. De lá pra cá, algumas coisas mudaram: formas de aplicação dos produtos, os produtos em si, o meu cabelo... Então deixa eu contar o que ando fazendo atualmente!

Atualmente ganhei um dia a mais livre para me dedicar aos cuidados com os cabelos (eba!). Por isso, passei a lavar os fios duas vezes na semana. Sempre após o xampu, uso uma máscara de tratamento (que varia de acordo com o meu humor e com o que eu acho que o cabelo precisa) e aproveito para desembaraçar os fios enquanto a máscara age. Após o enxágue, eu retiro o excesso de água dos fios enrolando uma toalha na cabeça (quando a toalha encharca, eu costumo trocá-la por uma camiseta velha de algodão para continuar secando). Com os fios úmidos, eu sigo aplicando um óleo e finalmente o condicionador que uso como leave-in, de acordo com o método LOC.

No momento da finalização, tenho experimentado técnicas novas, além de simplesmente deixar secar e prender em um penteado protetor. Durante um mês, finalizei fazendo twists finos, que eu já falei sobre aqui no blog. Agora, ainda tenho inventado com twists, mas de outras formas! 


Twists grossos frouxos – esses twists tem a vantagem de manter o aspecto natural dos meus cachinhos, mas diminuindo um pouco o encolhimento e consequentemente o embaraço. Para isso, eu mantenho o cabelo separado em 8 ou 9 mechas e faço twists frouxos com cada um delas, mas deixando as pontas soltas, para que não percam o formato natural dos cachinhos. Após secar completamente, eu desmancho os twists. O resultado final é um cabelo alongado como se fosse um day after, após dormir com o cabelo preso com a técnica do banding à noite. Eu me inspirei neste vídeo para fazer os meus twists frouxos. 

O resultado é mais ou menos esse, em termos de comprimento:


Twists grossos esticados – essa técnica aqui é o pulo do gato pra quem tem cabelo comprido, mas não vê o real tamanho dele por causa do fator encolhimento! Ainda separando o cabelo em 8 ou 9 mechas, dessa vez eu aplico menos creme/leave-in/condicionador do que o usual. Após fazer cada twist, eu o prendo em um bantu knot ou coquinho, para que ele não encolha, e sigo fazendo o próximo, até completar a cabeça toda. Com todos os twists prontos, eu pego cada um deles, esticando ao longo da cabeça e prendendo a ponta com um grampo. Neste vídeo você pode ver onde me inspirei para fazer os meus twists esticados.


Se os fios estiverem devidamente úmidos e a quantidade de creme não tiver sido excessiva, na manhã seguinte os fios estarão secos. Aí é só desmanchar os twists com cuidado, para não levantar muito frizz, e curtir o cabelão! 



Pode parecer óbvio, mas custa nada lembrar que eu faço os twists depois do LOC! Para facilitar a separação dos fios, eu já divido meus cabelos em mechas antes de lavar, e mantenho essa divisão até o momento da finalização. Após soltar os cabelos já secos pela manhã, é possível fazer penteados diferentes, que o cabelo 100% encolhido não permitiria.


* * *

Essas técnicas com os twists são particularmente especiais para quem tem cachinhos bem definidos, mas super apertadinhos e encolhidos. Experimente as técnicas e conte qual foi a sua favorita!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dúvidas da leitoras - Parte III



Depois do hiato pelo qual passou o blog, tirei do fundo do baú as dúvidas que mandaram pelos comentários! É sempre bom responder as dúvidas de uma maneira que todo mundo possa ler - afinal, alguém pode ter perguntado o que você sempre quis saber mas não tinha pensado ainda!

Que produto você usa para reconstrução?
Uso a máscara Anti Age, sempre após uma outra máscara que seja bem emoliente - pois é, eu faço o inverso do que a maioria faz! :)

Misturinha de pantenol
Eu já usei a misturinha de pantenol no borrifador, pra umedecer as pontas quando necessário. Mas é preciso tomar cuidado para não saturar os fios com a mistura. Acho que o mais seguro é diluir uma quantidade bem pequena de pantenol, caso a misturinha seja usada diariamente

Produtos para twists
Para twists pequenos como esses, eu gosto de usar a misturinha de manteiga de karité. Para twists maiores, eu uso qualquer creme que esteja acostumada na finalização.

Sobre o método LOC
Não é obrigatório esperar algum tempo entre as etapas do método LOC. Só é bom se certificar de que o cabelo não esteja muito encharcado antes de passar o óleo. Se vc sai com ele molhado direto do chuveiro, é bom secar com uma camiseta velha ou toalha o excesso de água e deixar os fios úmidos. Se você borrifa a misturinha de água com pantenol, também é bom não encharcar os fios com ela.
Algumas pessoas gostam de colocar óleo vegetal no couro cabeludo, outras não. Eu não tenho mais colocado. No LOC, eu aplico o óleo primeiro nas pontas e vou espalhando para o comprimento em um movimento de enluvar.

Creme de manteiga de karité 
O creminho de manteiga de karité pode ser usado tanto no cabelo quanto na pele. Na pele, eu uso em quantidades bem pequenas, principalmente nas áreas que são naturalmente mais ressecadas: joelhos, cotovelos, pés, calcanhares etc. A pele não fica oleosa porque o creminho deve ser bem espalhado e com o movimento ele “desaparece”.
Minha mistura de manteiga de karité continua em bom estado mantendo-a e um pote fechado, ao abrigo da luz e do calor, dentro do meu armário. Vou usando no dia a dia ao longo de algumas semanas e não percebo alteração de cor ou cheiro.

Secador
Antes de usar o secador, é bom se certificar que o cabelo está o mais seco possível, isto é, úmido. Por isso, é sempre bom deixar secar por algum tempo antes de aplicar calor, ou, se não for possível, tirar o máximo do excesso de água com uma toalha ou camiseta velha de algodão. Também é bom usar o secador na temperatura mais baixa, com o bico do difusor ou, caso não tenha, a uma distância de pelo menos 15 centímetros do cabelo. Eu costumo colocar a minha mão na frente do jato que direciono pros meus fios e a uso como “termômetro”; ao menor sinal de desconforto na minha pele por causa do calor eu mudo imediatamente de mecha.

Lavo o cabelo no tanque, e agora?
Eu às vezes lavo meu cabelo no tanque porque acabo interditando o banheiro em dias de lavagem! Mas o processo é o mesmo; a única diferença é que jogo a cabeça para frente para poder molhar com a água da torneira.

Método da Teri e volume
O método da Teri tira mesmo o volume do cabelo, mas ele vai sendo recuperado com o passar dos dias (pelo menos no meu cabelo é assim). Também é possível usar um condicionador que seja mais leve e que não pese tanto, ou ainda usá-lo em menor quantidade.

Protegendo os fios curtos na hora de dormir
Quem tem cabelos curtos, dependendo do comprimento, tem algumas opções. Se estão muito curtinhos, a fronha de cetim dá pro gasto. Se estiverem um pouco maiores e correrem o risco de embaraçar durante a noite - principalmente quando a pessoa se mexe muito durante o sono - o lenço de cetim é mais apropriado. E se estiverem curtos naquela fase em que já dá pra prender, é possível fazer banding separando mechas e prendendo cada uma delas com xuxinhas - e cobrindo com o lenço ou dormindo com a fronha de cetim, é claro!

Crescimento dos cabelos
Dica para crescimento dos cabelos começa com a letra P: PACIÊNCIA! O que parece falta de crescimento é na verdade falta de retenção do crescimento. Todos os tipos de cabelos tem, basicamente, o mesmo ritmo de crescimento. Para mais detalhes sobre crescimento dos cabelos, veja esta postagem.
Qualquer cabelo crespo/encarapinhado tende a crescer primeiro “pra cima”, e conforme vai ganhando tamanho costuma “tombar” para os lados. Mas isso varia de cabelo para cabelo. O meu só “tombou” quando, esticado, chegou nas costas, na altura da axila.

Será possível fazer uma transição com química?
Bom, pra mim, “transição” é justamente deixar as químicas transformadoras e passar a usar o cabelo virgem, natural. Algumas pessoas acham que fazendo permanente afro podem conseguir igualar as pontas à raiz. No entanto, um cabelo com permanente afro continua sendo um cabelo com química, porque o permanente nada mais é do que o mesmo produto usado para relaxamentos e alisamentos, só que aplicado de forma diferente. Selagem térmica, pelo que sei, é um procedimento que alisa os fios em algum grau. Logo, não parece razoável uma pessoa que queira o cabelo natural de voltar fazer uso disso... As maneiras mais seguras para passar pela transição estão detalhadas neste post.

* * *

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Nova rotina capilar


Acredito que todo mundo chegue a determinado momento da vida em que deseja mudar. Seja o emprego, o namorado ou o visual. No meu caso, já vinha sentindo a necessidade de fazer algo diferente em relação ao meu cabelo. Confesso que aquele ritual de lavar, tratar e estilizar estava me deixando entediada porque gastava muito tempo, e já estava um pouco enjoada do cheiro dos condicionadores. Já atingi o meu objetivo, que era provar pra mim mesma que é possível ter um cabelo crespo encarapinhado comprido... E agora? Luzes? Tranças? Dreads? Raspar careca que nem a Shameless Maya

Enquanto não decido o que fazer, resolvi mudar minha rotina de tratamento e minha forma de estilização e adotei os twists. Quis lançar um desafio para mim mesma: manter a rotina de fazer twists no cabelo por pelo menos um mês ou até onde meu cabelo aguentar. Como produto finalizador, abri mão dos condicionadores tradicionais e adotei o creme de manteiga de karité


Rotina com twists 
Já tem uma semana que estou com twists no cabelo. Tive uma certa dificuldade para fazê-los, mas só se aprende tentando, não é mesmo? Tive que refazer vários até conseguir um resultado decente (twists que não desmancham nem ficam muito fofos ou tortos). No vídeo abaixo (que eu já postei inclusive na página do Facebook do Ame Seu Crespo) você pode ver como são feitos os twists.



Como foi a minha primeira vez fazendo na cabeça toda, não tive muito cuidado ao repartir o cabelo, mas acho que um pouco mais de simetria nas divisões me dará um resultado mais satisfatório

Lavei meu cabelo no meio da semana apenas com xampu diluído em água – uma parte de xampu para duas de água – e esfreguei apenas a raiz com bastante cuidado, enxaguando bastaaaaante em seguida. Os torcidinhos não desmancharam e eu refiz apenas aquelas que ficam na linha da testa e mais “por cima” da cabeça, sem mexer nos de dentro.

 



Creme de manteiga de karité 
A alguns anos atrás, a Naptural85 fez este vídeo para o Youtube onde ensina a fazer uma mistura caseira, apenas com produtos naturais, para ser usada como leave-in. Desde então, eu venho reproduzindo a receita (com algumas alterações) não como produto de cabelo, mas para passar na pele – de fato, nunca mais comprei creme hidratante e simplesmente acabei com meu problema de joelhos e cotovelos esbranquiçados e rachando! 

Quando pensei nos twists, resolvi resgatar a receita, já que não queria mais usar condicionador comum. E como a própria Naptural85 fala no vídeo, ela é ótima para fazer twists: uma pequena quantidade em cada mecha não deixa o cabelo muito oleoso, mas dá firmeza para o cabelo não se soltar. 

A minha receita levou: 
  • 1 colher de chá de óleo de rícino 
  • 1 colher de chá de óleo de macadâmia 
  • 2 colheres de chá de óleo de jojoba 
  • 2 colheres de chá de óleo de abacate 
  • ½ colher de chá de vitamina E 
  • 7 gotas de óleo essencial de tea tree 
  • Manteiga de karité até dar a consistência desejada 

Eu misturei primeiro os óleos e depois fui raspando a manteiga de karité do pote (para amolecer) e incorporando aos poucos à mistura, batendo com uma pequena espátula já dentro do potinho onde eu iria guardar o produto final. Preferi não aquecer nenhum ingrediente com medo de alterar as propriedades – misturei tudo “no braço”, mas isso não é tão complicado quando se trabalha com quantidades pequenas. 


O resultado final foi esse da última foto. Ao colocar o creme nos twists, priorizei as pontas (quando coloquei uma quantidade maior no comprimento acabei deixando meu cabelo oleoso demais). E após lavar os twists no meio da semana e refazer aqueles da frente, coloquei a misturinha apenas nas pontinhas, na hora de fechar o twist.

Na verdade, você pode usar os seus óleos favoritos, mesmo que sejam diferentes dos meus ou dos da Naptural85, e dosar a manteiga até ficar na consistência que você preferir - creme mais leve e aerado ou mais pesado e concentrado. As meninas do grupo CrespiiiiissimO.os do Facebook fizeram suas própria receitas - confira lá e pegue algumas ideias!


Conclusão? 
Bom, depois dessa primeira semana, já estou pensando em adotar os twists como meu penteado protetor de inverno! Mesmo de certa forma preso, meu cabelo secou absurdamente mais rápido e minha manutenção de meio de semana também foi bem mais curta. Dá pra variar o visual fazendo os torcidinhos pro lado ou no meio, ou ainda rasteirinhos (que eu ainda preciso treinar muito, mas um dia chego lá!). 

Pra completar, vou incrementar a minha rotina com outros produtos de tratamento 100% naturais, como a amla que a Aninha do Cacheado Básico me deu de presente e eu estou ansiosa para experimentar. Será que uma rotina toda natural dá certo? Quem sabe não consigo naturalizar de vez a minha vida? Aguarde as cenas dos próximos capítulos...