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sábado, 4 de outubro de 2014

Como lavar seu cabelo em twists


Depois que comentei aqui no blog sobre a técnica da terapeuta capilar Jô Rezende que me foi ensinada pela amiga cacheada Eliane Serafim, surgiram algumas perguntas sobre como eu faço para lavar meus cabelos em twists. 

Não imaginei que as leitoras fossem ter tantas dúvidas porque é algo tão rotineiro para mim que já faço quase que de olhos fechados! Lavar o cabelo em twists é interessante para as meninas que já estão com cabelos de médios a longos. Vão aí o passo a passo e algumas fotos para ilustrar o processo!

Primeira parte: separando o cabelo

1. Umedeça seu cabelo com um pouco de água (pode ser embaixo do chuveiro mesmo, ou antes de entrar no banho, com um borrifador).

2. Escolha um creme que deixe o cabelo bastante escorregadio para facilitar o processo de desembaraçar. Sabe aquele condicionador que deixa faz o cabelo deslizar, mas não o deixa muito tratado, ou então aquele creme de pentear que super ajuda a desembaraçar, mas não dá um resultado legal na finalização? Então, essa é a hora de gastá-los para desentulhar seu armário de produtos!

3. Separe o cabelo em partes que sejam possíveis de você manipular sem se enrolar durante o processo. Dica: a seção de tamanho ideal é aquela que “cabe” no seu pente ou escova. Se os fios ficarem saindo dos dentes do pente ou escova na hora de desembaraçar é porque tem muito cabelo!


4. Desembarace os fios com os dedos ou com o instrumento de sua preferência (pente, escova...) e faça um twist em cada uma das seções que possam ser trabalhadas.


Segunda parte: lavando os twists

1. Com os twists já prontos, molhe sua cabeça embaixo do chuveiro. Mas molhe MEEESMO! Deixe a água cair por alguns minutos e certifique-se de que os fios estão saturados. Não tem importância retirar aquele creme que você usou para desembaraçar.

2. Caso deseje, nesse momento você pode cobrir o comprimento do twist com um pouco de condicionador para protegê-lo do xampu.

3. Usando a receitinha do xampu diluído, coloque o produto em um frasco com bico aplicador e aplique a misturinha APENAS NO COURO CABELUDO. Coloque nas divisões entre os twists e também “por dentro” do cabelo.


4. Enfie seus dedos por entre os cabelos da base do twist. Isso não deve ser muito complicado, já que quando fazemos twists grandes, a raiz fica mesmo mais frouxa. Caso não dê para passar seus dedos por aí, afrouxe um pouco a raiz do twist girando-o na direção contrária à que você os fez.


5. Esfregue e massageie seu couro cabeludo - APENAS O COURO CABELUDO! Um twist por vez, que é pra você não se perder nem se confundir no processo. Segure o comprimento do twist com a outra mão, assim você visualiza melhor onde deve esfregar o couro.

6. No final, a espuma do xampu vai ficar concentrada apenas na raiz do cabelo/couro cabeludo. O comprimento do twist vai continuar intacto!


Terceira parte: enxaguando o xampu

Esta etapa não tem muito mistério. Você tem duas opções: 

1ª opção: colocar a cabeça debaixo do chuveiro com os twists ainda fechados por alguns minutos, deixando cair BASTAAAANTE água, saturando os fios e apertando os twists para que a água saia e leve com ela os resíduos de xampu. Dica: faça como a segunda foto e segure seu twist afastado da cabeça, deixando a água do chuveiro cair apenas na parte com espuma. Depois que o excesso sair, largue o twist e deixe a água cair normalmente para acabar de enxaguar.

2ª opção: desmanchar um twist por vez para colocar a mecha de cabelo embaixo da corrente de água e refazer o twist na mecha após o enxágue.

Depois de enxaguar, você pode repetir o processo do xampu, caso ache necessário.



Bom, após o xampu é hora de partir para a sua máscara de tratamento ou condicionador favorito. Você vai notar que o comprimento dos fios permanecerá desembaraçado e a raiz, onde você esfregou o xampu, vai estar um pouco mais emboladinha. Isso é inevitável – porque é da natureza do cabelo crespo enroscar nele mesmo – mas pode ser minimizado esfregando o couro, na hora de lavar, sempre em linhas retas, nunca em movimentos circulares. Ainda assim, esse "embolado" vai ser bem mais simples de desfazer do que se a mecha de cabelo estivesse totalmente solta e misturada às demais. 



***


E você, já tentou lavar seu cabelo em twists? O que achou?

terça-feira, 22 de abril de 2014

O que é um wash and go?


Essa semana postei lá na página do Ame Seu Crespo no Facebook uma foto do meu cabelo em dois momentos: ele naturalmente encolhido após um wash and go e ele esticado pelos twists grossos que costumo fazer. Nesta foto, recebi uma pergunta da Vania Freitas:

O que é, exatamente, um wash and go?
Wash and go ("lavar e ir") é uma forma bem simples e rápida de estilizar os cabelos, higienizando-os e, logo em seguida, fazendo uma finalização básica, de forma a deixá-los com os cachos naturalmente encolhidos e definidos após a lavagem. Certamente, é a primeira estilização que nos vem à mente quando decidimos deixar o cabelo natural, mas um wash and go nunca é igual ao outro – isto vale para o seu wash and go e o da sua vizinha crespa, mas também pro seu wash and go de hoje e o da próxima lavagem!

Cada cabeça um wash and go diferente
Cada natural tem a sua “versão” do que seria um wash and go. No YouTube, podemos encontrar vídeos das “gurus do cabelo” gringas mostrando suas técnicas. Nestes vídeos da MahoganyCurls™ e da simplybiancaalexa, vemos que elas começam higienizando os cabelos com co wash e seguem diretamente para a finalização, que é feita com um condicionador usado como produto para desembaraçar e leave-in, sem enxágue posterior. A MahoganyCurls também usa, após o condicionador, um gel para dar mais fixação aos cachos.

O wash and go da Naptural85 é bem diferente. Ela limpa os fios com um higienizador natural, que faz o papel de xampu e condicionador. Após isso, ela faz twists médios no cabelo e espera secar, soltando na manhã seguinte. Segundo a interpretação dela, esse procedimento é um wash and go porque ela literalmente lava o cabelo e sai do chuveiro com ele praticamente pronto, sem produtos extras ou técnicas específicas de finalização.




A minha versão do wash and go se define simplesmente por, após a lavagem com xampu ou co wash (seguida ou não de tratamento com máscara), aplicar o condicionador que eu uso como leave-in na finalização mecha a mecha e esperar o cabelo secar naturalmente encolhido. Certamente, meu wash and go pode ter mais passos do que simplesmente “lavar e ir”, mas o resultado visual é o mesmo, no final das contas.



O wash and go pode ser feito em todos os tipos de cabelo?
Poder, pode. Mas é preciso ter em mente que, de acordo com o seu tipo de fio e de cacho, o resultado final pode variar. Normalmente, quem adere ao wash and go são as meninas que tem cachos pequenos mas bem marcados, que se definem com facilidade com a aplicação de produtos mais pesados ou gel. As meninas de cabelos mais encarapinhados ou cujos fios não formem cachos definidos muito visíveis podem achar que seu cabelo encolhe demais e embaraça demais com o wash and go, e podem optar por outros tipos de finalização. Contudo, é sempre uma questão de testar na sua própria cabeça para ver os resultados. A AFRICANEXPORT tem o cabelo bem encarapinhado e encontrou seu próprio jeito de fazer um wash and go – embora eu não saiba até que ponto é legal colocar o creme tão perto da raiz assim... A ordem que ela usa os produtos/faz os procedimentos é: creme leave-in, gel, secagem com difusor e jato do secador na raiz do cabelo, para dar mais volume e comprimento.


* * *

Ainda não encontrou o jeito ideal de fazer seu wash and go? Inspire-se com os vídeos!

Já descobriu o jeito ideal para o seu cabelo? Como você faz seu wash and go?
Conte aqui nos comentários!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Scab hair: o estranho cabelo pós big chop


Quando acabamos de fazer o big chop e cortamos todo o cabelo com química que resta, podemos achar que finalmente chegou ao final a nossa saga e que agora é só curtir as alegrias que o cabelo natural proporciona. Mas, para nossa, surpresa, damos de cara com um cabelo meio estranho, áspero, bem mais seco e difícil de lidar do que imaginávamos. Muitas vezes, isso acontece simplesmente porque não sabemos como é nosso cabelo natural e criamos expectativas fora da nossa realidade capilar, em termos de textura do fio e tamanho dos cachos. Contudo, esse cabelo “estranho”, que é experimentado por muitas pessoas que acabaram de cortar toda a parte com química, pode ser o que as gringas chamam de scab hair

Scab hair é aquele primeiro cabelo, mais rígido, áspero e seco, que cresce logo após interrompermos o uso de relaxamentos e alisamentos. Ele é um cabelo que vem justamente naquele período em que o couro cabeludo está se reajustando e se recuperando dos procedimentos químicos que costumávamos fazer. Como passamos muito tempo usando estes produtos, às vezes desde a infância, acabamos não sabendo como nossos fios de cabelo são, de fato, e confundimos o scab hair com o nosso “verdadeiro” cabelo natural. Era ele, afinal, que nos fazia querer sair correndo para o salão retocar a raiz ao menor sinal de crescimento na época dos relaxamentos – quem nunca achou que o cabelo era “duro” por causa daquela raiz alta e sem forma que crescia?

Não há nada que prove cientificamente a existência do scab hair e nem todo mundo que passa pela transição experimenta isso. Mas há quem acredite que a presença do scab hair está ligada a quanto tempo passamos usando químicas nos cabelos. Especialmente nós, que temos cabelos crespos ou encarapinhados e fazemos relaxamentos e alisamentos desde cedo, somos justamente as que mais notam esse cabelo mais problemático.


Dicas para lidar com o scab hair
Hidrate, hidrate, hidrate – o scab hair é, sobretudo, um cabelo seco, sedento. Hidrate bastante o seu cabelo nos primeiros meses após o big chop. Tratamentos profundos com máscaras potentes e xampus suaves são muito bem vindos. Uma boa maneira de selar e reter a hidratação nos fios é o método LOC.

Use óleos vegetaisalém dos óleos vegetais que já são usados no método LOC, você pode lançar mão também de umectações e massagens com óleo vegetal no couro cabeludo. Ao aplicar óleo nos fios, coloque sempre uma quantidade maior naquela parte mais ressecada e necessitada.

Tire as pontasa única maneira de “se livrar” do scab hair é cortando. Vá aparando as pontinhas om alguma frequência, ou, se preferir, após vários meses, faça um corte mais significativo no seu cabelo para retirar a tal parte “estranha” e revelar o seu cabelo natural “de verdade”.

Seja paciente o scab hair é um cabelo mais sensível, que requer mais paciência nos cuidados e na manipulação. Também não há como acelerar o crescimento do cabelo para que se possa cortar logo todo o scab hair fora, o mais rápido possível e de uma vez só. Não é à toa que o processo de volta ao natural das crespas e encarapinhadas costuma ser longo - há quem relate ter enfrentado a condição do scab hair por cerca de 6 meses ou mais. 


Minha experiência com o scab hair
Eu, pessoalmente, experimentei o scab hair quando nem sabia que ele “existia”. Na época em que tirei as tranças e comecei a usar o cabelo natural solto, percebi que um pedaço do meu cabelo, justamente os últimos 5 ou 6 centímetros das pontas, eram muito diferentes do cabelo mais próximo à raiz. Na época, pensei que fosse pela falta de cuidados durante os 5 anos em que usei tranças (porque eu era completamente sem noção e não me preocupei em tratar do meu cabelo neste período!). Hoje em dia, eu imagino que parte daquela textura diferente talvez fosse mesmo causada pela falta de cuidados, mas que na verdade só agravou a situação do scab hair.


Tenho para mim que o scab hair possa estar ligado à agressividade das químicas em relação ao nosso couro cabeludo. Sei que não fui a única a experimentar feridas bem sérias no couro que surgiam após a aplicação de relaxamento. Fico imaginando o quão difícil é a pele do couro cabeludo se regenerar após anos e anos dessas agressões! E como qualquer parte da pele que é ferida, ele muito provavelmente não voltou a ser o mesmo de antes do machucado...



* * *



E você, já experimentou ou está enfrentando o scab hair?



* Fiz esta postagem após um bate papo começado pela Alissan Paixão no grupo CrespiiiiissimO.os, do Facebook. Se você quiser saber mais sobre o assunto, clique aqui, aqui e aqui.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dúvidas da leitoras - Parte III



Depois do hiato pelo qual passou o blog, tirei do fundo do baú as dúvidas que mandaram pelos comentários! É sempre bom responder as dúvidas de uma maneira que todo mundo possa ler - afinal, alguém pode ter perguntado o que você sempre quis saber mas não tinha pensado ainda!

Que produto você usa para reconstrução?
Uso a máscara Anti Age, sempre após uma outra máscara que seja bem emoliente - pois é, eu faço o inverso do que a maioria faz! :)

Misturinha de pantenol
Eu já usei a misturinha de pantenol no borrifador, pra umedecer as pontas quando necessário. Mas é preciso tomar cuidado para não saturar os fios com a mistura. Acho que o mais seguro é diluir uma quantidade bem pequena de pantenol, caso a misturinha seja usada diariamente

Produtos para twists
Para twists pequenos como esses, eu gosto de usar a misturinha de manteiga de karité. Para twists maiores, eu uso qualquer creme que esteja acostumada na finalização.

Sobre o método LOC
Não é obrigatório esperar algum tempo entre as etapas do método LOC. Só é bom se certificar de que o cabelo não esteja muito encharcado antes de passar o óleo. Se vc sai com ele molhado direto do chuveiro, é bom secar com uma camiseta velha ou toalha o excesso de água e deixar os fios úmidos. Se você borrifa a misturinha de água com pantenol, também é bom não encharcar os fios com ela.
Algumas pessoas gostam de colocar óleo vegetal no couro cabeludo, outras não. Eu não tenho mais colocado. No LOC, eu aplico o óleo primeiro nas pontas e vou espalhando para o comprimento em um movimento de enluvar.

Creme de manteiga de karité 
O creminho de manteiga de karité pode ser usado tanto no cabelo quanto na pele. Na pele, eu uso em quantidades bem pequenas, principalmente nas áreas que são naturalmente mais ressecadas: joelhos, cotovelos, pés, calcanhares etc. A pele não fica oleosa porque o creminho deve ser bem espalhado e com o movimento ele “desaparece”.
Minha mistura de manteiga de karité continua em bom estado mantendo-a e um pote fechado, ao abrigo da luz e do calor, dentro do meu armário. Vou usando no dia a dia ao longo de algumas semanas e não percebo alteração de cor ou cheiro.

Secador
Antes de usar o secador, é bom se certificar que o cabelo está o mais seco possível, isto é, úmido. Por isso, é sempre bom deixar secar por algum tempo antes de aplicar calor, ou, se não for possível, tirar o máximo do excesso de água com uma toalha ou camiseta velha de algodão. Também é bom usar o secador na temperatura mais baixa, com o bico do difusor ou, caso não tenha, a uma distância de pelo menos 15 centímetros do cabelo. Eu costumo colocar a minha mão na frente do jato que direciono pros meus fios e a uso como “termômetro”; ao menor sinal de desconforto na minha pele por causa do calor eu mudo imediatamente de mecha.

Lavo o cabelo no tanque, e agora?
Eu às vezes lavo meu cabelo no tanque porque acabo interditando o banheiro em dias de lavagem! Mas o processo é o mesmo; a única diferença é que jogo a cabeça para frente para poder molhar com a água da torneira.

Método da Teri e volume
O método da Teri tira mesmo o volume do cabelo, mas ele vai sendo recuperado com o passar dos dias (pelo menos no meu cabelo é assim). Também é possível usar um condicionador que seja mais leve e que não pese tanto, ou ainda usá-lo em menor quantidade.

Protegendo os fios curtos na hora de dormir
Quem tem cabelos curtos, dependendo do comprimento, tem algumas opções. Se estão muito curtinhos, a fronha de cetim dá pro gasto. Se estiverem um pouco maiores e correrem o risco de embaraçar durante a noite - principalmente quando a pessoa se mexe muito durante o sono - o lenço de cetim é mais apropriado. E se estiverem curtos naquela fase em que já dá pra prender, é possível fazer banding separando mechas e prendendo cada uma delas com xuxinhas - e cobrindo com o lenço ou dormindo com a fronha de cetim, é claro!

Crescimento dos cabelos
Dica para crescimento dos cabelos começa com a letra P: PACIÊNCIA! O que parece falta de crescimento é na verdade falta de retenção do crescimento. Todos os tipos de cabelos tem, basicamente, o mesmo ritmo de crescimento. Para mais detalhes sobre crescimento dos cabelos, veja esta postagem.
Qualquer cabelo crespo/encarapinhado tende a crescer primeiro “pra cima”, e conforme vai ganhando tamanho costuma “tombar” para os lados. Mas isso varia de cabelo para cabelo. O meu só “tombou” quando, esticado, chegou nas costas, na altura da axila.

Será possível fazer uma transição com química?
Bom, pra mim, “transição” é justamente deixar as químicas transformadoras e passar a usar o cabelo virgem, natural. Algumas pessoas acham que fazendo permanente afro podem conseguir igualar as pontas à raiz. No entanto, um cabelo com permanente afro continua sendo um cabelo com química, porque o permanente nada mais é do que o mesmo produto usado para relaxamentos e alisamentos, só que aplicado de forma diferente. Selagem térmica, pelo que sei, é um procedimento que alisa os fios em algum grau. Logo, não parece razoável uma pessoa que queira o cabelo natural de voltar fazer uso disso... As maneiras mais seguras para passar pela transição estão detalhadas neste post.

* * *

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Misturinhas com Pantenol


Quem acompanha o blog há certo tempo sabe que eu sou adepta do método LOC como forma de manter meus fios hidratados por vários dias após a lavagem, sem ter a necessidade de molhá-los novamente com mais frequência. Quando falei sobre o método LOC aqui no blog, mencionei que fazia uma misturinha de Pantenol com água que borrifava nos fios como o meu passo L, para depois seguir com o passo O (aplicação de óleo) e o C (aplicação de creme).

Contudo, na época, não dei as proporções exatas da mistura porque eu sempre variava as quantidades, fazendo experimentações, ou misturava no “olhômetro”, nunca com quantidades exatas. E não foi em momento mais feliz que a Chicoro, blogueira que difundiu o método LOC, veio com um vídeo superinformativo sobre o uso de Pantenol diluído em água, com as proporções que ela costuma usar. Confira abaixo:


A Chicoro usa Pantenol em pó, que ela compra pela internet. Aqui no Brasil, não sei se é possível encontrar Pantenol nesta forma. Normalmente, as meninas que optam pelo acréscimo de Pantenol à sua rotina usam a versão com textura grudenta, que se assemelha a uma cola. No vídeo, a Chicoro mostra que esta forma viscosa aparece depois de misturar o pó a certa quantidade de água. 

Ainda que não usemos a forma em pó do Pantenol, podemos tomar como referência as medidas que ela usa. Aí vão elas: 

  • Solução a 5%: 5 gramas ou uma colher de chá de Pantenol para 100ml de água 
  • Solução a 10%: 10 gramas ou duas colheres de chá de Pantenol para 100ml de água 
  • Solução a 50%: 50 gramas de Pantenol para 100ml de água 
  • Solução a 75%: 75 gramas de Pantenol para 100ml de água 

No método LOC
Para o método LOC, eu gosto de usar a solução a 5%. Estes 100ml de água, como é explicado no vídeo e eu já punha em prática desde o início, não precisam ser totalmente usados, de uma vez só nos fios. Como a intenção da etapa L do método LOC é umedecer e não encharcar o cabelo, talvez 100ml seja realmente uma quantidade muito grande. A quantidade que sobra eu costumo guardar por alguns dias, usando para borrifar na pele antes de aplicar óleo vegetal (pois é, eu não uso mais hidratantes comerciais depois que descobri a mágica dos óleos vegetais!). 

No leave-in
As soluções mais concentradas (de 50% e 75%) podem ser acrescentadas a máscaras, condicionadores, leave-ins e xampus, segundo a Chicoro. Caso 100ml deixem seu leave-in aguado, você pode redimensionar as quantidades da mistura, mas mantendo suas proporções. Em outro vídeo, a Chicoro faz um preparado de Pantenol diluído a 50% que usa com o leave-in numa relação de 1 para 6: uma parte da misturinha de Pantenol e 6 partes de outros ingredientes ou do creme que você preferir como leave-in. Este também é um outro uso do Pantenol que muitas meninas já punham em prática há bastante tempo, mas que por vezes gerava dúvidas em relação à quantidade necessária para fazer efeito nos fios. 

Como diluir o Pantenol
Agora por último, mas não menos importante, adorei a dica que ela dá de diluir o Pantenol em água aquecida! Apesar de ela usar a versão em pó, quem já tentou diluir o Pantenol versão viscosa em um creme ou mesmo em água sabe como é difícil. Na água fria, o Pantenol se dilui até relativamente fácil, mas demora uns bons minutos. Nos cremes, a diluição é bem mais complicada. Por isso, antes de fazer a sua mistura, aqueça um pouco de água até ficar morna e acrescente o Pantenol para ser dissolvido. Só então, com ele diluído em água, misture ao creme que você deseja usar.

sábado, 30 de março de 2013

Dúvidas das leitoras – Parte II



Depois do superencontro das naturais Amigas Cacheadas do último sábado, me senti na obrigação de me organizar para escrever novamente no blog. Para minha surpresa, percebi que fiquei muitos meses sem ver com atenção os comentários e várias dúvidas ficaram pendentes. Às meninas que deixaram suas questões aqui há meses, minhas desculpas...

Mas vamos às dúvidas!

Quais condicionadores você indica para co-wash?
Basicamente um que não contenha silicones nem óleo mineral/petrolato/parafina líquida. Dos que usei, gostei do Johnson’s Baby amarelinho e da Máscara de Banho de Gelo da Haskell.

Quais xampus você usa?
Atualmente só o Oro Argan, da Bioderm. O último que eu comprei (ano passado) ainda continua com a fórmula confiável.

Como sei se meu cabelo precisa de hidratação, nutrição ou reconstrução?
Eu não sigo cronograma, então minhas decisões em relação a estes tipos de tratamento se dão na base do olhômetro. Quando sinto meu cabelo seco, especialmente as pontas, uso uma máscara de hidratação. Quando ele não está mais seco, mas os cachinhos estão com dificuldade de definição, uso máscara de nutrição (ou incremento o uso de óleos vegetais). E quando sinto meus fios elásticos e sei que estou em dia com hidratação e nutrição, parto para uma máscara de reconstrução (com proteínas).

Posso molhar/lavar o cabelo todo dia? Não consigo pentear se não molhar...
Uma coisa que toda natural deveria ter em mente é que não é necessário passar pente/escova/dedos todo dia no cabelo. Essa necessidade é menor ainda se você, como eu, protege o cabelo na hora de dormir e/ou é adepta dos penteados protetores. Molhar sem usar xampu pode não ser necessariamente ruim, mas eu, particularmente, não acho legal porque os fios ficarão sempre úmidos, já que nosso tipo de cabelo costuma demorar bem mais a secar.

Como reduzir o volume do cabelo?
Com o devido uso de máscaras de tratamento (especialmente hidratação, mas também nutrição e a dose certa de reconstrução), com o corte certo (geralmente em camadas) e com a estilização correta (a técnica da Teri é muito boa para isso) você pode manter seu volume sob controle. Mas veja bem: “sob controle” não é cabelo lambido, colado na cabeça nem boi lambeu! Volume controlado é o volume bonito e natural dos cabelos encaracolados.

O que você acha da glicerina?
Já usei glicerina durante um tempo e no fim das contas vejo que não fez grande diferença pro meu cabelo. A eficácia dela depende muito do clima. Como sou adepta de uma rotina simplificada, quanto menos produto melhor. Por isso, não uso mais.

Meu cabelo é oleoso, posso abrir mão do xampu?
Às vezes a oleosidade excessiva do couro cabeludo é uma espécie de “efeito rebote”: você lava com um xampu tão forte que o couro cabeludo fica irritado e ressecado, e acaba produzindo mais oleosidade para se proteger dessa agressão. Se lavar com condicionador não for legal, procure um xampu mais suave – normalmente os xampus sem sulfato são os mais suaves.

Me explica o LOC de novo? Como é isso de molhar o cabelo e depois borrifar?
O LOC é um método que tem como objetivo prolongar a retenção da hidratação nos fios crespos encarapinhados. Ele deve ser feito apenas após a lavagem e higienização dos cabelos. Ao sair do chuveiro com os cabelos enxaguados, após a higienização e tratamento com máscara, deve-se retirar o excesso de água dos fios, deixando-os úmidos. Após isso, borrifar alguma misturinha é opcional. Estando com os fios úmidos quase secos, é possível que o fio absorva a misturinha que você aplicar. Mas se não quiser ou não puder borrifar, não tem problema. Os fios úmidos com a água do enxágue já podem receber o óleo, que é o segundo passo do LOC e posteriormente o creme, que é o terceiro passo. E algo que eu acho muito óbvio, mas que vi que levantou dúvidas: é para passar um produto por cima do outro, sem enxaguar entre as etapas e nem depois de tudo aplicado! E outra: "LCO" NÃO é LOC! :)

Estou fazendo cauterização mas meu cabelo continua ressecado e quebradiço...
Isso pode ser resultado do excesso de cauterização. Se o seu cabelo está seco, ele precisa de hidratação. Deixe a cauterização de lado por alguns meses, até que ele se recupere e invista em máscaras de hidratação.

O que o calor pode fazer com meus cabelos? Que alternativa eu tenho durante a transição?
O calor pode destruir seus cachos naturais, como vimos aqui e aqui. Como alternativa, existem as tranças soltas, as tranças rasteiras, penteados e técnicas de texturização que você pode ver aqui.

Tive corte químico e agora tem uns cabelinhos que ficam pra cima quando faço rabo de cavalo. O que eu faço pra amenizar?
Se cortar toda a parte com química for uma solução radical demais, você pode, depois de fazer o rabo de cavalo, amarrar um lenço na cabeça como se fosse uma faixa de cabelo e deixar por uns 20 minutos para “assentar” os cabelinhos arrepiados. Para ajudar a segurar os fiozinhos, pode-se umedecê-los e/ou usar um pouco de gel antes de amarrar o lenço. Nesse caso, é bom deixar até que os fios sequem.

Óleo faz o cabelo crescer mais rápido?
Veja esta postagem sobre crescimento de cabelos e esta sobre óleos vegetais. Nada faz o cabelo crescer mais rápido do que o seu DNA define; óleos fortalecem e nutrem seus fios e auxiliam na retenção de comprimento.

Posso fazer a sua rotina no cabelo da minha filha?
Acho que a minha rotina pode ser adaptada para crianças, usando produtos infantis, por exemplo. Mas acredito que, no caso de cabeças pequenas, menos é mais. Simplifique ao máximo a rotina para não entendia-la e tome cuidado com produtos que possam causar irritações ou alergias. Tem alguns blog bem legais sobre o assunto, o Beads, Braids & Beyond e o Chocolate Hair Vanilla Care, de mães que cuidam dos cabelinhos crespos de suas filhas.

Meu cabelo está muito curto para fazer penteados protetores...
Nesse caso, preocupe-se com a hora de dormir. Proteja seu cabelo com um lenço, touca, ou use fronha de cetim.


Por enquanto é só, pessoal. Podem continuar mandando suas dúvidas... Eu tardo, mas não falho!

domingo, 5 de agosto de 2012

Dando uma geral nos acessórios




Acessórios para o cabelo são tudo o que há de bom neste mundo! Eles seguram nossos penteados e dão uma alegria ao visual naqueles dias em que o cabelo não colabora muito. Pra quem é uma colecionadora de acessórios, como eu, é fácil perder a noção de quantos temos e em que estado eles se encontram. Por isso, de tempos em tempos, é bom dar uma geral na sua gaveta e se desfazer daqueles que estão com problemas. 

Depois de muito adiar este momento, acabei fazendo isso há alguns dias atrás. Percebi que um monte de coisa poderia ou deveria ir para o lixo, mas antes de me despedir delas tirei umas fotos mostrando os defeitos ou danos mais comuns de acontecerem com os nossos acessórios para cabelo. 

Elástico revestido tradicional ("xuxinha")
Eu costumo usar dois tipos de elástico para cabelos (ou xuxinhas, como queiram chamar). Um é o tipo mais comum (foto ao lado), mas sem partes de metal, que podem enroscar e arrebentar seus fios.
Outro tipo de elástico para cabelo que gosto muito é este que parece uma rosquinha-trança (abaixo). Ao mesmo tempo em que são firmes, são muito flexíveis e seguram o cabelo sem precisar dar voltas. Apesar desta qualidade, preciso dizer que não gosto de manter este tipo de xuxinha por muito tempo nos cabelos porque ela tem uma área bem maior para “roubar” a hidratação dos meus fios. Eu restrinjo o uso deste acessório a rabos de cavalo e por períodos mais breves de tempo. 

Elástico rosquinha em estado natural e esticado

Acredito que o problema mais comum que vejo acontecendo com meus elásticos de cabelo tradicionais se deva ao fato de, antes de colocar qualquer elástico, eu sempre (SEMPRE!) embebo-os em óleo vegetal, para evitar que o revestimento do elástico absorva a hidratação dos meus fios e que ele se enrosque, embaraçando o cabelo. Com o tempo, o elástico propriamente dito (esse que fica coberto pelo revestimento de tecido) começa a derreter e a sair pela trama do revestimento quando eu o estico. Isso é muito perigoso para os nossos fios, já que o elástico meio derretido vira uma coisa grudenta, que fatalmente irá colar nos cabelos e será difícil de sair. 

O elástico derrete com o tempo... Eca!!!

Outro probleminha comum é o rompimento do elástico interno das xuxinhas, sem que o revestimento arrebente junto. Este não chega a causar grandes danos para os fios, mas eu, particularmente, não gosto de usar xuxinhas parcialmente arrebentadas porque elas perdem elasticidade e ficam mais frouxas. Esse problema também ocorre com as minhas faixas de cabelo produzidas no mesmo material das xuxinhas. 


Então, antes de usar seus elásticos mais velhinhos, dê uma esticada neles e verifique se o elástico interno se mantém íntegro e guardadinho lá dentro do revestimento. Se estiver arrebentado, avalie se é possível continuar usando o acessório. Se ele começar a sair através do revestimento, é hora de ir para o lixo! 

E falando em faixas, percebi que uma delas estava “quebrada” justamente no lugar onde as duas pontas se unem e colam uma na outra. Essa foi imediatamente da foto para o lixo porque não tem salvação: o cabelo pode enroscar nessa rachadura, que é justamente na parte mais rígida da faixa, e quebrar. Xô, perigo! 

Perigo! Perigo! Perigo!


Outro acessório que se tornou um vício foi o tic tac. Eu sei que pode parecer infantil, mas confesso que não resisto quando vejo uma cartela à venda. E quanto mais colorido e estampado, melhor! Na minha arrumação da gaveta de acessórios, tive que me desfazer de alguns que estavam meio enferrujados ou descascados. Uma dica para deixar seus tic tacs em ordem é mantê-los na cartela, de preferência aos pares.


Antes de comprar flores para o cabelo, observe que tipo de presilha elas possuem. Dê preferência àquelas que tem presilhas tipo bico de pato achatado ou tic tac. Quando as presilhas mostrarem sinais de ferrugem, despeça-se da sua flor e mande-a para o lixo (ou, se você for habilidosa, pode tentar arrancar a presilha ruim e colar uma nova em folha no lugar). 


Muito cuidado com flores que são ao mesmo tempo enfeites de cabelo e broches, porque estas costumam vir com os dois tipos de presilha: o bico de pato e o alfinete do broche. Este alfinete também pode enroscar nos seus fios e ocasionar quebra, por isso, se você gostou muito da flor, pode tentar remover a presilha do broche. 

Alfinete de broche na flor de cabelo
é um perigo...


Alguns acessórios amigáveis aos nossos cabelos crespos e encarapinhados são os clipes de cabelo. Eles podem não servir para enfeitar a sua cabeça, mas são muito úteis na hora de manter o cabelo repartido em seções, ou ainda, segurar seus fios longe do seu rosto enquanto secam. Eu tenho dois tipos aqui: um pequeno, bom para segurar o cabelo em seções menores quando está molhado, e um grande, que uso mais com o cabelo seco e que, devido ao tamanho, consegue prender todos os meus fios de uma vez só. 

Clipe pequeno.
Ótimo para separar os cabelos em seções!
Clipe grande.
Ele é discreto e tem um formato bonito, por isso levo um
sempre na bolsa, caso eu queira prender os cabelos

Preste atenção aos sinais de “aposentadoria” dos seus clipes: quando eles parecerem desalinhados ou as partes de metal enferrujarem, jogue-os no lixo. 

E por fim, não posso esquecer os grampos de cabelo. Existem dois tipos: os grampos comuns e os de penteado. Os grampos comuns são aqueles fechadinhos que dão bastante segurança aos cabelos. Os grampos de penteado são do tipo aberto e servem muito bem àquelas pessoas que possuem muito cabelo e/ou desejam fazer um coque sem apertar muito os fios. 

Fuja dos grampos sem bolinha!

O meu coque de todo dia só existe graças aos grampos. Mas os grampos tradicionais, fechadinhos, comprimiam demais os meus fios e eu sentia que, com o tempo, poderia danificá-los. Por isso, passei a fazer meus coques com grampos específicos para penteado, esses do tipo aberto, e meu coque virou outro: bem mais confortável e sem apertar meu cabelinho. 

Só não cometa o mesmo erro que eu cometi: além de ter comprado grampos loiros (o que não é uma grande questão, já que os grampos ficam escondidos no meio do cabelo), eles também não tem aquelas bolinhas na ponta. E essa dica vale para o outro tipo de grampo também: as bolinhas nas pontas dos grampos são mais seguras para os fios porque, ao introduzir o grampo no meio do cabelo, as pontas deslizam com mais facilidade e não correm risco de arrebentar os fios. Compre sempre grampos com bolinhas e, se por acaso, as bolinhas começarem a sair, jogue o grampo fora. 


E você, há quanto tempo não dá uma geral na sua gaveta de acessórios de cabelo? Sempre é bom abrir espaço para itens novos no seu armário! 



domingo, 29 de julho de 2012

Dúvidas das leitoras


A postagem de hoje não tem um tema específico. Resolvi fazer um apanhado de várias perguntas que foram feitas nos comentários. De repente a dúvida é comum a várias pessoas e eu, respondendo apenas nos comentários diretamente a quem fez a resposta, não consigo esclarecer a todas as leitoras. Olha só as perguntas que apareceram por aqui:

Quais produtos usar nos cabelos? Quais produtos são bons e quais são ruins? Quais você usa? Quais você indica? 
Para as que estão 100% naturais, com o cabelo completamente virgem e livre de químicas (inclusive coloração) eu acredito que seja necessário um xampu suave, de preferência sem sulfato, um condicionador de consistência grossa, recheado de óleos e extratos vegetais para ser usado com leave-in e uma boa máscara de hidratação. Isso aí é o básico do básico dos cuidados com o cabelo. 
Mas o que é bom e o que não é? Infelizmente só o seu cabelo responderá. Cada cabelo tem um gosto, uma necessidade, uma preferência e, embora existam produtos que agradam a muitas pessoas, eles nunca serão unânimes. 
Justamente por causa disso, eu não faço recomendação nem resenha de produtos. Sim, eu gosto de informar quais os produtos que eu uso ou usei para determinadas técnicas ou procedimentos, mas sempre procuro esclarecer que eles não são obrigatórios para a técnica X ou Y dar certo. Eles dão certo no meu cabelo, mas podem não dar no seu. Contudo, se você está completamente perdida, já pode ter algum parâmetro para começar a pesquisar que tipo de produto usará nos seus fios. 
Os produtos que eu uso você pode ver aqui

Você enxágua os condicionadores do cabelo?
Não.
Todos os condicionadores que eu cito no blog são usados como leave-in. Em outras palavras, eu lavo os cabelos, aplico o condicionador, desembaraçando e estilizando meus cachinhos e não enxáguo: eu deixo secar, como se fosse um creme de pentear comum. E aplico bastante quantidade, o suficiente para fazer aquela “espuminha” e o cabelo ficar com o branquinho do creme. Após secar, o branquinho sai (de fato, após uns 10 minutos de terminada a estilização ele já saiu!). 


Tem problema deixar condicionador no cabelo? 
Depende do condicionador. Depende do seu cabelo. Depende da sensibilidade do seu couro cabeludo e da sua pele. Depende da sua sensibilidade para cheiros. Em teoria, os condicionadores não foram pensados para serem deixados nos fios. Mas para pessoas com cabelos muito crespos e encarapinhados, ele acabou sendo uma solução muito mais eficaz do que os leave-ins normais, já designados para isso. Existem condicionadores que podem ser muito “fortes” para determinadas pessoas, causando irritação, coceira, deixando o cabelo muito pesadão, sem vida ou com resíduos visíveis mesmo depois de seco. Contudo, estes mesmos produtos podem ser ótimos para outras pessoas. Até hoje eu não tive nenhum problema com um condicionador que eu já não tenha tido com algum leave-in comum. 

Quantas vezes na semana devo lavar o cabelo? 
Isso também depende do seu cabelo e da sua rotina diária. Algumas pessoas sentem necessidade de lavar o cabelo todos os dias, o que eu não acho que seja realmente necessário a não ser que se pratique um esporte ou atividade que produza muito suor. Eu não recomendo lavar os cabelos com xampu todos os dias porque isso pode ressecar demais os fios. Se você precisa pratica algum esporte, por exemplo, pode lavar os cabelos com mais frequência usando um condicionador (fazendo a famosa co-wash), e depois prosseguir com sua estilização usual. O xampu pode ser usado uma ou duas vezes na semana, para uma limpeza mais efetiva. 
Eu não pratico esportes e uso o cabelo preso a maior parte do tempo, por isso lavo meus cabelos uma vez na semana, com xampu. Às vezes eu troco o xampu por um condicionador liberado para co-wash

Você segue a rotina de hidratação, nutrição e reconstrução? 
Não.
Por dois motivos: 1) não tenho tempo; 2) acho que meus cabelos não têm necessidades tão previsíveis a ponto de serem atendidas por um cronograma fixo de aplicação de produtos, e principalmente não tem tanta necessidade de proteínas (reconstrução). Prefiro deixar que eles me peçam aquilo que estão precisando. 



Tem alguma máscara de tratamento de marca comercial liberada para no poo ou low poo para indicar?
Bom, eu não sou muito adepta de máscaras de tratamento profundo, como falei acima. De marca comercial bem acessível, dessas de achar em qualquer farmácia ou mercadinho da esquina, eu descobri que a Elsève tem algumas liberadas para a técnica (Reparação Total 5, Liss Intense Extreme, Hidra-Max Colágeno, Solar, Colorvive, Nutri Gloss), assim como a Garnier (Stop Queda, Hidra Cachos). De marcas um pouco mais difíceis de achar ou que só se encontram em lojas de produtos cosméticos tem a Surya (máscaras da s linhas Orgânica de Frutas e Amazônia Preciosa) e a Amend (Anti Age, Eco Therapy)

Umectação é bom? 
Não sei!
Não faço umectações no meu cabelo, nem experimentei fazer. E isso por pura preguiça e procrastinação... Prometo que um dia eu faço! Quem costuma incluir umectação na rotina diz que traz resultados muito bons! 

Não entendi a técnica do LOC. Tenho que enxaguar os cabelos entre os passos L, O e C? 
Não!
O cabelo não deve ser enxaguado entre um passo e outro, ou o propósito da técnica se perde. 
Os cabelos devem começar lavados, ou seja, você higieniza com seu xampu ou faz co-wash, como de habitual, e inicia o LOC do jeito que eu descrevo aqui


Qual a diferença do pantenol para o Bepantol? 
O pantenol, ou d-pantenol, é o princípio ativo do produto comercial de nome Bepantol. 

Como aplico óleo de rícino no cabelo? Ele é muito grosso! 
Óleo de rícino exige mesmo uma certa prática. Você pode diluir o óleo de rícino em outro óleo mais ralinho (óleo de macadâmia, argan, jojoba, linhaça, amêndoas...). Eu aproveito e mato dois coelhos de uma vez só diluindo meu óleo de rícino em um pouquinho de óleo de eucalipto, jojoba e linhaça e colocando algumas gotinhas de óleo essencial de melaleuca (tea tree). Além de a misturinha ficar mais fácil de ser aplicada no cabelo, ela ganha propriedades antifúngicas e antibacterianas, prevenindo e tratando dermatites, ressecamento e descamação no couro cabeludo. 

Qual a quantidade das suas misturinhas de óleos e do borrifador para o passo L do LOC? 
Minhas misturas são todas feitas no olhômetro. Os óleos eu diluo até achar que está numa consistência que eu consiga aplicar no cabelo, sempre priorizando o óleo de rícino que é a estrela da mistura! No borrifador eu ponho uma quantidade de água que sei que será suficiente para molhar todo o meu cabelo e diluo mais ou menos uma colher de chá de glicerina e uma colher de chá de pantenol. 

Por que não pode misturar óleo no frasco de condicionador? 
Porque os cosméticos são formulados de maneira “perfeita”, ou seja, a adição de uma substância estranha pode, com o tempo, deteriorar o produto, trazendo resultados não tão bons ou até prejudiciais aos fios. Como nós não temos como saber se a adição do óleo X ou Y vai influenciar positiva ou negativamente nas propriedades de determinado condicionador ou máscara em longo prazo, é sempre bom misturar o óleo à quantidade de produto que será usada no momento. 


Você usa penteados protetores para fazer o cabelo crescer, mas vai ficar usando eles para sempre? 
Sim e não! 
O penteado protetor me dá a praticidade de não ter que estilizar meu cabelo todo dia pela manhã, antes de sair de casa, porque eu não tenho tempo para isso. Preso em um coque, meu day-after se resume a tirar o lenço de cetim da cabeça – o coque está intacto porque foi protegido pelo lenço durante a noite. 
Quando eu quero sair com visual diferente, tenho alguma festa, evento, enfim, e decido usar o cabelo solto, eu simplesmente solto o coque e uso ele solto. Mas cabelo solto não faz mais parte do meu dia-a-dia. 
Em teoria, o penteado protetor serve para ajudar os cabelos a ultrapassarem algum limite de crescimento que você tenha estipulado. Uma vez além desse ponto, não haveria mais necessidade de proteger o cabelo, pois o objetivo já foi atingido. Como eu sou uma pessoa sem objetivos, eu decidi que quero ver até onde meu cabelo pode crescer – e por isso pretendo continuar com meus penteados protetores em longo prazo. 

O que você faz no seu day-after
Normalmente nada, porque estou quase sempre de coque. Ele não desmancha à noite porque eu sempre – SEMPRE – durmo com lenço de cetim na cabeça. De manhã é só tirar o lenço e o coque está lá, como se nada tivesse acontecido! 
Se estiver usando os cabelos soltos, antes de dormir eu prendo em banding para proteger e ponho o lenço. De manhã, desfaço o penteado protetor que uso para dormir e conserto as pontinhas desmanchadas com um pouco de condicionador e água, como na foto abaixo: 

1. Meu cabelo ainda com banding;
2. A quantidade de condicionador que eu uso por mecha;
3. Só essas pontas serão consertadas, o comprimento não será manipulado;
4. Enluvo as pontas umedecidas com o condicionador e um pouquinho de água;
5. Corro os dedos por entre os fios para separar os cachos;
6. Separo um a um os cachinhos que ainda estão grudados.


Quem pode fazer low poo/no poo
Qualquer um cujos cabelos estejam ressecados, sem vida, aparentando que não respondem a tratamentos e produtos que costumavam dar certo. Pessoas com cabelos cacheados, crespos e encarapinhados, que são, naturalmente, mais ressecados. Pessoas com cabelos muito danificados por processo químicos e com fios mais fragilizados que não resistem a xampus com sulfatos. Ou seja, qualquer um pode fazer low poo ou no poo, basta experimentar! 

O que acontece se alguém que pratica low poo e no poo usar um produto que não é liberado? 
A primeira coisa que acontece é um sentimento muito grande de culpa... 
Ok, é brincadeira (mas tem um fundo de verdade). Depois disso, podem acontecer duas coisas. Pode acontecer nada, pode não fazer diferença usar um produto proibido uma vez. Mas se o produto proibido for usado com muita frequência, com muita regularidade ou de maneira indiscriminada, ele pode causar acúmulo nos fios e deixar o cabelo opaco, pesadão, com aparência de sujo. E para resolver isso, primeiro é necessário parar de usar o produto proibido. Em segundo lugar, é necessário usar um xampu (alguns dizem que tem que ser com sulfato; eu particularmente acho que não precisa ser com sulfato se forem feitas lavagens suficientes e os demais produtos da rotina foram totalmente liberados, 100% silicone free). 

O que você acha de coloração para cabelos crespos? 
Eu acho lindo, um espetáculo, mas sou muito medrosa e não tenho coragem de pintar os meus próprios. Acho que após um procedimento como esse, o cabelo careça de muito mais cuidado e carinho do que um 100% virgem, por isso é uma decisão que deve ser bem pensada antes de ser levada às vias de fato. 

Desembaraçar o cabelo seco, é sério isso? 
Como falei neste post aqui, existem pessoas que não conseguem desembaraçar o cabelo molhadão e cheio de condicionador. Isso só costuma funcionar pra quem tem um certo padrão de cachos mais consistente (meu caso, por exemplo). Para aquelas texturas muito encarapinhadas, que não apresentam cachos, desembaraçar o cabelo seco pode ser uma opção mais fácil e segura do que com o cabelo molhado. Então, se você tem cachos, essa técnica não deve servir, mas se você tem o cabelo carapinha legítimo pode dar uma chance a ela. 

O que você faz para deixar seus cabelos bonitos? 
Faço tudo isso que eu ensino no blog! :D



Tem mais perguntas? Pode mandar pelos comentários ou pela página do Ame seu Crespo no Facebook que, em breve, eu faço outro post de dúvidas das leitoras!