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sábado, 4 de outubro de 2014

Como lavar seu cabelo em twists


Depois que comentei aqui no blog sobre a técnica da terapeuta capilar Jô Rezende que me foi ensinada pela amiga cacheada Eliane Serafim, surgiram algumas perguntas sobre como eu faço para lavar meus cabelos em twists. 

Não imaginei que as leitoras fossem ter tantas dúvidas porque é algo tão rotineiro para mim que já faço quase que de olhos fechados! Lavar o cabelo em twists é interessante para as meninas que já estão com cabelos de médios a longos. Vão aí o passo a passo e algumas fotos para ilustrar o processo!

Primeira parte: separando o cabelo

1. Umedeça seu cabelo com um pouco de água (pode ser embaixo do chuveiro mesmo, ou antes de entrar no banho, com um borrifador).

2. Escolha um creme que deixe o cabelo bastante escorregadio para facilitar o processo de desembaraçar. Sabe aquele condicionador que deixa faz o cabelo deslizar, mas não o deixa muito tratado, ou então aquele creme de pentear que super ajuda a desembaraçar, mas não dá um resultado legal na finalização? Então, essa é a hora de gastá-los para desentulhar seu armário de produtos!

3. Separe o cabelo em partes que sejam possíveis de você manipular sem se enrolar durante o processo. Dica: a seção de tamanho ideal é aquela que “cabe” no seu pente ou escova. Se os fios ficarem saindo dos dentes do pente ou escova na hora de desembaraçar é porque tem muito cabelo!


4. Desembarace os fios com os dedos ou com o instrumento de sua preferência (pente, escova...) e faça um twist em cada uma das seções que possam ser trabalhadas.


Segunda parte: lavando os twists

1. Com os twists já prontos, molhe sua cabeça embaixo do chuveiro. Mas molhe MEEESMO! Deixe a água cair por alguns minutos e certifique-se de que os fios estão saturados. Não tem importância retirar aquele creme que você usou para desembaraçar.

2. Caso deseje, nesse momento você pode cobrir o comprimento do twist com um pouco de condicionador para protegê-lo do xampu.

3. Usando a receitinha do xampu diluído, coloque o produto em um frasco com bico aplicador e aplique a misturinha APENAS NO COURO CABELUDO. Coloque nas divisões entre os twists e também “por dentro” do cabelo.


4. Enfie seus dedos por entre os cabelos da base do twist. Isso não deve ser muito complicado, já que quando fazemos twists grandes, a raiz fica mesmo mais frouxa. Caso não dê para passar seus dedos por aí, afrouxe um pouco a raiz do twist girando-o na direção contrária à que você os fez.


5. Esfregue e massageie seu couro cabeludo - APENAS O COURO CABELUDO! Um twist por vez, que é pra você não se perder nem se confundir no processo. Segure o comprimento do twist com a outra mão, assim você visualiza melhor onde deve esfregar o couro.

6. No final, a espuma do xampu vai ficar concentrada apenas na raiz do cabelo/couro cabeludo. O comprimento do twist vai continuar intacto!


Terceira parte: enxaguando o xampu

Esta etapa não tem muito mistério. Você tem duas opções: 

1ª opção: colocar a cabeça debaixo do chuveiro com os twists ainda fechados por alguns minutos, deixando cair BASTAAAANTE água, saturando os fios e apertando os twists para que a água saia e leve com ela os resíduos de xampu. Dica: faça como a segunda foto e segure seu twist afastado da cabeça, deixando a água do chuveiro cair apenas na parte com espuma. Depois que o excesso sair, largue o twist e deixe a água cair normalmente para acabar de enxaguar.

2ª opção: desmanchar um twist por vez para colocar a mecha de cabelo embaixo da corrente de água e refazer o twist na mecha após o enxágue.

Depois de enxaguar, você pode repetir o processo do xampu, caso ache necessário.



Bom, após o xampu é hora de partir para a sua máscara de tratamento ou condicionador favorito. Você vai notar que o comprimento dos fios permanecerá desembaraçado e a raiz, onde você esfregou o xampu, vai estar um pouco mais emboladinha. Isso é inevitável – porque é da natureza do cabelo crespo enroscar nele mesmo – mas pode ser minimizado esfregando o couro, na hora de lavar, sempre em linhas retas, nunca em movimentos circulares. Ainda assim, esse "embolado" vai ser bem mais simples de desfazer do que se a mecha de cabelo estivesse totalmente solta e misturada às demais. 



***


E você, já tentou lavar seu cabelo em twists? O que achou?

terça-feira, 6 de maio de 2014

Cabelo grande é genético?


Recentemente, tivemos um bate papo lá no grupo CrespiiiiissimO.osS® do Facebook cujo tema era crescimento dos cabelos: cabelos que parecem não crescer, cabelos estacionados no mesmo tamanho etc. Ou seja, o assunto discutido por 10 entre 10 naturais em pelo menos algum momento ao longo de suas jornadas capilares!

Essa semana li uma postagem no blog BGLH que caiu como uma luva para a conversa lá do grupo. Confira abaixo os trechos principais.


Via BGLH (tradução e adaptação minhas)


1. Cabelo longo É genético
O comprimento que seu cabelo atingirá é determinado por quanto tempo ele permanece na fase anágena, ou de crescimento. Para conseguir um cabelo nas costas, na altura do fecho do sutiã, em média, ele precisará crescer por 2 ou 3 anos. Para conseguir um cabelo na cintura, ele precisará crescer por uns 4 ou 5 anos. Em outras palavras, seus genes vão determinar até que ponto seus fios continuarão crescendo e não há muito o que fazer para mudar isso.

2. Isso significa que algumas pessoas estão fadadas a ter cabelo curto?
Na verdade, não. Embora algumas pessoas digam que a fase de crescimento do cabelo dura de 2 a 6 anos, a verdade é que alguns cálculos estimam que a duração média da fase anágena é de 12 a 14 anos (J Cosmet Sci, pág. 367-378, 2003). Isso corresponderia, para muitas mulheres, a um cabelo na altura do tornozelo. Seria mais correto, entretanto, dizer que cabelo comprido é genético e muitas pessoas são geneticamente predispostas a ter cabelo muito longo.

3. E se ninguém na minha família tiver cabelo longo?
É preciso separar a capacidade de o cabelo ganhar comprimento da habilidade da pessoa conseguir manter seu cabelo por tempo suficiente para mostrar esse comprimento. Normalmente, práticas capilares ruins limitam a possibilidade de o cabelo mostrar todo o seu potencial de comprimento. Se você herdou essas práticas capilares ruins, então você herdou essa limitação de comprimento também.

4. Por que pessoas com cabelo longo geralmente tem cachos mais abertos, cabelo menos encarapinhado, cabelo que suporta secador e chapinha com mais facilidade ou dreadlocs?
Em todos os casos, o cabelo tem uma menor pré-disposição a embaraçar, formar nós ou quebrar quando manipulado. Cabelo que pode receber a aplicação de calor com frequência sem danos visíveis é menos suscetível a danos, de forma geral. Dreadlocs são como quase como um penteado protetor e o cabelo corre pouquíssimo risco de quebrar. Por isso, cabelos que se enquadram nas situações acima descritas conseguem mostrar todo seu potencial de comprimento com pouquíssimos danos e quebra ao longo do tempo.

Se o seu cabelo requer delicadeza no tratamento até mesmo com pouquíssima manipulação, pode ser este o motivo de ele quebrar mais ou precisar ser aparado com mais frequência para ficar em boas condições. Não significa que seu cabelo não possa ganhar comprimento ou cresça mais devagar; só significa que você precisa ser mais cuidadosa e mais paciente para obter o mesmo resultado que aquelas que têm cabelos que não quebram com tanta facilidade.


* * *

Fonte
É isso, naturais! Não confundam a velocidade ou o ritmo com o que o seu cabelo cresce com a possibilidade de reter o comprimento que ele ganha ao longo do tempo. Por mais lento que possa ser o ritmo de crescimento dos nossos fios, quando se trata de cabelos muito crespos, encarapinhados, naturalmente mais frágeis e quebradiços, a adoção das práticas corretas é determinante para obtermos o comprimento que desejamos.

Se você sente que seu cabelo "estacionou" em determinado comprimento e você está querendo que ele cresça mais um pouco, reavalie sua rotina de cuidados e adote práticas de preservação dos fios diariamente.

terça-feira, 18 de março de 2014

Assumir o cabelo natural é usá-lo sempre encolhido?


Uma questão que causa discussão entre as naturais é sobre fazer ou não texturizações que modifiquem o formato dos cachos e dos fios. Enquanto algumas são adeptas de tranças, twists, coquinhos (bantu knots) e até mesmo blow outs (uma espécie de escova que não traciona muito os fios), outras acreditam que, para realmente aceitar seu cabelo natural é necessário usá-lo em seu estado de encolhimento natural, em um wash and go, com volume, em um black power.

Existem alguns fatores que facilitam ou dificultam o uso do cabelo naturalmente encolhido – e um deles é o comprimento do fio. Na minha experiência com os cabelos, percebi que, quanto mais comprido meu cabelo ficava, mais difícil se tornava a hora de desembaraçá-lo após alguns dias do wash and go. Com mais embolação vinha também mais quebra, e de brinde vários nós (tanto nozinhos de fada quanto nós em mechas propriamente ditas) que acabavam tendo que ser cortados durante o ato de pentear.

Uma das estratégias para diminuir a quantidade de nós era usar o cabelo em um penteado protetor. Eles fizeram parte da minha rotina por meses a fio e tiveram grande responsabilidade por levar meu cabelo até o comprimento que está hoje. Mas confesso que, em determinado ponto, fiquei um pouco cansada do cabelo sempre preso. Ao mesmo tempo, não queria prejudicar meus fios nem perder centímetros preciosos nas pontinhas.

Um presente do meu último wash and go

A solução que encontrei foi lançar mão de twists e twist outs. Nos últimos meses eu venho experimentando bastante com os twists grossos e acabei incorporando-os de vez à minha rotina. Embora as pontas dos cabelos fiquem “soltas”, para baixo, os fios ficam presos em mechas e alinhados, diminuindo enormemente o embaraço. Logo, eu os entendo como uma forma de também proteger os fios e conseguir reter o comprimento que ganhei. Além disso, o twist out me permite mostrar um pouco o comprimento do meu cabelo e aproveitar os centímetros que conquistei ao longo dos anos.

Essa discussão sobre usar o cabelo encolhido ou texturizado me surpreende muito, já que as blogueiras e youtubers americanas que, em sua maioria, serviram como primeira referência nos cuidados com os cabelos, vivem em twist outs, braid outs, em texturizações com coquinhos, bigoudis, bobes e uma infinidade de outros estilos. Elas também entendem que determinadas texturizações são formas de preservar seus fios, evitando que embaracem demasiadamente e facilitando a preparação de penteados presos. Muitas dificilmente abrem mão de texturizações no dia-a-dia. E, a despeito disso, em nenhum momento elas deixaram de ser naturais nem de assumir e declarar que seus cabelos eram “kinky” (ou encarapinhados/carapinha). Ao contrário, compreendem o uso dessas técnicas como parte fundamental do tratamento adequado aos cabelos crespos e encarapinhados e recomendam que suas seguidoras também experimentem.


Conclusão
O cabelo crespo e encarapinhado é versátil, e isso todas nós sabemos. Ao longo da nossa jornada, vamos descobrindo e redescobrindo formas de cuidar dos nossos fios, de acordo com nossos objetivos futuros e com a fase em que nosso cabelo se encontra. Existem várias formas de finalizar e estilizar nosso cabelo que não envolvem químicas transformadoras, e elas podem – e devem – ser pesquisadas e testadas para que você atinja seus objetivos capilares. Nós largamos a química para libertarmos nossos cabelos, então sejamos livres para usá-los como quisermos, seja em um black de parar o trânsito, em um twist out impecável ou em um look mais básico.


* * * Leia também: "Estamos julgando?"

segunda-feira, 3 de março de 2014

Mais sobre crescimento capilar: as "pontas desgarradas"


Aqui no blog já falamos diversas vezes sobre assuntos relacionados ao crescimento dos fios crespos e encarapinhados. Mas é importante lembrar que, quando falamos de “crescimento do cabelo”, não estamos necessariamente querendo dizer “cabelo compridão”. Afinal, o cabelo continua crescendo e se renovando, mesmo quando o cortamos regularmente para conservar o corte ou um tamanho que mais nos agrada.

O que eu vejo das meninas que estão começando a cultivar o cabelo é uma dúvida quanto à percepção visual deste crescimento. “Meu cabelo, está estagnado! Ele não sai do lugar!”, elas dizem. Mas, tratando-se de cabelos crespos, superenrolados, o que seria este “sair do lugar”?

Bom, o que eu pude aprender ao longo da minha jornada é que, primeiramente, nossos cabelos não “tombam” com facilidade nem “crescem para baixo” exatamente como um cabelo liso. Como o nosso blackinho, ao crescer, se expande em todas as direções e além de tudo encolhe, essa percepção de crescimento pode ficar distorcida – mas ainda assim nosso cabelo está crescendo!

Outra forma de perceber o crescimento do cabelo é reparar na sua densidade ou, como eu gosto de falar, na sua “consistência”. Nosso cabelo cresce enchendo, primeiro, para depois “tombar”, se for o caso. Acho mais fácil reparar no desenvolvimento dos nossos cabelos através da sensação de “quantidade” de fios que conseguimos pegar e sentir em um rabo de cavalo ou em múltiplas mechas. Como assim? Eu explico.

A gente sabe que o cabelo tem um ritmo e um ciclo de crescimento médio, mas nem sempre todos os fios estão obedecendo a este ritmo de forma exata – por isso, depois de um tempo, percebemos que nosso cabelo vai perdendo o corte ou ficando com algumas pontas mais compridas do que outras. 

Essas pontas mais compridas acabam deixando o cabelo mais “ralo” nas extremidades, dando aquela impressão de menos cabelo nas pontas, ou aquele efeito de afinamento quando fazemos tranças ou twists. Como esses fios ficam desgarrados do “grosso” do cabelo, eles ficam mais sujeitos a danos, nós de fada, pontas duplas (a máxima do “unidos venceremos” também vale para os nossos fios!) e por isso é bom que sejam cortados mesmo. Eu, pelo menos, costumo usar essas pontas mais ralas como “guia” na hora de me livrar das pontinhas velhas ao aparar o cabelo.

Meu cabelo em banding em 2011 e depois em 2013.
Repare só como na foto de 2013 o cabelo está mais cheio e,
apesar das aparências, ele também está mais comprido!

Repare que quando cortamos essas pontas e deixamos todos os fios do mesmo tamanho, nosso cabelo parece mais “consistente”, mais denso. Embora tenhamos perdido alguns centímetros, o resultado final depois de uma aparada acaba sendo mais satisfatório, não é mesmo?

Como o cabelo não para de crescer, depois de um tempo o “grosso” do cabelo vai atingir aquele comprimento que as pontinhas mais compridas desgarradas atingiram. E provavelmente, quando isso acontecer, vão existir outras pontas desgarradas mais compridas, que eventualmente terão que ser cortadas... E assim sucessivamente.

Na foto de 2012, as pontas estão visivelmente mais ralas.
Na foto de 2013, as pontas estão mais "cheias" e o
cabelo mais comprido mesmo após aparar os fios "desgarrados"

Por isso é importante cuidar muito bem das pontas, para que, após a retirada das pontas desgarradas, esse “grosso” do cabelo não se danifique, arrebente, quebre, tornando-se ralo novamente por causas não naturais. Quando a gente conserva, hidrata e protege as pontas, evita que elas se deteriorem mais do que o inevitável.


Concluindo: para saber o quanto seu cabelo tem crescido, repare na densidade dele, a partir do meio do comprimento até as pontas. Se possível, tire fotos do seu cabelo com o mesmo tipo de finalização de 4 em 4 meses ou de 6 em 6 meses (um intervalo de tempo razoável para perceber diferenças de tamanho em cabelos muito enrolados e para aparar as pontas). Se você acha que no fim das contas o comprimento é o mesmo, repare nas pontas, se elas estão mais densas e formam mechas de espessura mais uniforme, desde a raiz. Se isso acontecer, parabéns! Você tem sido eficiente em manter o comprimento dos fios! Só tenha em mente que o cuidado deve ser constante e para sempre: nunca descuide das suas pontas, de forma que você consiga levar o “grosso” do cabelo ao tamanho que você deseja, caso você deseje fios mais longos.


* * * Quer saber mais sobre o assunto? Confira a "Lead Hair" Theory, levantada pela Chicoro, neste link (em inglês).

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Disciplina e paciência


Há alguns dias, escrevi uma postagem sobre dicas para ter um cabelo comprido. E, não sei se vocês repararam, em nenhum momento eu mencionei produtos específicos que devessem ser usados. As dicas envolveram apenas técnicas ou procedimentos, que podem necessitar de produtos, mas que não exigem uma marca determinada para que dê certo.

O mais interessante é que, originalmente, a lista tinha 7 dicas! Na última hora, eu resolvi reduzir para cinco, e reservei as últimas duas para uma postagem exclusiva, devido à sua importância e devido ao fato de elas não necessariamente se limitarem ao objetivo específico de ter um cabelo grande.

E o que é tão importante assim? Disciplina e paciência!

Disciplina: a importância de uma rotina consistente
Nós aprendemos em nossa jornada capilar que um produto cosmético sozinho não faz milagre. Um cabelo bonito e saudável demanda um conjunto de procedimentos, como vimos na última postagem. É importante lembrar que estes procedimentos fazem parte de uma rotina, e por isso precisam ser colocados em prática sempre. Sempre que for lavar, em todas as lavagens, os cabelos devem ser manipulados com gentileza. Os cabelos devem ser protegidos todas as noites ao dormir. Os penteados protetores não podem ser ocasionais. Mais do que produtos caros ou de marca, uma rotina sólida contribui muito para os resultados com os cabelos a médio e longo prazo. E isso também vale para o que colocamos dentro do nosso corpo. Alimentar-se corretamente e beber a quantidade certa de água diariamente não devem ser atitudes esporádicas - não só para a saúde dos cabelos, mas para o seu corpo como um todo. Por isso, é muito importante aperfeiçoarmos nossa disciplina e incorporarmos hábitos (capilares ou não) saudáveis ao nosso dia a dia.


Paciência: desenvolvendo a filosofia zen capilar
A paciência é simplesmente fundamental - e principalmente para cabelos crespos e encarapinhados, que se danificam muito mais facilmente e, consequentemente, requerem atenção especial para melhorarem sua condição. Devemos exercitar a nossa paciência em diferentes momentos da nossa rotina de cuidados: ao desembaraçar, ao esperar o tempo de ação dos produtos, ao esperar o cabelo secar. Também é preciso ter paciência para sentir os efeitos da rotina consistente que decidimos adotar. Por último - e, pode parecer óbvio, mas nem sempre a gente tem isso em mente o tempo todo - é preciso ter paciência de esperar o cabelo crescer. E crescer cabelo não significa apenas ganhar comprimento, mas também renová-lo: é, antes de tudo, livrar-se de eventuais partes danificadas e passar a lidar com um cabelo novo, não desgastado por procedimentos incorretos. Os cabelos crescem, em média, um centímetro por mês. Não há forma de acelerar o crescimento dos fios, pois isto é determinado pela genética. Isso significa que, se você tiver feito o big chop e cortado o cabelo bem curto, ele só chegará na altura das costas, quando esticado, depois de uns 3 anos! Enquanto isso, aproveite seu cabelo da melhor forma nas diferentes fases pelas quais ele passará.


Disciplina e paciência não são recomendações apenas para quem quer cabelos compridos. Nem para quem tem cabelos crespos ou encarapinhados. Disciplina e paciência são recomendações fundamentais para todos os tipos de cabelo e para todos os objetivos que tenhamos em relação às nossas madeixas. Mesmo que você não queira cabelos compridos, com certeza vai querê-los saudáveis - e, assim como a saúde do seu corpo, a saúde dos cabelos precisa de atenção.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Balanceando hidratação e reconstrução

Fonte

Já contei algumas vezes aqui no blog a minha relação de amor e ódio com máscaras que contém proteínas. Embora a importância da etapa de reconstrução, no tratamento com os cabelos, seja tão enfatizada pelas naturais de blogs e grupos do Facebook, eu raramente me acertava nesse quesito. Pesquisando em blogs e sites gringos, descobri que não era a única a ter problemas com proteínas. Algumas meninas relataram que seus cabelos eram sensíveis a proteínas e que facilmente enrijeciam e partiam após o uso de produtos contendo esse ingrediente. 

O problema é que meus fios são compridos, e, portanto, “velhos”. Se a gente pensar que o cabelo cresce um centímetro ao mês, um fio com 40cm de comprimento tem mais de 3 anos de idade! Cabelos compridos são, naturalmente, mais expostos às agressões do dia a dia simplesmente porque existem há mais tempo. Eles vão perdendo a proteção natural das cutículas e sofrendo o desgaste esperado para um cabelo deste tamanho. Por isso, eu sinto que meus fios, por vezes, ficam mais elásticos e necessitam mesmo de uma máscara voltada para reconstrução, que contenha algum tipo de proteína.

Mas aí bateu o dilema: como usar máscaras reconstrutoras quando meus cabelos “pedem” por elas, mas sem danificá-los?

Resultado do mau uso da máscara de reconstrução!
A quebra ocorreu na parte mais encarapinhada do cabelo...

Espaçando o uso da máscara
Enquanto cabelos quimicamente tratados (alisados, descoloridos) necessitam de reconstruções mais frequentes, cabelos totalmente naturais já resistem mais tempo sem elas. Dificilmente um cabelo natural sem grandes danos precisará de mais do que uma aplicação de máscara reconstrutora por mês. Por via das dúvidas, comece com intervalos bem grandes de tempo entre uma aplicação e outra e vá reduzindo à medida que seu cabelo for pedindo. Como as máscaras variam em quantidade de proteínas, se você por acaso estiver usando uma máscara mais potente, este espaço de tempo maior entre um uso e outro pode ser mesmo necessário para não sobrecarregar os fios.

Utilizando uma máscara emoliente antes da máscara reconstrutora
Cabelos encarapinhados, principalmente aqueles de fio mais grosso, tem uma necessidade naturalmente grande de produtos emolientes. As máscaras reconstrutoras geralmente dão o efeito contrário, já que funcionam como um “cimento” para os pedacinhos que estão desgastados nos fios. Usar uma máscara hidratante para desembaraçar os fios antes e separá-los em seções garante a emoliência que os fios necessitam. Após o tempo de pausa recomendado, basta enxaguar e seguir com a máscara reconstrutora. Desta forma, será fácil respeitar o tempo de ação recomendado, já que as mechas já estarão pré-divididas e desembaraçadas para serem facilmente enluvadas.

Aplicando a máscara ou condicionador com proteínas do meio para as pontas
Outra forma de garantir que os seus fios como um todo não sofram com o excesso de proteínas e priorizar apenas as partes que mais necessitam é aplicando o produto apenas do meio para as pontas dos fios. Obviamente, as partes mais antigas e mais desgastadas dos fios são as pontas, e é lá que este tratamento deve ser concentrado caso seus cabelos já tenham um comprimento superior a 25 cm (mais de dois anos de idade). Este método é bem interessante se o seu cabelo mostra sinais de que precisa de reconstrução com certa frequência, mas mesmo assim a parte “nova” dos fios (próxima à raiz) fica propensa à quebra com a aplicação da máscara reconstrutora.

Priorize suas pontas

Atualmente, eu acabei combinando estas três formas de aplicar a máscara reconstrutora. Uso a máscara Anti Age uma vez ao mês, quando lavo o meu cabelo com xampu anti-caspa. Utilizo primeiro uma máscara emoliente para desembaraçar os cabelos, enxáguo e aí sim uso a máscara voltada para reconstrução. Como meus fios já estão desembaraçados, a aplicação da Anti Age é jogo rápido! Eu priorizo sempre a parte do meio para as pontas, em termos de quantidade de produto e também ao enluvar, e procuro não exceder o tempo de ação recomendado para não correr o risco de sobrecarregar os meus fios.


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E você, tem problemas com a etapa de reconstrução?
Quais estratégias você usa para minimizar os efeitos negativos das proteínas nos seus cabelos?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

5 dicas para um cabelo comprido



Um dos mitos relativos ao cabelo naturalmente crespo ou encarapinhado é o de que ele não cresce. Contudo, a gente sabe que ele cresce como qualquer outro tipo de cabelo! Eu também achava que meu cabelo não crescia, até que assumi outra postura em relação aos cuidados com os fios. 


1 – Cuidado ao pentear e manipular os fios
Os cuidados na manipulação dos fios começam na hora da lavagem. Antes de aplicar o xampu, é imprescindível separar o cabelo em seções, que deverão ser mantidas separadas até o momento da finalização. O número de partes nas quais o cabelo será dividido varia de acordo com o comprimento e a densidade dele. Vá experimentando até encontrar a quantidade de seções que seja mais fácil para você. É importante também começar desembaraçando os cabelos das pontas até o meio do comprimento, em só então pentear a raiz, movendo os nós para a extremidade dos fios. Esse processo serve para quando se usa pentes, escovas ou mesmo os dedos.

2 – Penteados protetores
Muitas vezes nossos cabelos crescem até determinado ponto e parecem parar de se desenvolver. Isso pode ocorrer porque, em certo comprimento, os fios começam a sofrer com o atrito com os seus ombros, suas roupas e, pouco a pouco, vão se desgastando a partir das pontinhas no mesmo ritmo em que crescem na raiz. Uma forma de amenizar isso é fazendo penteados protetores, ou seja, penteados que prendam o cabelo de forma que as pontas fiquem protegidas das agressões externas (vento, poeira, poluição, baixa umidade) e longe do atrito com seu corpo.

3 – Proteger o cabelo na hora de dormir
Nós passamos 8 horas com a cabeça no travesseiro, rolando pra lá e pra cá. Imagina o quanto os cabelos não sofrem com esse esfrega-esfrega!... Uma forma de evitar isso é protegendo os cabelos na hora de dormir, seja prendendo-os, providenciando uma fronha de tecido mais liso (cetim, seda), ou ainda colocando uma touca ou um lenço de tecido sintético envolvendo a cabeça.


4 – Método LOC
Cabelos crespos e encarapinhados tendem ao ressecamento e ressecamento é sinônimo de quebra dos fios, que leva à estagnação do comprimento. O método LOC é uma estratégia de finalização para manter os fios hidratados por mais tempo. Ele consiste em três passos: aplicação de um líquido (que pode ser água pura, misturinhas com aditivos ou ainda com um leave-in à base d’água), de um óleo (vegetal, de preferência) e um creme (que pode ser um leave-in ou condicionador de consistência mais grossa ou uma manteiga vegetal). Após a aplicação dos três passos, o cabelo pode secar naturalmente e, mesmo depois de alguns dias, você perceberá que ele ainda se mantém hidratado como no day after!

5 – Cortar somente quando necessário
Para quem quer deixar o cabelo crescer, cortar o cabelo a cada dois meses pode ser um pouco demais – a parte cortada vai acabar correspondendo aos centímetros ganhos na raiz durante esse período. Se o seu objetivo é ter cabelo comprido, os cortes devem ser feitos apenas em caso de necessidade, ou seja, quando as pontas dos seus fios estiverem mostrando sinais de danos. Porém, se você segue as dicas acima, os danos aos seus cabelos serão reduzidos drasticamente, o que significa que você não terá a necessidade de cortar com tanta frequência assim. Aparar as pontas a cada 6 meses, tirando no máximo dois centímetros de cabelo, pode ser uma boa medida para cortes. Neste meio tempo, se você achar alguma ponta dupla ou nó de fada, pode usar a técnica do “procurar e eliminar”, que é cortar apenas a pontinha daquele fio com problema.


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Especialmente se você tem cabelos crespos encarapinhados, a jornada pelos cabelos compridos pode ser longa, mas com certeza é muito gratificante.

Ter cabelo grande está nos seus planos? O que você tem feito em prol do seu objetivo?