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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dicas para cabelos trançados - Por Ana Gonçalves

Fonte

Semana passada, a Ana Gonçalves deixou um super comentário lá na página do Ame Seu Crespo no Facebook dando várias dicas para quem usa tranças soltas com aplique. Se segura aí que lá vêm dicas valiosíssimas!

Histórico capilar
Eu tenho cabelo natural faz 7 anos e na parte de trás ele já alcança quase o meio das minhas costas. Na frente fica no meu pescoço. Há 6 meses, com os cabelos já grandes e totalmente naturais, decidi voltar a usar tranças como penteado protetor, uma vez que minha rotina não me reserva o tempo necessário para penteados demorados que tivessem que ser refeitos semanalmente.
Meu cabelo é crespo com cachos que formam molinhas muito, muito apertadas e finas que encolhem e embaraçam absurdamente! Então, neste momento, as tranças foram a minha salvação para manter os cabelos desembaraçados e penteados.
Em todas as minhas fases trançadas (e foram muitas), nunca atentei para as necessidades do meu cabelo entrelaçado. E isso me gerou um cabelo comprido, mas tratado de forma relapsa. Tive consciência disso quando, há cerca de 2 meses, comecei a hidratá-lo ainda trançado. Na primeira hidratação que fiz com condicionador e Bepantol não o reconheci: a raiz brilhava um brilho que durou a semana inteira! Não parava de tocar na parte que está crescendo. Os cachos, antes esticados pela trança começaram a enrolar dentro dela mesma; mais soltinhos e com uma textura super sedosa. Até o material sintético da trança ficou sensivelmente macio ao toque. Pirei! Uma reação totalmente inesperada! Dali pra cá adotei a seguinte rotina com meus cabelos trançados:

Limpeza
1 vez por semana lavo o cabelo com um xampu sem sulfato. Tento iniciar a lavagem sempre na parte da manha para dar tempo do cabelo secar o máximo possível antes de eu dormir. Inicio o processo de lavagem aplicando o Tônico de Jaborandi Antiquedas da Bioextratus no couro. Deixo agir por 30 minutos. Esta e a única coisa que uso no meu couro cabeludo em todo o processo. Além de fortalecê-lo contra a queda, o tônico funciona como um pré-lavagem. Ele deixa minha raiz macia e menos suja; o que irá potencializar a ação do xampu que será aplicado posteriormente.
Passado o tempo de ação do tônico, molho o cabelo com muita água, até sentir a trança pesar. Separo e prendo o cabelo em 2 maria-chiquinhas grandes usando os fios da própria trança. Uma por vez, solto a maria-chiquinha e limpo, massageando suavemente, o couro da parte desamarrada. Enxáguo com bastante água, até não ver nenhuma bolhinha que indique a presença do xampu nas tranças. Prendo novamente a parte limpa e repito o procedimento no outro lado. Com as duas partes limpas, solto todo o cabelo e o enxáguo novamente para me certificar de que nada, além de água, tenha ficado no meu couro, cabelo e fio sintético. Isto para evitar, o mau cheiro, a caspa, a seborreia etc. Com o cabelo limpo, o enrolo numa camisa de algodão para retirar o excesso de água.
Aliás, opto por lavar o cabelo apenas 1 vez por semana porque cada dia lavado leva 1 dia, 1 dia e meio para secar dependendo da temperatura. E cada dia de trança molhada, significa mais tempo de cabelo natural também molhado e preso na trança (o fio sintético seca mais rápido que o natural). Então imaginem: 2 lavagens na semana podem significar um total de 4 a 5 dias por semana de cabelo molhado ou úmido abafado pela trança. Nada bom! 

Hidratação 
Assim que retiro o excesso de água da trança, as separo em 4 partes, sendo 2 na parte da frente e 2 na parte detrás. As divido considerando que frente é tudo o que ficar da orelha para frente e atrás é o que sobrar. Cada uma dessas 4 partes será trançada apenas para que as tranças soltas não atrapalhem na hora da manipulação capilar. Uma vez separadas em 4 grandes tranças, inicio o processo de hidratação.
Como já tive pano branco devido a seborreia causada por manutenção indevida de tranças, prefiro usar como creme base aquele que for de consistência mais leve e, que consequentemente, sairá de modo mais fácil dos fios. Tenho usado o condicionador Elsève Hidramax com o Bepantol líquido que é especifico para aplicação no cabelo. Misturo 1 tampinha do Bepantol na quantidade de creme suficiente para usar nas minhas tranças que ficam na altura da minha costela e possuem a largura de um lápis, mais ou menos.
Destrançando cada parte por vez, passo essa mistura, de forma generosa, em todo comprimento da trança, incluindo o fio sintético que vai além do meu cabelo natural. No fim, quando todas as partes foram manipuladas deixo a mistura agir entre 30 minutos e 1 hora; dependendo de como estiver meu dia. Sempre hidratei sem usar toca térmica. Normalmente elas ficam presas num rabo de cavalo amarrado com a própria trança ou soltas mesmo. Depois do tempo de ação, as enxáguo abundantemente até ver que saiu TODO vestígio de creme do meu cabelo. Tiro o excesso de água com uma camisa ou toalha e o deixo secar solto ao ar livre.

Sobre o uso de óleos em cabelos com trança
Particularmente eu não uso nada cremoso, gorduroso ou oleoso na minha raiz para não dar chance da formação de caspas e seborreias. Principalmente num cabelo que não está “liberto”, mas preso apesar de bem cuidado. Assim, se estou com o cabelo trançado não aplico manteigas nem óleos essenciais diretamente nas tranças. Utilizo estes produtos quando retiro a trança e apenas aí.
E porque esta postura sobre óleos e manteigas? Quando fiz umectação com óleo de oliva, percebi meu cabelo com muito frizz, com a trança pesada e sem brilho. Isso porque o óleo não saiu do fio sintético que, aliás, levou quase 3 dias para secar. E esse acúmulo pode ser uma porta de entrada para todos os problemas relacionados a fungos e bactérias de que falei anteriormente.
Para nutri-lo adiciono, se tiver apenas óleo, o adiciono no creme que for usar e assim evito que o óleo se acumule nos fios diretamente. Aplico e deixo agir normalmente. Depois retiro. Como meu cabelo não pede muita nutrição, 1 vez por mês é o suficiente. Agora, à hidratação meu cabelo sempre responde muito, muito, muito bem.
As meninas americanas que aconselham o uso de óleos em cabelos trançados, falam de outro clima - frio e não abafado como o nosso. Ou seja, lá não há todo um ambiente favorecendo o crescimento de bactérias e fungos em locais úmidos. A não ser que se lave a trança 2 vezes por semana, a tendência é que o acúmulo de produtos no couro, super exposto à poeira quando trançado, gere muito mais sujeira.

Sobre o uso de extratos glicólicos
Trançada, lanço mão dos extratos. Aliás, os extratos glicólicos são maravilhosos para quem quer nutrição sem a melação dos cremes/óleos/manteigas, seja porque usa trança seja porque já sofre de caspa e seborreia. Este extrato é um líquido obtido de matérias-primas vegetais (frutas, plantas, ervas...) e se trata de um ativo superpotente. Pelo alto nível de concentração dos nutrientes originais, o extrato glicólico deve ser utilizado diluído em água, máscaras, xampus, cremes... Ou seja, assim como os óleos vegetais, os extratos glicólicos são essências excelentes que podem ser usadas como elementos hidratantes ou nutrientes, dependendo apenas da base a qual você o irá diluir. Nestes links há mais informação sobre esta maravilha: aqui e aqui.

Sobre o tempo de troca das tranças
Acho que 3 meses são o máximo para o intervalo entre as trocas. Mais que isso o cabelo sofre com queda e a tração de uma raiz já grande segurando o peso de uma trança bem maior que ela. Já passaram pela experiência da sua trança cair levando seu cabelo desde raiz? Então. É disso que falo.

Dicas finais
O que faço é limpar bem a trança para que meu cabelo natural possa absorver tudo de bom que aplicar nele. Então, não uso sulfatos nem os demais produtos da gang do terror capilar (derivados do petróleo etc.). Mantenho um cabelo natural tratado com produtos que não o agridam e que tampouco se acumulem nele. O objetivo é tratá-lo pontualmente e de forma contínua, com produtos que mantenham seu efeito no maior prazo possível sem que seja necessária uma nova aplicação semanal. No fim, o cabelo trançado num clima úmido e quente como o nosso precisa, antes de tudo, estar limpo e hidratado. Saúde, beleza e bom crescimento virão destes fatores.


* * *


E você, já usou ou está usando tranças no cabelo? Já colocou alguma dessas dicas em prática?
Conte aqui nos comentários!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Balanceando hidratação e reconstrução

Fonte

Já contei algumas vezes aqui no blog a minha relação de amor e ódio com máscaras que contém proteínas. Embora a importância da etapa de reconstrução, no tratamento com os cabelos, seja tão enfatizada pelas naturais de blogs e grupos do Facebook, eu raramente me acertava nesse quesito. Pesquisando em blogs e sites gringos, descobri que não era a única a ter problemas com proteínas. Algumas meninas relataram que seus cabelos eram sensíveis a proteínas e que facilmente enrijeciam e partiam após o uso de produtos contendo esse ingrediente. 

O problema é que meus fios são compridos, e, portanto, “velhos”. Se a gente pensar que o cabelo cresce um centímetro ao mês, um fio com 40cm de comprimento tem mais de 3 anos de idade! Cabelos compridos são, naturalmente, mais expostos às agressões do dia a dia simplesmente porque existem há mais tempo. Eles vão perdendo a proteção natural das cutículas e sofrendo o desgaste esperado para um cabelo deste tamanho. Por isso, eu sinto que meus fios, por vezes, ficam mais elásticos e necessitam mesmo de uma máscara voltada para reconstrução, que contenha algum tipo de proteína.

Mas aí bateu o dilema: como usar máscaras reconstrutoras quando meus cabelos “pedem” por elas, mas sem danificá-los?

Resultado do mau uso da máscara de reconstrução!
A quebra ocorreu na parte mais encarapinhada do cabelo...

Espaçando o uso da máscara
Enquanto cabelos quimicamente tratados (alisados, descoloridos) necessitam de reconstruções mais frequentes, cabelos totalmente naturais já resistem mais tempo sem elas. Dificilmente um cabelo natural sem grandes danos precisará de mais do que uma aplicação de máscara reconstrutora por mês. Por via das dúvidas, comece com intervalos bem grandes de tempo entre uma aplicação e outra e vá reduzindo à medida que seu cabelo for pedindo. Como as máscaras variam em quantidade de proteínas, se você por acaso estiver usando uma máscara mais potente, este espaço de tempo maior entre um uso e outro pode ser mesmo necessário para não sobrecarregar os fios.

Utilizando uma máscara emoliente antes da máscara reconstrutora
Cabelos encarapinhados, principalmente aqueles de fio mais grosso, tem uma necessidade naturalmente grande de produtos emolientes. As máscaras reconstrutoras geralmente dão o efeito contrário, já que funcionam como um “cimento” para os pedacinhos que estão desgastados nos fios. Usar uma máscara hidratante para desembaraçar os fios antes e separá-los em seções garante a emoliência que os fios necessitam. Após o tempo de pausa recomendado, basta enxaguar e seguir com a máscara reconstrutora. Desta forma, será fácil respeitar o tempo de ação recomendado, já que as mechas já estarão pré-divididas e desembaraçadas para serem facilmente enluvadas.

Aplicando a máscara ou condicionador com proteínas do meio para as pontas
Outra forma de garantir que os seus fios como um todo não sofram com o excesso de proteínas e priorizar apenas as partes que mais necessitam é aplicando o produto apenas do meio para as pontas dos fios. Obviamente, as partes mais antigas e mais desgastadas dos fios são as pontas, e é lá que este tratamento deve ser concentrado caso seus cabelos já tenham um comprimento superior a 25 cm (mais de dois anos de idade). Este método é bem interessante se o seu cabelo mostra sinais de que precisa de reconstrução com certa frequência, mas mesmo assim a parte “nova” dos fios (próxima à raiz) fica propensa à quebra com a aplicação da máscara reconstrutora.

Priorize suas pontas

Atualmente, eu acabei combinando estas três formas de aplicar a máscara reconstrutora. Uso a máscara Anti Age uma vez ao mês, quando lavo o meu cabelo com xampu anti-caspa. Utilizo primeiro uma máscara emoliente para desembaraçar os cabelos, enxáguo e aí sim uso a máscara voltada para reconstrução. Como meus fios já estão desembaraçados, a aplicação da Anti Age é jogo rápido! Eu priorizo sempre a parte do meio para as pontas, em termos de quantidade de produto e também ao enluvar, e procuro não exceder o tempo de ação recomendado para não correr o risco de sobrecarregar os meus fios.


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E você, tem problemas com a etapa de reconstrução?
Quais estratégias você usa para minimizar os efeitos negativos das proteínas nos seus cabelos?