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domingo, 30 de novembro de 2014

Ter cabelo natural é caro?

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Em minha experiência, ter cabelos naturais foi, além de um ganho imenso em identidade e autoestima, uma boa forma de poupar dinheiro. Visitas trimestrais aos salões para fazer relaxamento que podiam chegar a 200 reais – e isso, no final da década de 90, era quase um salário mínimo! – fora os retornos eventuais para escovas e tratamentos profundos. Mais tarde, com as tranças gastava um pouco mais, ainda trimestralmente, com a compra do material (cabelo sintético) e com a mão de obra (que era cara, merecidamente).

Hoje em dia eu invisto meu dinheiro apenas em produtos. Todos os procedimentos, aplicações, cortes etc. quem faz sou eu. Conhecendo a melhor forma de aplicar os tratamentos e as necessidades dos meus fios, o gasto que antes era trimestral virou praticamente anual! Mesmo assim, ainda vejo meninas que não tem essa experiência econômica no tratamento dos cabelos e ficam tentadas a voltar às químicas por conta disso.

É possível economizar, ou ainda, é possível saber onde gastar o nosso tão suado dinheirinho quando se trata de produtos capilares?

Sim, é possível! Vejamos algumas dicas:

Faça os procedimentos em casa
Um ótimo jeito de gastar dinheiro com cabelo é ir fazer os tratamentos no salão. Lembre-se que lá, além do produto, você está pagando a mão de obra e o lucro do proprietário. Muitas das máscaras de tratamento profissionais são facilmente encontradas no mercado e seu custo total equivale a uma única aplicação no salão! Ou seja, o que você gastaria em uma ida ao salão de belezas, irá gastar em um pote de 500g de creme que pode durar vários e vários meses!

Conheça as necessidades do seu cabelo
Sabemos que conhecer as necessidades do cabelo leva um tempo, porque no início estamos perdidas, querendo experimentar tudo, todos os produtos e todas as formas de usá-los! Depois de alguns meses, quando a febre da experimentação passa, é hora de botar o pé no chão, dar uma olhada na conta bancária, prestar atenção no que nossos cabelos gostarem e só gastar com aquilo que valeu a pena. Anote, fotografe, registre, faça um banco de dados para não se perder nos produtos que deram certo ou errado.

Invista em boas máscaras de tratamento
Condicionadores e cremes de pentear são produtos de uso frequente que acabam num piscar de olhos. Já as máscaras costumam durar mais porque, além de usarmos menos vezes, elas são muito mais concentradas. Ao invés de pagar uma nota num creme de pentear que vai acabar em poucas aplicações e só vai servir para arrematar o seu visual, procure máscaras de tratamento (hidratação e reconstrução) realmente boas para o seu cabelo e não fique com dó de gastar com elas caso o precinho seja mais salgado – economize nos outros produtos. Máscaras não são um gasto, são um investimento!

Use as quantidades certas
Nem sempre mais xampu significa mais limpeza, nem sempre mais creme significa cabelo mais macio. Alguns produtos, geralmente os de marcas profissionais, têm fórmulas mais concentradas e componentes espessantes que garantem uma boa distribuição do creme pelos fios sem precisar de quantidades imensas. Não vá, logo de cara pesando a mão e usado meio pote numa única aplicação: comece com pouco e aumente as quantidades conforme achar necessário.

Utilize seus produtos ao máximo
No post anterior, há algumas dicas de utilização racional dos produtos, o que também não deixa de ser uma forma de economizar com nossos cabelos. Utilizando os produtos ao máximo, damos mais valor ao nosso rico dinheirinho que foi gasto lá na loja de cosméticos.

Fonte

Por último, mas não menos importante, é bom saber: nem sempre o barato sai caro. Existem ótimos produtos de farmácia a preços acessíveis, assim como existem produtos de marcas superfamosas e caríssimas que não farão absolutamente nada pelo seu cabelo. Não acredite que o preço pode definir a qualidade do produto - só o seu cabelo pode dizer o que é bom e o que não é. 

Se você tiver uma amiga natural, compartilhe amostrinhas dos produtos, troque ou revenda aqueles que não serviram para você, mas ela adorou. Todo mundo sai ganhando dessa forma e os cabelos – e o bolso – agradecem!

domingo, 16 de novembro de 2014

5 dicas para aproveitar ao máximo seus produtos



Desde o meio do ano, eu venho tentando economizar quando se trata de cabelo. E não é somente por uma questão financeira, mas principalmente de consumo responsável: será que a gente precisa mesmo de tantos produtos para cuidar das nossas madeixas? Às vezes temos tantas coisas que nem damos conta de usar tudo!

Inspirada na amiga Claudia Silva, resolvi acabar com meus estoques. Mas acabar meeesmo! Usar tudo até a última gota. Para isso, tomei algumas atitudes - e você também pode se inspirar para fazer “a limpa” no seu armário de produtos ainda para 2015!

1. Pare de comprar produtos novos apenas para experimentar. Só permita que entrem no seu armário aqueles que são extremamente necessários!

2. Reveze o uso de máscaras de tratamento e condicionadores. Normalmente elegemos um ou dois favoritos e ficamos neles até acabarem, esquecendo outros produtos que podem até não ser tão bons, mas ainda assim dão um resultado legal para o cabelo. Dê mais uma chance aos seus "quase favoritos".




3. Corte o fundo das embalagens para retirar todo o produto que fica ali acumulado, mas não sai quando apertamos o frasco. Às vezes, a gente joga fora uma ou duas aplicações do nosso produto favorito no lixo por bobeira... Tenha sempre um estilete ou tesoura grande para cortar a embalagem (com cuidado!), uma espátula para retirar o produto e um potinho para guardar essas sobrinhas do fundo da embalagem. Isso gera uma economia sem tamanho!



4. Junte os restinhos dos cremes e faça uma misturinha. Guarde um pote maior (pode ser de uma máscara de tratamento) e ponha nele os restinhos de cremes de tratamento ou condicionadores que não são suficientes para uma aplicação completa. Dê preferência às misturas com produtos de mesma finalidade – cremes de hidratação com cremes de hidratação, e assim por diante. De pouquinho em pouquinho, é possível juntar produto o bastante para algumas aplicações, e o resultado ainda pode ser surpreendentemente positivo para o cabelo. Só evite guardar a mistura por muito tempo!

5. Dê novos usos para os seus produtos. Comprou um creme de pentear que é bom para desembaraçar mas não dá uma finalização legal? Que tal usá-lo para desembaraçar o cabelo antes de lavar com xampu? Tem algum condicionador meia-boca que não serve para nada? Ele pode ser aplicado no comprimento dos fios antes da lavagem para proteger do ressecamento do xampu. Comprou muitos óleos/manteigas vegetais e não sabe mais o que fazer com eles? Use no corpo, nas regiões mais ressecadas, como tônico para fortalecer as unhas ou ainda antes de dormir, como hidratante labial.


***


E você, o que faz para evitar o desperdício e utilizar seus produtos de cabelo até a última gota?

domingo, 9 de novembro de 2014

Experimentando cremes de pentear



Quem acompanha o blog sabe que gosto bastante de finalizar meu cabelo com condicionador. Evidentemente, não é QUALQUER condicionador: são apenas alguns que dão o efeito que eu gosto sem provocar reações adversas, como coceira, caspa ou ressecamento.

Nessa de sempre procurar condicionadores para usar como finalizadores, acabo deixando passar batido alguns cremes de pentear que funcionariam bem para o meu cabelo. Bom, mas dessa vez não deixei e experimentei dois cremes de pentear: o Seda Recarga Natural Hidratação anti-nós e o Seda Cocriações Óleo Hidratação.



Mas para tudo... Seda?????? Aquela mesma Seda que, quando era criança, lançava só produtinhos meia boca que não faziam nada de bom pelos meus cabelos? Sim, ela mesma. Confesso que comprei com certa desconfiança e até mesmo receio por conta das experiências traumáticas no passado de Seda Ceramidas e cia. Mas esses dois cremes de pentear são surpreendentes! Cada um dá um efeito diferente - e isso vai do gosto do freguês, e também do que se deseja para o cabelo na ocasião.



O Recarga Natural deu definição e também bastante volume, deixando meu cabelo bem macio. Percebi que ele é bem interessante pra quem quer um wash and go mais despojado e day afters cada vez maiores. Como todo produto que me dá volume natural logo no primeiro dia, ele não me permite ter muitos dias seguintes satisfatórios - o cabelo acaba precisando de muitos retoques e embaraça com mais facilidade.

Já o Óleo Hidratação deu definição máxima e proteção total contra umidade do ar. Pra quem deseja um wash and go mais “comportado”, superdefinido e que permaneça intacto com o passar do tempo, ou twist-outs que durem vários dias mesmo em épocas mais úmidas ou chuvosas, ele funciona muito bem! 

Esquerda: day after com o creme de pentear Seda Recarga Natural Hidratação anti-nós
Direita: day after com o creme de pentear Seda Óleo Hidratação

Os dois cremes possuem silicones, então é recomendável que você utilize algum xampu (com ou sem sulfato) regularmente caso queira adicioná-los à sua rotina. O preço também é bem convidativo, mas a embalagem é pequena, o que não faz deles muito econômicos para quem gasta muito produto na finalização. Em compensação, são encontrados com facilidade em farmácias, mercados e magazines, então podem ser opções boas para casos de emergência.


***

Depois dessa experiência positiva, acho que vou dar outra chance aos cremes de pentear das prateleiras!

E você, já tentou experimentar novamente algum produto que, no passado, não tenha dado certo para o seu cabelo? O que achou?



Obs: Todos os produtos mostrados na postagem foram adquiridos por mim mesma e comprados com meu próprio dinheiro, em lojas comuns. Logo, as opiniões mostradas aqui refletem puramente as minhas impressões sobre eles.

sábado, 4 de outubro de 2014

Como lavar seu cabelo em twists


Depois que comentei aqui no blog sobre a técnica da terapeuta capilar Jô Rezende que me foi ensinada pela amiga cacheada Eliane Serafim, surgiram algumas perguntas sobre como eu faço para lavar meus cabelos em twists. 

Não imaginei que as leitoras fossem ter tantas dúvidas porque é algo tão rotineiro para mim que já faço quase que de olhos fechados! Lavar o cabelo em twists é interessante para as meninas que já estão com cabelos de médios a longos. Vão aí o passo a passo e algumas fotos para ilustrar o processo!

Primeira parte: separando o cabelo

1. Umedeça seu cabelo com um pouco de água (pode ser embaixo do chuveiro mesmo, ou antes de entrar no banho, com um borrifador).

2. Escolha um creme que deixe o cabelo bastante escorregadio para facilitar o processo de desembaraçar. Sabe aquele condicionador que deixa faz o cabelo deslizar, mas não o deixa muito tratado, ou então aquele creme de pentear que super ajuda a desembaraçar, mas não dá um resultado legal na finalização? Então, essa é a hora de gastá-los para desentulhar seu armário de produtos!

3. Separe o cabelo em partes que sejam possíveis de você manipular sem se enrolar durante o processo. Dica: a seção de tamanho ideal é aquela que “cabe” no seu pente ou escova. Se os fios ficarem saindo dos dentes do pente ou escova na hora de desembaraçar é porque tem muito cabelo!


4. Desembarace os fios com os dedos ou com o instrumento de sua preferência (pente, escova...) e faça um twist em cada uma das seções que possam ser trabalhadas.


Segunda parte: lavando os twists

1. Com os twists já prontos, molhe sua cabeça embaixo do chuveiro. Mas molhe MEEESMO! Deixe a água cair por alguns minutos e certifique-se de que os fios estão saturados. Não tem importância retirar aquele creme que você usou para desembaraçar.

2. Caso deseje, nesse momento você pode cobrir o comprimento do twist com um pouco de condicionador para protegê-lo do xampu.

3. Usando a receitinha do xampu diluído, coloque o produto em um frasco com bico aplicador e aplique a misturinha APENAS NO COURO CABELUDO. Coloque nas divisões entre os twists e também “por dentro” do cabelo.


4. Enfie seus dedos por entre os cabelos da base do twist. Isso não deve ser muito complicado, já que quando fazemos twists grandes, a raiz fica mesmo mais frouxa. Caso não dê para passar seus dedos por aí, afrouxe um pouco a raiz do twist girando-o na direção contrária à que você os fez.


5. Esfregue e massageie seu couro cabeludo - APENAS O COURO CABELUDO! Um twist por vez, que é pra você não se perder nem se confundir no processo. Segure o comprimento do twist com a outra mão, assim você visualiza melhor onde deve esfregar o couro.

6. No final, a espuma do xampu vai ficar concentrada apenas na raiz do cabelo/couro cabeludo. O comprimento do twist vai continuar intacto!


Terceira parte: enxaguando o xampu

Esta etapa não tem muito mistério. Você tem duas opções: 

1ª opção: colocar a cabeça debaixo do chuveiro com os twists ainda fechados por alguns minutos, deixando cair BASTAAAANTE água, saturando os fios e apertando os twists para que a água saia e leve com ela os resíduos de xampu. Dica: faça como a segunda foto e segure seu twist afastado da cabeça, deixando a água do chuveiro cair apenas na parte com espuma. Depois que o excesso sair, largue o twist e deixe a água cair normalmente para acabar de enxaguar.

2ª opção: desmanchar um twist por vez para colocar a mecha de cabelo embaixo da corrente de água e refazer o twist na mecha após o enxágue.

Depois de enxaguar, você pode repetir o processo do xampu, caso ache necessário.



Bom, após o xampu é hora de partir para a sua máscara de tratamento ou condicionador favorito. Você vai notar que o comprimento dos fios permanecerá desembaraçado e a raiz, onde você esfregou o xampu, vai estar um pouco mais emboladinha. Isso é inevitável – porque é da natureza do cabelo crespo enroscar nele mesmo – mas pode ser minimizado esfregando o couro, na hora de lavar, sempre em linhas retas, nunca em movimentos circulares. Ainda assim, esse "embolado" vai ser bem mais simples de desfazer do que se a mecha de cabelo estivesse totalmente solta e misturada às demais. 



***


E você, já tentou lavar seu cabelo em twists? O que achou?

terça-feira, 29 de julho de 2014

Método LOC para o inverno

Embora o Brasil seja um país tropical, em algumas regiões o inverno chega com força! Em outras, as temperaturas caem apenas alguns graus, mas a umidade relativa do ar costuma baixar bastante em relação aos meses mais quentes. A queda de temperatura e a queda da umidade fazem com que nossos cabelos reajam de forma nem sempre positiva. Fios ressecados pela baixa umidade sofrem ainda mais com a diminuição na frequência das lavagens – porque não é todo mundo que tem coragem de lavar o cabelo com a regularidade habitual em um frio de rachar!

Para essa época de friozinho, nada melhor que o método LOC. Já falamos aqui que ele é uma ótima forma de manter a hidratação no fio por mais tempo. Ou seja, ele é perfeito para o tempo frio e seco, quando lavamos menos os fios e eles acabam perdendo a hidratação mais rapidamente para o meio externo.

O método LOC é uma forma de finalizar o cabelo  (ou seja, deve ser feita após lavar e condicionar seus fios) que consiste na aplicação dos produtos seguindo uma ordem específica. 


Primeiro vem o líquido (L), que pode simplesmente ser a água que já está nos seus fios depois que você sai do chuveiro com o cabelo úmido, ou pode ser alguma misturinha que você tenha no borrifador com um ingrediente umectante (como D-Pantenol ou aloe vera), ou ainda pode ser algum leave-in bem líquido e hidratante que não pese nos seus fios (pode, inclusive, ser diluído em água e aplicado com o borrifador também, em pequena quantidade).



A próxima etapa é a aplicação do óleo (O) no comprimento e pontas dos fios que irá selar esta primeira camada de hidratação. Para o inverno, os óleos interessantes para cabelos crespos e encarapinhados com tendência ao ressecamento são os mais grossinhos. O óleo de rícino é ótimo, mas o óleo de abacate e o azeite de oliva também dão conta do recado. O óleo de andiroba é um caso à parte, porque apesar de ser grosso em baixas temperaturas, ele não pesa nem fica tão gorduroso quando erramos a mão e aplicamos muito. Por isso, é uma boa opção para ser misturada ao óleo de rícino!



Finalmente, a terceira etapa consiste na aplicação de um creme (C), que pode ser um creme de pentear bem consistente, ou uma manteiga vegetal (manteiga de karité, por exemplo). A etapa C irá selar o óleo e formar a terceira camada de proteção no cabelo. Se você não tem restrição em relação ao uso de produtos com silicone, aposte em um creme de pentear que contenha esse ingrediente. Além de o produto selar a hidratação com bastante eficiência, o cabelo também ficará mais resistente às eventuais garoas ou sereno que você possa pegar à noite.


Aplicado o creme, você poderá deixar o cabelo secar ao natural (wash and go) ou fazer twists/tranças para um visual diferente no dia seguinte (twist out/braid out).



O método LOC é ótimo para o ano todo, basta variar os produtos de acordo com a estação. Mesmo no inverno, eu consigo manter o cabelo até o terceiro day after, pelo menos. Se você ainda não experimentou, tente. Se já é adepta, aposte em produtos mais consistentes nesse clima mais seco e o seu cabelo vai agradecer!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Como tratar do cabelo crespo curto?


Aqui no blog já falamos diversas vezes da importância de proteger os fios para que todo o trabalho que temos durante aqueles tratamentos maravilhosos não vá por água abaixo - ou travesseiro adentro...

Há um tempo atrás, recebi uma sugestão de uma leitora que pedia dicas de proteção para quem está finalizando a transição ou que acabou de passar pelo big chop e cujos cabelos estão curtos ou curtíssimos. Apesar de eu, pessoalmente, não ter colocado em prática muitos destes procedimentos por puro desconhecimento na minha época de cabelo curto, pensei em algumas coisas que podem ajudar as novas naturais a construírem suas rotinas de tratamento. Aqui vão algumas dicas!

Penteados para a transição
Se as tranças e twists não funcionam muito bem no seu cabelo para disfarçar a diferença entre a parte crespa e a esticada, opte pelos penteados presos. Coques e outros penteados presos mais elaborados escondem a "fronteira" entre o cabelo relaxado e o natural e também protegem seus fios da manipulação diária e dos agentes externos. Dê uma olhada aqui, aqui e aqui.

Proteja o cabelo na hora de dormir
Independentemente de comprimento, a regra número um das naturais é sempre evitar dormir sem nenhum tipo de proteção na cabeça. Seja um lenço, uma touca ou uma fronha de cetim, é importantíssimo evitar que seus fios sofram com o atrito com o travesseiro. Dependendo do comprimento do seu cabelo, o método de proteção pode ser mais (ou menos) eficaz - teste e descobra o que funciona melhor!

Evite xampus com sulfato
Relembrando a minha jornada capilar, percebi que meus cabelos deram um grande salto quando parei de usar xampus com sulfato. Eles deixavam meu cabelo "espetado" (o cconhecido "frizz"!) e atrapalhavam bastante a definição dos cachinhos. Opte por xampus sem sulfato e nunca esfregue seu cabelo como nos comerciais de xampu! Dilua o produto em água e ponha em um frasco com bico aplicador para que ele possa ser colocado diretamente no couro cabeludo. 

Co-wash
Se o seu cabelo está super curto e você sente que as lavagem com xampu sem sulfato ainda assim estão sendo um pouco demais, que tal experimentar lavar seus fios com condicionador? Cabelos curtíssimos são fáceis e rápidos de lavar, e o condicionador, além de limpar, já proporciona alguma hidratação. Assim, você poupa tempo no seu dia-a-dia pulando a etapa da máscara de tratamento naquelas lavadas mais apressadas de meio de semana.


Dividir para conquistar
A partir do momento em que você sentir que tem comprimento para trabalhar com seu cabelo dividido em seções, faça!  Geralmente, quando nossos cabelos já estão indo de curtos a médios, a divisão em seções já se torna uma necessidade. Dividir o cabelo em 4, 6 ou 8 partes poupa bastante tempo e energia, seja ao lavar com xampu, ao desembaraçar ou ao finalizar com creme de pentear ou gel - seus braços e fios agradecem!

Método LOC
Outra descoberta fundamental na minha jornada foi o método LOC. Selar a hidratação no fio seguindo esta ordem - primeiro o líquido, depois o óleo e finalmente o creme - fez uma diferença enorme a médio e longo prazos. Se o seu cabelo estiver bem curtinho, coloque o óleo vegetal apenas nas pontinhas e, conforme seus fios forem crescendo, vá "subindo" com o óleo para até metade do comprimento.

Pente grafo + borrifador = seus amigos da manhã
Muitas meninas reclamam que, com cabelos curtos, não conseguem ter um day after razoável. Como o cabelo curto fica solto dentro da touca, do lenço ou em contato com a fronha de cetim, é inevitável que amasse enquanto dormimos. Borrifar um pouco de água, selando a hidratação com seu creme de pentear e/ou óleo favorito é uma forma de disfarçar o amassado sem ter que enfiar a cabeça debaixo do chuveiro e refazer toda a finalização. O pente garfo ajuda ainda mais, puxando a raiz e dando volume. 

É muito importante ter em mente que o day after nunca ficará exatamente igual ao dia em que lavamos o cabelo. É totalmente normal termos diferenças na definição dos cachos, no brilho dos fios e no volume do cabelo de forma geral. Essas diferenças não são problemas que precisem ser solucionados, são condições com as quais precisamos aprender a conviver e usar a nosso favor.

Reconsiderações
Também precisamos saber que é necessário abrir mão de certas coisas. Você está acostumada com cabelo comprido? Diante da possibilidade de um big chop (grande corte) o cabelo comprido vai ter que ficar para depois... Da mesma forma, o visual do "cabelo comprido" vai ser dificultado pelo encolhimento, que é absolutamente normal, do cabelo natural. Você gosta de usar o cabelo solto? Nem sempre, em todos os momentos e em todas as fases da sua jornada capilar, vai ser possível usar o cabelo solto - seja por uma questão de proteção mesmo, ou de visual, apenas. Você tem medo de ficar feia usando uma touca ou lenço na frente do(a) parceiro(a)? É uma questão de escolher entre ter cabelo bonito na hora de dormir ou durante o dia seguinte inteiro...

O processo de transição e o primeiro ano de cabelo natural são períodos difíceis para a grande maioria de nós. É o momento em que estamos aprendendo a cuidar do nosso novo-velho cabelo e estamos nos acostumando com a nossa imagem no espelho. Contudo, essa dificuldade pode ser amenizada com a devida informação, reflexão e paciência.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dicas para cabelos trançados - Por Ana Gonçalves

Fonte

Semana passada, a Ana Gonçalves deixou um super comentário lá na página do Ame Seu Crespo no Facebook dando várias dicas para quem usa tranças soltas com aplique. Se segura aí que lá vêm dicas valiosíssimas!

Histórico capilar
Eu tenho cabelo natural faz 7 anos e na parte de trás ele já alcança quase o meio das minhas costas. Na frente fica no meu pescoço. Há 6 meses, com os cabelos já grandes e totalmente naturais, decidi voltar a usar tranças como penteado protetor, uma vez que minha rotina não me reserva o tempo necessário para penteados demorados que tivessem que ser refeitos semanalmente.
Meu cabelo é crespo com cachos que formam molinhas muito, muito apertadas e finas que encolhem e embaraçam absurdamente! Então, neste momento, as tranças foram a minha salvação para manter os cabelos desembaraçados e penteados.
Em todas as minhas fases trançadas (e foram muitas), nunca atentei para as necessidades do meu cabelo entrelaçado. E isso me gerou um cabelo comprido, mas tratado de forma relapsa. Tive consciência disso quando, há cerca de 2 meses, comecei a hidratá-lo ainda trançado. Na primeira hidratação que fiz com condicionador e Bepantol não o reconheci: a raiz brilhava um brilho que durou a semana inteira! Não parava de tocar na parte que está crescendo. Os cachos, antes esticados pela trança começaram a enrolar dentro dela mesma; mais soltinhos e com uma textura super sedosa. Até o material sintético da trança ficou sensivelmente macio ao toque. Pirei! Uma reação totalmente inesperada! Dali pra cá adotei a seguinte rotina com meus cabelos trançados:

Limpeza
1 vez por semana lavo o cabelo com um xampu sem sulfato. Tento iniciar a lavagem sempre na parte da manha para dar tempo do cabelo secar o máximo possível antes de eu dormir. Inicio o processo de lavagem aplicando o Tônico de Jaborandi Antiquedas da Bioextratus no couro. Deixo agir por 30 minutos. Esta e a única coisa que uso no meu couro cabeludo em todo o processo. Além de fortalecê-lo contra a queda, o tônico funciona como um pré-lavagem. Ele deixa minha raiz macia e menos suja; o que irá potencializar a ação do xampu que será aplicado posteriormente.
Passado o tempo de ação do tônico, molho o cabelo com muita água, até sentir a trança pesar. Separo e prendo o cabelo em 2 maria-chiquinhas grandes usando os fios da própria trança. Uma por vez, solto a maria-chiquinha e limpo, massageando suavemente, o couro da parte desamarrada. Enxáguo com bastante água, até não ver nenhuma bolhinha que indique a presença do xampu nas tranças. Prendo novamente a parte limpa e repito o procedimento no outro lado. Com as duas partes limpas, solto todo o cabelo e o enxáguo novamente para me certificar de que nada, além de água, tenha ficado no meu couro, cabelo e fio sintético. Isto para evitar, o mau cheiro, a caspa, a seborreia etc. Com o cabelo limpo, o enrolo numa camisa de algodão para retirar o excesso de água.
Aliás, opto por lavar o cabelo apenas 1 vez por semana porque cada dia lavado leva 1 dia, 1 dia e meio para secar dependendo da temperatura. E cada dia de trança molhada, significa mais tempo de cabelo natural também molhado e preso na trança (o fio sintético seca mais rápido que o natural). Então imaginem: 2 lavagens na semana podem significar um total de 4 a 5 dias por semana de cabelo molhado ou úmido abafado pela trança. Nada bom! 

Hidratação 
Assim que retiro o excesso de água da trança, as separo em 4 partes, sendo 2 na parte da frente e 2 na parte detrás. As divido considerando que frente é tudo o que ficar da orelha para frente e atrás é o que sobrar. Cada uma dessas 4 partes será trançada apenas para que as tranças soltas não atrapalhem na hora da manipulação capilar. Uma vez separadas em 4 grandes tranças, inicio o processo de hidratação.
Como já tive pano branco devido a seborreia causada por manutenção indevida de tranças, prefiro usar como creme base aquele que for de consistência mais leve e, que consequentemente, sairá de modo mais fácil dos fios. Tenho usado o condicionador Elsève Hidramax com o Bepantol líquido que é especifico para aplicação no cabelo. Misturo 1 tampinha do Bepantol na quantidade de creme suficiente para usar nas minhas tranças que ficam na altura da minha costela e possuem a largura de um lápis, mais ou menos.
Destrançando cada parte por vez, passo essa mistura, de forma generosa, em todo comprimento da trança, incluindo o fio sintético que vai além do meu cabelo natural. No fim, quando todas as partes foram manipuladas deixo a mistura agir entre 30 minutos e 1 hora; dependendo de como estiver meu dia. Sempre hidratei sem usar toca térmica. Normalmente elas ficam presas num rabo de cavalo amarrado com a própria trança ou soltas mesmo. Depois do tempo de ação, as enxáguo abundantemente até ver que saiu TODO vestígio de creme do meu cabelo. Tiro o excesso de água com uma camisa ou toalha e o deixo secar solto ao ar livre.

Sobre o uso de óleos em cabelos com trança
Particularmente eu não uso nada cremoso, gorduroso ou oleoso na minha raiz para não dar chance da formação de caspas e seborreias. Principalmente num cabelo que não está “liberto”, mas preso apesar de bem cuidado. Assim, se estou com o cabelo trançado não aplico manteigas nem óleos essenciais diretamente nas tranças. Utilizo estes produtos quando retiro a trança e apenas aí.
E porque esta postura sobre óleos e manteigas? Quando fiz umectação com óleo de oliva, percebi meu cabelo com muito frizz, com a trança pesada e sem brilho. Isso porque o óleo não saiu do fio sintético que, aliás, levou quase 3 dias para secar. E esse acúmulo pode ser uma porta de entrada para todos os problemas relacionados a fungos e bactérias de que falei anteriormente.
Para nutri-lo adiciono, se tiver apenas óleo, o adiciono no creme que for usar e assim evito que o óleo se acumule nos fios diretamente. Aplico e deixo agir normalmente. Depois retiro. Como meu cabelo não pede muita nutrição, 1 vez por mês é o suficiente. Agora, à hidratação meu cabelo sempre responde muito, muito, muito bem.
As meninas americanas que aconselham o uso de óleos em cabelos trançados, falam de outro clima - frio e não abafado como o nosso. Ou seja, lá não há todo um ambiente favorecendo o crescimento de bactérias e fungos em locais úmidos. A não ser que se lave a trança 2 vezes por semana, a tendência é que o acúmulo de produtos no couro, super exposto à poeira quando trançado, gere muito mais sujeira.

Sobre o uso de extratos glicólicos
Trançada, lanço mão dos extratos. Aliás, os extratos glicólicos são maravilhosos para quem quer nutrição sem a melação dos cremes/óleos/manteigas, seja porque usa trança seja porque já sofre de caspa e seborreia. Este extrato é um líquido obtido de matérias-primas vegetais (frutas, plantas, ervas...) e se trata de um ativo superpotente. Pelo alto nível de concentração dos nutrientes originais, o extrato glicólico deve ser utilizado diluído em água, máscaras, xampus, cremes... Ou seja, assim como os óleos vegetais, os extratos glicólicos são essências excelentes que podem ser usadas como elementos hidratantes ou nutrientes, dependendo apenas da base a qual você o irá diluir. Nestes links há mais informação sobre esta maravilha: aqui e aqui.

Sobre o tempo de troca das tranças
Acho que 3 meses são o máximo para o intervalo entre as trocas. Mais que isso o cabelo sofre com queda e a tração de uma raiz já grande segurando o peso de uma trança bem maior que ela. Já passaram pela experiência da sua trança cair levando seu cabelo desde raiz? Então. É disso que falo.

Dicas finais
O que faço é limpar bem a trança para que meu cabelo natural possa absorver tudo de bom que aplicar nele. Então, não uso sulfatos nem os demais produtos da gang do terror capilar (derivados do petróleo etc.). Mantenho um cabelo natural tratado com produtos que não o agridam e que tampouco se acumulem nele. O objetivo é tratá-lo pontualmente e de forma contínua, com produtos que mantenham seu efeito no maior prazo possível sem que seja necessária uma nova aplicação semanal. No fim, o cabelo trançado num clima úmido e quente como o nosso precisa, antes de tudo, estar limpo e hidratado. Saúde, beleza e bom crescimento virão destes fatores.


* * *


E você, já usou ou está usando tranças no cabelo? Já colocou alguma dessas dicas em prática?
Conte aqui nos comentários!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Diluindo seu xampu


Indispensável para algumas, vilão para outras, o xampu é talvez o produto mais controverso em uma rotina de cuidados para cabelos cacheados, crespos e carapinhas. Apesar do seu importante papel na limpeza dos fios e do couro cabeludo, ele também afasta muitas naturais devido à sua capacidade de retirar a oleosidade do cabelo a ponto de deixá-lo ressecado e quebradiço.

Se você não gosta ou não consegue adotar uma rotina livre de xampu - o chamado No Poo - mas ainda assim sente os efeitos negativos do produto, é possível diluí-lo em uma certa quantidade de água para torná-lo mais suave. Diluir o xampu também auxilia na distribuição do produto no cabelo, além de facilitar enormemente o seu enxágue - essa última parte é especialmente vantajosa para as meninas que estão com tranças soltas evitarem o acúmulo de resíduos na raiz!

O que é necessário

  1. Frasco aplicador graduado (o meu vai até 120 ml)
  2. O xampu de sua preferência
  3. Água (é claro!)
  4. Óleos essenciais (esses são opcionais; eu gosto dos OEs de alecrim e de tea tree/melaleuca)

Como fazer

  1. Encha o frasco com o xampu até, mais ou menos, a marca de 50 ml. O meu favorito é o Oro Argan, da Bioderm.
  2. Pingue as gotas de óleo essencial, caso você deseje. Eu uso de 3 a 5 gotas do OE de alecrim e 10 gotas do OE de tea tree/melaleuca. Eles estimulam o couro cabeludo e possuem propriedades anticaspa , ou seja, são ótimos para o cabelo!
  3. Misture os ingredientes sem agitar o frasco com força - apenas incorpore os óleos no xampu.
  4. Acrescente mais 50 ml de água.
  5. Novamente, incorpore os ingredientes sem agitar o frasco com muita força (ou você terá um frasco cheio de espuma!)

Resultado

Xampu concentrado e xampu diluído

Com uma mistura de água e xampu meio a meio, você terá um produto final bem mais líquido que o original. Por isso, é importante usar o frasco aplicador, pois assim será possível, com o auxílio do bico do frasco, colocar o xampu diretamente no couro cabeludo sem correr o risco de desperdiçar o produto ao escorrer das suas mãos.

Procure diluir seu xampu em quantidades pequenas, que durem apenas algumas lavagens, para que não corra o risco de estragar. No meu cabelo, os 100 ml resultantes da mistura final duram 5 ou 6 lavagens (de duas a três semanas). 


Por último, mas não menos importante, é sempre bom lembrar que, como tudo que se refere a cabelos, as quantidades e proporções da mistura são muito particulares. A consistência da mistura pode ser alterada caso você ache que está muito rala ou muito densa - basta acrescentar mais xampu ou então mais água.

Se você não está acostumada mas deseja se aventurar nos óleos essenciais, comece sempre com menos gotas e vá aumentando conforme sentir que seu couro cabeludo responde bem ao uso. Exagero nos óleos essenciais pode trazer consequências negativas ao seu cabelo e ao seu organismo! 


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Você costuma diluir seu xampu em água?
Acrescenta alguns aditivos para potencializar seus efeitos positivos e diminuir os negativos?
Conte aqui nos comentários os seus resultados!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Fazendo sua transição com tranças



Como já contei aqui no blog, as tranças soltas com aplique surgiram na minha vida como uma solução emergencial para um cabelo que não parecia ter mais salvação devido aos danos causados pelas químicas. Quando decidi colocá-las, nem passava pela minha cabeça me tornar natural: minha ideia inicial era ficar com o cabelo trançado por alguns meses até que ele pudesse crescer eu decidir o que fazer com ele.

Só que o visual e a praticidade das tranças me conquistaram de tal forma que eu não quis mais abandoná-las: fiquei quase 5 anos com este estilo, variando comprimentos, cores, espessuras, materiais... A versatilidade das tranças é realmente apaixonante! E foi tão apaixonante que acabei “me esquecendo” que tinha um cabelo “de verdade” ali dentro, preso. Por isso que, quando resolvi não mais usá-las, meus cabelos, agora 100% naturais, estavam em condições nada legais... Tive que cortar um bom pedaço dele s para conseguir ter um novo começo.

Hoje em dia, com a informação que temos disponível na internet e com os altos e baixos da minha própria experiência, eu percebo o quanto errei com meus cabelos e com as tranças neste período!... Descobri que tranças são sim aliadas no processo de transição quando corretamente feitas e mantidas. Vamos a algumas dicas:


Trate do seu cabelo antes, durante e depois – antes de colocar as tranças pela primeira vez, certifique-se de que seu cabelo recebeu a merecida dose de hidratação e de proteína (e isso vale principalmente pra quem já está com uma parte lisa e outra enrolada!). Enquanto estiver com as tranças, procure não fazer penteados que puxem muito o cabelo e também tente proteger a linha da testa na hora de dormir com uma faixa ou um lenço de tecido sintético. E depois de retirar as tranças, dê alguns dias de descanso para seus fios e couro e aproveite para refazer os tratamentos com máscaras e demais produtos.

Não faça tranças muito grossas ou muito apertadas – tranças muito grossas podem ficar muito pesadas e acabar arrancando seus fios pela raiz, causando, em casos mais graves, alopecia. Da mesma forma, tranças muito apertadas e rentes ao couro podem causar dor e desconforto. Converse com a sua trancista e sempre avise se você estiver sentindo algo de errado enquanto trança o cabelo ou após o processo feito. Dor não é normal!


Dilua seu xampu – diluir uma parte de xampu em uma parte de água, deixando-o bem líquido, facilita a distribuição e o enxágue do produto, evitando a formação daquela massinha rente ao laço da trança. Considerando que você não usará diariamente produtos que possam causar acúmulo, basicamente a única “sujeira” no seu couro cabeludo será a sua oleosidade natural, que é facilmente retirada com um xampu diluído. 

Não abra mão dos óleos vegetais – embora todas as trancistas pelas quais passei tenham me orientado a não aplicar nenhum produto além do xampu nas tranças, li diversos relatos na internet de meninas que mantém uma rotina de uso de óleos vegetais no couro e no comprimento do cabelo enquanto estão com os fios trançados. Não pude testar isso em mim mesma, então vale uma tentativa, caso você ache que seus fios estão precisando de algo além do xampu. 

Não fique mais do que 8 semanas com as mesmas tranças – esse é um fator crucial para a manutenção ou destruição do seu cabelo natural: quanto mais tempo você ficar com as mesmas tranças, maior será o acúmulo daquela massinha próximo à raiz, que é a grande responsável pela quebra massiva dos fios. Por isso, o ideal é refazer as tranças em intervalos de 6 a 8 semanas, pois assim não vai haver tempo de acumular muita sujeira e será bem mais fácil de desembaraçar.

Conclusão
Pense primeiro no seu cabelo, e depois nas tranças – a gente sabe que tranças não são baratas e nem são simples e rápidas, que trança com raiz meio frouxa não contribui para um visual impecável e que tranças grossas são “poder”. Mas pense que, antes do look trançado, sua intenção é fazer a transição e manter intacto o seu cabelo natural. Existem alguns pequenos “sacrifícios estéticos” que você precisará fazer em relação ao visual das tranças para poder manter seu cabelo verdadeiro que está lá, protegido. Se a manutenção das suas trancinhas a cada 6 ou 8 semanas pesar demais no bolso, considere fazê-las você mesma. Existem vários tutoriais no YouTube que ensinam como fazer e, com um pouco de prática e paciência, você poderá dominar o processo.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Mais sobre crescimento capilar: as "pontas desgarradas"


Aqui no blog já falamos diversas vezes sobre assuntos relacionados ao crescimento dos fios crespos e encarapinhados. Mas é importante lembrar que, quando falamos de “crescimento do cabelo”, não estamos necessariamente querendo dizer “cabelo compridão”. Afinal, o cabelo continua crescendo e se renovando, mesmo quando o cortamos regularmente para conservar o corte ou um tamanho que mais nos agrada.

O que eu vejo das meninas que estão começando a cultivar o cabelo é uma dúvida quanto à percepção visual deste crescimento. “Meu cabelo, está estagnado! Ele não sai do lugar!”, elas dizem. Mas, tratando-se de cabelos crespos, superenrolados, o que seria este “sair do lugar”?

Bom, o que eu pude aprender ao longo da minha jornada é que, primeiramente, nossos cabelos não “tombam” com facilidade nem “crescem para baixo” exatamente como um cabelo liso. Como o nosso blackinho, ao crescer, se expande em todas as direções e além de tudo encolhe, essa percepção de crescimento pode ficar distorcida – mas ainda assim nosso cabelo está crescendo!

Outra forma de perceber o crescimento do cabelo é reparar na sua densidade ou, como eu gosto de falar, na sua “consistência”. Nosso cabelo cresce enchendo, primeiro, para depois “tombar”, se for o caso. Acho mais fácil reparar no desenvolvimento dos nossos cabelos através da sensação de “quantidade” de fios que conseguimos pegar e sentir em um rabo de cavalo ou em múltiplas mechas. Como assim? Eu explico.

A gente sabe que o cabelo tem um ritmo e um ciclo de crescimento médio, mas nem sempre todos os fios estão obedecendo a este ritmo de forma exata – por isso, depois de um tempo, percebemos que nosso cabelo vai perdendo o corte ou ficando com algumas pontas mais compridas do que outras. 

Essas pontas mais compridas acabam deixando o cabelo mais “ralo” nas extremidades, dando aquela impressão de menos cabelo nas pontas, ou aquele efeito de afinamento quando fazemos tranças ou twists. Como esses fios ficam desgarrados do “grosso” do cabelo, eles ficam mais sujeitos a danos, nós de fada, pontas duplas (a máxima do “unidos venceremos” também vale para os nossos fios!) e por isso é bom que sejam cortados mesmo. Eu, pelo menos, costumo usar essas pontas mais ralas como “guia” na hora de me livrar das pontinhas velhas ao aparar o cabelo.

Meu cabelo em banding em 2011 e depois em 2013.
Repare só como na foto de 2013 o cabelo está mais cheio e,
apesar das aparências, ele também está mais comprido!

Repare que quando cortamos essas pontas e deixamos todos os fios do mesmo tamanho, nosso cabelo parece mais “consistente”, mais denso. Embora tenhamos perdido alguns centímetros, o resultado final depois de uma aparada acaba sendo mais satisfatório, não é mesmo?

Como o cabelo não para de crescer, depois de um tempo o “grosso” do cabelo vai atingir aquele comprimento que as pontinhas mais compridas desgarradas atingiram. E provavelmente, quando isso acontecer, vão existir outras pontas desgarradas mais compridas, que eventualmente terão que ser cortadas... E assim sucessivamente.

Na foto de 2012, as pontas estão visivelmente mais ralas.
Na foto de 2013, as pontas estão mais "cheias" e o
cabelo mais comprido mesmo após aparar os fios "desgarrados"

Por isso é importante cuidar muito bem das pontas, para que, após a retirada das pontas desgarradas, esse “grosso” do cabelo não se danifique, arrebente, quebre, tornando-se ralo novamente por causas não naturais. Quando a gente conserva, hidrata e protege as pontas, evita que elas se deteriorem mais do que o inevitável.


Concluindo: para saber o quanto seu cabelo tem crescido, repare na densidade dele, a partir do meio do comprimento até as pontas. Se possível, tire fotos do seu cabelo com o mesmo tipo de finalização de 4 em 4 meses ou de 6 em 6 meses (um intervalo de tempo razoável para perceber diferenças de tamanho em cabelos muito enrolados e para aparar as pontas). Se você acha que no fim das contas o comprimento é o mesmo, repare nas pontas, se elas estão mais densas e formam mechas de espessura mais uniforme, desde a raiz. Se isso acontecer, parabéns! Você tem sido eficiente em manter o comprimento dos fios! Só tenha em mente que o cuidado deve ser constante e para sempre: nunca descuide das suas pontas, de forma que você consiga levar o “grosso” do cabelo ao tamanho que você deseja, caso você deseje fios mais longos.


* * * Quer saber mais sobre o assunto? Confira a "Lead Hair" Theory, levantada pela Chicoro, neste link (em inglês).

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Quebra dos fios e porosidade: qual a ligação entre elas?

Fonte

Por Chinwe, do Hair and Health, via BGLH

(Este artigo foi inspirado em uma conversa que tive com uma adorável natural, minha irmã, Jacqueline)

Para algumas naturais, o cabelo na área da coroa é mais suscetível à quebra do que o de outras partes da cabeça. A origem dessa suscetibilidade pode ser algum tipo de trauma ou dano nos folículos capilares. Por outro lado, a origem pode estar em um nível mais superficial, como uma diferença de textura, densidade ou padrão de cachos do cabelo em diferentes regiões do couro cabeludo.

As possibilidades acima e muitas outras já foram mencionadas anteriormente em artigos sobre cuidados com os cabelos. Contudo, uma possibilidade que é raramente discutida é a de que a quebra na área da coroa seja devida à alta porosidade dos fios. Vamos falar sobre isso hoje.

1. O que é porosidade?
Muitos de você já devem saber o que é porosidade, mas aqui vai uma breve explicação para aqueles que nao sabem.

A camada mais externa do fio de cabelo é chamada de cutícula. Ela essencialmente protege o córtex (a camada mais interna do fio). A cutícula é composta por numerosas escamas que se sobrepõem umas às outras, como que deitadas, ou então um pouco mais levantadas, o que influencia na troca de água (hidratação) entre o córtex e o ambiente externo. É aqui que a porosidade entra em cena.

Algumas naturais tem fios relativamente porosos devido às escamas da cutícula que são levantadas ou, em casos extremos, que estão danificadas ou faltando. Outras naturais tem fios quase impermeáveis ou baixa porosidade devido às escamas que são bem deitadinhas umas sobre as outras. Finalmente, há também aquelas que se encontram num meio termo, o que algumas pessoas chamam de porosidade normal.

2. Como a porosidade e a quebra estão relacionadas? 
Assim como seus fios de cabelo, ao longo da cabeça, podem ser uma mistura de diferentes texturas (fino e áspero), padrões de cacho (4A e 3C, por exemplo) e densidades (alta e baixa), eles também podem apresentar uma mistura de porosidades, principalmente depois de passar por danos. Por exemplo, enquanto o resto do seu cabelo pode ter baixa porosidade, a região da coroa pode ter porosidade mais alta. Consequentemente, podem ser necessárias duas formas diferentes de cuidar dos cabelos: uma para a região da coroa e outra para o resto do cabelo. Sem levar isso em consideração, pode-se acabar cuidando desta região da coroa de forma inapropriada (achando que toda a cabeça tem baixa porosidade), o que pode levar á quebra nesta região.

Algumas de vocês podem perguntar “O que causa a diferença de porosidade entre a coroa e o resto do cabelo?”. Bem, uma possibilidade pode ser a exposição direta aos raios ultravioleta do sol, como discutido nesta postagem da Shelli, do Hairscapades. A ideia é que, por conta desta exposição direta aos raios, a área da coroa é mais suscetível a danos em um nível estrutural. Quais são as outras possibilidades? Minha irmã cogitou a possibilidade de dano devido à exposição ao calor (por exemplo, anos usando aqueles secadores de pé). Há alguns estudos que associam altas temperaturas com este tipo de dano (Annals of Plastic Surgery, Junho de 2000; Volume 44, Nº. 6, p. 581-90). Eu também acrescentaria uma terceira possibilidade: danos no folículo capilar devido a anos de uso de relaxamentos. Dito isto, sabemos que dano neste nível (do folículo) pode causar prejuízo no crescimento dos cabelos, fios mais fracos e diferença de textura. Danos neste nível poderiam também afetar porosidade, desde o ponto em que o fio de cabelo começa no folículo capilar? Hmm...

3. O que se deve fazer para reduzir a quebra na area da coroa que está ligada à porosidade?
Assumindo que a sua coroa seja mais porosa (e com tendência ao ressecamento) do que o resto do cabelo, é uma questão de ajustar a sua rotina de cuidados à esta diferença. Algumas possibilidades de ajuste voltadas para esta região porosa da coroa são: incorporar tratamentos com proteína , evitar o uso de calor e manipular o cabelo de forma gentil. Para mais detalhes, confira esta postagem do BGLH.

Antes de qualquer coisa, procure saber o que há nessa região da coroa que a faz ter mais probabilidade de quebrar. Por favor, consulte um dermatologista para descartar qualquer tipo de problema médico.


* * *

Como boa e velha natural, não estou livre disso. Desde o início da minha jornada percebi que a região da coroa, ou o topo da minha cabeça, era completamente diferente das laterais e da parte de trás: ela não forma cachos em forma de espiral, os fios são mais grossos e ásperos e com uma forte tendência ao ressecamento. A estratégia que eu encontrei para reduzir a possibilidade de quebra destes fios foi caprichar mais na quantidade de óleo e creme na finalização, deixar a máscara de hidratação agir por mais tempo e usar máscaras com proteínas regularmente, mas com parcimônia.


E você, nota essas diferenças nos seus cabelos? Como você lida com elas?

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Disciplina e paciência


Há alguns dias, escrevi uma postagem sobre dicas para ter um cabelo comprido. E, não sei se vocês repararam, em nenhum momento eu mencionei produtos específicos que devessem ser usados. As dicas envolveram apenas técnicas ou procedimentos, que podem necessitar de produtos, mas que não exigem uma marca determinada para que dê certo.

O mais interessante é que, originalmente, a lista tinha 7 dicas! Na última hora, eu resolvi reduzir para cinco, e reservei as últimas duas para uma postagem exclusiva, devido à sua importância e devido ao fato de elas não necessariamente se limitarem ao objetivo específico de ter um cabelo grande.

E o que é tão importante assim? Disciplina e paciência!

Disciplina: a importância de uma rotina consistente
Nós aprendemos em nossa jornada capilar que um produto cosmético sozinho não faz milagre. Um cabelo bonito e saudável demanda um conjunto de procedimentos, como vimos na última postagem. É importante lembrar que estes procedimentos fazem parte de uma rotina, e por isso precisam ser colocados em prática sempre. Sempre que for lavar, em todas as lavagens, os cabelos devem ser manipulados com gentileza. Os cabelos devem ser protegidos todas as noites ao dormir. Os penteados protetores não podem ser ocasionais. Mais do que produtos caros ou de marca, uma rotina sólida contribui muito para os resultados com os cabelos a médio e longo prazo. E isso também vale para o que colocamos dentro do nosso corpo. Alimentar-se corretamente e beber a quantidade certa de água diariamente não devem ser atitudes esporádicas - não só para a saúde dos cabelos, mas para o seu corpo como um todo. Por isso, é muito importante aperfeiçoarmos nossa disciplina e incorporarmos hábitos (capilares ou não) saudáveis ao nosso dia a dia.


Paciência: desenvolvendo a filosofia zen capilar
A paciência é simplesmente fundamental - e principalmente para cabelos crespos e encarapinhados, que se danificam muito mais facilmente e, consequentemente, requerem atenção especial para melhorarem sua condição. Devemos exercitar a nossa paciência em diferentes momentos da nossa rotina de cuidados: ao desembaraçar, ao esperar o tempo de ação dos produtos, ao esperar o cabelo secar. Também é preciso ter paciência para sentir os efeitos da rotina consistente que decidimos adotar. Por último - e, pode parecer óbvio, mas nem sempre a gente tem isso em mente o tempo todo - é preciso ter paciência de esperar o cabelo crescer. E crescer cabelo não significa apenas ganhar comprimento, mas também renová-lo: é, antes de tudo, livrar-se de eventuais partes danificadas e passar a lidar com um cabelo novo, não desgastado por procedimentos incorretos. Os cabelos crescem, em média, um centímetro por mês. Não há forma de acelerar o crescimento dos fios, pois isto é determinado pela genética. Isso significa que, se você tiver feito o big chop e cortado o cabelo bem curto, ele só chegará na altura das costas, quando esticado, depois de uns 3 anos! Enquanto isso, aproveite seu cabelo da melhor forma nas diferentes fases pelas quais ele passará.


Disciplina e paciência não são recomendações apenas para quem quer cabelos compridos. Nem para quem tem cabelos crespos ou encarapinhados. Disciplina e paciência são recomendações fundamentais para todos os tipos de cabelo e para todos os objetivos que tenhamos em relação às nossas madeixas. Mesmo que você não queira cabelos compridos, com certeza vai querê-los saudáveis - e, assim como a saúde do seu corpo, a saúde dos cabelos precisa de atenção.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

5 dicas para um cabelo comprido



Um dos mitos relativos ao cabelo naturalmente crespo ou encarapinhado é o de que ele não cresce. Contudo, a gente sabe que ele cresce como qualquer outro tipo de cabelo! Eu também achava que meu cabelo não crescia, até que assumi outra postura em relação aos cuidados com os fios. 


1 – Cuidado ao pentear e manipular os fios
Os cuidados na manipulação dos fios começam na hora da lavagem. Antes de aplicar o xampu, é imprescindível separar o cabelo em seções, que deverão ser mantidas separadas até o momento da finalização. O número de partes nas quais o cabelo será dividido varia de acordo com o comprimento e a densidade dele. Vá experimentando até encontrar a quantidade de seções que seja mais fácil para você. É importante também começar desembaraçando os cabelos das pontas até o meio do comprimento, em só então pentear a raiz, movendo os nós para a extremidade dos fios. Esse processo serve para quando se usa pentes, escovas ou mesmo os dedos.

2 – Penteados protetores
Muitas vezes nossos cabelos crescem até determinado ponto e parecem parar de se desenvolver. Isso pode ocorrer porque, em certo comprimento, os fios começam a sofrer com o atrito com os seus ombros, suas roupas e, pouco a pouco, vão se desgastando a partir das pontinhas no mesmo ritmo em que crescem na raiz. Uma forma de amenizar isso é fazendo penteados protetores, ou seja, penteados que prendam o cabelo de forma que as pontas fiquem protegidas das agressões externas (vento, poeira, poluição, baixa umidade) e longe do atrito com seu corpo.

3 – Proteger o cabelo na hora de dormir
Nós passamos 8 horas com a cabeça no travesseiro, rolando pra lá e pra cá. Imagina o quanto os cabelos não sofrem com esse esfrega-esfrega!... Uma forma de evitar isso é protegendo os cabelos na hora de dormir, seja prendendo-os, providenciando uma fronha de tecido mais liso (cetim, seda), ou ainda colocando uma touca ou um lenço de tecido sintético envolvendo a cabeça.


4 – Método LOC
Cabelos crespos e encarapinhados tendem ao ressecamento e ressecamento é sinônimo de quebra dos fios, que leva à estagnação do comprimento. O método LOC é uma estratégia de finalização para manter os fios hidratados por mais tempo. Ele consiste em três passos: aplicação de um líquido (que pode ser água pura, misturinhas com aditivos ou ainda com um leave-in à base d’água), de um óleo (vegetal, de preferência) e um creme (que pode ser um leave-in ou condicionador de consistência mais grossa ou uma manteiga vegetal). Após a aplicação dos três passos, o cabelo pode secar naturalmente e, mesmo depois de alguns dias, você perceberá que ele ainda se mantém hidratado como no day after!

5 – Cortar somente quando necessário
Para quem quer deixar o cabelo crescer, cortar o cabelo a cada dois meses pode ser um pouco demais – a parte cortada vai acabar correspondendo aos centímetros ganhos na raiz durante esse período. Se o seu objetivo é ter cabelo comprido, os cortes devem ser feitos apenas em caso de necessidade, ou seja, quando as pontas dos seus fios estiverem mostrando sinais de danos. Porém, se você segue as dicas acima, os danos aos seus cabelos serão reduzidos drasticamente, o que significa que você não terá a necessidade de cortar com tanta frequência assim. Aparar as pontas a cada 6 meses, tirando no máximo dois centímetros de cabelo, pode ser uma boa medida para cortes. Neste meio tempo, se você achar alguma ponta dupla ou nó de fada, pode usar a técnica do “procurar e eliminar”, que é cortar apenas a pontinha daquele fio com problema.


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Especialmente se você tem cabelos crespos encarapinhados, a jornada pelos cabelos compridos pode ser longa, mas com certeza é muito gratificante.

Ter cabelo grande está nos seus planos? O que você tem feito em prol do seu objetivo?