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terça-feira, 6 de maio de 2014

Cabelo grande é genético?


Recentemente, tivemos um bate papo lá no grupo CrespiiiiissimO.osS® do Facebook cujo tema era crescimento dos cabelos: cabelos que parecem não crescer, cabelos estacionados no mesmo tamanho etc. Ou seja, o assunto discutido por 10 entre 10 naturais em pelo menos algum momento ao longo de suas jornadas capilares!

Essa semana li uma postagem no blog BGLH que caiu como uma luva para a conversa lá do grupo. Confira abaixo os trechos principais.


Via BGLH (tradução e adaptação minhas)


1. Cabelo longo É genético
O comprimento que seu cabelo atingirá é determinado por quanto tempo ele permanece na fase anágena, ou de crescimento. Para conseguir um cabelo nas costas, na altura do fecho do sutiã, em média, ele precisará crescer por 2 ou 3 anos. Para conseguir um cabelo na cintura, ele precisará crescer por uns 4 ou 5 anos. Em outras palavras, seus genes vão determinar até que ponto seus fios continuarão crescendo e não há muito o que fazer para mudar isso.

2. Isso significa que algumas pessoas estão fadadas a ter cabelo curto?
Na verdade, não. Embora algumas pessoas digam que a fase de crescimento do cabelo dura de 2 a 6 anos, a verdade é que alguns cálculos estimam que a duração média da fase anágena é de 12 a 14 anos (J Cosmet Sci, pág. 367-378, 2003). Isso corresponderia, para muitas mulheres, a um cabelo na altura do tornozelo. Seria mais correto, entretanto, dizer que cabelo comprido é genético e muitas pessoas são geneticamente predispostas a ter cabelo muito longo.

3. E se ninguém na minha família tiver cabelo longo?
É preciso separar a capacidade de o cabelo ganhar comprimento da habilidade da pessoa conseguir manter seu cabelo por tempo suficiente para mostrar esse comprimento. Normalmente, práticas capilares ruins limitam a possibilidade de o cabelo mostrar todo o seu potencial de comprimento. Se você herdou essas práticas capilares ruins, então você herdou essa limitação de comprimento também.

4. Por que pessoas com cabelo longo geralmente tem cachos mais abertos, cabelo menos encarapinhado, cabelo que suporta secador e chapinha com mais facilidade ou dreadlocs?
Em todos os casos, o cabelo tem uma menor pré-disposição a embaraçar, formar nós ou quebrar quando manipulado. Cabelo que pode receber a aplicação de calor com frequência sem danos visíveis é menos suscetível a danos, de forma geral. Dreadlocs são como quase como um penteado protetor e o cabelo corre pouquíssimo risco de quebrar. Por isso, cabelos que se enquadram nas situações acima descritas conseguem mostrar todo seu potencial de comprimento com pouquíssimos danos e quebra ao longo do tempo.

Se o seu cabelo requer delicadeza no tratamento até mesmo com pouquíssima manipulação, pode ser este o motivo de ele quebrar mais ou precisar ser aparado com mais frequência para ficar em boas condições. Não significa que seu cabelo não possa ganhar comprimento ou cresça mais devagar; só significa que você precisa ser mais cuidadosa e mais paciente para obter o mesmo resultado que aquelas que têm cabelos que não quebram com tanta facilidade.


* * *

Fonte
É isso, naturais! Não confundam a velocidade ou o ritmo com o que o seu cabelo cresce com a possibilidade de reter o comprimento que ele ganha ao longo do tempo. Por mais lento que possa ser o ritmo de crescimento dos nossos fios, quando se trata de cabelos muito crespos, encarapinhados, naturalmente mais frágeis e quebradiços, a adoção das práticas corretas é determinante para obtermos o comprimento que desejamos.

Se você sente que seu cabelo "estacionou" em determinado comprimento e você está querendo que ele cresça mais um pouco, reavalie sua rotina de cuidados e adote práticas de preservação dos fios diariamente.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Efeitos dos raios solares nos cabelos

Fonte

Todo mundo tem pelo menos alguma noção de que os raios solares causam danos à saúde. Por isso, dermatologistas sempre recomendam que a gente não saia de casa sem filtro solar. Contudo, talvez não tenhamos sempre em mente que a radiação solar também tem efeitos nos nossos cabelos. Como vimos no último post, o sol pode desempenhar papel crucial no ressecamento e porosidade dos fios da coroa. O artigo abaixo fala um pouco sobre o assunto e mostra que os danos podem ser bem mais profundos do que imaginamos. 

Obs: O artigo original em inglês traz alguns termos mais específicos da Química que eu, como leiga, traduzi da forma que consegui. Caso você note algum erro e queira me informar, ficarei agradecida! 


Via Hairscapades (tradução e adaptação minhas)

Com frequência, vejo muitas naturais reclamando do cabelo na região da coroa. “É seco, áspero, quebradiço, opaco, é o cabelo mais crespo que elas tem na cabeça, é o mais difícil de cuidar!”. E comigo não é diferente. O cabelo do lado esquerdo da coroa é sempre mais curto e com mais tendência a se danificar que o resto do meu cabelo, apresentando quebra e pontas estragadas. Eu aprendi, ao longo dos anos, que isso se deve ao fato de a região da coroa ser sempre a mais exposta aos elementos externos: sol, vento, chuva, radicais livres. Também achava que esta exposição apenas resultava em cutículas mais abertas e fios mais porosos, já que o cabelo que fica por baixo é mais macio e responde melhor aos tratamentos.

Quando comecei a ler o livro da Chicoro, “Grow it!”, cheguei à seção “Danos causados pelo meio ambiente” e fiquei fascinada ao aprender que os danos causados pela exposição ao meio externo são muito mais profundos que uma simples reação mecânica. Chicoro revela que o cabelo exposto ao sol sem proteção na verdade passa por uma transformação química irreversível! Como se sabe, o sol pode ser danoso à pele devido aos raios ultravioleta, UVA e UVB. Esses mesmos raios podem ser danosos ao cabelo, como o site Naturally Curly nos mostrou com este post bem informativo há alguns anos atrás:

“Muitas de nós estão familiarizadas com o clareamento do nosso cabelo quando passamos muitas horas debaixo do sol no verão. Para muitas pessoas esse é um efeito desejável. Contudo, esse efeito também sinaliza a destruição do pigmento contido no fio de cabelo como um resultado direto da oxidação da melanina, causada pelos raios UV. A radiação UV também pode causar um enfraquecimento das ligações moleculares no cabelo, levando à fratura da cutícula e do córtex do fio. Isso gera um cabelo seco, áspero, com textura mais grossa por causa das cutículas danificadas, pontas duplas e quebra.”

Contudo, em minha opinião, a Chicoro leva esta informação um passo adiante e realmente demonstra como os efeitos do sol são muito similares àqueles causados pela descoloração. Ela afirma: “como um descolorante, a oxidação causada pelos raios do sol pode destruir ou modificar a composição química e os componentes do cabelo”. Ela continua, informando que o cabelo possui um grupo chamado “grupo tiol” e esses grupos estabilizam o fio de cabelo formando pontes de dissulfeto, que contribuem enormemente para a resistência do fio (jogue “cabelo e pontes de dissulfeto” no Google e você verá muitos artigos sobre a manipulação destas pontes em processos químicos como relaxamentos e alisamentos). Esses grupos tióis também deixam o cabelo escorregadio – e nós sabemos o quanto isso é importante. Mas, uma vez que o cabelo é oxidado pelo sol, essas pontes se transformam em ácidos sulfônicos. Esses ácidos sulfônicos são grudentos e o cabelo com eles irá embaraçar com mais facilidade. E isso não é legal. Finalmente, ela conclui atentando para o fato de que essa mudança das pontes de dissulfeto para os ácidos sulfônicos é permanente.

Então, o que isso tudo significa pra nós que estamos sendo desafiadas pelas nossas coroas? A resposta simples: prevenção e tratamento. Para o novo cabelo que ainda não foi muito exposto aos elementos externos, precisamos protegê-lo antes que o dano aconteça. Para o cabelo mais antigo, que já passou pelas alterações químicas, precisamos tomar ações de tratamento que reduzam ou eliminem os efeitos resultantes do dano. Em termos práticos, isso significa combinar as seguintes técnicas:

- Condicionamento – com tratamentos profundos com máscaras hidratantes, assim como máscaras que contenham proteína
- Hidratação – para proteger os fios do sol e combater o ressecamento
- Finalizar com produtos que contenham filtro solar
- Selar a hidratação com óleos e manteigas que ofereçam alguma proteção UV, como a manteiga de karité ou óleo de cânhamo
- Usar uma proteção que cubra os cabelos, como chapéus e lenços
- Adotar penteados protetores para reduzir a quantidade de cabelo exposta ao sol
- Não usar produtos que contenham alcoóis que ressequem nem substâncias que são “ativadas” pelo sol, como o limão

E só porque você não vê o sol não significa que não está sendo exposta aos raios UV. Mesmo em dias mais nublados, devemos estar sempre vigilantes.


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Que medidas você adota para proteger seus cabelos do sol?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

5 dicas para um cabelo comprido



Um dos mitos relativos ao cabelo naturalmente crespo ou encarapinhado é o de que ele não cresce. Contudo, a gente sabe que ele cresce como qualquer outro tipo de cabelo! Eu também achava que meu cabelo não crescia, até que assumi outra postura em relação aos cuidados com os fios. 


1 – Cuidado ao pentear e manipular os fios
Os cuidados na manipulação dos fios começam na hora da lavagem. Antes de aplicar o xampu, é imprescindível separar o cabelo em seções, que deverão ser mantidas separadas até o momento da finalização. O número de partes nas quais o cabelo será dividido varia de acordo com o comprimento e a densidade dele. Vá experimentando até encontrar a quantidade de seções que seja mais fácil para você. É importante também começar desembaraçando os cabelos das pontas até o meio do comprimento, em só então pentear a raiz, movendo os nós para a extremidade dos fios. Esse processo serve para quando se usa pentes, escovas ou mesmo os dedos.

2 – Penteados protetores
Muitas vezes nossos cabelos crescem até determinado ponto e parecem parar de se desenvolver. Isso pode ocorrer porque, em certo comprimento, os fios começam a sofrer com o atrito com os seus ombros, suas roupas e, pouco a pouco, vão se desgastando a partir das pontinhas no mesmo ritmo em que crescem na raiz. Uma forma de amenizar isso é fazendo penteados protetores, ou seja, penteados que prendam o cabelo de forma que as pontas fiquem protegidas das agressões externas (vento, poeira, poluição, baixa umidade) e longe do atrito com seu corpo.

3 – Proteger o cabelo na hora de dormir
Nós passamos 8 horas com a cabeça no travesseiro, rolando pra lá e pra cá. Imagina o quanto os cabelos não sofrem com esse esfrega-esfrega!... Uma forma de evitar isso é protegendo os cabelos na hora de dormir, seja prendendo-os, providenciando uma fronha de tecido mais liso (cetim, seda), ou ainda colocando uma touca ou um lenço de tecido sintético envolvendo a cabeça.


4 – Método LOC
Cabelos crespos e encarapinhados tendem ao ressecamento e ressecamento é sinônimo de quebra dos fios, que leva à estagnação do comprimento. O método LOC é uma estratégia de finalização para manter os fios hidratados por mais tempo. Ele consiste em três passos: aplicação de um líquido (que pode ser água pura, misturinhas com aditivos ou ainda com um leave-in à base d’água), de um óleo (vegetal, de preferência) e um creme (que pode ser um leave-in ou condicionador de consistência mais grossa ou uma manteiga vegetal). Após a aplicação dos três passos, o cabelo pode secar naturalmente e, mesmo depois de alguns dias, você perceberá que ele ainda se mantém hidratado como no day after!

5 – Cortar somente quando necessário
Para quem quer deixar o cabelo crescer, cortar o cabelo a cada dois meses pode ser um pouco demais – a parte cortada vai acabar correspondendo aos centímetros ganhos na raiz durante esse período. Se o seu objetivo é ter cabelo comprido, os cortes devem ser feitos apenas em caso de necessidade, ou seja, quando as pontas dos seus fios estiverem mostrando sinais de danos. Porém, se você segue as dicas acima, os danos aos seus cabelos serão reduzidos drasticamente, o que significa que você não terá a necessidade de cortar com tanta frequência assim. Aparar as pontas a cada 6 meses, tirando no máximo dois centímetros de cabelo, pode ser uma boa medida para cortes. Neste meio tempo, se você achar alguma ponta dupla ou nó de fada, pode usar a técnica do “procurar e eliminar”, que é cortar apenas a pontinha daquele fio com problema.


* * *


Especialmente se você tem cabelos crespos encarapinhados, a jornada pelos cabelos compridos pode ser longa, mas com certeza é muito gratificante.

Ter cabelo grande está nos seus planos? O que você tem feito em prol do seu objetivo?


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Nova rotina capilar


Acredito que todo mundo chegue a determinado momento da vida em que deseja mudar. Seja o emprego, o namorado ou o visual. No meu caso, já vinha sentindo a necessidade de fazer algo diferente em relação ao meu cabelo. Confesso que aquele ritual de lavar, tratar e estilizar estava me deixando entediada porque gastava muito tempo, e já estava um pouco enjoada do cheiro dos condicionadores. Já atingi o meu objetivo, que era provar pra mim mesma que é possível ter um cabelo crespo encarapinhado comprido... E agora? Luzes? Tranças? Dreads? Raspar careca que nem a Shameless Maya

Enquanto não decido o que fazer, resolvi mudar minha rotina de tratamento e minha forma de estilização e adotei os twists. Quis lançar um desafio para mim mesma: manter a rotina de fazer twists no cabelo por pelo menos um mês ou até onde meu cabelo aguentar. Como produto finalizador, abri mão dos condicionadores tradicionais e adotei o creme de manteiga de karité


Rotina com twists 
Já tem uma semana que estou com twists no cabelo. Tive uma certa dificuldade para fazê-los, mas só se aprende tentando, não é mesmo? Tive que refazer vários até conseguir um resultado decente (twists que não desmancham nem ficam muito fofos ou tortos). No vídeo abaixo (que eu já postei inclusive na página do Facebook do Ame Seu Crespo) você pode ver como são feitos os twists.



Como foi a minha primeira vez fazendo na cabeça toda, não tive muito cuidado ao repartir o cabelo, mas acho que um pouco mais de simetria nas divisões me dará um resultado mais satisfatório

Lavei meu cabelo no meio da semana apenas com xampu diluído em água – uma parte de xampu para duas de água – e esfreguei apenas a raiz com bastante cuidado, enxaguando bastaaaaante em seguida. Os torcidinhos não desmancharam e eu refiz apenas aquelas que ficam na linha da testa e mais “por cima” da cabeça, sem mexer nos de dentro.

 



Creme de manteiga de karité 
A alguns anos atrás, a Naptural85 fez este vídeo para o Youtube onde ensina a fazer uma mistura caseira, apenas com produtos naturais, para ser usada como leave-in. Desde então, eu venho reproduzindo a receita (com algumas alterações) não como produto de cabelo, mas para passar na pele – de fato, nunca mais comprei creme hidratante e simplesmente acabei com meu problema de joelhos e cotovelos esbranquiçados e rachando! 

Quando pensei nos twists, resolvi resgatar a receita, já que não queria mais usar condicionador comum. E como a própria Naptural85 fala no vídeo, ela é ótima para fazer twists: uma pequena quantidade em cada mecha não deixa o cabelo muito oleoso, mas dá firmeza para o cabelo não se soltar. 

A minha receita levou: 
  • 1 colher de chá de óleo de rícino 
  • 1 colher de chá de óleo de macadâmia 
  • 2 colheres de chá de óleo de jojoba 
  • 2 colheres de chá de óleo de abacate 
  • ½ colher de chá de vitamina E 
  • 7 gotas de óleo essencial de tea tree 
  • Manteiga de karité até dar a consistência desejada 

Eu misturei primeiro os óleos e depois fui raspando a manteiga de karité do pote (para amolecer) e incorporando aos poucos à mistura, batendo com uma pequena espátula já dentro do potinho onde eu iria guardar o produto final. Preferi não aquecer nenhum ingrediente com medo de alterar as propriedades – misturei tudo “no braço”, mas isso não é tão complicado quando se trabalha com quantidades pequenas. 


O resultado final foi esse da última foto. Ao colocar o creme nos twists, priorizei as pontas (quando coloquei uma quantidade maior no comprimento acabei deixando meu cabelo oleoso demais). E após lavar os twists no meio da semana e refazer aqueles da frente, coloquei a misturinha apenas nas pontinhas, na hora de fechar o twist.

Na verdade, você pode usar os seus óleos favoritos, mesmo que sejam diferentes dos meus ou dos da Naptural85, e dosar a manteiga até ficar na consistência que você preferir - creme mais leve e aerado ou mais pesado e concentrado. As meninas do grupo CrespiiiiissimO.os do Facebook fizeram suas própria receitas - confira lá e pegue algumas ideias!


Conclusão? 
Bom, depois dessa primeira semana, já estou pensando em adotar os twists como meu penteado protetor de inverno! Mesmo de certa forma preso, meu cabelo secou absurdamente mais rápido e minha manutenção de meio de semana também foi bem mais curta. Dá pra variar o visual fazendo os torcidinhos pro lado ou no meio, ou ainda rasteirinhos (que eu ainda preciso treinar muito, mas um dia chego lá!). 

Pra completar, vou incrementar a minha rotina com outros produtos de tratamento 100% naturais, como a amla que a Aninha do Cacheado Básico me deu de presente e eu estou ansiosa para experimentar. Será que uma rotina toda natural dá certo? Quem sabe não consigo naturalizar de vez a minha vida? Aguarde as cenas dos próximos capítulos...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O que eu andei fazendo com meu cabelo



Nestes longos meses sem postagem, experimentei algumas coisas novas na minha rotina de cuidados com os cabelos. Apostei mais em máscaras com proteínas e produtos com silicones, adotei com mais frequência o desembaraçar apenas com os dedos e deixei um pouco de lado os penteados protetores. Vou contar um pouco da minha experiência com cada um deles.

Proteína = quebra
Por estar usando xampu com mais frequência, achei que meu cabelo poderia estar precisando de proteínas. Testei duas máscaras queridas de muitas naturais e não naturais aprovam: a Masquintense (Kérastase) e a Anti-Age (Amend).

Minha experiência com a Masquintense foi ótima. Ela deixa o cabelo supermacio e facilita muito na hora de desembaraçar (eu sempre aproveito a aplicação das máscaras para desembaraçar meus fios).

Já com a Anti-Age... Bom, primeiro eu devo dizer que não foi uma experiência inédita. Eu já havia usado a Anti-Age há bastante tempo, logo que comecei a pesquisar sobre cuidados para cabelos crespos. Na época, não gostei do resultado: meus fios ficaram enrijecidos, os cachos não se formaram direito. Enfim, ficou um aspecto de algodão, mas sem a leveza. Depois de tantos anos, achei por bem dar uma nova chance à máscara. E não deu certo novamente... Apesar de na primeira aplicação meus fios terem ficado “OK”, na segunda eu já notei todos os efeitos desagradáveis voltando. E para completar, meu cabelo aparentemente saturou de proteína e quebrou bastante!

Por conta dessa quebra mais acentuada, aboli os pentes e escovas. Desde então, ando desembaraçando meus cabelos apenas com os dedos e a quebra diminuiu drasticamente!

O proibido e a caspa
Também procurei por produtos mais emolientes e hidratantes. Acabei comprando a Hidratação Instantânea Oro Argan (Bioderm). 

A questão é que ela contém um silicone proibidão, Phenyl Trimethicone. Para a minha surpresa, a hidratação foi bem além do que esperava! Pensei que ela seria um mero condicionador em uma embalagem diferente, mas realmente é uma hidratação poderosa! Meus cabelos ficaram supermacios e brilhosos, a ponto de outras pessoas notarem a diferença (sabe como é, tem produtos que só nós mesmas vemos funcionar nos nossos fios...).

A parte ruim, e que eu só notei com o uso mais prolongado, foi o aumento da caspa. Pode ter sido mera coincidência (na mesma época começou a temporada de calor, estava mais estressada, com o dia-a-dia mais agitado), mas eu acredito que o silicone proibido no produto tenha contribuído para isso.

Resgatando velhos hábitos
Logo que notei a possível relação de causa e efeito, parei com o uso da hidratação e voltei às máscaras totalmente liberadas que já tinha aqui, como a Relaxima Care (Matrix). Além disso, voltei a borrifar água com pantenol, assim como usar a Máscara Banho de Gelo (Haskell) para higienizar o couro cabeludo. Depois de uma semana as caspas voltaram ao normal! Ufa!

O preço do abandono
Por fim, resolvi sair um pouco da minha rotina de penteados protetores e usar mais o cabelo solto, em puffs ou em penteados que não escondessem as pontinhas. Resultado? Estou pagando meus pecados... Os penteados protetores fazem uma diferença IMENSA, que a gente só percebe quando deixa de usá-los. Eles realmente poupam os fios de diversas agressões e ajudam muito a manter a hidratação. Usar o cabelo constantemente solto não é uma boa pedida para quem quer poupar os fios do ressecamento...

Que lições eu aprendi?
  1. Nunca mais vou abandonar meus penteados protetores da forma que fiz nos últimos meses.
  2. Alguns produtos “proibidos” podem fazer muito pelos fios, mas é preciso ter cautela e prestar bastante atenção em como o cabelo se desenvolve com o tempo.
  3.  Meus fios definitivamente não precisam de tanta proteína. Daqui para frente, só Masquintense, e mesmo assim de vez em quando.
  4. Desembaraçar sempre que possível com os dedos. Os fios agradecem!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Inspire-se: penteados


A postagem de hoje é apenas para inspirar você a inventar penteados em seus cabelos. Para isso, vou deixar aqui os links para alguns vídeos de uma youtubber que sempre me inspira, a Naptural85.

Além dos penteados protetores, que já falamos em outro post, ela ensina penteados diversos, assim como uma rotina de cuidados 100% natural - e tudo isso está em seu canal no YouTube. Ela ainda tem um outro canal, onde fala sobre assuntos não relacionados a cabelo (alimentação e estilo de vida saudável, acontecimentos do dia-a-dia, entre outros) e um blog, onde junta tudo isso!

Mas agora vamos ao vídeos! O primeiro é justamente o que me inspirou a fazer este penteado aqui:


A única modificação que fiz foi na frente - no lugar do topetinho, prendi o cabelo todo pra trás, deixando um pouco frouxo (num chamado pompadour) e pus duas faixas elásticas pra dar esse efeito "fofinho". A versão da Naptural 85:


O segundo vídeo eu também adoro, é uma espécie de trança falsa:



A gente nota que nos dois vídeos ela estava com o cabelo em twists - ou minitwists, pra ser exata. Os penteados que ela ensina no cabelo com minitwists são perfeitamente realizáveis em um cabelo solto. Pra quem faz a técnica da Teri LaFlesh, que separa os cachinhos, então, fica superfácil: cada cachinho "funciona" como se fosse um minitwsist e fica muito prático de repartir o cabelo para o penteado.

E ainda há alguns penteados em que ela faz com o cabelo encolhido. Aqui vão dois muito tranquilos de fazer, mas que dão toda uma graça para aquele rabo de cavalo do dia a dia:




Além desses vídeos, tem muitos outros no canal da Naptural85 no YouTube. Prepare-se para perder várias horas assistindo e mais algumas praticando!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Nozinhos de fada


Quem tem o cabelo bem crespo ou encarapinhado já deve ter notado que, com certa frequência, podem ser encontrados nós bem pequenos nos fios de cabelo - a maior parte nas pontas, mas também é possível que apareçam no comprimento. Eles são os chamados "nós de fada" (fairy knots). Eles são chamados assim porque se formam sem que a gente se dê conta e são quase microscópicos, só sendo percebidos ao passarmos a mão no cabelo e sentirmos aquela textura mais áspera, como se houvesse microbolinhas ao longo do nosso fio.

Contudo, os nós de fada não aparecem assim, por mágica. A textura do nosso cabelo, por si só, favorece o embaraço, por conta das curvas e caracóis de tamanho diminuto. Os fios tanto se enroscam uns nos outros quanto neles próprios. Os nós de fada, portanto, surgem quando um fio de cabelo se enrosca nele mesmo, formando um nó.

Esse pode ser um acontecimento comum, especialmente quando se está deixando o cabelo crescer. Algumas pessoas não se incomodam, mas os nozinhos de fada podem se tornar um problema quando aparecem em um número tal que atrapalha o desembaraçar dos fios. Então, o que fazer com eles?

Deixá-los do jeito que estão
Se os nozinhos de fada se apresentam em uma quantidade que não impeça a manipulação adequada do cabelo, então talvez seja melhor deixar do jeito que está. Contudo, é importante saber que se não forem tomadas as medidas preventivas necessárias, a tendência é que este número aumente, fazendo com que causem ainda mais problemas.

Desfazê-los
Uma tarefa que parece bem complicada, e realmente pode ser! Se você tiver bastante paciência, pode tentar desfazer os nozinhos de fada com a ponta de uma agulha. Contudo, é importante dizer que, uma vez que o fio forma um nó, ele não voltará a seu estado original: aquela região onde estava o nó ficará "machucada" e marcada, possivelmente ainda mais frágil e propensa a quebra.

Cortá-los
A maneira mais eficiente de se livrar dos nozinhos de fada é usando a tesoura. Aparar regularmente os cabelos manterá suas pontas livres de nós, mas ao mesmo tempo pode tornar mais difícil a retenção de crescimento dos fios. Se você ainda não tem muitos, pode cortar apenas aqueles fios que estão com os nozinhos de fada, imediatamente acima de onde o nó se localiza. Esse processo é conhecido como "dusting".

Um nozinho pra chamar de meu


E como prevenir os nós?
Não existe forma de evitar 100% os nozinhos de fada. Sua formação é da natureza do nosso tipo de cabelo - ele se enrosca, se enrola e embaraça e isso é perfeitamente normal - simplesmente é como ele é. Os nós em si não são um grande problema, se devidamente administrados (com estas estratégias que vimos acima, por exemplo). Mas, como prevenir é melhor do que remediar, é sempre bom saber o que podemos fazer para minimizar a formação de nós.

Penteados protetores
Uma forma de manter a formação de nós relativamente sob controle e diminuir a necessidade de cortar as pontinhas do cabelo é fazendo uso de penteados protetores. Se você gosta de usar o cabelo solto, especialmente em "wash-and-go's" (lavar o cabelo, aplicar seu produto e deixá-lo secar naturalmente, solto e sem estilização específica) os nozinhos de fada podem se multiplicar. Mantendo os fios presos, de forma compactada e com as pontas "escondidas" impede que eles se enrosquem e façam nós em demasia.

Óleos vegetais
Outro jeito de contribuir para que os fios não se embaracem com muita facilidade é usando óleos vegetais. Eles deixam os fios mais escorregadios, fazendo com que eles deslizem com mais facilidade entre si, auxiliando o desembaraço.

Dividir o cabelo em seções
Além de facilitar o manuseio dos fios, dividir o cabelo em seções impede que aqueles fios que você acabou de desembaraçar se misturem novamente com os que ainda estão embolados, fazendo com que seu trabalho vá por agua abaixo. Além disso, mantendo o cabelo preso em seções você evita o encolhimento dos fios no momento em que está lavando com xampu ou aplicando máscaras de tratamento, por exemplo, e de quebra evita também o embaraço - e a formação de nós.


Observe o estado dos seus fios e veja se existem muitos nós de fada. Dependendo da quantidade, é possível conviver com eles sem maiores dores de cabeça. Mas se você tiver muitos e não quiser cortar os cabelos por estar tentando deixá-los crescer pense que, às vezes, pode ser melhor dar um passo atrás para avançar dois: dê um bom corte nos fios e comece a cultivá-los da maneira correta, sem nós.


domingo, 20 de maio de 2012

Penteados protetores


Por melhores que sejam nossos cuidados, mais ricos que sejam nossos produtos ou mais apurada a nossa técnica, parece chegar um momento em que nossos cabelos empacam em determinado comprimento. Temos a impressão, então, de que nossos fios chegaram ao seu limite de tamanho, o qual não será jamais ultrapassado. Normalmente, este suposto limite é a altura dos ombros: tanto naturais quanto alisadas encontram dificuldades em fazer os cabelos crescerem além disso.

É importante saber que o cabelo possui fases de crescimento. E sim, ele também possui um comprimento terminal. Isso significa que o fio de cabelo nascerá, crescerá por alguns anos e após isso permanecerá neste comprimento por mais algum tempo, caindo em seguida. Mas não se preocupe porque você não ficará careca! Seus fios não caem todos de uma vez. É como nossas sobrancelhas ou cílios – de vez em quando cai um fiozinho na nossa mão ou no nosso rosto.

O limite de tamanho que cada pessoa atingirá com seus fios será ditado pela genética. Porém, nem sempre damos chance ao nosso cabelo de chegar ao seu comprimento terminal. O cabelo crespo e encarapinhado é mais frágil e seco do que outros tipos de cabelo, quebrando com facilidade ao ser penteado, por exemplo. Apesar de ser um processo quase imperceptível, essa quebra constante pode ser o equivalente a um corte de cabelo, fazendo com que seus fios estacionem em determinado tamanho e de lá não passem.

Por isso, por mais gentis que sejamos, determinadas práticas necessárias do dia-a-dia contribuem para que nossos fios se mantenham estacionados em determinado comprimento. Pesquisando as rotinas das naturalistas de cabelos compridos da internet, percebi que quase todas elas atribuem os seus muitos centímetros capilares a técnicas de baixa manipulação dos fios. Em outras palavras elas, de alguma forma, mantêm os cabelos presos durante a maior parte do tempo. Mas não são presos de qualquer jeito. Estamos falando de penteados específicos, os penteados protetores, que ajudam a preservar o fio do atrito com as roupas, com o corpo e dos agentes agressivos externos, como o vento, a poeira, a poluição, o sol e a umidade.


Os penteados protetores são sempre pensados e executados tendo em mente os seguintes objetivos:

1. Devem poder ser mantidos por um período significativo de tempo, que varia de alguns dias a várias semanas. Isto é importantíssimo para diminuir a necessidade de manipulação do cabelo. Se cada vez que você penteia seus fios eles correm o risco de quebrar, a estratégia deve ser mantê-los de forma que não embaracem para que se possa pentear o mínimo possível.
2. Devem “guardar” as pontas dos cabelos, que são a parte mais frágil, mais antiga e que foi, portanto, mais exposta a tudo o que há de ruim no ambiente: ao clima, aos pentes, às escovas, às suas mãos, aos acessórios que você usa... As pontas sempre devem ter atenção especial e por vezes, além de um capricho na hora de aplicar os produtos, elas também precisam de proteção física.
3. Devem manter o cabelo longe do contato com o seu corpo, seus ombros e suas roupas. Se o objetivo é a baixa manipulação dos fios, não há motivo para substituir a sua mão pela gola da sua camisa... Pode parecer bobeira, mas o atrito diário entre as pontas frágeis dos seus fios com as suas roupas causa danos lentos, cumulativos e reais.

Existem inúmeras possibilidades de penteados protetores. O mais simples deles é o coque. Funciona em cabelos médios e longos, ou seja, justamente aqueles que chegaram na altura do ombro e possivelmente não conseguirão passar deste ponto. É o meu penteado favorito e pode ser mantido por até sete dias.

Meu coque semanal: meus cachinhos permanecem, o que significa que o penteado não está apertado
Além do coque, há também opções para cabelos de qualquer tamanho, como os twists e as tranças (soltas ou rasteiras). Os twists e as tranças devem ser feitos mais frouxos, de forma a não tracionar os fios, para que não acarretem em alopecia por tração. Os twists e as tranças soltas, preferencialmente, não devem receber aplique (aqueles do tipo "kanecalom" ou outro tipo de cabelo sintético) e podem ser deixados por até oito semanas; as tranças rasteiras devem ser refeitas, de preferência, semanalmente.

Tranças rasteiras

E fora esses, há os penteados que a sua imaginação permitir, lembrando sempre das regras: deve poder ser mantido por vários dias, deve guardar as pontas dos cabelos e deve se manter longe do contato com seu corpo e suas roupas. 

Apesar de ainda ter algumas pontas expostas, esta pode ser uma idéia para um penteado protetor
É importante também que, à noite, seus fios continuem protegidos. Nessa hora, vale lançar mão da fronha, da touquinha ou do lenço de cetim. E não se esqueça de que o penteado protetor deve ser confortável o suficiente para que você possa dormir com ele! Se sentir seus fios muito repuxados ou algum acessório pinicando sua cabeça, desmanche, durma confortavelmente e, na manhã seguinte invente outro penteado, até achar aquele ao qual você mais se adapta. 
 

ATENÇÃO, ATENÇÃO! 
Já que o objetivo é preservar nossos fios e mantê-los hidratados, é muito importante que, antes de fazer qualquer penteado, você hidrate e trate adequadamente dos seus cabelos. Nunca faça o penteado no cabelo já ressecado, sujo ou embaraçado!


Março de 2011
No meu caso, os penteados protetores foram cruciais para atingir o comprimento que tenho hoje em meus cabelos. Devido ao grande encolhimento, meus fios quando secos batem justamente nos meus ombros, o ponto de atrito da discórdia das naturalistas mundo afora.
Percebendo que especialmente os fios da frente e laterais, que mantêm contato direto com meus ombros, pareciam, além de “estacionados”, mais agredidos e ressecados, resolvi adotar penteados protetores de segunda a sexta, os dias em que passo mais tempo fora de casa, trabalhando e estudando.
Novembro de 2011


E não é que, para minha surpresa, a estratégia realmente deu certo? Considerando que eu não corto os cabelos há quase quatro anos, minhas pontas já estavam pedindo socorro, apesar de todos os cuidados que tinha. Na foto ao lado, acho que fica bem nítido como as pontas laterais, que na foto acima estavam em petição de miséria, conseguiram ultrapassar a barreira do ombro e se aproximaram, em tamanho, da parte de trás do cabelo. Adotar penteados protetores no meu dia-a-dia deu às minhas pontas uma sobrevida maior, e ao comprimento do meu cabelo uma preservação incrível.

Para não ter a desculpa da falta de criatividade, vou deixar alguns links  de penteados protetores bem legais aqui embaixo. Não se prenda aos produtos que estejam eventualmente sendo usados; o importante é o "como fazer" e não o que usar. Ah, e além de protegerem o cabelo, esses penteados podem ser ótimas opções para eventos mais formais - com alguns acessórios você vai do trabalho a uma festa num piscar de olhos!