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Já contei algumas vezes aqui no blog a minha relação de amor e ódio com máscaras que contém proteínas. Embora a importância da etapa de reconstrução, no tratamento com os cabelos, seja tão enfatizada pelas naturais de blogs e grupos do Facebook, eu raramente me acertava nesse quesito. Pesquisando em blogs e sites gringos, descobri que não era a única a ter problemas com proteínas. Algumas meninas relataram que seus cabelos eram sensíveis a proteínas e que facilmente enrijeciam e partiam após o uso de produtos contendo esse ingrediente.
O problema é que meus fios são compridos, e, portanto, “velhos”. Se a gente pensar que o cabelo cresce um centímetro ao mês, um fio com 40cm de comprimento tem mais de 3 anos de idade! Cabelos compridos são, naturalmente, mais expostos às agressões do dia a dia simplesmente porque existem há mais tempo. Eles vão perdendo a proteção natural das cutículas e sofrendo o desgaste esperado para um cabelo deste tamanho. Por isso, eu sinto que meus fios, por vezes, ficam mais elásticos e necessitam mesmo de uma máscara voltada para reconstrução, que contenha algum tipo de proteína.
Mas aí bateu o dilema: como usar máscaras reconstrutoras quando meus cabelos “pedem” por elas, mas sem danificá-los?
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| Resultado do mau uso da máscara de reconstrução! A quebra ocorreu na parte mais encarapinhada do cabelo... |
Espaçando o uso da máscara
Enquanto cabelos quimicamente tratados (alisados, descoloridos) necessitam de reconstruções mais frequentes, cabelos totalmente naturais já resistem mais tempo sem elas. Dificilmente um cabelo natural sem grandes danos precisará de mais do que uma aplicação de máscara reconstrutora por mês. Por via das dúvidas, comece com intervalos bem grandes de tempo entre uma aplicação e outra e vá reduzindo à medida que seu cabelo for pedindo. Como as máscaras variam em quantidade de proteínas, se você por acaso estiver usando uma máscara mais potente, este espaço de tempo maior entre um uso e outro pode ser mesmo necessário para não sobrecarregar os fios.
Utilizando uma máscara emoliente antes da máscara reconstrutora
Cabelos encarapinhados, principalmente aqueles de fio mais grosso, tem uma necessidade naturalmente grande de produtos emolientes. As máscaras reconstrutoras geralmente dão o efeito contrário, já que funcionam como um “cimento” para os pedacinhos que estão desgastados nos fios. Usar uma máscara hidratante para desembaraçar os fios antes e separá-los em seções garante a emoliência que os fios necessitam. Após o tempo de pausa recomendado, basta enxaguar e seguir com a máscara reconstrutora. Desta forma, será fácil respeitar o tempo de ação recomendado, já que as mechas já estarão pré-divididas e desembaraçadas para serem facilmente enluvadas.
Aplicando a máscara ou condicionador com proteínas do meio para as pontas
Outra forma de garantir que os seus fios como um todo não sofram com o excesso de proteínas e priorizar apenas as partes que mais necessitam é aplicando o produto apenas do meio para as pontas dos fios. Obviamente, as partes mais antigas e mais desgastadas dos fios são as pontas, e é lá que este tratamento deve ser concentrado caso seus cabelos já tenham um comprimento superior a 25 cm (mais de dois anos de idade). Este método é bem interessante se o seu cabelo mostra sinais de que precisa de reconstrução com certa frequência, mas mesmo assim a parte “nova” dos fios (próxima à raiz) fica propensa à quebra com a aplicação da máscara reconstrutora.
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| Priorize suas pontas |
Atualmente, eu acabei combinando estas três formas de aplicar a máscara reconstrutora. Uso a máscara Anti Age uma vez ao mês, quando lavo o meu cabelo com xampu anti-caspa. Utilizo primeiro uma máscara emoliente para desembaraçar os cabelos, enxáguo e aí sim uso a máscara voltada para reconstrução. Como meus fios já estão desembaraçados, a aplicação da Anti Age é jogo rápido! Eu priorizo sempre a parte do meio para as pontas, em termos de quantidade de produto e também ao enluvar, e procuro não exceder o tempo de ação recomendado para não correr o risco de sobrecarregar os meus fios.
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E você, tem problemas com a etapa de reconstrução?
Quais estratégias você usa para minimizar os efeitos negativos das proteínas nos seus cabelos?







