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sábado, 4 de outubro de 2014

Como lavar seu cabelo em twists


Depois que comentei aqui no blog sobre a técnica da terapeuta capilar Jô Rezende que me foi ensinada pela amiga cacheada Eliane Serafim, surgiram algumas perguntas sobre como eu faço para lavar meus cabelos em twists. 

Não imaginei que as leitoras fossem ter tantas dúvidas porque é algo tão rotineiro para mim que já faço quase que de olhos fechados! Lavar o cabelo em twists é interessante para as meninas que já estão com cabelos de médios a longos. Vão aí o passo a passo e algumas fotos para ilustrar o processo!

Primeira parte: separando o cabelo

1. Umedeça seu cabelo com um pouco de água (pode ser embaixo do chuveiro mesmo, ou antes de entrar no banho, com um borrifador).

2. Escolha um creme que deixe o cabelo bastante escorregadio para facilitar o processo de desembaraçar. Sabe aquele condicionador que deixa faz o cabelo deslizar, mas não o deixa muito tratado, ou então aquele creme de pentear que super ajuda a desembaraçar, mas não dá um resultado legal na finalização? Então, essa é a hora de gastá-los para desentulhar seu armário de produtos!

3. Separe o cabelo em partes que sejam possíveis de você manipular sem se enrolar durante o processo. Dica: a seção de tamanho ideal é aquela que “cabe” no seu pente ou escova. Se os fios ficarem saindo dos dentes do pente ou escova na hora de desembaraçar é porque tem muito cabelo!


4. Desembarace os fios com os dedos ou com o instrumento de sua preferência (pente, escova...) e faça um twist em cada uma das seções que possam ser trabalhadas.


Segunda parte: lavando os twists

1. Com os twists já prontos, molhe sua cabeça embaixo do chuveiro. Mas molhe MEEESMO! Deixe a água cair por alguns minutos e certifique-se de que os fios estão saturados. Não tem importância retirar aquele creme que você usou para desembaraçar.

2. Caso deseje, nesse momento você pode cobrir o comprimento do twist com um pouco de condicionador para protegê-lo do xampu.

3. Usando a receitinha do xampu diluído, coloque o produto em um frasco com bico aplicador e aplique a misturinha APENAS NO COURO CABELUDO. Coloque nas divisões entre os twists e também “por dentro” do cabelo.


4. Enfie seus dedos por entre os cabelos da base do twist. Isso não deve ser muito complicado, já que quando fazemos twists grandes, a raiz fica mesmo mais frouxa. Caso não dê para passar seus dedos por aí, afrouxe um pouco a raiz do twist girando-o na direção contrária à que você os fez.


5. Esfregue e massageie seu couro cabeludo - APENAS O COURO CABELUDO! Um twist por vez, que é pra você não se perder nem se confundir no processo. Segure o comprimento do twist com a outra mão, assim você visualiza melhor onde deve esfregar o couro.

6. No final, a espuma do xampu vai ficar concentrada apenas na raiz do cabelo/couro cabeludo. O comprimento do twist vai continuar intacto!


Terceira parte: enxaguando o xampu

Esta etapa não tem muito mistério. Você tem duas opções: 

1ª opção: colocar a cabeça debaixo do chuveiro com os twists ainda fechados por alguns minutos, deixando cair BASTAAAANTE água, saturando os fios e apertando os twists para que a água saia e leve com ela os resíduos de xampu. Dica: faça como a segunda foto e segure seu twist afastado da cabeça, deixando a água do chuveiro cair apenas na parte com espuma. Depois que o excesso sair, largue o twist e deixe a água cair normalmente para acabar de enxaguar.

2ª opção: desmanchar um twist por vez para colocar a mecha de cabelo embaixo da corrente de água e refazer o twist na mecha após o enxágue.

Depois de enxaguar, você pode repetir o processo do xampu, caso ache necessário.



Bom, após o xampu é hora de partir para a sua máscara de tratamento ou condicionador favorito. Você vai notar que o comprimento dos fios permanecerá desembaraçado e a raiz, onde você esfregou o xampu, vai estar um pouco mais emboladinha. Isso é inevitável – porque é da natureza do cabelo crespo enroscar nele mesmo – mas pode ser minimizado esfregando o couro, na hora de lavar, sempre em linhas retas, nunca em movimentos circulares. Ainda assim, esse "embolado" vai ser bem mais simples de desfazer do que se a mecha de cabelo estivesse totalmente solta e misturada às demais. 



***


E você, já tentou lavar seu cabelo em twists? O que achou?

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Lavando seu cabelo sem medo

Fonte

Há algum tempo atrás, eu falei aqui no blog sobre diluir o xampu para deixá-lo mais suave. Já tem algum tempo que venho fazendo isso e tenho obtido resultados muito bons.


De tempos em tempos eu preciso usar um xampu anticaspa. Das opções disponíveis nas farmácias experimentadas por mim, o melhor foi o Head and Shoulders Anti Coceira. A indicação de uso é aplicá-lo uma vez, esfregar, enxaguar e repetir a operação. Sinto que o produto é bem eficiente para o que se propõe e ainda deixa uma sensação bem gostosa e refrescante após a lavagem. Mas - e sempre tem um "mas" - esse xampu contem sulfato!

Xampus com sulfato fazem com que meu cabelo se desintegre (eu sempre termino com um bolo de fios arrebentados na mão e no ralo do box). Então como lidar com essa situação?


Conversando com a amiga cacheada Eliane Serafim, resolvi apostar na técnica da diluição também para o xampu com sulfato. Em uma proporção de uma parte de água para uma de xampu, arrisquei aplicá-lo duas vezes como manda o figurino. E com um pequeno detalhe que fez toda a diferença: protegi o comprimento do cabelo com condicionador antes de colocar o xampu no couro cabeludo.

Resumidamente, os passos da lavagem foram os seguintes:
  • Antes de entrar no chuveiro, separei meu cabelo em 10 seções.
  • Umedeci cada uma delas com água e condicionador, desembaracei e fiz um twist em cada seção.
  • Lavei uma seção por vez com o xampu diluído, aplicando-o e massageando apenas o couro cabeludo, sem desmanchar o twist - para isso, basta deixar a raiz "frouxa", assim seus dedos entram facilmente através do cabelo.
  • Para enxaguar, desmanchei um twist por vez e refiz após o enxágue.
  • Apliquei novamente condicionador nos fios e repeti a operação com o xampu.
  • Enxaguei tudo junto, o xampu com o condicionador, novamente desfazendo um twist por vez e refazendo-o depois de retirar todos os produtos dos fios.

Ao passar para a etapa seguinte (máscara de tratamento) meu cabelo não estava embaraçado em demasia e as pontas, graças ao condicionador que apliquei antes, não haviam ficado ressecadas por causa do xampu.

Cabelo seco, no dia da lavagem: definição e encolhimento
normais

Meu cabelo continuou no lugar e, de fato, correu tudo como deveria correr: sem embaraço excessivo nem fios arrebentados entupindo o ralo. E o efeito de limpeza continuou nos dias seguintes, pois não tive caspa nem coceira!

Três dias depois da lavagem: couro limpíssimo;
a definição permaneceu sem ressecamento

Esse é um método que vou definitivamente repetir no futuro. Desta forma, me senti bem mais segura para usar o xampu anti caspa contendo sulfato. Se você possui xampus com sulfato dos quais precisa se livrar antes de partir para os sem sulfato, esta é também uma forma interessante de ir acabando com seu estoque. E mesmo que você já use um xampu sem sulfato, pode tentar este método combinado da diluição + proteger os fios com condicionador + aplicar o xampu mais de uma vez , caso sinta que seu cabelo vem sofrendo com o ressecamento causado pelo xampu mas seu couro exija uma limpeza mais efetiva.


*** Editado dia 14/06 às 14:35 *** Opa! Voltei aqui para dar os devidos créditos a quem os merece: a técnica da lavagem com xampu diluído + proteção dos fios com condicionador a Eliane aprendeu com a Terapeuta Capilar Jô Rezende! Um imenso obrigada à Jô por ter dividido o conhecimento e à Eli por compartilhá-lo comigo =)

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O que realmente limpa o cabelo?

Fonte

Semana passada eu postei na página do Facebook do Ame seu Crespo um artigo do blog The Natural Haven. A JC, autora do blog, é cientista e resolveu unir o útil ao agradável: passou a realizar experimentos científicos com os cabelos crespos, já que ela própria os possui.

Nos últimos meses, ela vem realizando testes com alguns produtos higienizadores para verificar qual deles seria o mais eficiente. Para isso, ela usa seus próprios fios que caem naturalmente, sujos, ou seja, com os produtos que ela aplica no dia a dia para a manutenção do cabelo. Através das fotos que ela obtém com a ajuda de um microscópio, podemos visualizar a camada de oleosidade depositada sobre os fios antes da lavagem e o estado deles após o processo.

Inicialmente ela verificou a limpeza proporcionada pela lavagem com condicionador (co-wash). Contrariando quem não acredita que co-wash limpa os fios, o condicionador conseguiu tirar quase toda a oleosidade dos fios, quase tanto quanto o xampu! 

Xampu X Condicionador: os pontinhos circulados são o que sobrou do óleo
 (clique na imagem para ampliar)
Fonte

Da mesma forma, ela testou dois tipos de argila (que lá nos EUA são encontradas até engarrafadas e prontas para serem usadas como higienizador dos fios). As argilas também se mostraram bem eficazes na retirada da oleosidade dos fios, de maneira similar à lavagem com condicionador.

Após lavagem com um dos tipos de argila: o pontinho
circulado é o que sobrou do óleo.
Fonte

Finalmente, ela resolveu testar o bicarbonato de sódio e o vinagre de maçã, que algumas pessoas alegam ser adequados para retirar resíduos acumulados nos fios. E aí surgiu a grande polêmica: tanto o bicarbonato de sódio quanto o vinagre de maçã não retiraram nada (ou quase nada) da oleosidade acumulada no fio!

Após lavagem com bicarbonato: uma camada bem espessa
de oleosidade permanece no fio.
Fonte

Confesso que para mim também foi bastante surpreendente que o bicarbonato, especialmente, não tenha sido nem um pouco eficaz na retirada da oleosidade do cabelo, justamente porque ele é indicado como um passo inicial para quem quer aderir ao no poo e como alternativa aos xampus antirresíduos, que contém uma concentração alta de sulfato e acabam sendo agressivos às nossas madeixas.

Devemos considerar que a JC usa seus próprios cabelos nos testes e que seus fios carregam todos os produtos que ela usa em sua rotina de cuidados – como ela mesma fala, é uma usuária assídua de óleo de coco, então nas fotos do microscópio podemos ver uma camada significativa sobre os fios que ela usa. 

“Note que sob o microscópio podemos apenas ver a camada de óleo mas não vemos os pequenos depósitos de produtos acumulados ou de condicionador (seria possível ver com instrumentos específicos mas não com o meu microscópio!). Rigorosamente falando, esse experimento responde ao questionamento de o quão bem o método de lavagem X remove a oleosidade do cabelo.”
Fonte (tradução minha)

Não sabemos dizer se o bicarbonato de sódio retiraria a oleosidade natural de um fio que não receba nenhum produto cosmético, como máscaras de tratamento, condicionadores ou cremes de pentear. De toda a forma, é seguro afirmar que esta não é a realidade da maioria das naturais, já que em geral nós usamos sempre algum produto que contenha óleo para reter a hidratação nos nossos cabelos.

Contudo, se você faz no poo e tinha dúvidas sobre a limpeza proporcionada pela co-wash, fique tranquila: desde que todos os seus produtos sejam liberados, livres de silicones e petrolatos, o seu condicionador dá conta do recado.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dicas para cabelos trançados - Por Ana Gonçalves

Fonte

Semana passada, a Ana Gonçalves deixou um super comentário lá na página do Ame Seu Crespo no Facebook dando várias dicas para quem usa tranças soltas com aplique. Se segura aí que lá vêm dicas valiosíssimas!

Histórico capilar
Eu tenho cabelo natural faz 7 anos e na parte de trás ele já alcança quase o meio das minhas costas. Na frente fica no meu pescoço. Há 6 meses, com os cabelos já grandes e totalmente naturais, decidi voltar a usar tranças como penteado protetor, uma vez que minha rotina não me reserva o tempo necessário para penteados demorados que tivessem que ser refeitos semanalmente.
Meu cabelo é crespo com cachos que formam molinhas muito, muito apertadas e finas que encolhem e embaraçam absurdamente! Então, neste momento, as tranças foram a minha salvação para manter os cabelos desembaraçados e penteados.
Em todas as minhas fases trançadas (e foram muitas), nunca atentei para as necessidades do meu cabelo entrelaçado. E isso me gerou um cabelo comprido, mas tratado de forma relapsa. Tive consciência disso quando, há cerca de 2 meses, comecei a hidratá-lo ainda trançado. Na primeira hidratação que fiz com condicionador e Bepantol não o reconheci: a raiz brilhava um brilho que durou a semana inteira! Não parava de tocar na parte que está crescendo. Os cachos, antes esticados pela trança começaram a enrolar dentro dela mesma; mais soltinhos e com uma textura super sedosa. Até o material sintético da trança ficou sensivelmente macio ao toque. Pirei! Uma reação totalmente inesperada! Dali pra cá adotei a seguinte rotina com meus cabelos trançados:

Limpeza
1 vez por semana lavo o cabelo com um xampu sem sulfato. Tento iniciar a lavagem sempre na parte da manha para dar tempo do cabelo secar o máximo possível antes de eu dormir. Inicio o processo de lavagem aplicando o Tônico de Jaborandi Antiquedas da Bioextratus no couro. Deixo agir por 30 minutos. Esta e a única coisa que uso no meu couro cabeludo em todo o processo. Além de fortalecê-lo contra a queda, o tônico funciona como um pré-lavagem. Ele deixa minha raiz macia e menos suja; o que irá potencializar a ação do xampu que será aplicado posteriormente.
Passado o tempo de ação do tônico, molho o cabelo com muita água, até sentir a trança pesar. Separo e prendo o cabelo em 2 maria-chiquinhas grandes usando os fios da própria trança. Uma por vez, solto a maria-chiquinha e limpo, massageando suavemente, o couro da parte desamarrada. Enxáguo com bastante água, até não ver nenhuma bolhinha que indique a presença do xampu nas tranças. Prendo novamente a parte limpa e repito o procedimento no outro lado. Com as duas partes limpas, solto todo o cabelo e o enxáguo novamente para me certificar de que nada, além de água, tenha ficado no meu couro, cabelo e fio sintético. Isto para evitar, o mau cheiro, a caspa, a seborreia etc. Com o cabelo limpo, o enrolo numa camisa de algodão para retirar o excesso de água.
Aliás, opto por lavar o cabelo apenas 1 vez por semana porque cada dia lavado leva 1 dia, 1 dia e meio para secar dependendo da temperatura. E cada dia de trança molhada, significa mais tempo de cabelo natural também molhado e preso na trança (o fio sintético seca mais rápido que o natural). Então imaginem: 2 lavagens na semana podem significar um total de 4 a 5 dias por semana de cabelo molhado ou úmido abafado pela trança. Nada bom! 

Hidratação 
Assim que retiro o excesso de água da trança, as separo em 4 partes, sendo 2 na parte da frente e 2 na parte detrás. As divido considerando que frente é tudo o que ficar da orelha para frente e atrás é o que sobrar. Cada uma dessas 4 partes será trançada apenas para que as tranças soltas não atrapalhem na hora da manipulação capilar. Uma vez separadas em 4 grandes tranças, inicio o processo de hidratação.
Como já tive pano branco devido a seborreia causada por manutenção indevida de tranças, prefiro usar como creme base aquele que for de consistência mais leve e, que consequentemente, sairá de modo mais fácil dos fios. Tenho usado o condicionador Elsève Hidramax com o Bepantol líquido que é especifico para aplicação no cabelo. Misturo 1 tampinha do Bepantol na quantidade de creme suficiente para usar nas minhas tranças que ficam na altura da minha costela e possuem a largura de um lápis, mais ou menos.
Destrançando cada parte por vez, passo essa mistura, de forma generosa, em todo comprimento da trança, incluindo o fio sintético que vai além do meu cabelo natural. No fim, quando todas as partes foram manipuladas deixo a mistura agir entre 30 minutos e 1 hora; dependendo de como estiver meu dia. Sempre hidratei sem usar toca térmica. Normalmente elas ficam presas num rabo de cavalo amarrado com a própria trança ou soltas mesmo. Depois do tempo de ação, as enxáguo abundantemente até ver que saiu TODO vestígio de creme do meu cabelo. Tiro o excesso de água com uma camisa ou toalha e o deixo secar solto ao ar livre.

Sobre o uso de óleos em cabelos com trança
Particularmente eu não uso nada cremoso, gorduroso ou oleoso na minha raiz para não dar chance da formação de caspas e seborreias. Principalmente num cabelo que não está “liberto”, mas preso apesar de bem cuidado. Assim, se estou com o cabelo trançado não aplico manteigas nem óleos essenciais diretamente nas tranças. Utilizo estes produtos quando retiro a trança e apenas aí.
E porque esta postura sobre óleos e manteigas? Quando fiz umectação com óleo de oliva, percebi meu cabelo com muito frizz, com a trança pesada e sem brilho. Isso porque o óleo não saiu do fio sintético que, aliás, levou quase 3 dias para secar. E esse acúmulo pode ser uma porta de entrada para todos os problemas relacionados a fungos e bactérias de que falei anteriormente.
Para nutri-lo adiciono, se tiver apenas óleo, o adiciono no creme que for usar e assim evito que o óleo se acumule nos fios diretamente. Aplico e deixo agir normalmente. Depois retiro. Como meu cabelo não pede muita nutrição, 1 vez por mês é o suficiente. Agora, à hidratação meu cabelo sempre responde muito, muito, muito bem.
As meninas americanas que aconselham o uso de óleos em cabelos trançados, falam de outro clima - frio e não abafado como o nosso. Ou seja, lá não há todo um ambiente favorecendo o crescimento de bactérias e fungos em locais úmidos. A não ser que se lave a trança 2 vezes por semana, a tendência é que o acúmulo de produtos no couro, super exposto à poeira quando trançado, gere muito mais sujeira.

Sobre o uso de extratos glicólicos
Trançada, lanço mão dos extratos. Aliás, os extratos glicólicos são maravilhosos para quem quer nutrição sem a melação dos cremes/óleos/manteigas, seja porque usa trança seja porque já sofre de caspa e seborreia. Este extrato é um líquido obtido de matérias-primas vegetais (frutas, plantas, ervas...) e se trata de um ativo superpotente. Pelo alto nível de concentração dos nutrientes originais, o extrato glicólico deve ser utilizado diluído em água, máscaras, xampus, cremes... Ou seja, assim como os óleos vegetais, os extratos glicólicos são essências excelentes que podem ser usadas como elementos hidratantes ou nutrientes, dependendo apenas da base a qual você o irá diluir. Nestes links há mais informação sobre esta maravilha: aqui e aqui.

Sobre o tempo de troca das tranças
Acho que 3 meses são o máximo para o intervalo entre as trocas. Mais que isso o cabelo sofre com queda e a tração de uma raiz já grande segurando o peso de uma trança bem maior que ela. Já passaram pela experiência da sua trança cair levando seu cabelo desde raiz? Então. É disso que falo.

Dicas finais
O que faço é limpar bem a trança para que meu cabelo natural possa absorver tudo de bom que aplicar nele. Então, não uso sulfatos nem os demais produtos da gang do terror capilar (derivados do petróleo etc.). Mantenho um cabelo natural tratado com produtos que não o agridam e que tampouco se acumulem nele. O objetivo é tratá-lo pontualmente e de forma contínua, com produtos que mantenham seu efeito no maior prazo possível sem que seja necessária uma nova aplicação semanal. No fim, o cabelo trançado num clima úmido e quente como o nosso precisa, antes de tudo, estar limpo e hidratado. Saúde, beleza e bom crescimento virão destes fatores.


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E você, já usou ou está usando tranças no cabelo? Já colocou alguma dessas dicas em prática?
Conte aqui nos comentários!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Diluindo seu xampu


Indispensável para algumas, vilão para outras, o xampu é talvez o produto mais controverso em uma rotina de cuidados para cabelos cacheados, crespos e carapinhas. Apesar do seu importante papel na limpeza dos fios e do couro cabeludo, ele também afasta muitas naturais devido à sua capacidade de retirar a oleosidade do cabelo a ponto de deixá-lo ressecado e quebradiço.

Se você não gosta ou não consegue adotar uma rotina livre de xampu - o chamado No Poo - mas ainda assim sente os efeitos negativos do produto, é possível diluí-lo em uma certa quantidade de água para torná-lo mais suave. Diluir o xampu também auxilia na distribuição do produto no cabelo, além de facilitar enormemente o seu enxágue - essa última parte é especialmente vantajosa para as meninas que estão com tranças soltas evitarem o acúmulo de resíduos na raiz!

O que é necessário

  1. Frasco aplicador graduado (o meu vai até 120 ml)
  2. O xampu de sua preferência
  3. Água (é claro!)
  4. Óleos essenciais (esses são opcionais; eu gosto dos OEs de alecrim e de tea tree/melaleuca)

Como fazer

  1. Encha o frasco com o xampu até, mais ou menos, a marca de 50 ml. O meu favorito é o Oro Argan, da Bioderm.
  2. Pingue as gotas de óleo essencial, caso você deseje. Eu uso de 3 a 5 gotas do OE de alecrim e 10 gotas do OE de tea tree/melaleuca. Eles estimulam o couro cabeludo e possuem propriedades anticaspa , ou seja, são ótimos para o cabelo!
  3. Misture os ingredientes sem agitar o frasco com força - apenas incorpore os óleos no xampu.
  4. Acrescente mais 50 ml de água.
  5. Novamente, incorpore os ingredientes sem agitar o frasco com muita força (ou você terá um frasco cheio de espuma!)

Resultado

Xampu concentrado e xampu diluído

Com uma mistura de água e xampu meio a meio, você terá um produto final bem mais líquido que o original. Por isso, é importante usar o frasco aplicador, pois assim será possível, com o auxílio do bico do frasco, colocar o xampu diretamente no couro cabeludo sem correr o risco de desperdiçar o produto ao escorrer das suas mãos.

Procure diluir seu xampu em quantidades pequenas, que durem apenas algumas lavagens, para que não corra o risco de estragar. No meu cabelo, os 100 ml resultantes da mistura final duram 5 ou 6 lavagens (de duas a três semanas). 


Por último, mas não menos importante, é sempre bom lembrar que, como tudo que se refere a cabelos, as quantidades e proporções da mistura são muito particulares. A consistência da mistura pode ser alterada caso você ache que está muito rala ou muito densa - basta acrescentar mais xampu ou então mais água.

Se você não está acostumada mas deseja se aventurar nos óleos essenciais, comece sempre com menos gotas e vá aumentando conforme sentir que seu couro cabeludo responde bem ao uso. Exagero nos óleos essenciais pode trazer consequências negativas ao seu cabelo e ao seu organismo! 


* * *


Você costuma diluir seu xampu em água?
Acrescenta alguns aditivos para potencializar seus efeitos positivos e diminuir os negativos?
Conte aqui nos comentários os seus resultados!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Meus novos xampus favoritos



Mais uma vez venho falar dos produtos que venho usando na minha rotina capilar atualmente. Dessa vez vim comentar sobre os xampus!

Felizmente, os xampus que usava antigamente não mudaram de composição! Eu refiz a minha seleção de favoritos por dois motivos: melhor desempenho e maior facilidade de compra. Então, seguem os três xampus que venho usando, de forma alternada, atualmente.



Oro Argan (Bioderm) - o primeiro xampu sem sulfato facilmente encontrado em farmácias, mercados e lojas de produtos para cabelos ainda é o meu xampu favorito. Nem tem muito o que falar: ele é muito suave e tem um cheirinho ótimo. Só não é mais suave que o "primo" Oro Argan Monoi. Ainda assim, continua sendo o meu número um pelo motivo que vou explicar mais adiante.







Oro Argan Monoi (Bioderm) - um xampu super suave, o ressecamento que ele causa é próximo de zero! Ele tem a mesma fragrância do condicionador da linha e forma realmente o par perfeito para ele. Depois de muitos (muitos!) meses usando exclusivamente este xampu, percebi um aumento significativo na quantidade de caspas. Não sei se foi devido a uma mudança de clima, a uma alteração hormonal do meu corpo ou ao xampu de fato, mas resolvi dar um tempo e voltei para o Oro Argan branco. Apesar de ser mais hidratante que o outro, esse incidente das caspas o fez ser meu "número dois".




Head & Shoulders Anti Coceira (Procter & Gamble) - o quê?? Um xampu com sulfato? Pois é, depois do episódio das caspas descontroladas causadas pelo Oro Argan Monoi eu corri na farmácia e comprei um xampu anticaspas! Mas e aquela estratégia das massagens com óleo de rícino no couro cabeludo? Bom, eu realmente não quis lançar mão dela por dois motivos. O primeiro foi a falta de tempo - na época, eu só podia cuidar do cabelo uma vez na semana e por um período bem delimitado de tempo, então quanto menos passos na minha rotina de cuidados semanais, melhor a minha vida social! O segundo foi o fato de achar que mais óleo pudesse piorar minha situação, já que supus que uma das possíveis causas da caspa fosse o fato de a linha Oro Argan Monoi ter mais óleos em sua composição.




Bom, o fato é que eu usei o H&S e gostei MUITO do efeito dele. Meu couro cabeludo ficou incrivelmente limpo por 7 dias (7 dias!), não coçou nem descamou e ainda fiquei com uma sensação geladinha após a lavagem. É claro que, como todo xampu com sulfato, ele sai levando meu cabelo ralo abaixo. Por isso, eu uso apenas uma vez ao mês, no dia em que escolho usar uma máscara com proteínas.





EXTRA! >>> Máscara Antirresíduos Banho de Gelo (Haskell) - ok, ela não é xampu, mas é um bom produto para higienizar os fios quando meus cabelos estão limpos demais para verem uma "espuma", mas sujos demais para serem lavados apenas com água. Ainda que não use com regularidade, esta máscara fica sempre por perto, para estas ocasiões excepcionais.





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E os seus xampus favoritos, continuam os mesmos? Conte aqui nos comentários!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dúvidas da leitoras - Parte III



Depois do hiato pelo qual passou o blog, tirei do fundo do baú as dúvidas que mandaram pelos comentários! É sempre bom responder as dúvidas de uma maneira que todo mundo possa ler - afinal, alguém pode ter perguntado o que você sempre quis saber mas não tinha pensado ainda!

Que produto você usa para reconstrução?
Uso a máscara Anti Age, sempre após uma outra máscara que seja bem emoliente - pois é, eu faço o inverso do que a maioria faz! :)

Misturinha de pantenol
Eu já usei a misturinha de pantenol no borrifador, pra umedecer as pontas quando necessário. Mas é preciso tomar cuidado para não saturar os fios com a mistura. Acho que o mais seguro é diluir uma quantidade bem pequena de pantenol, caso a misturinha seja usada diariamente

Produtos para twists
Para twists pequenos como esses, eu gosto de usar a misturinha de manteiga de karité. Para twists maiores, eu uso qualquer creme que esteja acostumada na finalização.

Sobre o método LOC
Não é obrigatório esperar algum tempo entre as etapas do método LOC. Só é bom se certificar de que o cabelo não esteja muito encharcado antes de passar o óleo. Se vc sai com ele molhado direto do chuveiro, é bom secar com uma camiseta velha ou toalha o excesso de água e deixar os fios úmidos. Se você borrifa a misturinha de água com pantenol, também é bom não encharcar os fios com ela.
Algumas pessoas gostam de colocar óleo vegetal no couro cabeludo, outras não. Eu não tenho mais colocado. No LOC, eu aplico o óleo primeiro nas pontas e vou espalhando para o comprimento em um movimento de enluvar.

Creme de manteiga de karité 
O creminho de manteiga de karité pode ser usado tanto no cabelo quanto na pele. Na pele, eu uso em quantidades bem pequenas, principalmente nas áreas que são naturalmente mais ressecadas: joelhos, cotovelos, pés, calcanhares etc. A pele não fica oleosa porque o creminho deve ser bem espalhado e com o movimento ele “desaparece”.
Minha mistura de manteiga de karité continua em bom estado mantendo-a e um pote fechado, ao abrigo da luz e do calor, dentro do meu armário. Vou usando no dia a dia ao longo de algumas semanas e não percebo alteração de cor ou cheiro.

Secador
Antes de usar o secador, é bom se certificar que o cabelo está o mais seco possível, isto é, úmido. Por isso, é sempre bom deixar secar por algum tempo antes de aplicar calor, ou, se não for possível, tirar o máximo do excesso de água com uma toalha ou camiseta velha de algodão. Também é bom usar o secador na temperatura mais baixa, com o bico do difusor ou, caso não tenha, a uma distância de pelo menos 15 centímetros do cabelo. Eu costumo colocar a minha mão na frente do jato que direciono pros meus fios e a uso como “termômetro”; ao menor sinal de desconforto na minha pele por causa do calor eu mudo imediatamente de mecha.

Lavo o cabelo no tanque, e agora?
Eu às vezes lavo meu cabelo no tanque porque acabo interditando o banheiro em dias de lavagem! Mas o processo é o mesmo; a única diferença é que jogo a cabeça para frente para poder molhar com a água da torneira.

Método da Teri e volume
O método da Teri tira mesmo o volume do cabelo, mas ele vai sendo recuperado com o passar dos dias (pelo menos no meu cabelo é assim). Também é possível usar um condicionador que seja mais leve e que não pese tanto, ou ainda usá-lo em menor quantidade.

Protegendo os fios curtos na hora de dormir
Quem tem cabelos curtos, dependendo do comprimento, tem algumas opções. Se estão muito curtinhos, a fronha de cetim dá pro gasto. Se estiverem um pouco maiores e correrem o risco de embaraçar durante a noite - principalmente quando a pessoa se mexe muito durante o sono - o lenço de cetim é mais apropriado. E se estiverem curtos naquela fase em que já dá pra prender, é possível fazer banding separando mechas e prendendo cada uma delas com xuxinhas - e cobrindo com o lenço ou dormindo com a fronha de cetim, é claro!

Crescimento dos cabelos
Dica para crescimento dos cabelos começa com a letra P: PACIÊNCIA! O que parece falta de crescimento é na verdade falta de retenção do crescimento. Todos os tipos de cabelos tem, basicamente, o mesmo ritmo de crescimento. Para mais detalhes sobre crescimento dos cabelos, veja esta postagem.
Qualquer cabelo crespo/encarapinhado tende a crescer primeiro “pra cima”, e conforme vai ganhando tamanho costuma “tombar” para os lados. Mas isso varia de cabelo para cabelo. O meu só “tombou” quando, esticado, chegou nas costas, na altura da axila.

Será possível fazer uma transição com química?
Bom, pra mim, “transição” é justamente deixar as químicas transformadoras e passar a usar o cabelo virgem, natural. Algumas pessoas acham que fazendo permanente afro podem conseguir igualar as pontas à raiz. No entanto, um cabelo com permanente afro continua sendo um cabelo com química, porque o permanente nada mais é do que o mesmo produto usado para relaxamentos e alisamentos, só que aplicado de forma diferente. Selagem térmica, pelo que sei, é um procedimento que alisa os fios em algum grau. Logo, não parece razoável uma pessoa que queira o cabelo natural de voltar fazer uso disso... As maneiras mais seguras para passar pela transição estão detalhadas neste post.

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