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quarta-feira, 2 de abril de 2014

O Método Banding


Banding é um método usado para esticar os cachos (caso seu cabelo forme cachos) e/ou diminuir o encolhimento do cabelo. O banding consiste em prender o cabelo em um rabo de cavalo, em marias chiquinhas ou em várias mechas com xuxinhas, dispostas ao longo do comprimento do cabelo. A disposição das xuxinhas vai depender do resultado que você deseja. Vamos ver duas possibilidades:

Durante e depois do banding frouxo
Banding para esticar levemente os cachos
Se o seu cabelo forma cachinhos bem apertados como o meu e você só deseja esticá-los de leve, sem perder a definição mas ganhando alguns centímetros de comprimento, as xuxinhas devem ser dispostas distantes umas das outras e de forma bem frouxa, sem dar muitas voltas. A foto ao lado mostra o meu cabelo durante e após o banding que fiz na hora de dormir.


Eu gosto de fazer o banding desta forma nos dias em que opto por usar meu cabelo naturalmente encolhido, em um wash and go. Nesse caso, eu sempre prefiro fazer o banding com o cabelo já 100% seco. Como meu cabelo tem comprimento suficiente, eu faço um rabo de cavalo baixo que acaba me servindo também como penteado para a hora de dormir (prendo à noite e solto na manhã seguinte). As xuxinhas são colocadas bem frouxas, então elas não marcam tanto o comprimento do meu cabelo – quando marcam, eu retoco com um pouco de condicionador/leave-in, ou então deixo do jeito que está mesmo, porque após algumas horas o cabelo acaba voltando pro lugar.

Caso seu cabelo não tenha comprimento pra fazer um só rabo de cavalo baixo, você também pode fazer o banding dividindo seu cabelo em mechas da grossura que o seu comprimento permitir e seguindo o mesmo processo de prender o cabelo seco com as xuxinhas de forma frouxa e retirar na manhã seguinte.


Diferentes formas de prender o cabelo
Banding com efeito de blow out
Por outro lado, caso você queira esticar seu cabelo ao máximo, retirando qualquer formato de cacho e dando um efeito parecido com o do blow out, deve dispor as xuxinhas bem próximas umas das outras, e de forma a deixarem o cabelo totalmente esticado. Essa forma de fazer banding é ótima para quando você precisa dos fios esticados mas não pode ou não quer fazer uso do secador.


Nesse caso, o banding deve ser feito necessariamente em mechas de espessura média (eu gosto de dividir meu cabelo em pelo menos 10 partes), nos fios levemente úmidos – apenas levemente, porque se estiver muito molhado o cabelo não irá secar! Desembarace a mecha que será presa antes para alinhar os fios e retirar qualquer resquício de cachinhos que você possa ter. Deixe preferencialmente de um dia para o outro, retirando na manhã seguinte, para garantir de que os fios estejam totalmente secos, ou o cabelo irá reverter. 

Uma mecha do meu cabelo esticada após banding.
Minha intenção era mostrar o cabelo totalmente solto,
mas após a primeira mecha percebi que seria inviável :P

Caso você opte pelo banding com efeito de blow out, procure aplicar um produto no cabelo antes que não seja umectante, isto é, que não atraia umidade para o seu fio porque, novamente, a umidade fará o cabelo reverter e encolher. Algumas meninas gostam apenas usar óleo vegetal ou manteigas vegetais, e não cremes propriamente ditos, já que os óleos temporariamente "impermeabilizam o cabelo".



Uma dica universal para o banding é embeber as xuxinhas que você for usar em óleo vegetal. Geralmente as xuxinhas são feitas de material que absorve umidade, e o óleo evitará que elas absorvam a umidade dos seus fios, deixando-os ressecados e quebradiços. O óleo também vai auxiliar na retirada das xuxinhas, no dia seguinte. Ah, e por último mas não menos importante: use xuxinhas sem partes de metal!




E é claro que entre esses dois efeitos existem várias possibilidades de "esticamento". Veja só esse vídeo que mostra um efeito intermediário obtido com o método banding. Você pode ir testando com tipos diferentes de xuxinhas, diminuindo ou aumentando a distância entre elas e as voltas que elas dão no cabelo para ter um resultado diferente a cada tentativa.

terça-feira, 18 de março de 2014

Assumir o cabelo natural é usá-lo sempre encolhido?


Uma questão que causa discussão entre as naturais é sobre fazer ou não texturizações que modifiquem o formato dos cachos e dos fios. Enquanto algumas são adeptas de tranças, twists, coquinhos (bantu knots) e até mesmo blow outs (uma espécie de escova que não traciona muito os fios), outras acreditam que, para realmente aceitar seu cabelo natural é necessário usá-lo em seu estado de encolhimento natural, em um wash and go, com volume, em um black power.

Existem alguns fatores que facilitam ou dificultam o uso do cabelo naturalmente encolhido – e um deles é o comprimento do fio. Na minha experiência com os cabelos, percebi que, quanto mais comprido meu cabelo ficava, mais difícil se tornava a hora de desembaraçá-lo após alguns dias do wash and go. Com mais embolação vinha também mais quebra, e de brinde vários nós (tanto nozinhos de fada quanto nós em mechas propriamente ditas) que acabavam tendo que ser cortados durante o ato de pentear.

Uma das estratégias para diminuir a quantidade de nós era usar o cabelo em um penteado protetor. Eles fizeram parte da minha rotina por meses a fio e tiveram grande responsabilidade por levar meu cabelo até o comprimento que está hoje. Mas confesso que, em determinado ponto, fiquei um pouco cansada do cabelo sempre preso. Ao mesmo tempo, não queria prejudicar meus fios nem perder centímetros preciosos nas pontinhas.

Um presente do meu último wash and go

A solução que encontrei foi lançar mão de twists e twist outs. Nos últimos meses eu venho experimentando bastante com os twists grossos e acabei incorporando-os de vez à minha rotina. Embora as pontas dos cabelos fiquem “soltas”, para baixo, os fios ficam presos em mechas e alinhados, diminuindo enormemente o embaraço. Logo, eu os entendo como uma forma de também proteger os fios e conseguir reter o comprimento que ganhei. Além disso, o twist out me permite mostrar um pouco o comprimento do meu cabelo e aproveitar os centímetros que conquistei ao longo dos anos.

Essa discussão sobre usar o cabelo encolhido ou texturizado me surpreende muito, já que as blogueiras e youtubers americanas que, em sua maioria, serviram como primeira referência nos cuidados com os cabelos, vivem em twist outs, braid outs, em texturizações com coquinhos, bigoudis, bobes e uma infinidade de outros estilos. Elas também entendem que determinadas texturizações são formas de preservar seus fios, evitando que embaracem demasiadamente e facilitando a preparação de penteados presos. Muitas dificilmente abrem mão de texturizações no dia-a-dia. E, a despeito disso, em nenhum momento elas deixaram de ser naturais nem de assumir e declarar que seus cabelos eram “kinky” (ou encarapinhados/carapinha). Ao contrário, compreendem o uso dessas técnicas como parte fundamental do tratamento adequado aos cabelos crespos e encarapinhados e recomendam que suas seguidoras também experimentem.


Conclusão
O cabelo crespo e encarapinhado é versátil, e isso todas nós sabemos. Ao longo da nossa jornada, vamos descobrindo e redescobrindo formas de cuidar dos nossos fios, de acordo com nossos objetivos futuros e com a fase em que nosso cabelo se encontra. Existem várias formas de finalizar e estilizar nosso cabelo que não envolvem químicas transformadoras, e elas podem – e devem – ser pesquisadas e testadas para que você atinja seus objetivos capilares. Nós largamos a química para libertarmos nossos cabelos, então sejamos livres para usá-los como quisermos, seja em um black de parar o trânsito, em um twist out impecável ou em um look mais básico.


* * * Leia também: "Estamos julgando?"