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sábado, 16 de fevereiro de 2013

"Estiquei meu cabelo e agora ele não quer mais cachear!"

Fonte

Na semana passada vimos uma das consequências do uso do calor nos fios. Hoje, resolvi comentar sobre uma queixa que no início me surpreendeu, mas agora percebo que é bem mais comum do que imaginava. Vez ou outra, leio relatos de meninas desesperadas, contando que fizeram escova seguida de chapinha ou baby liss e, mesmo após lavarem o cabelo, seus cachos não se comportaram mais como antes: ficaram indefinidos ou esticados, disformes.


"Por que isso acontece?"
O calor muito intenso e direto pode alterar a estrutura do fio de forma definitiva. Acredita-se que ele afete as pontes de hidrogênio (aquelas que permitem que o cabelo molhado seja “moldado” por bobes, twists ou por uma escova após seco), ao mesmo tempo em que causa perda de proteínas do fio. A combinação desses dois fatores muda o formato do cabelo de forma irreversível



"E agora, o que eu faço?"
Quando se estica o cabelo com secador e prancha muito quentes e ele se altera, tratamentos à base de proteína podem ajudar, até certo limite, os fios a voltarem ao seu formato original, pois repõem as proteínas perdidas no processo. O uso contínuo e prolongado do calor pode gerar uma perda proteica tão grande que o fio enfraquecerá a ponto de quebrar


Quais temperaturas são seguras para usar no cabelo? 
Sempre que se aplica algo quente nos fios eles sofrem, em algum grau (pense na sua roupa, que vai ficando desgastada ao longo do tempo com o uso do ferro de passar, mesmo que você use na temperatura indicada como adequada). Por isso, o melhor é evitar o uso de calor

Quando não houver outra saída, procure usar um protetor térmico e um aparelho que tenha regulagem de temperatura. Neste caso, prefira as temperaturas até 150°C, que fazem com que o cabelo perca hidratação, mas não sofra consequências mais graves. De 160 a 175°C o cabelo, além de ficar desidratado, pode sofrer alguma deformação plástica permanente – o cabelo irá voltar ao seu estado “normal”, mas não exatamente como era antes (justamente o problema relatado pelas meninas que fazem escova e o cabelo fica “estranho” após lavar novamente). Finalmente, acima de 200°C, o cabelo derrete, e aí não adianta chorar sobre o leite derramado! 


“Heat training”: o que é isso? 
Existem pessoas que usam esta consequência a seu favor. Este procedimento é chamado de heat training. Ele consiste em “abrir” os cachos de forma gradual, com o uso controlado de calor aplicado diretamente nos fios. O cabelo, após algumas sessões de secador e chapinha, não irá mais enrolar ou encolher como antes, ainda que seja molhado. 

As adeptas do heat training alegam que o processo de deixar o cabelo menos crespo com o auxilio do calor ajuda a evitar o embaraço exagerado, os nós de fada e, portanto, proporcionaria a retenção do comprimento, ampliando a gama de penteados e estilos possíveis de se fazer no cabelo. 

Existem algumas naturais no YouTube, como a Longhairdontcare2011, que praticam o heat training e são bem sucedidas (olha só o tamanho do cabelo dela no vídeo abaixo!). Mas ela mesma reconhece que este método não é para todas e deve ser feito com muita cautela. Considerando que dificilmente algum cabeleireiro irá se propor a fazer isso, as adeptas precisam descobrir sozinhas os limites que seus cabelos aguentam - e a história nem sempre acaba com um final feliz...




Na minha opinião, cabelo esticado permanentemente por calor é sinônimo de cabelo danificado. É claro que existem procedimentos que também são danosos aos fios – relaxamentos e tinturas são, como o heat training, formas de danificar o cabelo de maneira “controlada”, já que nem todo mundo experimenta problemas como quebra exagerada, enfraquecimento e ressecamento dos fios, e muitas, a despeito dos procedimentos feitos, conseguem reter comprimento e conquistam cabelos longos e de aparência saudável. Essas pessoas possuem um cabelo que, naturalmente, é mais resistente a danos. Se o seu cabelo é naturalmente fino, frágil e só de ver um pente costuma arrebentar (como o meu!), então procedimentos que gerem danos, mesmo que de maneira controlada não são para você.




* As informações para esta postagem eu retirei deste, deste e deste site. Confira os artigos originais clicando nos links!