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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Produtos favoritos para 2015


De tempos em tempos é bom a gente rever a nossa rotina de tratamento e avaliar os produtos e procedimentos que estão dando certo ou errado para fazer as devidas mudanças. Depois de ter terminado meu tratamento para dermatite seborreica, coloquei tudo na balança e reorganizei minha rotina de tratamento junto com meu estoque de produtos. Hoje veremos os produtos eleitos para 2015!

Xampus
Controle de Oleosidade (Phytoervas) e Color Reflect (Amend)


Com a avaliação da dermatologista, tive que aceitar o fato de ter um couro cabeludo oleoso. Por conta disso, decidi procurar um xampu destinado a este tipo de cabelo. Para minha alegria, a Phytoervas lançou uma linha de xampus sem sulfatos, sem corantes e sem parabenos! Apesar de estar usando o xampu para cabelos oleosos da linha, ele resseca bem menos do que esperava. E, quase que por milagre, ele consegue deixar meu couro cabeludo limpo, sem pelinhas e sem massinha! Já é um favorito desde a primeira lavagem!



Para intercalar com ele, uso o xampu da Amend. Ele também não contém sulfato e é destinado a cabelos tingidos. É um xampu super hidratante (meus fios simplesmente não embaraçam com ele!) e, acredito que por conta disso, não tenha um efeito limpante tão efetivo quanto o anterior. Lanço mão dele quando acho que meu cabelo está carente de um xampu mais suave. 

Máscaras de tratamento
AMO (Yenzah), Biolage Fortethérapie (Matrix) e Anti Age (Amend)


As máscaras continuam sendo usadas em todas as lavagens após o xampu. A única novidade mesmo foi a bela surpresa da máscara da Yenzah, que foi perfeita para o meu cabelo! Ela é bem hidratante e cumpre o que promete. 



Intercalo esta com a Fortethérapie que promete fortalecer o cabelo e é e repleta de óleos vegetais. Ela é bem levinha e muito boa para não sobrecarregar os fios.



Quando sinto necessidade, faço a etapa da reconstrução com a Anti Age após hidratar e desembaraçar os cabelos com alguma das outras duas máscaras.

As três máscaras contém silicones, então são liberadas apenas para quem faz low poo e usa xampu com certa regularidade.


Finalização
Cremes de pentear Hidratação Anti-Nós (Seda) e Óleo Hidratação (Seda)
Condicionador Óleo Extraordinário (Elséve)

Finalizo meu cabelo intercalando ainda wash and gos com twist outs – depende do meu humor no dia. Os dois cremes de pentear da Seda foram uma grata surpresa: são simplesmente ótimos para o meu cabelo e cada um tem a sua especificidade: o Hidratação Anti-Nós deixa os fios muito macios, tornando-se ideal para wash and gos naturais. Já o Óleo Hidratação deixa o cabelo à prova de umidade e é perfeito para twist outs. Ambos contém silicones, então é interessante usá-los apenas se o xampu está incluído na sua rotina de tratamento.

Como opção silicone free e totalmente liberado para no poo está o condicionador Elseve da linha Óleo Extraordinário. O efeito dele é bem parecido com o antigo Liss Intense Extreme, porém um pouco mais leve. A única desvantagem dele é o glitter que vem misturado ao creme que, até agora, não entendi a finalidade - a não ser deixar seu rosto, colo, pescoço, ombros, mãos pupurinados! Atenção à embalagem na hora da compra: o produto se apresenta em duas "versões" com fórmulas diferentes! O condicionador liberado é o de tampa mais escura, indicado para cabelos "muito secos, ressecados".



***

E você, já escolheu seus produtos para 2015?

domingo, 7 de dezembro de 2014

Caspa é coisa séria!


Seja de maneira permanente ou sazonal, muitas pessoas são acometidas pela caspa. Nem todas as “caspas” são iguais ou causadas pelo mesmo fator. Às vezes, o que se considera caspa pode ser um mero acúmulo de produtos; outras vezes pode ser um problema mais grave.

Antes mesmo de ficar natural, tive momentos ou períodos em que a caspa esteve mais (ou menos intensa). Em todas as vezes, consegui controlar por conta própria: melhorando a alimentação, lavando a cabeça com mais frequência, usando óleos vegetais etc.


Situação se agravando
(repare nas manchas brancas na testa)
Só que, de uns tempos para cá, a situação veio se agravando. O que eu pensei ser uma “simples caspa” tornou-se um transtorno: a descamação aumentou muito e os xampus anticaspa de mercado não davam conta. A descamação aumentou tanto que atingiu minha testa, sobrancelhas, a região perto das orelhas e nariz. Ainda que tivesse acabado de lavar o cabelo, ela continuava. Algumas partes do meu rosto ficaram descoloridas. Ou seja, eu não estava "apenas" com caspa... 



Olhar de desespero!
(pele bem oleosa, espinha gritante!)
A dermatologista, que foi muito atenciosa, diagnosticou minha condição como dermatite seborreica. Pelo que a médica me explicou, ela se dá por razões genéticas, mas é desencadeada por fatores externos (como o estresse, por exemplo). Normalmente ocorre em peles oleosas, justamente por causa do excesso de oleosidade, tanto no couro cabeludo quanto no rosto, e até mesmo em algumas regiões do corpo, como o colo. A dermatite seborreica não tem cura, mas tem controle. 



Após os primeiros 3 dias de tratamento

Meu tratamento envolve um xampu, para tratar do couro cabeludo, medicamentos para as áreas onde havia descamação e produtos para controle da oleosidade do rosto.

Até o momento o tratamento vem dando muito certo e os locais onde havia descamação estão se recuperando! Apesar de ter que lavar o cabelo com mais frequência (dia sim, dia não), não estou sentindo um grande prejuízo para os meus fios. Tenho tentado manter meu cabelo em twists grossos para preservar as divisões e evitar que embarace muito – e por enquanto está tudo bem.



Não tema prejudicar seu cabelo por conta da medicação, pois o médico não irá interferir drasticamente nos seus cuidados, a não ser que seja mesmo necessário – a mim, só foi recomendado que evitasse usar cremes na raiz, o que eu sempre fiz, na verdade. Se você sofre de alguma condição no couro cabeludo que parece não ter jeito com receitas caseiras ou produtos comerciais, não se acomode: procure um profissional capacitado para lidar com o problema.

Após 10 dias de tratamento: pele se recuperando
(Adeus, descamação! Adeus, espinha gritante!)

domingo, 16 de novembro de 2014

5 dicas para aproveitar ao máximo seus produtos



Desde o meio do ano, eu venho tentando economizar quando se trata de cabelo. E não é somente por uma questão financeira, mas principalmente de consumo responsável: será que a gente precisa mesmo de tantos produtos para cuidar das nossas madeixas? Às vezes temos tantas coisas que nem damos conta de usar tudo!

Inspirada na amiga Claudia Silva, resolvi acabar com meus estoques. Mas acabar meeesmo! Usar tudo até a última gota. Para isso, tomei algumas atitudes - e você também pode se inspirar para fazer “a limpa” no seu armário de produtos ainda para 2015!

1. Pare de comprar produtos novos apenas para experimentar. Só permita que entrem no seu armário aqueles que são extremamente necessários!

2. Reveze o uso de máscaras de tratamento e condicionadores. Normalmente elegemos um ou dois favoritos e ficamos neles até acabarem, esquecendo outros produtos que podem até não ser tão bons, mas ainda assim dão um resultado legal para o cabelo. Dê mais uma chance aos seus "quase favoritos".




3. Corte o fundo das embalagens para retirar todo o produto que fica ali acumulado, mas não sai quando apertamos o frasco. Às vezes, a gente joga fora uma ou duas aplicações do nosso produto favorito no lixo por bobeira... Tenha sempre um estilete ou tesoura grande para cortar a embalagem (com cuidado!), uma espátula para retirar o produto e um potinho para guardar essas sobrinhas do fundo da embalagem. Isso gera uma economia sem tamanho!



4. Junte os restinhos dos cremes e faça uma misturinha. Guarde um pote maior (pode ser de uma máscara de tratamento) e ponha nele os restinhos de cremes de tratamento ou condicionadores que não são suficientes para uma aplicação completa. Dê preferência às misturas com produtos de mesma finalidade – cremes de hidratação com cremes de hidratação, e assim por diante. De pouquinho em pouquinho, é possível juntar produto o bastante para algumas aplicações, e o resultado ainda pode ser surpreendentemente positivo para o cabelo. Só evite guardar a mistura por muito tempo!

5. Dê novos usos para os seus produtos. Comprou um creme de pentear que é bom para desembaraçar mas não dá uma finalização legal? Que tal usá-lo para desembaraçar o cabelo antes de lavar com xampu? Tem algum condicionador meia-boca que não serve para nada? Ele pode ser aplicado no comprimento dos fios antes da lavagem para proteger do ressecamento do xampu. Comprou muitos óleos/manteigas vegetais e não sabe mais o que fazer com eles? Use no corpo, nas regiões mais ressecadas, como tônico para fortalecer as unhas ou ainda antes de dormir, como hidratante labial.


***


E você, o que faz para evitar o desperdício e utilizar seus produtos de cabelo até a última gota?

domingo, 9 de novembro de 2014

Experimentando cremes de pentear



Quem acompanha o blog sabe que gosto bastante de finalizar meu cabelo com condicionador. Evidentemente, não é QUALQUER condicionador: são apenas alguns que dão o efeito que eu gosto sem provocar reações adversas, como coceira, caspa ou ressecamento.

Nessa de sempre procurar condicionadores para usar como finalizadores, acabo deixando passar batido alguns cremes de pentear que funcionariam bem para o meu cabelo. Bom, mas dessa vez não deixei e experimentei dois cremes de pentear: o Seda Recarga Natural Hidratação anti-nós e o Seda Cocriações Óleo Hidratação.



Mas para tudo... Seda?????? Aquela mesma Seda que, quando era criança, lançava só produtinhos meia boca que não faziam nada de bom pelos meus cabelos? Sim, ela mesma. Confesso que comprei com certa desconfiança e até mesmo receio por conta das experiências traumáticas no passado de Seda Ceramidas e cia. Mas esses dois cremes de pentear são surpreendentes! Cada um dá um efeito diferente - e isso vai do gosto do freguês, e também do que se deseja para o cabelo na ocasião.



O Recarga Natural deu definição e também bastante volume, deixando meu cabelo bem macio. Percebi que ele é bem interessante pra quem quer um wash and go mais despojado e day afters cada vez maiores. Como todo produto que me dá volume natural logo no primeiro dia, ele não me permite ter muitos dias seguintes satisfatórios - o cabelo acaba precisando de muitos retoques e embaraça com mais facilidade.

Já o Óleo Hidratação deu definição máxima e proteção total contra umidade do ar. Pra quem deseja um wash and go mais “comportado”, superdefinido e que permaneça intacto com o passar do tempo, ou twist-outs que durem vários dias mesmo em épocas mais úmidas ou chuvosas, ele funciona muito bem! 

Esquerda: day after com o creme de pentear Seda Recarga Natural Hidratação anti-nós
Direita: day after com o creme de pentear Seda Óleo Hidratação

Os dois cremes possuem silicones, então é recomendável que você utilize algum xampu (com ou sem sulfato) regularmente caso queira adicioná-los à sua rotina. O preço também é bem convidativo, mas a embalagem é pequena, o que não faz deles muito econômicos para quem gasta muito produto na finalização. Em compensação, são encontrados com facilidade em farmácias, mercados e magazines, então podem ser opções boas para casos de emergência.


***

Depois dessa experiência positiva, acho que vou dar outra chance aos cremes de pentear das prateleiras!

E você, já tentou experimentar novamente algum produto que, no passado, não tenha dado certo para o seu cabelo? O que achou?



Obs: Todos os produtos mostrados na postagem foram adquiridos por mim mesma e comprados com meu próprio dinheiro, em lojas comuns. Logo, as opiniões mostradas aqui refletem puramente as minhas impressões sobre eles.

terça-feira, 18 de março de 2014

Assumir o cabelo natural é usá-lo sempre encolhido?


Uma questão que causa discussão entre as naturais é sobre fazer ou não texturizações que modifiquem o formato dos cachos e dos fios. Enquanto algumas são adeptas de tranças, twists, coquinhos (bantu knots) e até mesmo blow outs (uma espécie de escova que não traciona muito os fios), outras acreditam que, para realmente aceitar seu cabelo natural é necessário usá-lo em seu estado de encolhimento natural, em um wash and go, com volume, em um black power.

Existem alguns fatores que facilitam ou dificultam o uso do cabelo naturalmente encolhido – e um deles é o comprimento do fio. Na minha experiência com os cabelos, percebi que, quanto mais comprido meu cabelo ficava, mais difícil se tornava a hora de desembaraçá-lo após alguns dias do wash and go. Com mais embolação vinha também mais quebra, e de brinde vários nós (tanto nozinhos de fada quanto nós em mechas propriamente ditas) que acabavam tendo que ser cortados durante o ato de pentear.

Uma das estratégias para diminuir a quantidade de nós era usar o cabelo em um penteado protetor. Eles fizeram parte da minha rotina por meses a fio e tiveram grande responsabilidade por levar meu cabelo até o comprimento que está hoje. Mas confesso que, em determinado ponto, fiquei um pouco cansada do cabelo sempre preso. Ao mesmo tempo, não queria prejudicar meus fios nem perder centímetros preciosos nas pontinhas.

Um presente do meu último wash and go

A solução que encontrei foi lançar mão de twists e twist outs. Nos últimos meses eu venho experimentando bastante com os twists grossos e acabei incorporando-os de vez à minha rotina. Embora as pontas dos cabelos fiquem “soltas”, para baixo, os fios ficam presos em mechas e alinhados, diminuindo enormemente o embaraço. Logo, eu os entendo como uma forma de também proteger os fios e conseguir reter o comprimento que ganhei. Além disso, o twist out me permite mostrar um pouco o comprimento do meu cabelo e aproveitar os centímetros que conquistei ao longo dos anos.

Essa discussão sobre usar o cabelo encolhido ou texturizado me surpreende muito, já que as blogueiras e youtubers americanas que, em sua maioria, serviram como primeira referência nos cuidados com os cabelos, vivem em twist outs, braid outs, em texturizações com coquinhos, bigoudis, bobes e uma infinidade de outros estilos. Elas também entendem que determinadas texturizações são formas de preservar seus fios, evitando que embaracem demasiadamente e facilitando a preparação de penteados presos. Muitas dificilmente abrem mão de texturizações no dia-a-dia. E, a despeito disso, em nenhum momento elas deixaram de ser naturais nem de assumir e declarar que seus cabelos eram “kinky” (ou encarapinhados/carapinha). Ao contrário, compreendem o uso dessas técnicas como parte fundamental do tratamento adequado aos cabelos crespos e encarapinhados e recomendam que suas seguidoras também experimentem.


Conclusão
O cabelo crespo e encarapinhado é versátil, e isso todas nós sabemos. Ao longo da nossa jornada, vamos descobrindo e redescobrindo formas de cuidar dos nossos fios, de acordo com nossos objetivos futuros e com a fase em que nosso cabelo se encontra. Existem várias formas de finalizar e estilizar nosso cabelo que não envolvem químicas transformadoras, e elas podem – e devem – ser pesquisadas e testadas para que você atinja seus objetivos capilares. Nós largamos a química para libertarmos nossos cabelos, então sejamos livres para usá-los como quisermos, seja em um black de parar o trânsito, em um twist out impecável ou em um look mais básico.


* * * Leia também: "Estamos julgando?"

segunda-feira, 10 de março de 2014

Fazendo sua transição com tranças



Como já contei aqui no blog, as tranças soltas com aplique surgiram na minha vida como uma solução emergencial para um cabelo que não parecia ter mais salvação devido aos danos causados pelas químicas. Quando decidi colocá-las, nem passava pela minha cabeça me tornar natural: minha ideia inicial era ficar com o cabelo trançado por alguns meses até que ele pudesse crescer eu decidir o que fazer com ele.

Só que o visual e a praticidade das tranças me conquistaram de tal forma que eu não quis mais abandoná-las: fiquei quase 5 anos com este estilo, variando comprimentos, cores, espessuras, materiais... A versatilidade das tranças é realmente apaixonante! E foi tão apaixonante que acabei “me esquecendo” que tinha um cabelo “de verdade” ali dentro, preso. Por isso que, quando resolvi não mais usá-las, meus cabelos, agora 100% naturais, estavam em condições nada legais... Tive que cortar um bom pedaço dele s para conseguir ter um novo começo.

Hoje em dia, com a informação que temos disponível na internet e com os altos e baixos da minha própria experiência, eu percebo o quanto errei com meus cabelos e com as tranças neste período!... Descobri que tranças são sim aliadas no processo de transição quando corretamente feitas e mantidas. Vamos a algumas dicas:


Trate do seu cabelo antes, durante e depois – antes de colocar as tranças pela primeira vez, certifique-se de que seu cabelo recebeu a merecida dose de hidratação e de proteína (e isso vale principalmente pra quem já está com uma parte lisa e outra enrolada!). Enquanto estiver com as tranças, procure não fazer penteados que puxem muito o cabelo e também tente proteger a linha da testa na hora de dormir com uma faixa ou um lenço de tecido sintético. E depois de retirar as tranças, dê alguns dias de descanso para seus fios e couro e aproveite para refazer os tratamentos com máscaras e demais produtos.

Não faça tranças muito grossas ou muito apertadas – tranças muito grossas podem ficar muito pesadas e acabar arrancando seus fios pela raiz, causando, em casos mais graves, alopecia. Da mesma forma, tranças muito apertadas e rentes ao couro podem causar dor e desconforto. Converse com a sua trancista e sempre avise se você estiver sentindo algo de errado enquanto trança o cabelo ou após o processo feito. Dor não é normal!


Dilua seu xampu – diluir uma parte de xampu em uma parte de água, deixando-o bem líquido, facilita a distribuição e o enxágue do produto, evitando a formação daquela massinha rente ao laço da trança. Considerando que você não usará diariamente produtos que possam causar acúmulo, basicamente a única “sujeira” no seu couro cabeludo será a sua oleosidade natural, que é facilmente retirada com um xampu diluído. 

Não abra mão dos óleos vegetais – embora todas as trancistas pelas quais passei tenham me orientado a não aplicar nenhum produto além do xampu nas tranças, li diversos relatos na internet de meninas que mantém uma rotina de uso de óleos vegetais no couro e no comprimento do cabelo enquanto estão com os fios trançados. Não pude testar isso em mim mesma, então vale uma tentativa, caso você ache que seus fios estão precisando de algo além do xampu. 

Não fique mais do que 8 semanas com as mesmas tranças – esse é um fator crucial para a manutenção ou destruição do seu cabelo natural: quanto mais tempo você ficar com as mesmas tranças, maior será o acúmulo daquela massinha próximo à raiz, que é a grande responsável pela quebra massiva dos fios. Por isso, o ideal é refazer as tranças em intervalos de 6 a 8 semanas, pois assim não vai haver tempo de acumular muita sujeira e será bem mais fácil de desembaraçar.

Conclusão
Pense primeiro no seu cabelo, e depois nas tranças – a gente sabe que tranças não são baratas e nem são simples e rápidas, que trança com raiz meio frouxa não contribui para um visual impecável e que tranças grossas são “poder”. Mas pense que, antes do look trançado, sua intenção é fazer a transição e manter intacto o seu cabelo natural. Existem alguns pequenos “sacrifícios estéticos” que você precisará fazer em relação ao visual das tranças para poder manter seu cabelo verdadeiro que está lá, protegido. Se a manutenção das suas trancinhas a cada 6 ou 8 semanas pesar demais no bolso, considere fazê-las você mesma. Existem vários tutoriais no YouTube que ensinam como fazer e, com um pouco de prática e paciência, você poderá dominar o processo.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Balanceando hidratação e reconstrução

Fonte

Já contei algumas vezes aqui no blog a minha relação de amor e ódio com máscaras que contém proteínas. Embora a importância da etapa de reconstrução, no tratamento com os cabelos, seja tão enfatizada pelas naturais de blogs e grupos do Facebook, eu raramente me acertava nesse quesito. Pesquisando em blogs e sites gringos, descobri que não era a única a ter problemas com proteínas. Algumas meninas relataram que seus cabelos eram sensíveis a proteínas e que facilmente enrijeciam e partiam após o uso de produtos contendo esse ingrediente. 

O problema é que meus fios são compridos, e, portanto, “velhos”. Se a gente pensar que o cabelo cresce um centímetro ao mês, um fio com 40cm de comprimento tem mais de 3 anos de idade! Cabelos compridos são, naturalmente, mais expostos às agressões do dia a dia simplesmente porque existem há mais tempo. Eles vão perdendo a proteção natural das cutículas e sofrendo o desgaste esperado para um cabelo deste tamanho. Por isso, eu sinto que meus fios, por vezes, ficam mais elásticos e necessitam mesmo de uma máscara voltada para reconstrução, que contenha algum tipo de proteína.

Mas aí bateu o dilema: como usar máscaras reconstrutoras quando meus cabelos “pedem” por elas, mas sem danificá-los?

Resultado do mau uso da máscara de reconstrução!
A quebra ocorreu na parte mais encarapinhada do cabelo...

Espaçando o uso da máscara
Enquanto cabelos quimicamente tratados (alisados, descoloridos) necessitam de reconstruções mais frequentes, cabelos totalmente naturais já resistem mais tempo sem elas. Dificilmente um cabelo natural sem grandes danos precisará de mais do que uma aplicação de máscara reconstrutora por mês. Por via das dúvidas, comece com intervalos bem grandes de tempo entre uma aplicação e outra e vá reduzindo à medida que seu cabelo for pedindo. Como as máscaras variam em quantidade de proteínas, se você por acaso estiver usando uma máscara mais potente, este espaço de tempo maior entre um uso e outro pode ser mesmo necessário para não sobrecarregar os fios.

Utilizando uma máscara emoliente antes da máscara reconstrutora
Cabelos encarapinhados, principalmente aqueles de fio mais grosso, tem uma necessidade naturalmente grande de produtos emolientes. As máscaras reconstrutoras geralmente dão o efeito contrário, já que funcionam como um “cimento” para os pedacinhos que estão desgastados nos fios. Usar uma máscara hidratante para desembaraçar os fios antes e separá-los em seções garante a emoliência que os fios necessitam. Após o tempo de pausa recomendado, basta enxaguar e seguir com a máscara reconstrutora. Desta forma, será fácil respeitar o tempo de ação recomendado, já que as mechas já estarão pré-divididas e desembaraçadas para serem facilmente enluvadas.

Aplicando a máscara ou condicionador com proteínas do meio para as pontas
Outra forma de garantir que os seus fios como um todo não sofram com o excesso de proteínas e priorizar apenas as partes que mais necessitam é aplicando o produto apenas do meio para as pontas dos fios. Obviamente, as partes mais antigas e mais desgastadas dos fios são as pontas, e é lá que este tratamento deve ser concentrado caso seus cabelos já tenham um comprimento superior a 25 cm (mais de dois anos de idade). Este método é bem interessante se o seu cabelo mostra sinais de que precisa de reconstrução com certa frequência, mas mesmo assim a parte “nova” dos fios (próxima à raiz) fica propensa à quebra com a aplicação da máscara reconstrutora.

Priorize suas pontas

Atualmente, eu acabei combinando estas três formas de aplicar a máscara reconstrutora. Uso a máscara Anti Age uma vez ao mês, quando lavo o meu cabelo com xampu anti-caspa. Utilizo primeiro uma máscara emoliente para desembaraçar os cabelos, enxáguo e aí sim uso a máscara voltada para reconstrução. Como meus fios já estão desembaraçados, a aplicação da Anti Age é jogo rápido! Eu priorizo sempre a parte do meio para as pontas, em termos de quantidade de produto e também ao enluvar, e procuro não exceder o tempo de ação recomendado para não correr o risco de sobrecarregar os meus fios.


* * *


E você, tem problemas com a etapa de reconstrução?
Quais estratégias você usa para minimizar os efeitos negativos das proteínas nos seus cabelos?

sábado, 4 de janeiro de 2014

Minhas máscaras de tratamento favoritas



E para terminar a série de postagens sobre a minha nova rotina capilar, desta vez vamos falar de máscaras de tratamento!

Voltar a usar máscaras foi talvez a maior mudança na minha rotina. Antigamente, eu "pulava" esta etapa por causa da economia de tempo: quanto menos coisas fizesse com o cabelo, mais rápido seria todo o processo. Contudo, percebi que ao mesmo tempo em que evitava a máscara lançava mão de outros "artifícios": aplicar óleo na raiz, borrifar a misturinha de água com pantenol, enfim... Eu estava economizando tempo de um lado e gastando de outro! Além disso, meus cabelos chegaram em um comprimento e densidade que os aditivos não estavam mais dando conta. Por isso, aboli todos os "extras" e me ative, novamente, ao básico: xampu, máscara e  LOC para finalizar. Sem mais pantenol, sem mais massagens com óleo, sem mais nenhum aditivo. 

Por ter ficado tanto tempo sem usar máscaras de tratamento, tive que revisitar algumas velhas conhecidas e descobrir outras novas. No momento, as minhas favoritas são essas:




Masquintense (Kérastase) - simplesmente deliciosa! Deixa meu cabelo incrível, macio, super definido - e, por isso mesmo, super encolhido também! De todas que uso atualmente, é a máscara mais emoliente. É também a que mais rende: um pouquinho já dá conta de cada mecha do meu cabelo, cobrindo os fios e permitindo um pentear muito fácil. É a favorita do momento!




Relaxima Care (Matrix) - é uma máscara que sempre funcionou muito bem no meu cabelo. Apesar de conter óleos e manteiga de karité, não deixa os fios oleosos nem engordurados. Ela tem um modo de ação bem interessante: quando aplico, não sinto lá grandes efeitos da máscara. A mágica só acontece no dia seguinte, quando percebo que meus fios ficam mais brilhosos, muito maleáveis e os cachos mais alongados. E essa última parte é realmente algum tipo de bruxaria, porque o produto dá peso aos cachos "sem pesar"! Está sempre no meu estoque! 





Biolage Hidrathérapie (Matrix) - fiquei muito tempo sem usar esta máscara e, quando fui na loja procurar por ela desta vez, percebi que mudaram a embalagem. Agora ela é Aqua-imersão! A consistência também ficou mais firme, mas a ação dela, se mudou, foi apenas para melhor! Deixa os cabelos muito gostosos após a aplicação. Também estará sempre no meu estoque, de hoje em diante!





Anti Age (Amend) - esta máscara e eu vivemos numa relação de amor e ódio, numa linha muito tênue entre necessidade de usá-la e vontade de jogá-la no lixo! Finalmente eu descobri uma forma de usar a Anti Age sem destruir meus cabelos. Como falei na postagem sobre xampus, quando uso o Head & Shoulders, que tem sulfato, uma vez ao mês, uso uma máscara com proteínas. A eleita é justamente a Anti Age, até por falta de vontade de pesquisar outras máscaras com a mesma função. Contudo, eu percebi que o "truque" para que esta máscara desse certo no meu cabelo era associá-la a uma outra máscara, mais emoliente.


Até aí nenhuma, novidade, muita gente faz a reconstrução e após uma hidratação. Mas, no meu caso, a máscara emoliente precisa ser usada ANTES da Anti Age! Eu uso qualquer máscara que seja emoliente para desembaraçar todo o cabelo, deixo agir, com os fios separados em mechas e enxáguo. Só então parto para a Anti Age, tentando não ultrapassar muito o tempo de ação recomendado (com os fios já desembaraçados, isso não se torna tão complicado). Agora sim eu posso dizer que ela não vai mais sair do meu estoque!




Além dessas que eu mencionei, ainda uso outras máscaras que são boas, mas não são ótimas. São elas a Biolage Forthetérapie (Matrix) e a Oro Argan (Bioderm). Em cada lavagem eu costumo usar uma máscara diferente, ou pelo menos a que "me dá na telha" naquele dia. Só a Anti Age que eu reservo para quando uso o xampu anti caspa com sulfato, uma vez ao mês. Como já deve ter dado para perceber, eu uso máscaras em todas as lavagens, após o xampu. Condicionadores simplesmente não valem a pena para o meu cabelo - eu prefiro deixá-los para a função de leave-in.



* * *



E você, já elegeu as suas máscaras de tratamento favoritas para 2014?

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Minha rotina atualizada - finalizando com twists


Já se passou muito tempo desde que escrevi sobre a minha rotina de cuidados com os cabelos. De lá pra cá, algumas coisas mudaram: formas de aplicação dos produtos, os produtos em si, o meu cabelo... Então deixa eu contar o que ando fazendo atualmente!

Atualmente ganhei um dia a mais livre para me dedicar aos cuidados com os cabelos (eba!). Por isso, passei a lavar os fios duas vezes na semana. Sempre após o xampu, uso uma máscara de tratamento (que varia de acordo com o meu humor e com o que eu acho que o cabelo precisa) e aproveito para desembaraçar os fios enquanto a máscara age. Após o enxágue, eu retiro o excesso de água dos fios enrolando uma toalha na cabeça (quando a toalha encharca, eu costumo trocá-la por uma camiseta velha de algodão para continuar secando). Com os fios úmidos, eu sigo aplicando um óleo e finalmente o condicionador que uso como leave-in, de acordo com o método LOC.

No momento da finalização, tenho experimentado técnicas novas, além de simplesmente deixar secar e prender em um penteado protetor. Durante um mês, finalizei fazendo twists finos, que eu já falei sobre aqui no blog. Agora, ainda tenho inventado com twists, mas de outras formas! 


Twists grossos frouxos – esses twists tem a vantagem de manter o aspecto natural dos meus cachinhos, mas diminuindo um pouco o encolhimento e consequentemente o embaraço. Para isso, eu mantenho o cabelo separado em 8 ou 9 mechas e faço twists frouxos com cada um delas, mas deixando as pontas soltas, para que não percam o formato natural dos cachinhos. Após secar completamente, eu desmancho os twists. O resultado final é um cabelo alongado como se fosse um day after, após dormir com o cabelo preso com a técnica do banding à noite. Eu me inspirei neste vídeo para fazer os meus twists frouxos. 

O resultado é mais ou menos esse, em termos de comprimento:


Twists grossos esticados – essa técnica aqui é o pulo do gato pra quem tem cabelo comprido, mas não vê o real tamanho dele por causa do fator encolhimento! Ainda separando o cabelo em 8 ou 9 mechas, dessa vez eu aplico menos creme/leave-in/condicionador do que o usual. Após fazer cada twist, eu o prendo em um bantu knot ou coquinho, para que ele não encolha, e sigo fazendo o próximo, até completar a cabeça toda. Com todos os twists prontos, eu pego cada um deles, esticando ao longo da cabeça e prendendo a ponta com um grampo. Neste vídeo você pode ver onde me inspirei para fazer os meus twists esticados.


Se os fios estiverem devidamente úmidos e a quantidade de creme não tiver sido excessiva, na manhã seguinte os fios estarão secos. Aí é só desmanchar os twists com cuidado, para não levantar muito frizz, e curtir o cabelão! 



Pode parecer óbvio, mas custa nada lembrar que eu faço os twists depois do LOC! Para facilitar a separação dos fios, eu já divido meus cabelos em mechas antes de lavar, e mantenho essa divisão até o momento da finalização. Após soltar os cabelos já secos pela manhã, é possível fazer penteados diferentes, que o cabelo 100% encolhido não permitiria.


* * *

Essas técnicas com os twists são particularmente especiais para quem tem cachinhos bem definidos, mas super apertadinhos e encolhidos. Experimente as técnicas e conte qual foi a sua favorita!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Scab hair: o estranho cabelo pós big chop


Quando acabamos de fazer o big chop e cortamos todo o cabelo com química que resta, podemos achar que finalmente chegou ao final a nossa saga e que agora é só curtir as alegrias que o cabelo natural proporciona. Mas, para nossa, surpresa, damos de cara com um cabelo meio estranho, áspero, bem mais seco e difícil de lidar do que imaginávamos. Muitas vezes, isso acontece simplesmente porque não sabemos como é nosso cabelo natural e criamos expectativas fora da nossa realidade capilar, em termos de textura do fio e tamanho dos cachos. Contudo, esse cabelo “estranho”, que é experimentado por muitas pessoas que acabaram de cortar toda a parte com química, pode ser o que as gringas chamam de scab hair

Scab hair é aquele primeiro cabelo, mais rígido, áspero e seco, que cresce logo após interrompermos o uso de relaxamentos e alisamentos. Ele é um cabelo que vem justamente naquele período em que o couro cabeludo está se reajustando e se recuperando dos procedimentos químicos que costumávamos fazer. Como passamos muito tempo usando estes produtos, às vezes desde a infância, acabamos não sabendo como nossos fios de cabelo são, de fato, e confundimos o scab hair com o nosso “verdadeiro” cabelo natural. Era ele, afinal, que nos fazia querer sair correndo para o salão retocar a raiz ao menor sinal de crescimento na época dos relaxamentos – quem nunca achou que o cabelo era “duro” por causa daquela raiz alta e sem forma que crescia?

Não há nada que prove cientificamente a existência do scab hair e nem todo mundo que passa pela transição experimenta isso. Mas há quem acredite que a presença do scab hair está ligada a quanto tempo passamos usando químicas nos cabelos. Especialmente nós, que temos cabelos crespos ou encarapinhados e fazemos relaxamentos e alisamentos desde cedo, somos justamente as que mais notam esse cabelo mais problemático.


Dicas para lidar com o scab hair
Hidrate, hidrate, hidrate – o scab hair é, sobretudo, um cabelo seco, sedento. Hidrate bastante o seu cabelo nos primeiros meses após o big chop. Tratamentos profundos com máscaras potentes e xampus suaves são muito bem vindos. Uma boa maneira de selar e reter a hidratação nos fios é o método LOC.

Use óleos vegetaisalém dos óleos vegetais que já são usados no método LOC, você pode lançar mão também de umectações e massagens com óleo vegetal no couro cabeludo. Ao aplicar óleo nos fios, coloque sempre uma quantidade maior naquela parte mais ressecada e necessitada.

Tire as pontasa única maneira de “se livrar” do scab hair é cortando. Vá aparando as pontinhas om alguma frequência, ou, se preferir, após vários meses, faça um corte mais significativo no seu cabelo para retirar a tal parte “estranha” e revelar o seu cabelo natural “de verdade”.

Seja paciente o scab hair é um cabelo mais sensível, que requer mais paciência nos cuidados e na manipulação. Também não há como acelerar o crescimento do cabelo para que se possa cortar logo todo o scab hair fora, o mais rápido possível e de uma vez só. Não é à toa que o processo de volta ao natural das crespas e encarapinhadas costuma ser longo - há quem relate ter enfrentado a condição do scab hair por cerca de 6 meses ou mais. 


Minha experiência com o scab hair
Eu, pessoalmente, experimentei o scab hair quando nem sabia que ele “existia”. Na época em que tirei as tranças e comecei a usar o cabelo natural solto, percebi que um pedaço do meu cabelo, justamente os últimos 5 ou 6 centímetros das pontas, eram muito diferentes do cabelo mais próximo à raiz. Na época, pensei que fosse pela falta de cuidados durante os 5 anos em que usei tranças (porque eu era completamente sem noção e não me preocupei em tratar do meu cabelo neste período!). Hoje em dia, eu imagino que parte daquela textura diferente talvez fosse mesmo causada pela falta de cuidados, mas que na verdade só agravou a situação do scab hair.


Tenho para mim que o scab hair possa estar ligado à agressividade das químicas em relação ao nosso couro cabeludo. Sei que não fui a única a experimentar feridas bem sérias no couro que surgiam após a aplicação de relaxamento. Fico imaginando o quão difícil é a pele do couro cabeludo se regenerar após anos e anos dessas agressões! E como qualquer parte da pele que é ferida, ele muito provavelmente não voltou a ser o mesmo de antes do machucado...



* * *



E você, já experimentou ou está enfrentando o scab hair?



* Fiz esta postagem após um bate papo começado pela Alissan Paixão no grupo CrespiiiiissimO.os, do Facebook. Se você quiser saber mais sobre o assunto, clique aqui, aqui e aqui.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Nova rotina capilar


Acredito que todo mundo chegue a determinado momento da vida em que deseja mudar. Seja o emprego, o namorado ou o visual. No meu caso, já vinha sentindo a necessidade de fazer algo diferente em relação ao meu cabelo. Confesso que aquele ritual de lavar, tratar e estilizar estava me deixando entediada porque gastava muito tempo, e já estava um pouco enjoada do cheiro dos condicionadores. Já atingi o meu objetivo, que era provar pra mim mesma que é possível ter um cabelo crespo encarapinhado comprido... E agora? Luzes? Tranças? Dreads? Raspar careca que nem a Shameless Maya

Enquanto não decido o que fazer, resolvi mudar minha rotina de tratamento e minha forma de estilização e adotei os twists. Quis lançar um desafio para mim mesma: manter a rotina de fazer twists no cabelo por pelo menos um mês ou até onde meu cabelo aguentar. Como produto finalizador, abri mão dos condicionadores tradicionais e adotei o creme de manteiga de karité


Rotina com twists 
Já tem uma semana que estou com twists no cabelo. Tive uma certa dificuldade para fazê-los, mas só se aprende tentando, não é mesmo? Tive que refazer vários até conseguir um resultado decente (twists que não desmancham nem ficam muito fofos ou tortos). No vídeo abaixo (que eu já postei inclusive na página do Facebook do Ame Seu Crespo) você pode ver como são feitos os twists.



Como foi a minha primeira vez fazendo na cabeça toda, não tive muito cuidado ao repartir o cabelo, mas acho que um pouco mais de simetria nas divisões me dará um resultado mais satisfatório

Lavei meu cabelo no meio da semana apenas com xampu diluído em água – uma parte de xampu para duas de água – e esfreguei apenas a raiz com bastante cuidado, enxaguando bastaaaaante em seguida. Os torcidinhos não desmancharam e eu refiz apenas aquelas que ficam na linha da testa e mais “por cima” da cabeça, sem mexer nos de dentro.

 



Creme de manteiga de karité 
A alguns anos atrás, a Naptural85 fez este vídeo para o Youtube onde ensina a fazer uma mistura caseira, apenas com produtos naturais, para ser usada como leave-in. Desde então, eu venho reproduzindo a receita (com algumas alterações) não como produto de cabelo, mas para passar na pele – de fato, nunca mais comprei creme hidratante e simplesmente acabei com meu problema de joelhos e cotovelos esbranquiçados e rachando! 

Quando pensei nos twists, resolvi resgatar a receita, já que não queria mais usar condicionador comum. E como a própria Naptural85 fala no vídeo, ela é ótima para fazer twists: uma pequena quantidade em cada mecha não deixa o cabelo muito oleoso, mas dá firmeza para o cabelo não se soltar. 

A minha receita levou: 
  • 1 colher de chá de óleo de rícino 
  • 1 colher de chá de óleo de macadâmia 
  • 2 colheres de chá de óleo de jojoba 
  • 2 colheres de chá de óleo de abacate 
  • ½ colher de chá de vitamina E 
  • 7 gotas de óleo essencial de tea tree 
  • Manteiga de karité até dar a consistência desejada 

Eu misturei primeiro os óleos e depois fui raspando a manteiga de karité do pote (para amolecer) e incorporando aos poucos à mistura, batendo com uma pequena espátula já dentro do potinho onde eu iria guardar o produto final. Preferi não aquecer nenhum ingrediente com medo de alterar as propriedades – misturei tudo “no braço”, mas isso não é tão complicado quando se trabalha com quantidades pequenas. 


O resultado final foi esse da última foto. Ao colocar o creme nos twists, priorizei as pontas (quando coloquei uma quantidade maior no comprimento acabei deixando meu cabelo oleoso demais). E após lavar os twists no meio da semana e refazer aqueles da frente, coloquei a misturinha apenas nas pontinhas, na hora de fechar o twist.

Na verdade, você pode usar os seus óleos favoritos, mesmo que sejam diferentes dos meus ou dos da Naptural85, e dosar a manteiga até ficar na consistência que você preferir - creme mais leve e aerado ou mais pesado e concentrado. As meninas do grupo CrespiiiiissimO.os do Facebook fizeram suas própria receitas - confira lá e pegue algumas ideias!


Conclusão? 
Bom, depois dessa primeira semana, já estou pensando em adotar os twists como meu penteado protetor de inverno! Mesmo de certa forma preso, meu cabelo secou absurdamente mais rápido e minha manutenção de meio de semana também foi bem mais curta. Dá pra variar o visual fazendo os torcidinhos pro lado ou no meio, ou ainda rasteirinhos (que eu ainda preciso treinar muito, mas um dia chego lá!). 

Pra completar, vou incrementar a minha rotina com outros produtos de tratamento 100% naturais, como a amla que a Aninha do Cacheado Básico me deu de presente e eu estou ansiosa para experimentar. Será que uma rotina toda natural dá certo? Quem sabe não consigo naturalizar de vez a minha vida? Aguarde as cenas dos próximos capítulos...

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Desmistificando os nossos cabelos – ou “A importância do creme sem enxágue”




Lembra quando eu falei sobre a diferença entre um fio cacheado e um encarapinhado? Que o fio apenas cacheado tem a superfície “lisa” ao toque e que o encarapinhado parece áspero, e que fios encarapinhados podem formar cachos por terem o formato de espiral, mas que nem por isso serão cacheados?

Pois bem, outro dia estive pensando em como as aparências enganam e em quantas moças me falam que seu cabelo tem aspecto de ressecado, mesmo fazendo os tratamentos corretamente. Logo lembrei da questão co cabelo carapinha X cabelo cacheado. Será que não é essa a questão e elas não percebem? Será que estão tomando como parâmetro um cabelo que não é o delas?

Por isso resolvi tirar fotos do meu cabelo “ao natural”, sem finalização. Aqueles cachinhos que aparecem nas fotos nasceram comigo, mas não se revelam de forma automática. Eles só se definem e se destacam com o uso do creme sem enxágue correto (que, no meu caso, veio a ser um condicionador, mas que pode ser um leave-in comum ou gel), na quantidade correta. Sem nenhum produto ele fica com “cara” de cabelo que vocês podem considerar “ruim” ou “maltratado”, mas na verdade ele não é assim... De fato, antes de tirar as fotos, havia usado uma máscara de tratamento ótima, então meus fios estavam absurdamente macios (clique na foto para ampliá-la).

Eu tenho fios menos encarapinhados na região perto da nuca e mais
encarapinhados no topo da cabeça. Tenho também diferentes tipos de cacho,
uns em forma de espiral, bem apertadinhos, e outros em formato de S, mais abertos.

A gente tem que ter em mente que o cuidado com o cabelo é um processo contínuo. Não há produto que “resolva” seu cabelo em um único uso. Também não adianta usar um produto ótimo da maneira incorreta. Existe a forma correta de aplicar o xampu (apenas na raiz), a máscara e o condicionador (enluvando) e o creme de finalização (enluvando e fazendo fitagem, separando os cachinhos, fazendo dedoliss).

Existem também as preferências dos nossos cabelos, individualmente falando. Descobri que meu cabelo encarapinhado não gosta de proteínas em excesso, mas se dá muito bem quando abuso de hidratações e óleos vegetais espessos e viscosos. Fora isso, ele é um tanto quanto poroso, uma característica que pode ser amenizada, mas não “curada”. Por isso, eu dou a ele a quantidade de creme que ele pede, sem medo. É apenas como ele é e eu convivo bem com isso.

Algumas pessoas optam por usar o cabelo seguindo uma rotina diferente da minha, com menos produto para finalização e formas de estilização diferentes. E isso está OK também. Usar o cabelo "indefinido" não significa que ele está maltratado ou que a pessoa é descuidada. Eu optei por esta rotina também como uma forma de proteção para os meus fios. Eles tem tendência a perder hidratação e quebrar muito facilmente. Se eu não usasse nenhum produto para finalização e o penteasse de forma a "desfazer" os cachos (da forma como está nas fotos), ele certamente não resistiria muito tempo nem chegaria ao comprimento que chegou. 

Você que está achando que seu cabelo está ressecado já parou pra pensar nisso? Será que você não está querendo que ele seja algo que não é de verdade? Lembre-se que fios encarapinhados tem necessidades bem diferentes de um cabelo cacheado e que podem responder, muitas vezes, a tratamentos não ortodoxos.

sábado, 30 de março de 2013

Dúvidas das leitoras – Parte II



Depois do superencontro das naturais Amigas Cacheadas do último sábado, me senti na obrigação de me organizar para escrever novamente no blog. Para minha surpresa, percebi que fiquei muitos meses sem ver com atenção os comentários e várias dúvidas ficaram pendentes. Às meninas que deixaram suas questões aqui há meses, minhas desculpas...

Mas vamos às dúvidas!

Quais condicionadores você indica para co-wash?
Basicamente um que não contenha silicones nem óleo mineral/petrolato/parafina líquida. Dos que usei, gostei do Johnson’s Baby amarelinho e da Máscara de Banho de Gelo da Haskell.

Quais xampus você usa?
Atualmente só o Oro Argan, da Bioderm. O último que eu comprei (ano passado) ainda continua com a fórmula confiável.

Como sei se meu cabelo precisa de hidratação, nutrição ou reconstrução?
Eu não sigo cronograma, então minhas decisões em relação a estes tipos de tratamento se dão na base do olhômetro. Quando sinto meu cabelo seco, especialmente as pontas, uso uma máscara de hidratação. Quando ele não está mais seco, mas os cachinhos estão com dificuldade de definição, uso máscara de nutrição (ou incremento o uso de óleos vegetais). E quando sinto meus fios elásticos e sei que estou em dia com hidratação e nutrição, parto para uma máscara de reconstrução (com proteínas).

Posso molhar/lavar o cabelo todo dia? Não consigo pentear se não molhar...
Uma coisa que toda natural deveria ter em mente é que não é necessário passar pente/escova/dedos todo dia no cabelo. Essa necessidade é menor ainda se você, como eu, protege o cabelo na hora de dormir e/ou é adepta dos penteados protetores. Molhar sem usar xampu pode não ser necessariamente ruim, mas eu, particularmente, não acho legal porque os fios ficarão sempre úmidos, já que nosso tipo de cabelo costuma demorar bem mais a secar.

Como reduzir o volume do cabelo?
Com o devido uso de máscaras de tratamento (especialmente hidratação, mas também nutrição e a dose certa de reconstrução), com o corte certo (geralmente em camadas) e com a estilização correta (a técnica da Teri é muito boa para isso) você pode manter seu volume sob controle. Mas veja bem: “sob controle” não é cabelo lambido, colado na cabeça nem boi lambeu! Volume controlado é o volume bonito e natural dos cabelos encaracolados.

O que você acha da glicerina?
Já usei glicerina durante um tempo e no fim das contas vejo que não fez grande diferença pro meu cabelo. A eficácia dela depende muito do clima. Como sou adepta de uma rotina simplificada, quanto menos produto melhor. Por isso, não uso mais.

Meu cabelo é oleoso, posso abrir mão do xampu?
Às vezes a oleosidade excessiva do couro cabeludo é uma espécie de “efeito rebote”: você lava com um xampu tão forte que o couro cabeludo fica irritado e ressecado, e acaba produzindo mais oleosidade para se proteger dessa agressão. Se lavar com condicionador não for legal, procure um xampu mais suave – normalmente os xampus sem sulfato são os mais suaves.

Me explica o LOC de novo? Como é isso de molhar o cabelo e depois borrifar?
O LOC é um método que tem como objetivo prolongar a retenção da hidratação nos fios crespos encarapinhados. Ele deve ser feito apenas após a lavagem e higienização dos cabelos. Ao sair do chuveiro com os cabelos enxaguados, após a higienização e tratamento com máscara, deve-se retirar o excesso de água dos fios, deixando-os úmidos. Após isso, borrifar alguma misturinha é opcional. Estando com os fios úmidos quase secos, é possível que o fio absorva a misturinha que você aplicar. Mas se não quiser ou não puder borrifar, não tem problema. Os fios úmidos com a água do enxágue já podem receber o óleo, que é o segundo passo do LOC e posteriormente o creme, que é o terceiro passo. E algo que eu acho muito óbvio, mas que vi que levantou dúvidas: é para passar um produto por cima do outro, sem enxaguar entre as etapas e nem depois de tudo aplicado! E outra: "LCO" NÃO é LOC! :)

Estou fazendo cauterização mas meu cabelo continua ressecado e quebradiço...
Isso pode ser resultado do excesso de cauterização. Se o seu cabelo está seco, ele precisa de hidratação. Deixe a cauterização de lado por alguns meses, até que ele se recupere e invista em máscaras de hidratação.

O que o calor pode fazer com meus cabelos? Que alternativa eu tenho durante a transição?
O calor pode destruir seus cachos naturais, como vimos aqui e aqui. Como alternativa, existem as tranças soltas, as tranças rasteiras, penteados e técnicas de texturização que você pode ver aqui.

Tive corte químico e agora tem uns cabelinhos que ficam pra cima quando faço rabo de cavalo. O que eu faço pra amenizar?
Se cortar toda a parte com química for uma solução radical demais, você pode, depois de fazer o rabo de cavalo, amarrar um lenço na cabeça como se fosse uma faixa de cabelo e deixar por uns 20 minutos para “assentar” os cabelinhos arrepiados. Para ajudar a segurar os fiozinhos, pode-se umedecê-los e/ou usar um pouco de gel antes de amarrar o lenço. Nesse caso, é bom deixar até que os fios sequem.

Óleo faz o cabelo crescer mais rápido?
Veja esta postagem sobre crescimento de cabelos e esta sobre óleos vegetais. Nada faz o cabelo crescer mais rápido do que o seu DNA define; óleos fortalecem e nutrem seus fios e auxiliam na retenção de comprimento.

Posso fazer a sua rotina no cabelo da minha filha?
Acho que a minha rotina pode ser adaptada para crianças, usando produtos infantis, por exemplo. Mas acredito que, no caso de cabeças pequenas, menos é mais. Simplifique ao máximo a rotina para não entendia-la e tome cuidado com produtos que possam causar irritações ou alergias. Tem alguns blog bem legais sobre o assunto, o Beads, Braids & Beyond e o Chocolate Hair Vanilla Care, de mães que cuidam dos cabelinhos crespos de suas filhas.

Meu cabelo está muito curto para fazer penteados protetores...
Nesse caso, preocupe-se com a hora de dormir. Proteja seu cabelo com um lenço, touca, ou use fronha de cetim.


Por enquanto é só, pessoal. Podem continuar mandando suas dúvidas... Eu tardo, mas não falho!