quarta-feira, 11 de julho de 2012

Políticas Capilares: "Cabelo expressão do meu poder"


Taí um vídeo que merece ser assistido não só pelos belos cabelos, mas principalmente pela mensagem! Ele foi originalmente postado em um grupo do facebook do qual faço parte. É claro que imediatamente me identifiquei, curti e resolvi compartilhar aqui no blog. Nem vou dar mais detalhes sobre o conteúdo porque merece ser visto e revisto.

Este vídeo foi criado pelo Elenco Cor do Brasil, uma parceria entre o Centro de Teatro do Oprimido e Kuringa Berlim. Clique aqui e assista o vídeo "Cabelo Expressão de meu Poder".

Ficha técnica
Cabelo expressão do meu Poder
Clipe do Elenco Cor do Brasil

Elenco
Alessandro Conceição
Barbara Santos
Claudia Simone S. Oliveira
Cristiano Mattos
Fernanda Dias
Graça Maria
Isabel Freitas
Robson Freire
Rosimeire Almeida
Soraia Arnoni

Letra da música: Barbara Santos
Texto do espetáculo: Barbara Santos
Diretor musical: Roni
Vídeo: hífen.cinema

Agradeço ao Laboratório Anastacia pelo envio das informações sobre o vídeo!
Saiba mais sobre o Laboratório Anastacia em sua fanpage do Facebook.

domingo, 8 de julho de 2012

O fator encolhimento



Dez entre dez naturais que possuem cabelo encaracolado de qualquer diâmetro ou textura de fio sabem que uma das grandes verdades do universo é a de que o cabelo encaracolado nunca é, de fato, do tamanho que aparenta ser. Quanto mais estreitas as molinhas dos nossos cabelos, mais elas tendem a encolher e fazê-lo parecer bem mais curto do que é quando esticado. Como dizia o slogan de um antigo produto para alisamento, nosso cabelo é do tipo “puxa, estica; solta, enrola”.

Esse fator é agravado no caso de fios muito finos, que tendem a ser mais leves que fios grossos. Esses, então, chegam a encolher até um terço do tamanho que atingem quando esticados! Para quem possui cabelos crespos e encarapinhados, isso é sinônimo de cabelo “joãozinho” ou “blackinho” (um “black power” ou “afro” pequeno) durante vários e vários meses. Nosso cabelo parece crescer sempre para cima, e nunca para baixo...

Por conta disso, muitas de nós acabamos cedendo aos alisantes e relaxantes, que abrem os cachinhos e, em teoria, revelam o comprimento real dos fios. Contudo, sabemos o quanto as químicas que alteram a estrutura dos fios de cabelo são agressivas. A estratégia escolhida para ajudar a abrir os cachos e mostrar o quanto nosso cabelo cresceu acaba saindo pela culatra, a partir do momento que o torna mais frágil e propenso à quebra.

Então, para aquelas que já estão naturais há pelo menos um ano e sabem que ganharam uns bons dez centímetros de comprimento nos cabelos, existe solução para mostrar o verdadeiro tamanho da cabeleira conquistada a muito suor e creme de tratamento? A resposta é: existe! Na verdade, há diferentes estratégias para dar uma “esticada” nos cachinhos sem ter que recorrer a produtos que modifiquem a sua estrutura. Vamos ver algumas delas.

Escova e chapinha
Não há forma mais eficaz de esticar o cabelo do que com escova, especialmente se for associada a chapinha. Desse jeito, o cabelo mostrará todos os centímetros obtidos durante sua jornada de crescimento. Porém, é importante saber que o calor do secador e da prancha são grandes inimigos dos cabelos crespos e encarapinhados. Sua estrutura frágil não suporta a aplicação constante de calor, associada à tensão aplicada pela escova e pela chapa. Não raramente, esse método pode deformar suas molinhas, esticando-as de maneira definitiva – ou seja, não adianta molhar o cabelo que elas não vão voltar ao normal NUNCA MAIS (em outras palavras, dano permanente nos fios que só se resolve cortando e deixando crescer novamente). Algumas pessoas fazem uso deste “dano” de maneira proposital e atribuem a ele a manutenção do comprimento longo dos fios como esta famosa natural do YouTube (recomendo assistir este vídeo feito por ela, que mostra como está o cabelo após anos e anos do que ela chama de "heat training"). Eu, particularmente, não recomendo o método, muito menos com esta finalidade! O cabelo vai perdendo definição e chega a um ponto em que só é possível usá-lo escovado (ei, mas não era isso que muitas de nós lamentávamos quando usávamos relaxamento? Pois é...).



Tensionando o cabelo com calor
Para quem não se importa em usar calor nos fios, mas não quer submetê-los ao estresse da escova + chapinha, há a opção de tensionar os fios utilizando o calor do secador. Com os cabelos secos ou quase secos, pega-se uma parte ou mecha do cabelo por vez com a mão, puxando de forma a esticar os cachinhos ou molinhas. Ainda segurando o cabelo com uma das mãos, aplica-se o calor do secador, deixando o jato de ar quente agir sobre aquela parte durante alguns segundos. Ao fazer isso, notamos imediatamente que aquela parte tensionada ficou mais comprida, com as molinhas menos “apertadas”. Realizando o procedimento por todo o cabelo, consegue-se um comprimento visualmente maior do que aquele obtido com o cabelo naturalmente encolhido, embora este comprimento fique distante do real, obtido apenas com escova. Por envolver menos tração, este método é menos agressivo para os fios do que a escova tradicional. Contudo, ainda deve-se tomar cuidado com o calor, já que uma vez que o fio é danificado, não há mais conserto! Neste vídeo da CurlyChronicles ela mostra como esticar os fios tensionando-os e aplicando o calor do secador:


Ela começa com os cabelos desembaraçados e apenas levemente úmidos, e o resultado é um fio esticado que fica sem um padrão consistente de cachinhos. Isto pode ser útil para realizar alguns penteados ou ainda se o objetivo for usar um cabelo "grandão", como um "afro" ou "black power".
Mas quando se deseja apenas dar uma esticada nos cachinhos sem desfazê-los, pode-se aproveitar a dica deste vídeo do canal Miss Jessie's: estilize o cabelo como de costume e, depois que os fios estiverem totalmente secos, basta aplicar o jato do secador apenas na raiz, dando uma "puxadinha" no cabelo para esticá-lo:



Banding
O banding é uma técnica que consiste em dividir o cabelo em diversas seções e prendê-las com várias xuxinhas de cabelo. Esta técnica permite diferentes “graus de esticamento”: quanto mais xuxinhas e mais próximas elas estiverem umas das outras, mais esticado ficarão os fios. Se a intenção é esticar o cabelo a ponto de desaparecer com os cachos, é recomendado que se divida o cabelo em seções médias, que se penteie os fios levemente úmidos e que estes sejam presos com muitas xuxinhas, colocadas a uma distância bem curta umas das outras e de forma bem apertada. Mas se o objetivo for apenas alongar um pouco o cabelo, “relaxando” os cachinhos, o banding deve ser feito nos cabelos secos, com xuxinhas colocadas de maneira mais frouxa e espaçada, e deixado, de preferência de um dia para o outro. O banding tem a vantagem de não depender de calor para modelar os fios e traz quase o mesmo resultado da secagem do cabelo sob tensão, comentada no item anterior. Além disso, ajuda a evitar o embaraço dos fios, já que desfaz um pouco os cachos e reduz sua tendência a se enroscar em si mesmos e nos demais. Abaixo, o meu cabelo com banding frouxo (que eu uso para dormir e dar aquela “soltada” nos cachos) e pós banding apertado, em que eu penteei cada seção de cabelo e prendi com as xuxinhas, dando várias voltas em cada uma e deixando-as bem próximas. 


Tranças e twists
Um jeito de dar uma alongada nos fios sem perder textura é fazendo trancinhas e/ou twists (twists nada mas são do que tranças de "duas pernas"; as tranças tradicionais têm três). Estas duas técnicas podem ser utilizadas em cabelos secos ou úmidos. Em ambos os casos, os cabelos devem ser divididos em seções pequenas, que precisam ser previamente desembaraçadas e hidratadas (pode-se optar por algum produto que, além de hidratação, proporcione alguma fixação). Se estiver úmido, o cabelo deve ser mantido com esta técnica até secar totalmente; se estiver seco, deve ser mantido assim por várias horas (de preferência da noite para o dia) até que o cabelo se fixe naquela forma e/ou que o produto aplicado para fixação seque. É possível acelerar o processo com secador, mas se a sua intenção é fugir do calor, melhor ter paciência a esperar o cabelo secar naturalmente. As tranças e twists soltos podem ser combinados a tranças e twists rasteiros, que proporcionam um caimento diferente quando soltarmos os fios (os chamados "braid-out" e "twist-out") . Quanto mais finas as seções, mais definida ficará a textura do cabelo. Você pode assistir a este vídeo do canal Miss Jessie's que ensina a fazer twists no cabelo molhado e ter uma noção do resultado final da técnica.




Outros problemas causados pelo encolhimento
Além do resultado visual do encolhimento dos nossos fios após estilização, ele também atrapalha em outros momentos. Na hora de lavar, por exemplo, o fator encolhimento contribui para que nossos fios embolem e embaracem. Durante a aplicação de máscaras de tratamento e até durante a estilização com leave-in ou condicionador isso também ocorre. O que podemos fazer para evitar o embaraço exagerado nestes momentos é separar o cabelo em seções, trabalhando com uma de cada vez e prendendo em seguida (em coquinhos ou twists, tanto faz; o importante é que os fios não fiquem soltos ou livres para que não se enrosquem ao encolherem novamente após a manipulação).

O encolhimento também agrava o embaraço no cabelo seco, após estilização. Normalmente, quando fazemos wash and go's (lavamos, aplicamos produto e deixamos do jeito que ficar) nossos fios encolhem ao máximo e tendem a embolar bastante, especialmente quando levamos vários dias para lavar e desembaraçar o cabelo novamente. Boa parte das gurus da internet que conseguiram cabelos compridos incluem em sua rotina estilos e penteados que "estiquem" o cabelo justamente para reduzir a formação de nós (incluindo nozinhos de fada), que podem causar quebra ao pentear os fios e em casos graves necessitam de tesoura para serem eliminados. Por isso, adotar uma rotina em que seus cachos fiquem parcialmente esticados pode manter por mais tempo a integridade de seus fios.

Seja legal com seu cabelo!
Por fim, o que a gente pode fazer é aceitar nossos cabelinhos, com todas as suas particularidades. Não há como se livrar do encolhimento definitivamente e ser natural ao mesmo tempo! O fator encolhimento é parte do nosso cabelo crespo e é parte de toda a diversão. Ao mesmo tempo em que nos decepciona ao trazer para a altura do queixo um cabelo que já está abaixo do ombro, também nos permite variar radicalmente o visual, de um “afro” encolhido discreto até um penteado superelaborado, que ninguém imaginava que fosse possível fazer em um cabelo tão “curto”! Aproveite a versatilidade dos seus fios e aprenda a usar o fator encolhimento a seu favor.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Aleatoriedades: corte, condicionador e comprinha

Olá, naturais! O post de hoje é na verdade não tem um tema específico. Tenho várias pequenas notícias para dar que, sozinhas, não preenchem uma postagem independente. Por isso, resolvi falar sobre tudo ao mesmo tempo de uma vez só.


Corte de cabelo
Como falei há algumas semanas atrás, aparei alguns centímetros do meu cabelo utilizando a técnica de trançar os fios e cortar as pontinhas finas das tranças. Ele ficou mais ou menos assim no dia seguinte à lavagem e levemente esticado por banding:

Cabelo mais curto: valeu a pena!


Curioso como nosso cabelo reage a um corte, por menor que seja! Apesar de ter cortado uns cinco centímetros, meu cabelo parece bem menor porque a retirada das pontas estragadas e cheias de nozinhos de fada fez ele encolher muito mais! Por conta disso, meus cachos estão bem mais definidos e extremamente fáceis de desembaraçar. Posso ter perdido comprimento aparente, mas gostei do resultado. Acaba que gasto até menos produto e menos tempo durante a estilização - acho que as pontinhas "sugavam" creme desnecessariamente, pelo estado calamitoso em que se encontravam.


Condicionador proibidão
Uma semana após utilizar o condicionador da Éh para cabelos ressecados Cashmere e Absoluto de Coco, só tenho coisas boa para falar. Tenho usado meu cabelo mais solto do que preso (sim, estou me sentindo a verdadeira transgressora por não usar meus penteados protetores) e meu cabelo, mesmo após uma semana, se manteve perfeito.

Minhas molinhas no dia seguinte, com o condicionador Éh

Para falar a verdade, ficou mais bonito com o passar dos dias, e olha que eu fiz e desfiz vários rabos de cavalo, o que geralmente arruína meus cachos (a ponto de não poder usar mais o cabelo solto). Além disso, meus fios continuam com sensação de hidratados, com brilho, maleáveis e não ganharam aquele aspecto de cabelo sujo que, em geral, produtos com silicone podem dar. Uma semana ainda é pouco para saber se esse vai ser o condicionador que mudará minha vida capilar para sempre, mas definitivamente eu não vou aposentá-lo nas próximas semanas!


Blusa
As naturais fashionistas gostam de acessórios para o cabelo, brincos, colares, pulseiras que eu sei muito bem e vejo nas fotos e vídeos que elas postam no YouTube. E quanto às roupas? Bom, eu acho uma graça blusas que tenham a ver com nosso cabelo. E uma delas foi essa blusa aqui, que eu comprei numa feira de produtos artesanais e é da Mania da Flor Artesanatos.

Blusinha da Mania da Flor

Além das camisas com apliques étnicos, eles também têm saias e acessórios, uns mais fofos que os outros. Na página do Facebook tem os álbuns onde você pode ver os produtos confeccionados pela marca.

...

Como um "plus", custa nada relembrar que a Bombril retirou da mídia a arte escolhida para representar o concurso de talentos promovido pela marca. A imagem original mostrava a silhueta estilizada de uma mulher com cabelo em estilo afro (ou black power, como queiram) sob o título "Mulheres que Brilham". Como todas nós sabemos o quanto nosso cabelo crespo e encarapinhado é negativa e pejorativamente associado à esponja de aço, a mobilização virtual das encaracoladas foi tão grande que a marca de produtos de limpeza resolveu mudar a imagem. Apesar de todas as explicações, não tem como não enxergar a associação da mulher de cabelo crespo à esponja de aço como uma piada de tom racista. Nosso cabelo não é palha de aço! E só pra não perder a viagem, nós mulheres não brilhamos unicamente com produtos de limpeza, viu? O racismo perdeu, mas o sexismo da campanha continua firme e forte...


E as aleatoriedades dessa semana são estas. Mais pra frente faço outro "relatório" de como meu cabelo vem se desenvolvendo com o condicionador e após o corte. E quem sabe faço mais comprinhas? 

domingo, 1 de julho de 2012

Xampus e condicionadores


Muitas meninas me perguntam quais condicionadores e xampus eu uso para realizar com sucesso a técnica da Teri LaFlesh, já que os produtos que ela indica em seu site são americanos. Apesar de não gostar de falar em marcas ou recomendar produtos, resolvi fazer uma listinha com os meus favoritos apenas como uma forma de outras pessoas terem um parâmetro do que elas também podem procurar em seus produtos.

Como falo desde o início, eu sempre opto por xampus sem sulfato por estes serem menos agressivos com os fios (entendo menos agressivos como ressecar menos os fios de cabelo e limpar o couro sem tirar dele toda a oleosidade natural, o que pode causar efeito rebote). Contudo, nem todo xampu sem sulfato é gentil com nossos cabelos - alguns deles podem ressecar mais do que os xampus sulfatados, inclusive. Recentemente, a JC do blog The Natural Haven fez uma série de postagens sobre xampus sem sulfato e questiona até que ponto eles são mais suaves do que os que contém esta substância. Em resumo, são vários os fatores que definem a suavidade de um xampu, e um deles é a sensibilidade de cada pessoa aos componentes do produto.

Da mesma forma, o efeito dos condicionadores usados como leave-in varia de cabelo para cabelo porque não existem fios 100% iguais em pessoas diferentes. Além disso, o clima da região onde se vive influencia bastante no resultado final da estilização e certos condicionadores que ficam superlegais aqui onde eu moro podem ser um desastre em outro estado do Brasil. Finalmente, também há o fator sensibilidade individual da pele (alguns condicionadores podem causar coceira e caspa em certas pessoas) e do nariz (certas fragrâncias podem ser muito fortes para quem tem problemas alérgicos ou respiratórios).

Só posso emitir opinião consistente sobre os xampus e condicionadores que efetivamente usei. Ainda assim, prefiro não indicar este ou aquele produto, mas apenas fazer uma avaliação geral dos que usei, de acordo com os meus parâmetros de saúde e objetivos que busco para para o meu cabelo. Dito isso, vamos aos produtos!


Xampus
1. Oro Argan (Bioderm)  
Foi o último xampu que experimentei, e pelo jeito será o primeiro da minha lista por muito tempo! De todos que já usei, ele foi o mais suave, tanto para o meu couro quanto para os fios. Depois de alguns dias, percebi que meu couro continua limpo, sem caspinhas. É bom dizer também que ele faz mais espuma que os xampus sem sulfato em geral, por isso pode agradar a quem está acostumado com xampus sulfatados comuns.
* Contém Disodium Laureth Sulfosuccinate e Cocamidopropyl Betaine.

2. Castanha do Brasil (Surya, linha Amazônia Preciosa) 
Era o meu favorito, até conhecer o Oro Argan. Também é bem gentil com meu couro cabeludo e ainda assim mantém minha cabeça limpa (sem caspinhas) por toda a semana, até a lavagem seguinte. É menos suave com os fios, mas nada grave. Por ser um xampu mais natureba, não tem cheiro de "perfume": sua fragrância é de ervas, bem suave e não fica nos fios após o enxágue.
* Contém Cocamidopropyl Betaine.

3. Ucuuba (Surya, linha Amazônia Preciosa) 
Parece repetitivo, mas ele também era o meu favorito até conhecer o Castanha do Brasil, da mesma linha! Depois de muito tempo longe dele, ao voltar a utilizá-lo o resultado foi péssimo. Meus fios ficaram muito ressecados e meu couro sofreu com o efeito rebote, descamando exageradamente. Ele é destinado a cabelos cacheados, e talvez esse seja o problema: eu não estava usando um xampu adequado ao meu tipo de cabelo. Também tem cheiro de ervas.
* Contém Cocamidopropyl Betaine.

* * Outras opções não experimentadas por mim: pra quem gosta de usar produtos com ingredientes mais naturais, a Ikove a Arte dos Aromas (apenas em sua linha orgânica) possuem xampus sem sulfato. Já para quem não faz questão disso, a Amend lançou a linha Eco Therapy, cujo xampu para cabelos tingidos é livre de sulfatos.

1. Oro Argan; 2. Ucuuba; 3. Arte dos Aromas; 4. Ikove; 5. Eco Therapy


Condicionadores
1. Fructis Óleo Reparação (Garnier) 
O "top dos pops" dos condicionadores que uso atualmente. Apesar de ser de marca comercial, ele dá quase o mesmo efeito que o meu saudoso Relaxima sem o temido Isopropyl Alcohol. Proporciona cachinhos definidos e bem maleáveis que duram por vários dias. Pode ser uma boa opção para quem busca dar um pouco de "peso" ao cabelo, já que ele contém uma série de óleos e extratos vegetais, entre eles óleo de palma, óleo de oliva, óleo de abacate e manteiga de karité.
* 100% livre de silicones.

2. Elseve Liss-Intense Extreme (L'Oréal) 
Outro produto que está no topo da minha lista de favoritos. Acho que até divide a primeira posição com o Óleo Reparação - deu empate técnico! Tem uma consistência grossa e é ótimo para dar peso a fios leves mas superencaracolados. Tem aquele cheiro enjoativo dos produtos Elseve, mas nada grave ou que tenha me irritado o nariz. Contém óleo de argan.
* 100% livre de silicones.

3. Elseve Arginina Resist X 3 (L'Oréal) 
Um lançamento mais recente da Elseve que me agradou em parte. Não é perfeito, mas gosto de usá-lo quando sinto que meu cabelo está começando a pedir um tratamento reconstrutor. Também tem o cheiro enjoativo característico, mas um pouco menos que o Liss-Intense Extreme. Talvez por ter um silicone em sua fórmula, ele facilita muito o desembaraçar/pentear dos fios. Com Arginina.
* Contém Amodimethicone.

4. Hydrathérapie (Matrix, linha Biolage) 
Um bom condicionador que, contudo, faz parte do meu passado capilar. Ele proporcionava um brilho incível, muita maciez e segurava os cachos muito bem. Apesar disso, percebi que conforme meu cabelo foi crescendo, o efeito deste condicionador após a secagem já não tinha aquela mesma "magia" de quando ele era mais curto... Talvez pelo fato de este condicionador ser extremamente hidratante e encolher bastante meus cachinhos, o resultado estético dele seja mais satisfatório em fios mais curtos. Cheiro bem suave e gostoso.  
* Contém Amodimethicone.

5. Condicionador Hidratante Cashmere e Absoluto de Coco (Éh)  
Esse aqui ficou por último porque ele foi uma tentação que me surpreendeu. Indicado para cabelos ressecados, contém muita coisa boa na composição: queratina, óleo de coco, óleo de rícino, proteína do trigo... Usei apenas uma vez e ainda estou avaliando o resultado dele ao longo dos dias. Mas, de início, eu posso dizer que foi simplesmente o melhor condicionador que usei para esta técnica. Com uma consistência bem grossa, ele melhor até do que o Óleo Reparação e o Liss-Intense Extreme, dando bastante peso (mesmo encolhido, meu cabelo ficou mais comprido!) e uma definição incrível aos meus cachinhos. Só há um pequeno "porém": ele contém Amodimethicone e Dimethiconol, um silicone insolúvel que é proibido pra quem segue no-poo e low-poo, láááá no fim da fórmula. Apesar do silicone, com um monte de coisa boa na fórmula eu acabei comprando e esperei o momento certo de usá-lo. No fim das contas, após um primeiro uso, eu não posso dizer que me arrependi. Meu cabelo ficou muito bonito e com sensação de bem tratado, não ficou pesadão depois de seco e ainda assim manteve a definição impecável. Com certeza vou usar mais vezes, até porque o vidro do condicionador está quase cheio ainda... Mas preciso continuar com meus "testes" para ver se os resultados positivos se mantêm por um prazo mais longo. Cheiro um pouco intenso que não chegou a me causar irritação no nariz, mas eu fiquei sentindo até o cabelo secar.
* Mais uma vez: contém Amodimethicone e Dimethiconol.

1. Óleo Reparação; 2. Liss-Intense Extreme; 3. Arginine Resist X3;
4. Hydrathérapie; 5. Cashmere e Absoluto de Coco


Onde encontrar os produtos
Os xampus Oro Argan e Eco Therapy podem ser encontrados em lojas de produtos cosméticos e algumas farmácias e drograrias de maior porte. Os da Ikove e Arte dos Aromas podem ser comprados online. Já a Surya sumiu com a loja virtual, por isso acredito que a forma mais fácil de saber onde comprar seus produtos da linha Amazônia Preciosa seja entrando em contato com a marca através de sua fanpage no Facebook.

Os condicionadores Garnier e Elseve são facilmente encontrados em qualquer farmácia, drogaria ou supermercado. Por isso, são ótimas opções para aqueles casos emergenciais, em que você viaje para alguma cidade mais distante ou não tenha uma loja específica de produtos para cabelo por perto. O condicionador Hydrathérapie é encontrado em lojas que vendem produtos cosméticos importados/de marcas profissionais, e também online, em diversas lojas virtuais. Já o Éh pode ser um pouco mais difícil de achar, mas normalmente ele aparece nas prateleiras das farmácias e drogarias de maior porte, que costumam ter grande variedade de produtos cosméticos.


Depois deste panorama geral, você pode considerar comprar seu xampu sem sulfato tendo em mente que os resultados variam muito de cabeça para cabeça. Os condicionadores que funcionam bem para a técnica da Teri são em geral densos, grossos, de consistência firme mas não muito oleosa, apesar de conterem muitos óleos vegetais na fórmula. Quem opta pelo low-poo e quer arriscar um condicionador proibido deve fazê-lo com cautela para não promover o acúmulo de silicone nos fios. Em todo caso, perceba que nenhum desses produtos contém óleo mineral ou parafina líquida, que do meu ponto de vista são os grandes vilões de qualquer tipo de cabelo. Você pode revezar diferentes xampus e condicionadores, fazendo combinações novas. Assim, você se certifica de que seus fios estejam recebendo diferentes nutrientes e suprindo as suas variadas necessidades.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Políticas Capilares: Transição


Há alguns dias este vídeo está rolando na internet e fazendo sucesso. Ele foi produzido e narrado pela cineasta Zina Saro-Wiwa para o New York Times e fala sobre o crescente movimento em direção ao cabelo natural feito pelas mulheres negras americanas. A própria cineasta decidiu passar por uma transição, cortando as longas tranças com apliques que já usava há bastante tempo e revelando seu padrão natural de cachos.

E as impressões dela são muito parecidas com a da maioria das meninas que decidem largar os produtos alisantes e assumir seu cabelo natural. O início é complicado, cheio de insegurança quanto à nova imagem, mas também supreendente quando percebemos que o cabelo natural não é o bicho-papão que outrora imaginamos. E, no fim das contas, ela, assim como a grande maioria de nós naturais, descobriu que um simples corte de cabelo mudou sua vida de incontáveis formas.

Mas o que me mais me chamou atenção neste minidocumentário foi o fato de, aparentemente, o movimento atual pró-cabelo natural não ter conotação política, como tiveram os "afros" nos anos 60. Assim como a autora do vídeo, eu discordo desta posição. Embora, como ela ressalta, nossas decisões tenham se dado individualmente e tenham como foco principal muitas vezes a saúde (não só dos fios, mas também do nosso corpo como um todo), nosso movimento acabou tendo, com ou sem querer, um viés político, a partir do momento que nos fez refletir sobre nossa identidade, sobre quem somos e quem decidimos ser dali para frente.

Ainda assim, vejo muitas pessoas se esquivando deste "rótulo". Cada um usa o cabelo do jeito que gosta, que acha mais bonito, mais adequado... São muitas as "desculpas" que a gente dá para usar nosso cabelo natural, normalmente evitando adotar alguma postura ideológica, que remeta à identificação com determinado grupo étnico ou cultural. É evidente também que dificilmente alguém assumirá uma posição meramente pela política, se essa for desagradável em outros aspectos da vida. 

Mas, se a escolha nos faz bem em tantos campos, porque não pensar no bem que ela faz ao mostrar que nossas idéias que vão além da beleza estética? Por que ter medo de dizer que temos orgulho do nosso cabelo porque ele sinaliza que somos mulheres negras, mestiças, afrodescendentes dispostas a ir contra a maré do alisamento que diz que devemos ser adaptadas para sermos aceitas em uma sociedade racista?

Não acho que devemos ter medo de assumir uma posição ideológica, nem quando ela se refere a algo tão "fútil" quanto o jeito que usamos nossos cabelos. Se a política em que acreditamos deve ser vivida, e se viver a política é colocá-la em prática no dia a dia, não há forma mais evidente do que a expressão desta política no nosso corpo. Mais do que  palavras, basta a nossa presença para mostrar quem somos e do que somos capazes.