sábado, 30 de março de 2013

Dúvidas das leitoras – Parte II



Depois do superencontro das naturais Amigas Cacheadas do último sábado, me senti na obrigação de me organizar para escrever novamente no blog. Para minha surpresa, percebi que fiquei muitos meses sem ver com atenção os comentários e várias dúvidas ficaram pendentes. Às meninas que deixaram suas questões aqui há meses, minhas desculpas...

Mas vamos às dúvidas!

Quais condicionadores você indica para co-wash?
Basicamente um que não contenha silicones nem óleo mineral/petrolato/parafina líquida. Dos que usei, gostei do Johnson’s Baby amarelinho e da Máscara de Banho de Gelo da Haskell.

Quais xampus você usa?
Atualmente só o Oro Argan, da Bioderm. O último que eu comprei (ano passado) ainda continua com a fórmula confiável.

Como sei se meu cabelo precisa de hidratação, nutrição ou reconstrução?
Eu não sigo cronograma, então minhas decisões em relação a estes tipos de tratamento se dão na base do olhômetro. Quando sinto meu cabelo seco, especialmente as pontas, uso uma máscara de hidratação. Quando ele não está mais seco, mas os cachinhos estão com dificuldade de definição, uso máscara de nutrição (ou incremento o uso de óleos vegetais). E quando sinto meus fios elásticos e sei que estou em dia com hidratação e nutrição, parto para uma máscara de reconstrução (com proteínas).

Posso molhar/lavar o cabelo todo dia? Não consigo pentear se não molhar...
Uma coisa que toda natural deveria ter em mente é que não é necessário passar pente/escova/dedos todo dia no cabelo. Essa necessidade é menor ainda se você, como eu, protege o cabelo na hora de dormir e/ou é adepta dos penteados protetores. Molhar sem usar xampu pode não ser necessariamente ruim, mas eu, particularmente, não acho legal porque os fios ficarão sempre úmidos, já que nosso tipo de cabelo costuma demorar bem mais a secar.

Como reduzir o volume do cabelo?
Com o devido uso de máscaras de tratamento (especialmente hidratação, mas também nutrição e a dose certa de reconstrução), com o corte certo (geralmente em camadas) e com a estilização correta (a técnica da Teri é muito boa para isso) você pode manter seu volume sob controle. Mas veja bem: “sob controle” não é cabelo lambido, colado na cabeça nem boi lambeu! Volume controlado é o volume bonito e natural dos cabelos encaracolados.

O que você acha da glicerina?
Já usei glicerina durante um tempo e no fim das contas vejo que não fez grande diferença pro meu cabelo. A eficácia dela depende muito do clima. Como sou adepta de uma rotina simplificada, quanto menos produto melhor. Por isso, não uso mais.

Meu cabelo é oleoso, posso abrir mão do xampu?
Às vezes a oleosidade excessiva do couro cabeludo é uma espécie de “efeito rebote”: você lava com um xampu tão forte que o couro cabeludo fica irritado e ressecado, e acaba produzindo mais oleosidade para se proteger dessa agressão. Se lavar com condicionador não for legal, procure um xampu mais suave – normalmente os xampus sem sulfato são os mais suaves.

Me explica o LOC de novo? Como é isso de molhar o cabelo e depois borrifar?
O LOC é um método que tem como objetivo prolongar a retenção da hidratação nos fios crespos encarapinhados. Ele deve ser feito apenas após a lavagem e higienização dos cabelos. Ao sair do chuveiro com os cabelos enxaguados, após a higienização e tratamento com máscara, deve-se retirar o excesso de água dos fios, deixando-os úmidos. Após isso, borrifar alguma misturinha é opcional. Estando com os fios úmidos quase secos, é possível que o fio absorva a misturinha que você aplicar. Mas se não quiser ou não puder borrifar, não tem problema. Os fios úmidos com a água do enxágue já podem receber o óleo, que é o segundo passo do LOC e posteriormente o creme, que é o terceiro passo. E algo que eu acho muito óbvio, mas que vi que levantou dúvidas: é para passar um produto por cima do outro, sem enxaguar entre as etapas e nem depois de tudo aplicado! E outra: "LCO" NÃO é LOC! :)

Estou fazendo cauterização mas meu cabelo continua ressecado e quebradiço...
Isso pode ser resultado do excesso de cauterização. Se o seu cabelo está seco, ele precisa de hidratação. Deixe a cauterização de lado por alguns meses, até que ele se recupere e invista em máscaras de hidratação.

O que o calor pode fazer com meus cabelos? Que alternativa eu tenho durante a transição?
O calor pode destruir seus cachos naturais, como vimos aqui e aqui. Como alternativa, existem as tranças soltas, as tranças rasteiras, penteados e técnicas de texturização que você pode ver aqui.

Tive corte químico e agora tem uns cabelinhos que ficam pra cima quando faço rabo de cavalo. O que eu faço pra amenizar?
Se cortar toda a parte com química for uma solução radical demais, você pode, depois de fazer o rabo de cavalo, amarrar um lenço na cabeça como se fosse uma faixa de cabelo e deixar por uns 20 minutos para “assentar” os cabelinhos arrepiados. Para ajudar a segurar os fiozinhos, pode-se umedecê-los e/ou usar um pouco de gel antes de amarrar o lenço. Nesse caso, é bom deixar até que os fios sequem.

Óleo faz o cabelo crescer mais rápido?
Veja esta postagem sobre crescimento de cabelos e esta sobre óleos vegetais. Nada faz o cabelo crescer mais rápido do que o seu DNA define; óleos fortalecem e nutrem seus fios e auxiliam na retenção de comprimento.

Posso fazer a sua rotina no cabelo da minha filha?
Acho que a minha rotina pode ser adaptada para crianças, usando produtos infantis, por exemplo. Mas acredito que, no caso de cabeças pequenas, menos é mais. Simplifique ao máximo a rotina para não entendia-la e tome cuidado com produtos que possam causar irritações ou alergias. Tem alguns blog bem legais sobre o assunto, o Beads, Braids & Beyond e o Chocolate Hair Vanilla Care, de mães que cuidam dos cabelinhos crespos de suas filhas.

Meu cabelo está muito curto para fazer penteados protetores...
Nesse caso, preocupe-se com a hora de dormir. Proteja seu cabelo com um lenço, touca, ou use fronha de cetim.


Por enquanto é só, pessoal. Podem continuar mandando suas dúvidas... Eu tardo, mas não falho!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Encontro Amigas Cacheadas - Rio de Janeiro



O blog teve que sair da hibernação para falar sobre esse evento!
No último sábado (23/03) aconteceu o encontro das Amigas Cacheadas aqui no Rio de Janeiro. O Shopping ficou pequeno pra tanta gente bonita e natural!








Tivemos a visita ilustríssima das "turistas" Eliane e Daniela, donas de cabelos incríveis e moderadoras do grupo Amigas Cacheadas do Facebook. 




A galera de São Paulo fez uma verdadeira caravana para se encontrar com as cariocas. O resultado: duas mesas de restaurante cheias de cabelos espetaculares e trocas de experiências interessantíssimas!




Na hora da foto coletiva, teve até convocação de última horas das cacheadas e cacheados que passavam pelo shopping e acabaram se juntando ao grupo.



Foi muito bom compartilhar momentos com as meninas que eu só tinha contato virtualmente e também rever algumas que eu já conhecia pessoalmente. Acho que deveríamos fazer isso sempre!

Há projetos de se fazer uma "caravana cacheada" pelo Brasil, encontrando as meninas que moram em diferentes estados do país. Hmmm, qual será a próxima parada?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O que eu andei fazendo com meu cabelo



Nestes longos meses sem postagem, experimentei algumas coisas novas na minha rotina de cuidados com os cabelos. Apostei mais em máscaras com proteínas e produtos com silicones, adotei com mais frequência o desembaraçar apenas com os dedos e deixei um pouco de lado os penteados protetores. Vou contar um pouco da minha experiência com cada um deles.

Proteína = quebra
Por estar usando xampu com mais frequência, achei que meu cabelo poderia estar precisando de proteínas. Testei duas máscaras queridas de muitas naturais e não naturais aprovam: a Masquintense (Kérastase) e a Anti-Age (Amend).

Minha experiência com a Masquintense foi ótima. Ela deixa o cabelo supermacio e facilita muito na hora de desembaraçar (eu sempre aproveito a aplicação das máscaras para desembaraçar meus fios).

Já com a Anti-Age... Bom, primeiro eu devo dizer que não foi uma experiência inédita. Eu já havia usado a Anti-Age há bastante tempo, logo que comecei a pesquisar sobre cuidados para cabelos crespos. Na época, não gostei do resultado: meus fios ficaram enrijecidos, os cachos não se formaram direito. Enfim, ficou um aspecto de algodão, mas sem a leveza. Depois de tantos anos, achei por bem dar uma nova chance à máscara. E não deu certo novamente... Apesar de na primeira aplicação meus fios terem ficado “OK”, na segunda eu já notei todos os efeitos desagradáveis voltando. E para completar, meu cabelo aparentemente saturou de proteína e quebrou bastante!

Por conta dessa quebra mais acentuada, aboli os pentes e escovas. Desde então, ando desembaraçando meus cabelos apenas com os dedos e a quebra diminuiu drasticamente!

O proibido e a caspa
Também procurei por produtos mais emolientes e hidratantes. Acabei comprando a Hidratação Instantânea Oro Argan (Bioderm). 

A questão é que ela contém um silicone proibidão, Phenyl Trimethicone. Para a minha surpresa, a hidratação foi bem além do que esperava! Pensei que ela seria um mero condicionador em uma embalagem diferente, mas realmente é uma hidratação poderosa! Meus cabelos ficaram supermacios e brilhosos, a ponto de outras pessoas notarem a diferença (sabe como é, tem produtos que só nós mesmas vemos funcionar nos nossos fios...).

A parte ruim, e que eu só notei com o uso mais prolongado, foi o aumento da caspa. Pode ter sido mera coincidência (na mesma época começou a temporada de calor, estava mais estressada, com o dia-a-dia mais agitado), mas eu acredito que o silicone proibido no produto tenha contribuído para isso.

Resgatando velhos hábitos
Logo que notei a possível relação de causa e efeito, parei com o uso da hidratação e voltei às máscaras totalmente liberadas que já tinha aqui, como a Relaxima Care (Matrix). Além disso, voltei a borrifar água com pantenol, assim como usar a Máscara Banho de Gelo (Haskell) para higienizar o couro cabeludo. Depois de uma semana as caspas voltaram ao normal! Ufa!

O preço do abandono
Por fim, resolvi sair um pouco da minha rotina de penteados protetores e usar mais o cabelo solto, em puffs ou em penteados que não escondessem as pontinhas. Resultado? Estou pagando meus pecados... Os penteados protetores fazem uma diferença IMENSA, que a gente só percebe quando deixa de usá-los. Eles realmente poupam os fios de diversas agressões e ajudam muito a manter a hidratação. Usar o cabelo constantemente solto não é uma boa pedida para quem quer poupar os fios do ressecamento...

Que lições eu aprendi?
  1. Nunca mais vou abandonar meus penteados protetores da forma que fiz nos últimos meses.
  2. Alguns produtos “proibidos” podem fazer muito pelos fios, mas é preciso ter cautela e prestar bastante atenção em como o cabelo se desenvolve com o tempo.
  3.  Meus fios definitivamente não precisam de tanta proteína. Daqui para frente, só Masquintense, e mesmo assim de vez em quando.
  4. Desembaraçar sempre que possível com os dedos. Os fios agradecem!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

"Estiquei meu cabelo e agora ele não quer mais cachear!"

Fonte

Na semana passada vimos uma das consequências do uso do calor nos fios. Hoje, resolvi comentar sobre uma queixa que no início me surpreendeu, mas agora percebo que é bem mais comum do que imaginava. Vez ou outra, leio relatos de meninas desesperadas, contando que fizeram escova seguida de chapinha ou baby liss e, mesmo após lavarem o cabelo, seus cachos não se comportaram mais como antes: ficaram indefinidos ou esticados, disformes.


"Por que isso acontece?"
O calor muito intenso e direto pode alterar a estrutura do fio de forma definitiva. Acredita-se que ele afete as pontes de hidrogênio (aquelas que permitem que o cabelo molhado seja “moldado” por bobes, twists ou por uma escova após seco), ao mesmo tempo em que causa perda de proteínas do fio. A combinação desses dois fatores muda o formato do cabelo de forma irreversível



"E agora, o que eu faço?"
Quando se estica o cabelo com secador e prancha muito quentes e ele se altera, tratamentos à base de proteína podem ajudar, até certo limite, os fios a voltarem ao seu formato original, pois repõem as proteínas perdidas no processo. O uso contínuo e prolongado do calor pode gerar uma perda proteica tão grande que o fio enfraquecerá a ponto de quebrar


Quais temperaturas são seguras para usar no cabelo? 
Sempre que se aplica algo quente nos fios eles sofrem, em algum grau (pense na sua roupa, que vai ficando desgastada ao longo do tempo com o uso do ferro de passar, mesmo que você use na temperatura indicada como adequada). Por isso, o melhor é evitar o uso de calor

Quando não houver outra saída, procure usar um protetor térmico e um aparelho que tenha regulagem de temperatura. Neste caso, prefira as temperaturas até 150°C, que fazem com que o cabelo perca hidratação, mas não sofra consequências mais graves. De 160 a 175°C o cabelo, além de ficar desidratado, pode sofrer alguma deformação plástica permanente – o cabelo irá voltar ao seu estado “normal”, mas não exatamente como era antes (justamente o problema relatado pelas meninas que fazem escova e o cabelo fica “estranho” após lavar novamente). Finalmente, acima de 200°C, o cabelo derrete, e aí não adianta chorar sobre o leite derramado! 


“Heat training”: o que é isso? 
Existem pessoas que usam esta consequência a seu favor. Este procedimento é chamado de heat training. Ele consiste em “abrir” os cachos de forma gradual, com o uso controlado de calor aplicado diretamente nos fios. O cabelo, após algumas sessões de secador e chapinha, não irá mais enrolar ou encolher como antes, ainda que seja molhado. 

As adeptas do heat training alegam que o processo de deixar o cabelo menos crespo com o auxilio do calor ajuda a evitar o embaraço exagerado, os nós de fada e, portanto, proporcionaria a retenção do comprimento, ampliando a gama de penteados e estilos possíveis de se fazer no cabelo. 

Existem algumas naturais no YouTube, como a Longhairdontcare2011, que praticam o heat training e são bem sucedidas (olha só o tamanho do cabelo dela no vídeo abaixo!). Mas ela mesma reconhece que este método não é para todas e deve ser feito com muita cautela. Considerando que dificilmente algum cabeleireiro irá se propor a fazer isso, as adeptas precisam descobrir sozinhas os limites que seus cabelos aguentam - e a história nem sempre acaba com um final feliz...




Na minha opinião, cabelo esticado permanentemente por calor é sinônimo de cabelo danificado. É claro que existem procedimentos que também são danosos aos fios – relaxamentos e tinturas são, como o heat training, formas de danificar o cabelo de maneira “controlada”, já que nem todo mundo experimenta problemas como quebra exagerada, enfraquecimento e ressecamento dos fios, e muitas, a despeito dos procedimentos feitos, conseguem reter comprimento e conquistam cabelos longos e de aparência saudável. Essas pessoas possuem um cabelo que, naturalmente, é mais resistente a danos. Se o seu cabelo é naturalmente fino, frágil e só de ver um pente costuma arrebentar (como o meu!), então procedimentos que gerem danos, mesmo que de maneira controlada não são para você.




* As informações para esta postagem eu retirei deste, deste e deste site. Confira os artigos originais clicando nos links!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O papel dos nossos parceiros

Fonte

Em nossa jornada capilar, e especialmente na fase de transição, é comum escutarmos opiniões não muito encorajadoras vindas das pessoas que amamos. Dentre estas pessoas, a opinião do parceiro (namorado, noivo, marido) acaba tendo um peso muito grande na tomada de decisão das mulheres que desejam cabelo natural. 

Durante o tempo em que andei sem tempo para escrever material para o blog, minha participação na comunidade virtual natural se resumia a ler as atualizações de alguns dos fóruns de discussão de que faço parte. Ainda que em uma leitura rápida e superficial, percebi que eram muito frequentes as moças com preocupações relativas à aceitação de seus cabelos por seus parceiros. 

A insegurança aparecia antes do big chop, após o big chop, durante os tratamentos mirabolantes com receitas caseiras ou na hora de proteger o cabelo para dormir. Quase todas admitiam abrir mão deste ou daquele detalhe de uma rotina que consideravam ideal pelo temos à rejeição. Algumas, inclusive, consideravam seriamente desistir dos cabelos naturais e voltar aos alisamentos porque seus companheiros diziam não gostar de cabelos curtos ou crespos. 

Entendo que cada um de nós tenha suas preferências em termos de beleza. Mas também compreendo que, em uma relação amorosa, a fronteira da atração meramente visual já tenha sido superada e a ligação entre as pessoas envolvidas já se encontre em outro nível. Por isso, me choca ler casos como este do blog Curly Nikki, em que a mulher relata quase ter perdido seu casamento por causa do cabelo. 

O homem deste caso em especial alegou que aquela mulher pós big chop, de cabelo curto e crespo, não foi a mulher que ele conheceu (pelo que parece, ela tinha cabelo comprido e alisado na época). Além disso, também reclamou do fato de não ter sido consultado quanto à mudança. 

Bom, mudanças são inevitáveis. As pessoas engordam, envelhecem, ficam carecas; às vezes por um infortúnio ganham cicatrizes ou por um bom motivo fazem uma tatuagem. O fato é que nunca seremos os mesmos durante toda a vida e temos todo o direito de não querer sê-lo! Todos nós podemos nos reinventar e fazer diferente quando desejarmos. 

Ainda que em uma relação os parceiros possam e devam ser informados de certas decisões radicais, é preciso entender que nem sempre um dos lados vai mudar de ideia e voltar atrás só porque o outro não gostou. A consulta é importante, mas ela não pode se transformar em uma ordem ou um veto. 

Por fim, acredito no diálogo entre o casal, mas um diálogo que vá além da questão estética. Todas que passam pelo processo de volta ao cabelo natural sabem como este assunto é profundo e mexe com sentimentos. Que tal falar sobre o quanto a transição e o big chop significam para você? Seja sincera e aberta, diga como se sente, explique o que o alisamento não condiz mais com a pessoa que você é agora e que deseja ser no futuro. Mostre que a jornada para o natural é também uma jornada para sua felicidade – e duvido que alguém que ame sua parceira não vai querer vê-la feliz! Qualquer pessoa feliz consigo mesma, tenha ela o cabelo curto ou longo, crespo ou liso, loiro ou castanho, irradia beleza.