sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Scab hair: o estranho cabelo pós big chop


Quando acabamos de fazer o big chop e cortamos todo o cabelo com química que resta, podemos achar que finalmente chegou ao final a nossa saga e que agora é só curtir as alegrias que o cabelo natural proporciona. Mas, para nossa, surpresa, damos de cara com um cabelo meio estranho, áspero, bem mais seco e difícil de lidar do que imaginávamos. Muitas vezes, isso acontece simplesmente porque não sabemos como é nosso cabelo natural e criamos expectativas fora da nossa realidade capilar, em termos de textura do fio e tamanho dos cachos. Contudo, esse cabelo “estranho”, que é experimentado por muitas pessoas que acabaram de cortar toda a parte com química, pode ser o que as gringas chamam de scab hair

Scab hair é aquele primeiro cabelo, mais rígido, áspero e seco, que cresce logo após interrompermos o uso de relaxamentos e alisamentos. Ele é um cabelo que vem justamente naquele período em que o couro cabeludo está se reajustando e se recuperando dos procedimentos químicos que costumávamos fazer. Como passamos muito tempo usando estes produtos, às vezes desde a infância, acabamos não sabendo como nossos fios de cabelo são, de fato, e confundimos o scab hair com o nosso “verdadeiro” cabelo natural. Era ele, afinal, que nos fazia querer sair correndo para o salão retocar a raiz ao menor sinal de crescimento na época dos relaxamentos – quem nunca achou que o cabelo era “duro” por causa daquela raiz alta e sem forma que crescia?

Não há nada que prove cientificamente a existência do scab hair e nem todo mundo que passa pela transição experimenta isso. Mas há quem acredite que a presença do scab hair está ligada a quanto tempo passamos usando químicas nos cabelos. Especialmente nós, que temos cabelos crespos ou encarapinhados e fazemos relaxamentos e alisamentos desde cedo, somos justamente as que mais notam esse cabelo mais problemático.


Dicas para lidar com o scab hair
Hidrate, hidrate, hidrate – o scab hair é, sobretudo, um cabelo seco, sedento. Hidrate bastante o seu cabelo nos primeiros meses após o big chop. Tratamentos profundos com máscaras potentes e xampus suaves são muito bem vindos. Uma boa maneira de selar e reter a hidratação nos fios é o método LOC.

Use óleos vegetaisalém dos óleos vegetais que já são usados no método LOC, você pode lançar mão também de umectações e massagens com óleo vegetal no couro cabeludo. Ao aplicar óleo nos fios, coloque sempre uma quantidade maior naquela parte mais ressecada e necessitada.

Tire as pontasa única maneira de “se livrar” do scab hair é cortando. Vá aparando as pontinhas om alguma frequência, ou, se preferir, após vários meses, faça um corte mais significativo no seu cabelo para retirar a tal parte “estranha” e revelar o seu cabelo natural “de verdade”.

Seja paciente o scab hair é um cabelo mais sensível, que requer mais paciência nos cuidados e na manipulação. Também não há como acelerar o crescimento do cabelo para que se possa cortar logo todo o scab hair fora, o mais rápido possível e de uma vez só. Não é à toa que o processo de volta ao natural das crespas e encarapinhadas costuma ser longo - há quem relate ter enfrentado a condição do scab hair por cerca de 6 meses ou mais. 


Minha experiência com o scab hair
Eu, pessoalmente, experimentei o scab hair quando nem sabia que ele “existia”. Na época em que tirei as tranças e comecei a usar o cabelo natural solto, percebi que um pedaço do meu cabelo, justamente os últimos 5 ou 6 centímetros das pontas, eram muito diferentes do cabelo mais próximo à raiz. Na época, pensei que fosse pela falta de cuidados durante os 5 anos em que usei tranças (porque eu era completamente sem noção e não me preocupei em tratar do meu cabelo neste período!). Hoje em dia, eu imagino que parte daquela textura diferente talvez fosse mesmo causada pela falta de cuidados, mas que na verdade só agravou a situação do scab hair.


Tenho para mim que o scab hair possa estar ligado à agressividade das químicas em relação ao nosso couro cabeludo. Sei que não fui a única a experimentar feridas bem sérias no couro que surgiam após a aplicação de relaxamento. Fico imaginando o quão difícil é a pele do couro cabeludo se regenerar após anos e anos dessas agressões! E como qualquer parte da pele que é ferida, ele muito provavelmente não voltou a ser o mesmo de antes do machucado...



* * *



E você, já experimentou ou está enfrentando o scab hair?



* Fiz esta postagem após um bate papo começado pela Alissan Paixão no grupo CrespiiiiissimO.os, do Facebook. Se você quiser saber mais sobre o assunto, clique aqui, aqui e aqui.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dúvidas da leitoras - Parte III



Depois do hiato pelo qual passou o blog, tirei do fundo do baú as dúvidas que mandaram pelos comentários! É sempre bom responder as dúvidas de uma maneira que todo mundo possa ler - afinal, alguém pode ter perguntado o que você sempre quis saber mas não tinha pensado ainda!

Que produto você usa para reconstrução?
Uso a máscara Anti Age, sempre após uma outra máscara que seja bem emoliente - pois é, eu faço o inverso do que a maioria faz! :)

Misturinha de pantenol
Eu já usei a misturinha de pantenol no borrifador, pra umedecer as pontas quando necessário. Mas é preciso tomar cuidado para não saturar os fios com a mistura. Acho que o mais seguro é diluir uma quantidade bem pequena de pantenol, caso a misturinha seja usada diariamente

Produtos para twists
Para twists pequenos como esses, eu gosto de usar a misturinha de manteiga de karité. Para twists maiores, eu uso qualquer creme que esteja acostumada na finalização.

Sobre o método LOC
Não é obrigatório esperar algum tempo entre as etapas do método LOC. Só é bom se certificar de que o cabelo não esteja muito encharcado antes de passar o óleo. Se vc sai com ele molhado direto do chuveiro, é bom secar com uma camiseta velha ou toalha o excesso de água e deixar os fios úmidos. Se você borrifa a misturinha de água com pantenol, também é bom não encharcar os fios com ela.
Algumas pessoas gostam de colocar óleo vegetal no couro cabeludo, outras não. Eu não tenho mais colocado. No LOC, eu aplico o óleo primeiro nas pontas e vou espalhando para o comprimento em um movimento de enluvar.

Creme de manteiga de karité 
O creminho de manteiga de karité pode ser usado tanto no cabelo quanto na pele. Na pele, eu uso em quantidades bem pequenas, principalmente nas áreas que são naturalmente mais ressecadas: joelhos, cotovelos, pés, calcanhares etc. A pele não fica oleosa porque o creminho deve ser bem espalhado e com o movimento ele “desaparece”.
Minha mistura de manteiga de karité continua em bom estado mantendo-a e um pote fechado, ao abrigo da luz e do calor, dentro do meu armário. Vou usando no dia a dia ao longo de algumas semanas e não percebo alteração de cor ou cheiro.

Secador
Antes de usar o secador, é bom se certificar que o cabelo está o mais seco possível, isto é, úmido. Por isso, é sempre bom deixar secar por algum tempo antes de aplicar calor, ou, se não for possível, tirar o máximo do excesso de água com uma toalha ou camiseta velha de algodão. Também é bom usar o secador na temperatura mais baixa, com o bico do difusor ou, caso não tenha, a uma distância de pelo menos 15 centímetros do cabelo. Eu costumo colocar a minha mão na frente do jato que direciono pros meus fios e a uso como “termômetro”; ao menor sinal de desconforto na minha pele por causa do calor eu mudo imediatamente de mecha.

Lavo o cabelo no tanque, e agora?
Eu às vezes lavo meu cabelo no tanque porque acabo interditando o banheiro em dias de lavagem! Mas o processo é o mesmo; a única diferença é que jogo a cabeça para frente para poder molhar com a água da torneira.

Método da Teri e volume
O método da Teri tira mesmo o volume do cabelo, mas ele vai sendo recuperado com o passar dos dias (pelo menos no meu cabelo é assim). Também é possível usar um condicionador que seja mais leve e que não pese tanto, ou ainda usá-lo em menor quantidade.

Protegendo os fios curtos na hora de dormir
Quem tem cabelos curtos, dependendo do comprimento, tem algumas opções. Se estão muito curtinhos, a fronha de cetim dá pro gasto. Se estiverem um pouco maiores e correrem o risco de embaraçar durante a noite - principalmente quando a pessoa se mexe muito durante o sono - o lenço de cetim é mais apropriado. E se estiverem curtos naquela fase em que já dá pra prender, é possível fazer banding separando mechas e prendendo cada uma delas com xuxinhas - e cobrindo com o lenço ou dormindo com a fronha de cetim, é claro!

Crescimento dos cabelos
Dica para crescimento dos cabelos começa com a letra P: PACIÊNCIA! O que parece falta de crescimento é na verdade falta de retenção do crescimento. Todos os tipos de cabelos tem, basicamente, o mesmo ritmo de crescimento. Para mais detalhes sobre crescimento dos cabelos, veja esta postagem.
Qualquer cabelo crespo/encarapinhado tende a crescer primeiro “pra cima”, e conforme vai ganhando tamanho costuma “tombar” para os lados. Mas isso varia de cabelo para cabelo. O meu só “tombou” quando, esticado, chegou nas costas, na altura da axila.

Será possível fazer uma transição com química?
Bom, pra mim, “transição” é justamente deixar as químicas transformadoras e passar a usar o cabelo virgem, natural. Algumas pessoas acham que fazendo permanente afro podem conseguir igualar as pontas à raiz. No entanto, um cabelo com permanente afro continua sendo um cabelo com química, porque o permanente nada mais é do que o mesmo produto usado para relaxamentos e alisamentos, só que aplicado de forma diferente. Selagem térmica, pelo que sei, é um procedimento que alisa os fios em algum grau. Logo, não parece razoável uma pessoa que queira o cabelo natural de voltar fazer uso disso... As maneiras mais seguras para passar pela transição estão detalhadas neste post.

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Menina pode ser expulsa da escola por causa do cabelo; instituição se retrata e diz que não irá expulsá-la

Fonte

Mal deu para digerir a última postagem, e mais uma vez nossos cabelos crespos/encarapinhados estão na mídia - infelizmente, em mais um caso que envolve discriminação. Dessa vez foi nos Estados Unidos, com uma garota de apenas 12 anos, que recebeu um ultimato: mudar seu cabelo ou ser expulsa da escola onde estuda.

Vanessa VanDyke, a menininha cheia de atitude em questão, disse que não irá cortar seu cabelo. "Ele mostra como sou única", ela diz. "Ele é armado e eu gosto dele assim", completa. Ela recebeu o apoio da mãe, que também questiona o regulamento da escola, o qual determina que os cabelos dos alunos "não podem ser uma distração": "Uma distração para uma pessoa pode não ser para a outra. Pode haver um aluno com espinhas no rosto. Vão chamar isso de distração?", indaga a mãe.

O fato é que pouco tempo depois de a notícia sair em diversos sites de notícias pelo mundo, os administradores da escola vieram a público dizer que não ordenaram que a menina cortasse o cabelo, sob o risco de expulsão, mas "apenas" que o penteasse de forma diferente.

E nesse momento, voltamos à pergunta lançada na última postagem: será que nosso cabelo é realmente aceito, do jeito que ele é de fato?

Todos nós sabemos que o cabelo crespo não cresce "para baixo", pelo menos não em um primeiro momento. Não parece justo que o fato de uma criança ter cabelo crespo deve privá-la da possibilidade de ter um cabelo comprido, já que outras meninas, com outros tipos de cabelo, podem usá-lo grande e solto. Da mesma forma, não soa igualitário que, por ter um determinado tipo de cabelo, uma aluna deva se submeter a procedimentos químicos ou até mesmo usar produtos para estilizar os fios que as outras não usem necessariamente.

O que chamou a atenção de muita gente foi o fato de esta solicitação ter vindo da escola, justamente a instituição que deveria educar as crianças no sentido de torná-los mais tolerantes às diferenças entre os indivíduos e hábeis a conviver em sociedade de forma harmônica. A família da menina reclama que ela vinha sofrendo bullying desde que começou a usar o cabelo assim, há vários meses, e a escola não tomou providências em relação a isso. Pelo contrário, reforçou o motivo do assédio ao não reconhecer a individualidade e a singularidade de um de seus alunos, e o seu direito a ser respeitado, independentemente de suas escolhas estéticas.

O fato é que, infelizmente, a escola, em geral, ainda é um espaço de reprodução de preconceitos. Não só quando se omite, quando faz vista grossa para casos como este, mas também quando ela própria aponta a vítima como culpada de seu sofrimento, ou ainda quando ela mesma reproduz o discurso do preconceito, rotulando os alunos considerados diferentes ou desviantes do perfil estético esperado.

Há de se repensar esse tipo de norma escolar que é, em essência, discriminatória. Sabemos que normas devem ser respeitadas, mas elas também devem ser alvo de que questionamento e mudança, caso não abarquem as individualidades do grupo que pretende atingir.

Fica a pergunta que fiz há algum tempo para pais e mães, dessa vez para os educadores: o queremos ensinar às nossas crianças? O que nós, enquanto educadores, podemos fazer para levar noções de respeito às diferenças para a escola?

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O “black power” ainda é considerado um penteado radical?


Neste fim de semana, durante o Encrespa Geral do Rio de Janeiro, tive a oportunidade de conhecer a Alê Hammond e, junto com as outras meninas, trocamos algumas ideias sobre cabelo em ambientes profissionais. Pudemos perceber que, infelizmente, o nosso cabelo ainda incomoda, especialmente quando é usado em um “black power”*, ou o que os americanos chamam de “afro”.

Coincidentemente, hoje achei esta reportagem, que fala sobre como o “black power” é um estilo até hoje controverso quando está, principalmente, na cabeça de pessoas que frequentam ambientes corporativos e acadêmicos.

Por muito tempo, o “black power” foi visto como um penteado que representa uma afirmação, sobretudo uma afirmação política, pois esteve ligado a um movimento muito mais amplo de afirmação da própria negritude. Neste momento específico, o destaque aos nossos cabelos crespos/encarapinhados naturais era necessário como uma forma de reforçar a identidade negra.

Hoje, vemos várias blogueiras e vlogueiras ensinando mil e uma formas de estilizar nossos cabelos crespos que vão muito além do “black” e percebemos uma maior receptividade ao cabelo natural em diferentes espaços (escola, trabalho, igreja, família). Apesar disso, o penteado “black power” ainda é algo controverso.

No vídeo da reportagem, Michaela Angela Davis, uma das entrevistadas, comenta que o cabelo afro diz coisas, especialmente porque ele é um cabelo que cresce “para cima e para fora”, e que é curioso que a maneira mais “radical” que uma pessoa de cabelo crespo possa usar seu cabelo seja deixando-o crescer ao natural, da maneira como sai de sua cabeça.

O outro entrevistado, Jody Armour, professor de Direito, conta que ouviu de um aluno que era irônico que ele ministrasse disciplinas no curso de Direito quando ele mesmo, o professor, parecia um criminoso. Ele conta também que colegas de profissão disseram que usar o cabelo “black” daquela forma era impertinente e inadequado. 

Jody Armour

Ainda que o movimento de retorno ao natural tenha conquistado lugares importantes para nossos cabelos, há certa resistência na forma como esses cabelos podem ser apresentados. O “black power” pode ser considerado por algumas pessoas demasiado radical ou extremo, ou ainda um “cabelo de militante” ou, pior, cabelo de quem é descuidado e não profissional.

Diante disso, podemos questionar: será que nossos cabelos crespos estão sendo de fato aceitos em sua plenitude, ou ainda precisam ser “domados” e adaptados a normas sociais que guardam o ranço do preconceito?

Você já sofreu preconceito ou discriminação por usar seu cabelo natural em um “black power”?


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*  Vale dizer que Black Power é o nome de um movimento em prol da afirmação da identidade, da cultura e dos interesses dos negros nos anos 60 e 70. Aqui no Brasil, o nome “black power” acabou sendo associado ao penteado característico dos militantes do movimento, que faziam questão de enfatizar os cabelos crespos como símbolo da afirmação de suas características raciais.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Nova rotina capilar


Acredito que todo mundo chegue a determinado momento da vida em que deseja mudar. Seja o emprego, o namorado ou o visual. No meu caso, já vinha sentindo a necessidade de fazer algo diferente em relação ao meu cabelo. Confesso que aquele ritual de lavar, tratar e estilizar estava me deixando entediada porque gastava muito tempo, e já estava um pouco enjoada do cheiro dos condicionadores. Já atingi o meu objetivo, que era provar pra mim mesma que é possível ter um cabelo crespo encarapinhado comprido... E agora? Luzes? Tranças? Dreads? Raspar careca que nem a Shameless Maya

Enquanto não decido o que fazer, resolvi mudar minha rotina de tratamento e minha forma de estilização e adotei os twists. Quis lançar um desafio para mim mesma: manter a rotina de fazer twists no cabelo por pelo menos um mês ou até onde meu cabelo aguentar. Como produto finalizador, abri mão dos condicionadores tradicionais e adotei o creme de manteiga de karité


Rotina com twists 
Já tem uma semana que estou com twists no cabelo. Tive uma certa dificuldade para fazê-los, mas só se aprende tentando, não é mesmo? Tive que refazer vários até conseguir um resultado decente (twists que não desmancham nem ficam muito fofos ou tortos). No vídeo abaixo (que eu já postei inclusive na página do Facebook do Ame Seu Crespo) você pode ver como são feitos os twists.



Como foi a minha primeira vez fazendo na cabeça toda, não tive muito cuidado ao repartir o cabelo, mas acho que um pouco mais de simetria nas divisões me dará um resultado mais satisfatório

Lavei meu cabelo no meio da semana apenas com xampu diluído em água – uma parte de xampu para duas de água – e esfreguei apenas a raiz com bastante cuidado, enxaguando bastaaaaante em seguida. Os torcidinhos não desmancharam e eu refiz apenas aquelas que ficam na linha da testa e mais “por cima” da cabeça, sem mexer nos de dentro.

 



Creme de manteiga de karité 
A alguns anos atrás, a Naptural85 fez este vídeo para o Youtube onde ensina a fazer uma mistura caseira, apenas com produtos naturais, para ser usada como leave-in. Desde então, eu venho reproduzindo a receita (com algumas alterações) não como produto de cabelo, mas para passar na pele – de fato, nunca mais comprei creme hidratante e simplesmente acabei com meu problema de joelhos e cotovelos esbranquiçados e rachando! 

Quando pensei nos twists, resolvi resgatar a receita, já que não queria mais usar condicionador comum. E como a própria Naptural85 fala no vídeo, ela é ótima para fazer twists: uma pequena quantidade em cada mecha não deixa o cabelo muito oleoso, mas dá firmeza para o cabelo não se soltar. 

A minha receita levou: 
  • 1 colher de chá de óleo de rícino 
  • 1 colher de chá de óleo de macadâmia 
  • 2 colheres de chá de óleo de jojoba 
  • 2 colheres de chá de óleo de abacate 
  • ½ colher de chá de vitamina E 
  • 7 gotas de óleo essencial de tea tree 
  • Manteiga de karité até dar a consistência desejada 

Eu misturei primeiro os óleos e depois fui raspando a manteiga de karité do pote (para amolecer) e incorporando aos poucos à mistura, batendo com uma pequena espátula já dentro do potinho onde eu iria guardar o produto final. Preferi não aquecer nenhum ingrediente com medo de alterar as propriedades – misturei tudo “no braço”, mas isso não é tão complicado quando se trabalha com quantidades pequenas. 


O resultado final foi esse da última foto. Ao colocar o creme nos twists, priorizei as pontas (quando coloquei uma quantidade maior no comprimento acabei deixando meu cabelo oleoso demais). E após lavar os twists no meio da semana e refazer aqueles da frente, coloquei a misturinha apenas nas pontinhas, na hora de fechar o twist.

Na verdade, você pode usar os seus óleos favoritos, mesmo que sejam diferentes dos meus ou dos da Naptural85, e dosar a manteiga até ficar na consistência que você preferir - creme mais leve e aerado ou mais pesado e concentrado. As meninas do grupo CrespiiiiissimO.os do Facebook fizeram suas própria receitas - confira lá e pegue algumas ideias!


Conclusão? 
Bom, depois dessa primeira semana, já estou pensando em adotar os twists como meu penteado protetor de inverno! Mesmo de certa forma preso, meu cabelo secou absurdamente mais rápido e minha manutenção de meio de semana também foi bem mais curta. Dá pra variar o visual fazendo os torcidinhos pro lado ou no meio, ou ainda rasteirinhos (que eu ainda preciso treinar muito, mas um dia chego lá!). 

Pra completar, vou incrementar a minha rotina com outros produtos de tratamento 100% naturais, como a amla que a Aninha do Cacheado Básico me deu de presente e eu estou ansiosa para experimentar. Será que uma rotina toda natural dá certo? Quem sabe não consigo naturalizar de vez a minha vida? Aguarde as cenas dos próximos capítulos...