sábado, 4 de janeiro de 2014

Minhas máscaras de tratamento favoritas



E para terminar a série de postagens sobre a minha nova rotina capilar, desta vez vamos falar de máscaras de tratamento!

Voltar a usar máscaras foi talvez a maior mudança na minha rotina. Antigamente, eu "pulava" esta etapa por causa da economia de tempo: quanto menos coisas fizesse com o cabelo, mais rápido seria todo o processo. Contudo, percebi que ao mesmo tempo em que evitava a máscara lançava mão de outros "artifícios": aplicar óleo na raiz, borrifar a misturinha de água com pantenol, enfim... Eu estava economizando tempo de um lado e gastando de outro! Além disso, meus cabelos chegaram em um comprimento e densidade que os aditivos não estavam mais dando conta. Por isso, aboli todos os "extras" e me ative, novamente, ao básico: xampu, máscara e  LOC para finalizar. Sem mais pantenol, sem mais massagens com óleo, sem mais nenhum aditivo. 

Por ter ficado tanto tempo sem usar máscaras de tratamento, tive que revisitar algumas velhas conhecidas e descobrir outras novas. No momento, as minhas favoritas são essas:




Masquintense (Kérastase) - simplesmente deliciosa! Deixa meu cabelo incrível, macio, super definido - e, por isso mesmo, super encolhido também! De todas que uso atualmente, é a máscara mais emoliente. É também a que mais rende: um pouquinho já dá conta de cada mecha do meu cabelo, cobrindo os fios e permitindo um pentear muito fácil. É a favorita do momento!




Relaxima Care (Matrix) - é uma máscara que sempre funcionou muito bem no meu cabelo. Apesar de conter óleos e manteiga de karité, não deixa os fios oleosos nem engordurados. Ela tem um modo de ação bem interessante: quando aplico, não sinto lá grandes efeitos da máscara. A mágica só acontece no dia seguinte, quando percebo que meus fios ficam mais brilhosos, muito maleáveis e os cachos mais alongados. E essa última parte é realmente algum tipo de bruxaria, porque o produto dá peso aos cachos "sem pesar"! Está sempre no meu estoque! 





Biolage Hidrathérapie (Matrix) - fiquei muito tempo sem usar esta máscara e, quando fui na loja procurar por ela desta vez, percebi que mudaram a embalagem. Agora ela é Aqua-imersão! A consistência também ficou mais firme, mas a ação dela, se mudou, foi apenas para melhor! Deixa os cabelos muito gostosos após a aplicação. Também estará sempre no meu estoque, de hoje em diante!





Anti Age (Amend) - esta máscara e eu vivemos numa relação de amor e ódio, numa linha muito tênue entre necessidade de usá-la e vontade de jogá-la no lixo! Finalmente eu descobri uma forma de usar a Anti Age sem destruir meus cabelos. Como falei na postagem sobre xampus, quando uso o Head & Shoulders, que tem sulfato, uma vez ao mês, uso uma máscara com proteínas. A eleita é justamente a Anti Age, até por falta de vontade de pesquisar outras máscaras com a mesma função. Contudo, eu percebi que o "truque" para que esta máscara desse certo no meu cabelo era associá-la a uma outra máscara, mais emoliente.


Até aí nenhuma, novidade, muita gente faz a reconstrução e após uma hidratação. Mas, no meu caso, a máscara emoliente precisa ser usada ANTES da Anti Age! Eu uso qualquer máscara que seja emoliente para desembaraçar todo o cabelo, deixo agir, com os fios separados em mechas e enxáguo. Só então parto para a Anti Age, tentando não ultrapassar muito o tempo de ação recomendado (com os fios já desembaraçados, isso não se torna tão complicado). Agora sim eu posso dizer que ela não vai mais sair do meu estoque!




Além dessas que eu mencionei, ainda uso outras máscaras que são boas, mas não são ótimas. São elas a Biolage Forthetérapie (Matrix) e a Oro Argan (Bioderm). Em cada lavagem eu costumo usar uma máscara diferente, ou pelo menos a que "me dá na telha" naquele dia. Só a Anti Age que eu reservo para quando uso o xampu anti caspa com sulfato, uma vez ao mês. Como já deve ter dado para perceber, eu uso máscaras em todas as lavagens, após o xampu. Condicionadores simplesmente não valem a pena para o meu cabelo - eu prefiro deixá-los para a função de leave-in.



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E você, já elegeu as suas máscaras de tratamento favoritas para 2014?

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Meus novos xampus favoritos



Mais uma vez venho falar dos produtos que venho usando na minha rotina capilar atualmente. Dessa vez vim comentar sobre os xampus!

Felizmente, os xampus que usava antigamente não mudaram de composição! Eu refiz a minha seleção de favoritos por dois motivos: melhor desempenho e maior facilidade de compra. Então, seguem os três xampus que venho usando, de forma alternada, atualmente.



Oro Argan (Bioderm) - o primeiro xampu sem sulfato facilmente encontrado em farmácias, mercados e lojas de produtos para cabelos ainda é o meu xampu favorito. Nem tem muito o que falar: ele é muito suave e tem um cheirinho ótimo. Só não é mais suave que o "primo" Oro Argan Monoi. Ainda assim, continua sendo o meu número um pelo motivo que vou explicar mais adiante.







Oro Argan Monoi (Bioderm) - um xampu super suave, o ressecamento que ele causa é próximo de zero! Ele tem a mesma fragrância do condicionador da linha e forma realmente o par perfeito para ele. Depois de muitos (muitos!) meses usando exclusivamente este xampu, percebi um aumento significativo na quantidade de caspas. Não sei se foi devido a uma mudança de clima, a uma alteração hormonal do meu corpo ou ao xampu de fato, mas resolvi dar um tempo e voltei para o Oro Argan branco. Apesar de ser mais hidratante que o outro, esse incidente das caspas o fez ser meu "número dois".




Head & Shoulders Anti Coceira (Procter & Gamble) - o quê?? Um xampu com sulfato? Pois é, depois do episódio das caspas descontroladas causadas pelo Oro Argan Monoi eu corri na farmácia e comprei um xampu anticaspas! Mas e aquela estratégia das massagens com óleo de rícino no couro cabeludo? Bom, eu realmente não quis lançar mão dela por dois motivos. O primeiro foi a falta de tempo - na época, eu só podia cuidar do cabelo uma vez na semana e por um período bem delimitado de tempo, então quanto menos passos na minha rotina de cuidados semanais, melhor a minha vida social! O segundo foi o fato de achar que mais óleo pudesse piorar minha situação, já que supus que uma das possíveis causas da caspa fosse o fato de a linha Oro Argan Monoi ter mais óleos em sua composição.




Bom, o fato é que eu usei o H&S e gostei MUITO do efeito dele. Meu couro cabeludo ficou incrivelmente limpo por 7 dias (7 dias!), não coçou nem descamou e ainda fiquei com uma sensação geladinha após a lavagem. É claro que, como todo xampu com sulfato, ele sai levando meu cabelo ralo abaixo. Por isso, eu uso apenas uma vez ao mês, no dia em que escolho usar uma máscara com proteínas.





EXTRA! >>> Máscara Antirresíduos Banho de Gelo (Haskell) - ok, ela não é xampu, mas é um bom produto para higienizar os fios quando meus cabelos estão limpos demais para verem uma "espuma", mas sujos demais para serem lavados apenas com água. Ainda que não use com regularidade, esta máscara fica sempre por perto, para estas ocasiões excepcionais.





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E os seus xampus favoritos, continuam os mesmos? Conte aqui nos comentários!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Meus novos condicionadores favoritos


Continuando a série de postagens sobre as modificações na minha rotina de tratamento capilar, não poderia deixar de falar dos produtos que tenho usado nos cabelos.

Como eu já falei em outros posts aqui do blog, eu uso o condicionador como leave-in, o que significa que eu aplico no cabelo e deixo secar sem enxaguar. Eu também sigo uma rotina de low poo, ou seja, uso xampus suaves e condicionadores e máscaras preferencialmente sem silicone, ou então com amodimethicone, que causa menos acúmulo nos fios.

Contudo, quem pratica low poo conhece o drama de o seu produto favorito sumir das prateleiras porque foi descontinuado, ou ainda pior, ter a sua fórmula alterada com a adição das substâncias proibidas para a rotina, como parafina líquida e petrolato.

Foi justamente o que aconteceu com os meus condicionadores favoritos! Alguns deles sumiram, outros foram "contaminados" com parafina líquida, e eu e todas as outras adeptas do low poo fomos ficando sem opções de condicionadores de farmácia. Por conta disso, só me restaram duas boas opções de condicionadores silicone free encontrados facilmente em farmácias ou lojas de produtos para cabelo. 




Oro Argan Monoi (Bioderm) - condicionador de consistência grossa, dá uma ótima cobertura ao fio. Achei muito bom para o método LOC porque segura a hidratação dos fios por vários dias. O cheiro talvez não agrade a todos, pois ele lembra um cheiro de ervas ou talvez do próprio óleo monoi (que eu nunca cheirei pra saber se tem o cheiro parecido mesmo!). O preço dele também não é muito convidativo, se comparado aos demais produtos de farmácia: gira em torno de R$ 15. Apesar disso, o resultado final vale a pena, já que o desempenho dele também é acima da média dos produtos de farmácia. 






Quina Rosa (Haskell) - também tem uma ótima consistência e cobre bem os fios, sendo muito bom para o LOC e para o método da Teri La Flesh. O cheiro é bem suave e lembra o perfume de um sabonete daqueles que a gente usava antigamente! O preço dele é menos convidativo (eu paguei mais de R$ 20 em uma embalagem de 300ml), mas o resultado final também é super válido. No momento, ele é a minha opção número um de condicionador silicone free!






Eventualmente, eu uso um ou outro produto com silicones, algum gel ou fixador diferente, mas como até agora foram apenas experiências, prefiro não comentar sobre eles por enquanto.


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Até quando será que poderemos contar com bons produtos silicone free nacionais que não sumam das prateleiras ou sejam "batizados" com petrolatos? Veremos as cenas dos próximos capítulos da nossa saga capilar...

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Minha rotina atualizada - finalizando com twists


Já se passou muito tempo desde que escrevi sobre a minha rotina de cuidados com os cabelos. De lá pra cá, algumas coisas mudaram: formas de aplicação dos produtos, os produtos em si, o meu cabelo... Então deixa eu contar o que ando fazendo atualmente!

Atualmente ganhei um dia a mais livre para me dedicar aos cuidados com os cabelos (eba!). Por isso, passei a lavar os fios duas vezes na semana. Sempre após o xampu, uso uma máscara de tratamento (que varia de acordo com o meu humor e com o que eu acho que o cabelo precisa) e aproveito para desembaraçar os fios enquanto a máscara age. Após o enxágue, eu retiro o excesso de água dos fios enrolando uma toalha na cabeça (quando a toalha encharca, eu costumo trocá-la por uma camiseta velha de algodão para continuar secando). Com os fios úmidos, eu sigo aplicando um óleo e finalmente o condicionador que uso como leave-in, de acordo com o método LOC.

No momento da finalização, tenho experimentado técnicas novas, além de simplesmente deixar secar e prender em um penteado protetor. Durante um mês, finalizei fazendo twists finos, que eu já falei sobre aqui no blog. Agora, ainda tenho inventado com twists, mas de outras formas! 


Twists grossos frouxos – esses twists tem a vantagem de manter o aspecto natural dos meus cachinhos, mas diminuindo um pouco o encolhimento e consequentemente o embaraço. Para isso, eu mantenho o cabelo separado em 8 ou 9 mechas e faço twists frouxos com cada um delas, mas deixando as pontas soltas, para que não percam o formato natural dos cachinhos. Após secar completamente, eu desmancho os twists. O resultado final é um cabelo alongado como se fosse um day after, após dormir com o cabelo preso com a técnica do banding à noite. Eu me inspirei neste vídeo para fazer os meus twists frouxos. 

O resultado é mais ou menos esse, em termos de comprimento:


Twists grossos esticados – essa técnica aqui é o pulo do gato pra quem tem cabelo comprido, mas não vê o real tamanho dele por causa do fator encolhimento! Ainda separando o cabelo em 8 ou 9 mechas, dessa vez eu aplico menos creme/leave-in/condicionador do que o usual. Após fazer cada twist, eu o prendo em um bantu knot ou coquinho, para que ele não encolha, e sigo fazendo o próximo, até completar a cabeça toda. Com todos os twists prontos, eu pego cada um deles, esticando ao longo da cabeça e prendendo a ponta com um grampo. Neste vídeo você pode ver onde me inspirei para fazer os meus twists esticados.


Se os fios estiverem devidamente úmidos e a quantidade de creme não tiver sido excessiva, na manhã seguinte os fios estarão secos. Aí é só desmanchar os twists com cuidado, para não levantar muito frizz, e curtir o cabelão! 



Pode parecer óbvio, mas custa nada lembrar que eu faço os twists depois do LOC! Para facilitar a separação dos fios, eu já divido meus cabelos em mechas antes de lavar, e mantenho essa divisão até o momento da finalização. Após soltar os cabelos já secos pela manhã, é possível fazer penteados diferentes, que o cabelo 100% encolhido não permitiria.


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Essas técnicas com os twists são particularmente especiais para quem tem cachinhos bem definidos, mas super apertadinhos e encolhidos. Experimente as técnicas e conte qual foi a sua favorita!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Scab hair: o estranho cabelo pós big chop


Quando acabamos de fazer o big chop e cortamos todo o cabelo com química que resta, podemos achar que finalmente chegou ao final a nossa saga e que agora é só curtir as alegrias que o cabelo natural proporciona. Mas, para nossa, surpresa, damos de cara com um cabelo meio estranho, áspero, bem mais seco e difícil de lidar do que imaginávamos. Muitas vezes, isso acontece simplesmente porque não sabemos como é nosso cabelo natural e criamos expectativas fora da nossa realidade capilar, em termos de textura do fio e tamanho dos cachos. Contudo, esse cabelo “estranho”, que é experimentado por muitas pessoas que acabaram de cortar toda a parte com química, pode ser o que as gringas chamam de scab hair

Scab hair é aquele primeiro cabelo, mais rígido, áspero e seco, que cresce logo após interrompermos o uso de relaxamentos e alisamentos. Ele é um cabelo que vem justamente naquele período em que o couro cabeludo está se reajustando e se recuperando dos procedimentos químicos que costumávamos fazer. Como passamos muito tempo usando estes produtos, às vezes desde a infância, acabamos não sabendo como nossos fios de cabelo são, de fato, e confundimos o scab hair com o nosso “verdadeiro” cabelo natural. Era ele, afinal, que nos fazia querer sair correndo para o salão retocar a raiz ao menor sinal de crescimento na época dos relaxamentos – quem nunca achou que o cabelo era “duro” por causa daquela raiz alta e sem forma que crescia?

Não há nada que prove cientificamente a existência do scab hair e nem todo mundo que passa pela transição experimenta isso. Mas há quem acredite que a presença do scab hair está ligada a quanto tempo passamos usando químicas nos cabelos. Especialmente nós, que temos cabelos crespos ou encarapinhados e fazemos relaxamentos e alisamentos desde cedo, somos justamente as que mais notam esse cabelo mais problemático.


Dicas para lidar com o scab hair
Hidrate, hidrate, hidrate – o scab hair é, sobretudo, um cabelo seco, sedento. Hidrate bastante o seu cabelo nos primeiros meses após o big chop. Tratamentos profundos com máscaras potentes e xampus suaves são muito bem vindos. Uma boa maneira de selar e reter a hidratação nos fios é o método LOC.

Use óleos vegetaisalém dos óleos vegetais que já são usados no método LOC, você pode lançar mão também de umectações e massagens com óleo vegetal no couro cabeludo. Ao aplicar óleo nos fios, coloque sempre uma quantidade maior naquela parte mais ressecada e necessitada.

Tire as pontasa única maneira de “se livrar” do scab hair é cortando. Vá aparando as pontinhas om alguma frequência, ou, se preferir, após vários meses, faça um corte mais significativo no seu cabelo para retirar a tal parte “estranha” e revelar o seu cabelo natural “de verdade”.

Seja paciente o scab hair é um cabelo mais sensível, que requer mais paciência nos cuidados e na manipulação. Também não há como acelerar o crescimento do cabelo para que se possa cortar logo todo o scab hair fora, o mais rápido possível e de uma vez só. Não é à toa que o processo de volta ao natural das crespas e encarapinhadas costuma ser longo - há quem relate ter enfrentado a condição do scab hair por cerca de 6 meses ou mais. 


Minha experiência com o scab hair
Eu, pessoalmente, experimentei o scab hair quando nem sabia que ele “existia”. Na época em que tirei as tranças e comecei a usar o cabelo natural solto, percebi que um pedaço do meu cabelo, justamente os últimos 5 ou 6 centímetros das pontas, eram muito diferentes do cabelo mais próximo à raiz. Na época, pensei que fosse pela falta de cuidados durante os 5 anos em que usei tranças (porque eu era completamente sem noção e não me preocupei em tratar do meu cabelo neste período!). Hoje em dia, eu imagino que parte daquela textura diferente talvez fosse mesmo causada pela falta de cuidados, mas que na verdade só agravou a situação do scab hair.


Tenho para mim que o scab hair possa estar ligado à agressividade das químicas em relação ao nosso couro cabeludo. Sei que não fui a única a experimentar feridas bem sérias no couro que surgiam após a aplicação de relaxamento. Fico imaginando o quão difícil é a pele do couro cabeludo se regenerar após anos e anos dessas agressões! E como qualquer parte da pele que é ferida, ele muito provavelmente não voltou a ser o mesmo de antes do machucado...



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E você, já experimentou ou está enfrentando o scab hair?



* Fiz esta postagem após um bate papo começado pela Alissan Paixão no grupo CrespiiiiissimO.os, do Facebook. Se você quiser saber mais sobre o assunto, clique aqui, aqui e aqui.